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CURIOSIDADE

Os 5 Celulares que a perícia forense mais gosta de mexer

Para quem trabalha com recuperação de dados e investigações digitais, certos aparelhos são considerados "favoritos" por sua facilidade em ceder informações

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No mundo digital de hoje, nossos smartphones se tornaram extensões de nós mesmos, guardando segredos, memórias e informações cruciais.

Mas você já parou para pensar o quão seguro é esse "cofre" de bolso? A verdade é que, para a perícia forense e especialistas em segurança, alguns modelos de celular são verdadeiros livros abertos, revelando dados que você talvez nem soubesse que ainda existiam.

Os "Queridinhos" da Perícia: Modelos que Entregam Tudo

Para quem trabalha com recuperação de dados e investigações digitais, certos aparelhos são considerados "favoritos" por sua facilidade em ceder informações. Eles são como um mapa do tesouro para quem busca rastros digitais. Vamos entender por que:

1. Samsung Galaxy – Linhas A e J: Onde o Cellebrite Faz a Festa

Os modelos das linhas Galaxy A e J da Samsung são amplamente conhecidos por serem "amigáveis" aos softwares de extração de dados, como o famoso Cellebrite.

Com eles, é possível recuperar uma vasta gama de informações, desde fotos e vídeos que você pensou ter deletado para sempre, até mensagens antigas e seu histórico de localização.

O mais impressionante é que até mesmo o que foi digitado no teclado do aparelho pode ser recuperado, revelando conversas e senhas que passaram por ali.

2. Motorola Moto G – G5, G6, G7 e Sucessores: Um Clássico da Extração Forense

A linha Moto G da Motorola, especialmente os modelos mais antigos como G5, G6 e G7, é um clássico nas extrações forenses.

A razão é simples: esses aparelhos possuem menos camadas de proteção em comparação com outros dispositivos, o que facilita o acesso a dados cruciais.

Em poucos minutos, é possível extrair históricos de aplicativos, áudios, informações de localização e uma infinidade de arquivos, tornando-os alvos fáceis para a recuperação de dados.

3. Xiaomi sem Criptografia Ativada: A Segurança na Mão do Usuário

Os smartphones Xiaomi oferecem um bom nível de segurança, mas há um detalhe crucial: a criptografia. Se o usuário não se atentar em ativar essa camada extra de proteção, o sistema pode entregar tudo de bandeja. Isso inclui backups do WhatsApp, fotos, documentos e até mesmo dados de aplicativos que já foram desinstalados. A lição aqui é clara: a segurança do seu Xiaomi pode depender de um simples clique.

4. iPhones Antigos – Modelos 6, 6s e 7 (iOS até 12): Vulnerabilidade na Maçã

Mesmo os renomados iPhones não estão imunes. Modelos mais antigos, como o iPhone 6, 6s e 7, especialmente aqueles que rodam versões mais antigas do iOS (até a 12), são considerados vulneráveis.

Ferramentas como o Cellebrite Premium conseguem desbloquear esses aparelhos e extrair dados com surpreendente facilidade, mesmo sem a senha de acesso. Isso reforça a importância de manter seu sistema operacional sempre atualizado.

5. Samsung Galaxy – S8 e S9: Mapeados e Acessíveis

Apesar de serem modelos mais recentes que os da linha A e J, os Samsung Galaxy S8 e S9 já foram completamente mapeados pelas ferramentas forenses.

Isso significa que chamadas, mídias, mensagens, localização e outros dados são acessíveis para quem possui o conhecimento e as ferramentas adequadas. A evolução da tecnologia de recuperação de dados é constante, e o que era seguro ontem pode não ser hoje.

A Perícia Recupera, o Celular Entrega: Dicas para Proteger Seus Dados

A realidade é que, se você apagou algo, a perícia pode recuperar. Se você acha que está seguro, seu celular pode dizer o contrário. A boa notícia é que você não está totalmente desamparado. A dica profissional é clara:

Nenhum dispositivo é 100% seguro sem boas práticas.

Para minimizar os riscos e proteger sua privacidade, siga estas recomendações:

  •  Ative todos os recursos de segurança: Senhas fortes, biometria, reconhecimento facial e criptografia são suas primeiras linhas de defesa. Não subestime o poder dessas ferramentas.
  •  Mantenha o sistema atualizado: As atualizações de software não trazem apenas novas funcionalidades, mas também correções de segurança importantes que fecham brechas e vulnerabilidades.
  •  Desconfie de "falsas proteções": Aplicativos milagrosos que prometem segurança total ou métodos de "limpeza" que não são oficiais podem, na verdade, expor ainda mais seus dados. Pesquise e utilize apenas soluções confiáveis.

Lembre-se: a segurança dos seus dados começa com você. Ao adotar boas práticas e estar ciente das vulnerabilidades, você pode transformar seu smartphone de um "cofre aberto" em um guardião mais confiável das suas informações.

Curiosidades do Mundo da Segurança Digital e Perícia Forense

O universo da segurança de dados em smartphones e da perícia forense digital é repleto de fatos fascinantes e, por vezes, assustadores. Conhecer algumas dessas curiosidades pode ajudar a entender ainda mais a importância de proteger suas informações:

• O "Apagar" Não Apaga de Verdade: Quando você deleta um arquivo do seu smartphone, ele geralmente não é removido imediatamente do armazenamento. O sistema operacional apenas marca o espaço como disponível para ser sobrescrito. Isso significa que, com as ferramentas certas, peritos forenses podem recuperar esses dados "apagados" até que o espaço seja de fato preenchido por novas informações. É por isso que, em investigações, é crucial agir rapidamente para preservar a integridade dos dados.

• Metadados: Os Pequenos Grandes Detalhes: Cada foto que você tira, cada documento que você cria, e até mesmo algumas mensagens, contêm metadados. Essas são informações ocultas que descrevem o arquivo, como a data e hora da criação, o modelo do dispositivo, e em muitos casos, a localização GPS exata de onde a foto foi tirada. Para a perícia, esses metadados são uma mina de ouro, fornecendo um rastro digital detalhado das suas atividades.

  • A Importância do Backup: Muitos usuários só se dão conta da importância do backup quando perdem seus dados. Curiosamente, a maioria dos softwares de recuperação de dados gratuitos disponíveis na internet não são tão eficazes quanto prometem, e muitas vezes são pagos. A melhor estratégia é sempre manter backups regulares em nuvem ou em dispositivos externos, garantindo que suas informações estejam seguras mesmo em caso de perda ou dano ao aparelho.
  • O Dilema da Privacidade vs. Segurança Nacional: A perícia forense digital frequentemente se depara com o dilema entre a privacidade do indivíduo e a necessidade de acesso a dados para investigações criminais ou de segurança nacional. Casos famosos, como o embate entre o FBI e a Apple sobre o desbloqueio de iPhones, ilustram a complexidade dessa questão e o debate contínuo sobre os limites da privacidade no mundo digital.
  • A Evolução Constante das Ferramentas: Assim como os desenvolvedores de smartphones trabalham para aprimorar a segurança, os especialistas em perícia forense estão constantemente desenvolvendo novas ferramentas e técnicas para contornar essas barreiras. É uma corrida armamentista digital, onde cada avanço de um lado impulsiona o desenvolvimento do outro. Isso reforça a necessidade de os usuários estarem sempre atualizados sobre as melhores práticas de segurança.
  • Seu Celular Está Te Ouvindo? Mitos e Verdades: Um mito comum é a crença de que os smartphones estão constantemente gravando e enviando conversas para grandes empresas. Embora seja improvável que isso ocorra de forma indiscriminada devido à grande quantidade de dados e recursos necessários, é verdade que aplicativos podem ter acesso ao seu microfone e localização se você conceder as permissões. Por isso, é fundamental revisar as permissões dos aplicativos e desativar aquelas que não são essenciais.

Essas curiosidades reforçam a ideia de que a segurança digital é um campo dinâmico e que a conscientização do usuário é a primeira e mais importante linha de defesa contra a exposição de dados. Mantenha-se informado e proteja seu "cofre" digital!

Tecnologia

Vivo abre crediário para vender celular

A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos

05/04/2026 12h30

Loja da operadora VIVO

Loja da operadora VIVO Divulgação

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A Telefônica Brasil, dona da Vivo, está adotando um mecanismo de vendas que é um velho conhecido do varejo nacional, mas, até então, era pouco explorado no universo das telecomunicações: o crediário. A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos (TVs, relógios, som, videogames e afins) nas suas lojas físicas e no aplicativo.

A medida tem como objetivo aumentar o volume e a variedade dos produtos vendidos, bem como ampliar o tíquete médio das vendas. Isso será possível atraindo os consumidores interessados em adquirir algum aparelho, mas que não têm cartão de crédito ou já esgotaram seu limite.

"Uma das maiores frustrações do consumidor é não ter crédito aprovado para fazer uma compra", diz o vice-presidente de inovação, Rodrigo Gruner. "Queremos permitir que o consumidor consiga comprar seu smartphone com a Vivo mesmo sem o cartão de crédito", complementa, citando que 95% das vendas dependem do cartão hoje em dia.

Quando um consumidor entrar na loja da Vivo, o vendedor já terá em mãos os seus limites de crédito pré-aprovados por meio da consulta do CPF ou número de telefone, aproveitando a base de dados de mais de 100 milhões de usuários da operadora. Com isso, poderá oferecer produtos que caibam no seu bolso.

A Vivo já tem uma receita líquida R$ 3,9 bilhões por ano com a venda de produtos na sua rede de 1,8 mil lojas e comércio eletrônico. Não é pouco. Trata-se de 13% do faturamento anual das Casas Bahia (R$ 29,2 bilhões) ou 10% da Magalu (R$ 38,7 bilhões), duas gigantes do varejo. Para 2026 em diante, a expectativa da operadora é ter um avanço "significativo" nas vendas graças à oferta do crediário, diz Gruner, que não abre metas de crescimento.

Segundo Gruner, será possível, inclusive, aproveitar a capilaridade da rede de lojas para abocanhar uma fatia do comércio das varejistas regionais - especialmente daquelas que estão sem caixa para manter um bom estoque de aparelhos. Em muitas cidades do interior, há poucas varejistas, e a loja da Vivo acaba sendo uma referência. "Esperamos aumentar nossa participação de mercado", frisa o vice-presidente.

No dia a dia, o crediário deve atender pessoas de menor renda a comprar o primeiro celular ou a trocar aparelhos defasados. Mas não só. A linha também deve servir para pessoas de maior poder aquisitivo interessadas em smartphones top de linha, cujos preços giram em torno de dois dígitos. "Muita gente não troca de aparelho por falta de crédito", cita Gruner.

No fim do dia, é esperado um estímulo para a renovação dos celulares. Hoje em dia, os consumidores trocam de aparelho a cada três anos, em média. No passado, esse giro acontecia em cerca de um ano e meio. "O ciclo de troca está mais longo", afirmou.

Fonte Nova

O crediário da operadora é baseado no seu braço de serviços financeiros, a Vivo Pay. A plataforma conta com recursos de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) subscrito pela Polígono Capital, uma joint venture do BTG Pactual com a Prisma. O Vivo Pay oferece empréstimo pessoal, antecipação de FGTS, consórcios, bem como seguros variados - aparelhos, vida e viagem. Desde o lançamento em 2020, já concedeu R$ 1,1 bilhão em crédito, gerando uma receita de R$ 488 milhões em 2025, alta de 5,9% perante 2024.

Assim, o crediário funcionará como uma nova fonte de receitas financeiras (os juros não são revelados), ao mesmo tempo em que ajudará a Vivo a vender produtos como seguros de aparelhos. "Hoje, 40% dos consumidores que adquirem um smartphone com a operadora também contratam seguro", conta Leandro Coelho, diretor do Vivo Pay.

Desde 2024, a Vivo recebeu do Banco Central (BC) licença para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com isso, ficou autorizada a realizar operações de empréstimo e financiamento de forma direta, ou seja, sem a intermediação de um banco tradicional. Até então, a companhia contratava plataformas de terceiros, o chamado bank as a service.

Neste começo de ano, o Vivo Pay reabriu sua conta digital, que foi temporariamente suspensa para atualização da plataforma após a nova licença. Para os próximos meses, espera ampliar o portfólio de serviços e abrir linha de crédito para empresas.

Tecnologia

Os mitos tech que continuam vivos nas redes: "fechar apps poupa bateria" e outros clássicos

27/02/2026 14h10

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As redes sociais convertem qualquer "truque" tecnológico em verdade universal com uma facilidade espantosa. Um vídeo de 15 segundos com legendas grandes e um tom seguro pode soar mais convincente que uma explicação completa, e assim nascem os mitos: frases simples que parecem lógicas, mas que raramente se sustentam quando se olha o contexto. Em tecnologia, como na vida quotidiana, o que se viraliza nem sempre é o que funciona.

Curiosamente, o mecanismo assemelha-se a como se vendem certos atalhos digitais: sportsbook solution costumam apresentar-se como pacotes "prontos" que prometem acelerar processos complexos.

Nas redes passa o mesmo com os conselhos tech: um gesto rápido parece melhor que entender como opera o sistema. O problema é que o telemóvel não é uma liquidificadora: fechar coisas à toa ou tocar em ajustes sem saber pode acabar por piorar o desempenho.

Por que um mito tech se torna viral

Um mito tecnológico costuma ter três ingredientes: simplicidade, sensação de controlo e uma "prova" visual. A simplicidade tranquiliza ("faz isto e pronto"). A sensação de controlo agarra porque promete dominar um aparelho que às vezes se sente imprevisível. E a prova visual – uma barra de bateria que sobe, um telemóvel que "voa" depois do truque – remata a ilusão, ainda que seja um efeito temporário ou mesmo uma montagem.

Além disso, os algoritmos premiam o extremo. Uma mensagem moderada como "depende do modelo e do uso" não compete contra "isto está a drenar a tua bateria agora mesmo". A isso soma-se um detalhe: muitos telemóveis funcionam de forma diferente segundo a marca, a versão do sistema e até a antiguidade do dispositivo. O que uma pessoa mostra como "solução milagre" pode ser irrelevante para outra.

Cinco mitos que aparecem em quase todos os feeds

Não se trata de troçar, mas de reconhecê-los para não perder tempo (nem paciência) em hacks que não ajudam.
"Fechar apps poupa bateria" É o clássico número um. Em muitos casos, fechar apps o tempo todo não ajuda e pode até piorar o consumo: quando voltas a abri-las, o sistema deve carregá-las do zero. O mais útil costuma ser identificar a app que realmente está a consumir demais e rever permissões, atividade em segundo plano ou notificações excessivas.

"Mais brilho sempre significa mais gasto" Sim, o brilho influencia, mas não é o único fator nem sempre o principal. Se tens o ecrã alto e, além disso, mau sinal, GPS ativo, Bluetooth a procurar dispositivos e apps sincronizadas, o consumo dispara por várias frentes. Reduzir o brilho pode ajudar, mas não é o "botão secreto" que arranja tudo.

"O carregamento rápido estraga o telemóvel" Este mito alimenta-se do medo. O carregamento rápido gera mais calor, e o calor sim pode afetar a bateria com o tempo. Mas isso não significa que seja "mau" por definição. Pode carregar um pouco mais rápido porque reduz a atividade de rede, mas o efeito não é mágico. Se o carregador é lento ou o cabo está danificado, o modo avião não te salva. É um truque com um benefício limitado, que se vende como solução total.

"Apagar a cache diariamente faz o telemóvel mais rápido" Limpar a cache pode liberar espaço em alguns casos, mas fazê-lo de forma compulsiva não converte o telemóvel em novo. Muitas apps guardam cache para abrir mais rápido. Apagá-la diariamente pode provocar o efeito contrário: tempos de carregamento mais longos e mais consumo de dados.

O mito silencioso: "um ajuste serve para todos"

Este é o mais perigoso porque soa razoável. Mas um telemóvel de gama alta com bateria grande, uma versão recente do sistema e bom sinal não se comporta igual a um equipamento antigo com armazenamento quase cheio. Também influencia o uso: não é o mesmo alguém que só usa mensagens que quem edita vídeo ou joga online. Por isso, quando um criador diz "faz isto e dura-te o dobro", convém traduzir mentalmente: "a mim mudou-me algo no meu contexto". A tecnologia é menos de receitas universais e mais de diagnóstico básico.

Como desmentir um mito sem ficar como "sabichão"

Nas redes, corrigir com sarcasmo costuma gerar briga, não aprendizagem. Funciona melhor perguntar: "Em que modelo provaste?", "Que versão de sistema tens?", "Mediste com dados ou só sentiste?".Este tipo de questões reduz o volume da discussão e eleva a qualidade.Outra estratégia é trocar "isso é falso" por "isso pode ser verdade em alguns casos, mas não sempre". Os matizes não se viralizam, mas sim ajudam a que alguém não acabe por tocar em dez ajustes sem entender o que faz cada um.

Checklist rápido para não cair em hacks inúteis

Antes de copiar um truque, faz uma verificação curta:

  • O vídeo explica o contexto? Modelo, sistema, uso, condições (sinal, calor, apps).
  • Promete resultados extremos? Se soa demasiado perfeito, suspeita.
  • Mostra "antes e depois" real? Melhor se há medição (tempo, percentagem, consumo).
  • Pede-te para instalar algo estranho? Cuidado com apps que prometem "limpar", "acelerar" ou "otimizar" sem transparência.
  • Há uma alternativa simples? Reiniciar, atualizar, liberar espaço e rever bateria costuma dar mais que um "hack" viral.
     

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