Cidades

Campo Grande

Governo federal repassa de R$ 3,4 milhões para pagar piso da enfermagem

Repasse foi formalizado pela prefeitura da Capital na última sexta-feira e contempla pagamentos de janeiro para 11 hospitais

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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) formalizou o repasse de R$ 3.431.297,43 do Governo Federal para o pagamento do piso salarial nacional de enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras, referente ao mês de janeiro de 2026.

O maior montante foi destinado à Santa Casa, que recebe R$1.902.225,30; também recebem: Maternidade Cândido Mariano (R$ 571.734,44); Hospital do Câncer Dr. Alfredo Abrão (R$ 144.274,28); Hospital São Julião (R$ 249.926,09); Hospital Nosso Lar, (R$ 129.462,99). 

Também receberão: Clínica Davita Pantanal (R$ 69.424,12); Med Rim (R$ 77.261,76); Hospital Adventista do Pênfigo (R$ 66.164,88); Hospital Adventista Unidade Matriz (R$ 158.693,92); Davita Campo Grande (R$ 59.605,86), além do Instituto de Prevenção do Hospital Adventista (R$  2.523,79). 

O recurso é da assistência financeira complementar da União, criado após a aprovação do piso nacional da enfermagem. A regulamentação foi estabelecida pela Lei nº 14.434/2022, que fixou os valores mínimos para a categoria em todo o país.

Na prática, o município atua como intermediador do dinheiro enviado pelo governo federal, repassando os valores às 11 instituições contempladas, conforme critérios definidos pelo Ministério da Saúde. A transferência foi oficializada por meio de resolução publicada na última sexta-feira (13). 

Os recursos seguem as regras previstas em portarias federais e garantem o complemento necessário para que os profissionais recebam o piso nacional. A resolução já está em vigor.

Verba

No contexto do Piso Nacional da Enfermagem, a Assistência Financeira Complementar (AFC) da União, corresponde a repasses dos valores necessários à complementação do pagamento do piso aos profissionais da categoria, feito para estados, municípios e Distrito Federal.

O dinheiro é operacionalizado pelo Ministério da Saúde que, por intermédio de portarias, estabelece os critérios e procedimentos necessários para que estados e entidades filantrópicas que atendam via Sistema Único de Saúde (SUS) e prestadores de serviços contratualizados que atendam, no mínimo, 60% de seus pacientes pelo sistema público, cumpram os pagamentos do Piso Nacional da Enfermagem. 

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DUPLO HOMICÍDIO

Pai e filha de 3 anos morrem após ataques a tiros em MS

Polícia investiga se o duplo homicídio está ligado com a disputa de território entre facções criminosas

02/08/2026 12h00

Márcio Aparecido da Silva Filho era alvo dos atiradores, sua filha de 3 anos acabou sendo atingida pelos tiros

Márcio Aparecido da Silva Filho era alvo dos atiradores, sua filha de 3 anos acabou sendo atingida pelos tiros Reprodução

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Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, e a filha dele, de 3, morreram após um ataque a tiros, na Vila Pernambuco, em Cassilândia, na noite deste sábado (1). Uma outra criança, de 12 anos, ficou ferida com estilhaços e foi atendida na Santa Casa do município.

Márcio Pelé, como era conhecido, e sua filha de três anos e oito meses estavam em um carro do modelo Fiat Uno quando foram atingidos pelos disparos. As circunstâncias do crime ainda são apuradas pelas autoridades. 

A Polícia investiga se o crime tem relação com a disputa entre as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), que tem ocorrido em várias cidades de Mato Grosso do Sul.

De acordo com as informações do portal de notícias Cassilândia Urgente, Márcio seria o alvo dos atiradores e a criança acabou sendo alvejada durante a ação. No entanto, esta versão ainda não foi confirmada oficialmente pela polícia.

O crime ocorreu no cruzamento das ruas Nestor Alves Barbosa e João Cristino da Silva. O veículo ficou com diversas marcas de tiros, principalmente no lado do motorista. Cápsulas de munição também ficaram espalhadas na calçada.

Equipes das polícias Civil e Militar isolaram a área para o trabalho da perícia técnica, que foi acionada em Paranaíba. 

 

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

MP procura Justiça e cobra Prefeitura por melhorias na USF Nova Lima

Após anos de fiscalizações, unidade do Nova Lima ainda enfrenta problemas estruturais, falta de profissionais e desabastecimento de medicamentos

02/08/2026 11h30

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça Foto: Divulgação / MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), através da 76ª Promotoria de Justiça, ajuizou uma ação civil pública contra a Prefeitura de Campo Grande, para que esta adote medidas de regularização da estrutura e dos serviços prestados pela Unidade de Saúde da Família (USF), do bairro Nova Lima.

Antes de procurar a Justiça, o órgão ministerial fez acompanhamento e tentou por diversas vezes solução extrajudicial. Porém, devido a persistência de problemas estruturais, a falta de profissionais e as dificuldades no abastecimento de medicamentos, o MPMS tomou a decisão de prosseguir com a ação civil.

Desde 2022, a unidade recebe fiscalizações da Promotoria de Justiça, da Câmara Municipal e do Conselho Regional de Medicina (CRM-MS). Os relatórios apontaram problemas recorrentes, como fissuras nas paredes, pisos danificados, infiltrações, portas deterioradas, banheiros em condições precárias, dificuldades de acessibilidade e falhas na manutenção predial.

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça

Além das estruturas danificadas, o MPMS constatou falta de profissionais, incluindo carência nas equipes de saúde, e casos de desabastecimento de medicamentos essenciais, comprometendo a regularidade dos atendimentos oferecidos à comunidade.

Durante a apuração, a possibilidade de reforma do imóvel foi discutida em diversas ocasiões. No entanto, a execução das obras depende de recursos da Missão Franciscana, responsável pelo prédio onde funciona a unidade, sem previsão concreta para conclusão integral das adequações necessárias.

Diante da ausência de uma solução definitiva, a 76ª Promotoria de Justiça requer que a Prefeitura de Campo Grande adote medidas urgentes para corrigir as irregularidades identificadas e assegure uma estrutura compatível com as necessidades da população, inclusive com a possibilidade de transferência da unidade para outro imóvel adequado, caso essa seja a alternativa mais viável.

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