Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura cria lei que proíbe estacionamento de patinetes em calçadas

Apesar das novas diretrizes, cerca de 11 patinetes foram flagrados obstruindo a via entre a avenida Calógeras e a rua 26 de agosto, na manhã desta quarta-feira (16)

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A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou uma lei complementar para disciplinar o estacionamento de patinetes elétricos nas vias públicas da cidade. A publicação foi feita no Diário Oficial do Município (Diogrande), em edição desta quarta-feira (16).

A nova norma altera a Lei n. 2.909, de 28 de julho de 1992, que institui o Código de Polícia Administrativa do Município de Campo Grande.

Com isso, o estacionamento e a disposição de veículos de micromobilidade, como patinetes elétricos e bicicletas compartilhadas sem estação física, conhecidas como dockless, não poderão obstruir a livre circulação de pedestres, devendo observar as seguintes regras:

I - é vedado o abandono ou estacionamento desses equipamentos na faixa livre destinada à circulação de pedestres, que deve manter a largura mínima estabelecida nas normas de acessibilidade vigentes no Código;

II - o Executivo Municipal poderá delimitar zonas de “Proibido Estacionar” para veículos de micromobilidade em calçadas ou em locais de grande fluxo de pedestres;

III - as empresas operadoras desses serviços são direta e objetivamente responsáveis pela remoção e organização dos equipamentos que estiverem em desacordo com este artigo, sujeitando-se às penalidades de apreensão e multa previstas no art. 156 desta Lei.

Na manhã desta quarta-feira (16), a reportagem do Correio do Estado flagrou 11 patinetes eléticos parados na esquina da avenida Calógeras com a rua 26 de agosto.

Além da violação das novas diretrizes, os veículos estavam sobre o piso tátil, utilizado por deficientes visuais, e também estavam estacionados na frente de rampas, o que pode dificultar a passagem de cadeirantes e carrinhos de bebês.

Patinetes elétricos estacionados de forma irregular na esquina da Calógeras com a 26 de agosto / Foto: João Pedro Flores

A lei entra em vigor a partir desta quarta-feira (16) e a Prefeitura regulamentará os detalhes operacionais dispostos na nova legislação.

nova atividade

Sem licitação, Sanesul contrata consultoria por R$ 1,3 milhão

Assessoria será para estruturar a atividade de tratamento de lixo residencial que a estatal está assumindo em sete municípios da região sudoeste do Estado

16/09/2026 11h05

Historicamente a Sanesul se dedicava apenas aos serviços de distribuição de água e tratamento de esgoto. Agora, passa a tratar lixo residencial

Historicamente a Sanesul se dedicava apenas aos serviços de distribuição de água e tratamento de esgoto. Agora, passa a tratar lixo residencial

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Sem licitação, a empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) contratou por R$ 1,346 milhão uma empresa de consultoria paulista para ajudar a estruturar os serviços de tratamento de lixo urbano nos sete municípios da região sudoeste do Estado nos quais a empresa, que historicamente se dedicou à distribuição de água e tratamento de esgoto, assumiu este novo papel. 

Conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quarta-feira (16), a consultoria será feita pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, ligada a professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). No ano passado esta mesma empresa já havia sido contratada sem licitação e faturou R$ 2,7 milhões.

Ainda de acordo com a publicação, a Sanesul assumiu a tarefa de tratar o lixo das cidades de Bonito, Caracol, Guia Lopes da Laguna, Jardim, Miranda, Nioaque e Porto Murtinho desde o dia 25 de agosto deste ano e pretende estender essa atividade por 30 anos.

Pelo menos por enquanto, a coleta do lixo urbano segue sob responsabilidade das prefeituras, cabendo à Sanesul a tarefa de administrar a estação de tratamento destes resíduos, que já estava sendo depositado pelas prefeituras neste mesmo local, no município de Caracol.

No convênio firmado entre a Sanesul e as prefeituras está previsto que a partir do próximo ano haverá cobrança de taxa de lixo juntamento com as contas de água e esgoto, que já são emitidas pela Sanesul nestas cidades.

CONTROVÉRSIA

Mas, de acordo com Lázaro de Godoy, presidente do Sindágua, o sindicato que representa trabalhadores da Sanesul e de outras empresas do setor, a legislação federal (14026) determina que as prefeituras façam licitação para terceirizar esse tipo de serviço público. No caso do repasse desta atividade para a Sanesul, tudo ocorreu por meio de um simples convênio, segundo o sindicalista.

O Correio do Estado procurou a Sanesul em busca de informações sobre as atribuições exatas desta consultoria que consumirá R$ 1,3 milhão em um ano. Porém, até a publicação da reportagem não havia obtido retorno.

Mas, para Lázado de Godoy, este parece ser o primeiro passo para uma futura quarteirização desta atividade. De acordo com ele, o grupo Aegea, que desde 2021 presta trata o esgoto coletado pela Sanesul em 68 municípios também passe a fazer o tratamento do lixo recentemente passou para as mãos da empresa estatal.

Esta convicção, segundo ele, está baseada no fato de a grupo empresarial ter assumido, há algumas semanas, as atividades de tratamento de um dos maiores aterros sanitários do Brasil, no Rio de Janeiro. De acordo com Lázaro, os trabalhadores são até favoráveis à entrada da Sanesul nesta nova atividade de tratamento de lixo, já que esta será uma nova fonte de receita e de fortalecimento da estatal. O que não querem, explica, é que a atividade também seja repassada para a iniciativa privada depois de ser estruturada com recursos públicos. 

SEGUNDO CONTRATO

Em julho do ano passado, esta mesma empresa de consultoria já havia sido contratada pela Sanesul, por R$ 2,7 milhões, sem licitação, para "avaliação de viabilidade técnica e econômico-financeira para os serviços de gestão, operação e manutenção dos aterros sanitários nos municípios de Corumbá - Ladário e Consórcio CIDEMA, com a implementação de um programa de capacitação técnico-operacional para os empregados da Sanesul envolvidos na gestão dos resíduos sólidos urbanos".

Os sete municípios envolvios nesta segunda contratação, por R$ 1,3 milhão, também fazem parte do consórcio Cidema, que engloba 14 municípios da região sudoeste e oeste de Mato Grosso do sul


 

No Interior

Suspeita de integrar esquema do "falso cafetão faccionado" é presa em Dourados

Criminosos usavam nomes de organizações criminosas para ameaçar vítimas e exigir pagamentos por Pix

16/09/2026 11h00

Investigada é suspeita de atuar na estrutura financeira do esquema

Investigada é suspeita de atuar na estrutura financeira do esquema Foto: Reprodução

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu, na manhã da última terça-feira (15), um mandado de prisão temporária contra uma mulher suspeita de participar de um esquema de extorsão praticado por meio de um site de acompanhantes.

A investigada foi presa em Dourados. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF).

De acordo com a polícia, o golpe começava quando a vítima acessava anúncios de acompanhantes publicados na plataforma HotMS. Após o acesso, ela passava a receber mensagens de pessoas desconhecidas.

Os interlocutores afirmavam ser integrantes de organizações criminosas e diziam que o usuário teria causado prejuízo a uma garota de programa ou ao suposto “cafetão” responsável pelo anúncio.

Na sequência, os suspeitos faziam ameaças contra a vítima e seus familiares e exigiam pagamentos imediatos por meio do Pix. Segundo a DERF, os criminosos citavam nomes de facções conhecidas para aumentar o medo durante as cobranças.

A prática é investigada como uma modalidade que a polícia chama de “golpe do falso cafetão faccionado”.

Durante as investigações, a DERF identificou indícios de que contas bancárias de terceiros eram utilizadas para receber e transferir os valores obtidos por meio das extorsões.

A polícia apura se a investigada participava dessa estrutura financeira e atuava no recrutamento de pessoas dispostas a disponibilizar suas contas para o recebimento dos pagamentos. Além disso, a investigação considera a possível participação de uma pessoa que está presa no sistema penitenciário.

A suspeita permanece em prisão temporária e ainda será interrogada. As investigações continuam para identificar outros possíveis participantes e detalhar o fluxo financeiro do esquema.

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