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Polo da profissionalização em silvicultura terá novo centro de formação até 2026

Com investimento inicial de R$ 58,5 milhões, centro integrado deve ser concluído até 2026 e comportar até 2.150 estudantes

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Longe aproximadamente 97 quilômetros da Capital de Mato Grosso do Sul, o município de Ribas do Rio Pardo que tem se transformado em polo de profissionalização da silvicultura deve receber até 2026 mais um centro integrado para formação. 

Cabe lembrar que no município existe curso superior de Tecnólogo em Silvicultura, resultado de parceria da Suzano com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o qual já rendeu frutos em forma de mão de obra para Ribas do Rio Pardo, como no caso de Gleika Conceição. 

Hoje aos 34 anos ela é mãe e, depois de passar a adolescência em Campo Grande, voltou para Ribas do Rio Pardo e matriculou-se em 2021 na primeira turma que formou ajudantes florestais, sendo contratada logo após de formada. 

Sem antes mesmo conhecer os processos da silvicultura, a nova carreira entrou em sua vida com uma oportunidade que jamais apareceria na Capital, atuando hoje na área de abastecimento de mudas. 

“Comecei como ajudante, mas já estou há dois anos e meio como assistente. A Suzano sempre apoiou todos os colaboradores a crescer com a empresa, e com o curso que estou fazendo, acredito que logo estarei como técnica florestal”, revela. 

Ela comenta que pôde aproveitar do curso gratuito, o que cita possuir professores muito atenciosos e requerer inclusive uma força de vontade extra para quem está em formação e precisa trabalhar simultaneamente. 

“Mas é o esforço que vale a pena. Para mim é muito importante fazer parte desta transformação que Ribas está passando. Hoje as pessoas não precisam mais sair daqui para buscar oportunidade. O setor florestal está crescendo e abrindo portas para todos”, complementa. 

Conforme assessoria em nota, em julho de 2024 a Suzano iniciou as operações da maior fábrica de celulose em linha única do mundo, após três anos de construção. Em operação há um ano, o grupo destaca essa mudança da realidade da educação profissionalizante em Ribas do Rio Pardo. 

Outro atuante da área de silvicultura na Suzano é Hélio Rodrigues, de 35 anos, que hoje tem mais de uma década de atuação no setor florestal e mudou-se para o município próximo do início de 2023. 

Mato-grossense, ele cita a vantagem de morar com a família no interior de Mato Grosso do Sul e ter “formação de qualidade” sem precisar se afastar do município.

“Ter um curso superior na porta de casa é uma oportunidade única, são raras as cidades do porte de Ribas que têm oportunidades. Para mim, esse conhecimento que nos liberta e abre caminhos para o crescimento dentro de um setor que só tende a se fortalecer”, diz. 

Novo centro

Diretor de Operações Florestais da Suzano em Ribas do Rio Pardo, Rodrigo Zagonel cita a união com Governo do Estado e o Sistema S para além do trabalho que já existe com a UEMS, como mais uma oferta de programas de formação técnica que visam preparar a população local para as oportunidades geradas pelo novo polo industrial.

 “A Suzano acredita que a educação é a melhor ferramenta para contribuir com o desenvolvimento socioeconômico das regiões onde atua. Por isso, alinhado ao nosso direcionador que diz que ‘só é bom para nós se for bom para o mundo’, investimos em parcerias que fortaleçam a educação e a formação profissional em Ribas do Rio Pardo”, diz. 

Considerada a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil, a Suzano viu o número de matriculados na educação profissional em Ribas ir de 89 para 736 desde 2021, conforme dados do Governo do Estado. 

O  novo Centro Integrado Sesi Senai (CISS) aparece com investimento inicial de R$ 58,5 milhões da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), sendo construído em uma área de 6,1 mil metros quadrados às margens da BR-262. 

Em um único espaço, esse Centro Integrado reunirá: ensinos fundamental, médio, técnico e superior, com foco na formação cidadã e na preparação para o mercado de trabalho.

Atualmente em fase de obras, a previsão para conclusão do CISS é 2026, a partir de quando terá capacidade para atender até 850 alunos do Sesi e até 1,3 mil alunos do Senai, sendo que algumas dessas estruturas já funcionam em salas de aula climatizadas em containers modulares, que tem capacidade para atender até 180 alunos do ensino fundamental nos turnos matutino e vespertino. 

“Ver de perto a transformação que a educação está trazendo para Ribas do Rio Pardo é algo muito significativo para nós. A parceria entre a Suzano, o poder público e outras instituições é essencial para tornar esse avanço possível... estruturas, como no caso do CISS, estamos falando de oportunidades reais de futuro para centenas de jovens e suas famílias. É um passo importante para garantir que o desenvolvimento da região caminhe junto com a inclusão e a formação das pessoas”, complementa Rodrigo Zagonel.
 

Economia

CNI pede ao STF para participar de ações sobre a Lei Geral do Licenciamento Ambiental

A lei foi sancionada no fim do ano passado após 21 anos de debates no Congresso Nacional

06/03/2026 19h00

Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em conjunto com 24 federações estaduais das indústrias, solicitou nesta sexta-feira, 6, ao Supremo Tribunal Federal (STF) o ingresso como amici curiae (partes interessadas) nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que questionam dispositivos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

A lei foi sancionada no fim do ano passado após 21 anos de debates no Congresso Nacional. Ela é questionada no Supremo por três partidos - PSOL, PV e Rede Sustentabilidade -, pela Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma) e Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).

Na avaliação da indústria, a lei é constitucional e adequada à realidade brasileira e ao desenvolvimento sustentável do país. "A lei do licenciamento ambiental vem suprir importante lacuna na legislação nacional, trazendo maior segurança jurídica e previsibilidade a todos os envolvidos no processo de licenciamento", afirmou o diretor jurídico da CNI, Alexandre Vitorino.

Segundo ele, o objetivo de participar das ações é oferecer subsídios técnicos e jurídicos ao Supremo para demonstrar que a nova legislação garante segurança jurídica e eficiência, sem comprometer a proteção ambiental. Para isso, as entidades pedem para serem admitidas para apresentar memoriais colaborativos e estudos técnicos, além de fazer sustentações orais nos julgamentos.

"Os dispositivos questionados, em sua quase totalidade, representariam retrocesso no direito ambiental e no efetivo controle de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos naturais", pontua a CNI.

Na peça, as instituições ressaltam que a indústria brasileira responde por 23,4% do PIB, 20,6% do emprego formal do País e gera, a cada R$ 1 produzido, R$ 2,44 na economia - representando "autêntico motor da economia nacional". Por isso, é fundamental que o licenciamento reflita o tripé da sustentabilidade, equilibrando desenvolvimento socioeconômico e conservação.

As entidades destacam ainda que o direito ambiental não deve focar apenas na "proteção estática", mas no uso racional dos recursos naturais: "É míope a visão de que a legislação ambiental deve ser estagnada e intocável, como uma relíquia de museu", aponta o texto da manifestação. "Pode e deve ela adequar-se às realidades e necessidades socioeconômicas, moldando e concretizando-se à luz do princípio do desenvolvimento sustentável".

Na avaliação da CNI e das federações, a lei não inova de forma disruptiva, mas confirma práticas que já são adotadas com sucesso por estados e municípios há décadas. A manifestação critica também a tentativa de impor o modelo trifásico (licença prévia, instalação e operação) e a obrigatoriedade de estudos considerados complexos (EIA/RIMA) para todos os empreendimentos.

Estudos desenvolvidos pela CNI e apresentados aos parlamentares mostram que o Brasil é o único país, entre as nações estudadas do G7 e do Brics, que adota modelo trifásico de licenciamento ambiental. Nos demais países, o licenciamento é feito em fase única, racionalizando o processo.

Para a CNI e as federações, essa exigência generalizada viola o princípio da eficiência, considerando que a maioria das atividades licenciadas no país é de baixo ou médio impacto. Além disso, as instituições defendem que a modernização dos procedimentos é essencial para destravar investimentos em infraestrutura e plantas industriais, criando emprego e renda para o País.

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concurso especial

Caixa abre apostas para a Dupla de Páscoa; veja números mais sorteados na história

Com prêmio estimado em R$ 30 milhões, sorteio da loteria será no dia 4 de abril; assim como na Mega da Virada, prêmio não acumula

06/03/2026 15h32

Sorteio da Dupla de Páscoa será no dia 4 de abril

Sorteio da Dupla de Páscoa será no dia 4 de abril Foto: Divulgação

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As apostas para a Dupla de Páscoa, concurso especial da Dupla-Sena, estão abertas desde a última segunda-feira (2) e seguem até o dia 4 de abril, mesma data do sorteio. O prêmio do concurso nº 2940 está estimado em R$ 30 milhões, mas pode aumentar até a data da premiação dependendo do número de apostas.

Essa é a décima edição do concurso especial da Dupla Sena, que teve o primeiro sorteio realizado em 2017.

Como ocorre em todos os concursos especiais da loteria, os prêmios de alto valores e o fato do concurso não acumular atrai apostadores, que contam com a sorte para mudar de vida.

No primeiro sorteio, se não houver ganhadores na faixa principal (seis acertos), o prêmio será dividido entre os acertadores da quina (cinco acertos) e, assim, sucessivamente, conforme as regras da modalidade.

No ano passado, foi sorteado o maior prêmio da modalidade até então, quando duas apostas dividiram o total de R$ 50,2 milhões, uma de Itaúna (MG) e outra de São Paulo (SP), ganhando R$ 25.133.009,28 cada uma

As apostas podem ser feitas nas lotéricas de todo o país, no portal Loterias Caixa e app Loterias Caixa. A aposta simples custa R$ 3. A partir do dia 21 de março, todas as apostas da Dupla Sena passarão a ser exclusivas para o concurso especial de Páscoa.

Confira os números mais sorteados da história da Dupla de Páscoa

Com relação apenas a Dupla de Páscoa, este concurso especial é realizado desde 2017.

Com 8 sorteios realizados até então, os números que mais saíram, considerando primeiro e segundo sorteio, foram:

5 vezes: 19, 39, 42
4 vezes: 04, 05, 27, 32, 35, 46, 50
3 vezes: 03, 14, 21, 22, 31, 47
2 vezes: 02, 07, 08, 10, 11, 13, 15, 17, 18, 44
1 vez: 01, 06, 16, 23, 25, 26, 28, 29, 33, 34, 36, 38, 41, 43, 45

Há nove dezenas que nunca foram sorteadas na Dupla de Páscoa. São elas: 09, 12, 20, 24, 30, 37, 40, 48, 49

Como jogar na Dupla-Sena

O Concurso Especial Dupla de Páscoa acontece todo ano, no sábado que antecede o domingo de Páscoa, e obedece às seguintes regras:

O prêmio não acumula, não existindo aposta vencedora na primeira faixa de premiação (sena) do primeiro sorteio, o valor destinado a esta faixa de premiação será adicionado ao valor destinado à segunda faixa de premiação (quina) do primeiro sorteio e rateado entre os portadores de bilhetes com apostas vencedoras com cinco prognósticos certos.

Caso não haja acertador na quina, o prêmio será adicionado ao valor de quem acertar a quadra, e assim sucessivamente.

Para apostar, basta escolher de 6 a 15 números dentre os 50 disponíveis.

São dois sorteios por concurso e ganha acertando 3, 4, 5 ou 6 números no primeiro e/ou segundo sorteios.

O preço das apostas é de R$ 3.

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