Política

POLÍTICA

Após derrota para governo, Mochi está de olho na prefeitura da Capital

Presidente da Assembleia recebeu mais de 50 mil votos na cidade

ADILSON TRINDADE

12/11/2018 - 05h00
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A derrota na disputa para governador do Estado não abalou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi (MDB). Os 150.115 votos obtidos na contagem geral abriram caminho para Mochi sonhar mais alto nas próximas eleições municipais. Pouco mais de um terço dessa votação, 53.574 votos, foi conquistado em Campo Grande. Com esse resultado, Mochi não afasta a possibilidade de concorrer à sucessão do prefeito Marcos Trad (PSD), em 2020. “É uma hipótese”, resumiu Mochi.

O MDB, na sua avaliação, não pode mais ficar de fora da disputa eleitoral em Campo Grande, porque os prejuízos políticos são danosos, sobretudo, na eleição de vereador. Mas ele não é o único do partido a estar de olho na cadeira de Marcos Trad. O deputado estadual Márcio Fernandes anunciou, também, o seu projeto de concorrer à prefeitura da Capital em 2020.

Com mais de 50 mil votos, Mochi construiu capital eleitoral em Campo Grande para habilitá-lo a sonhar em concorrer à prefeitura. Ele só teria de mudar o domicílio eleitoral de Coxim para Capital. Como ficará sem mandato a partir de fevereiro de 2019, porque perdeu a eleição para governador, Mochi voltará a exercer atividade advocatícia sem desviar atenção da política.

O deputado deixará, momentaneamente, a política, a partir de fevereiro de 2019, como presidente da Assembleia Legislativa, mas antes vai empossar, no dia 1º de janeiro de 2019, Reinaldo Azambuja no cargo de governador para exercício do segundo mandato. 

Até as próximas eleições municipais, o deputado espera o ex-governador André Puccinelli estar solto para ajudá-lo na campanha em Campo Grande. “André é indiscutivelmente um líder muito forte”, comentou Mochi. Ele, no entanto, desistirá do projeto de ser prefeito da Capital se André reivindicar a candidatura. O ex-governador já foi prefeito por dois mandatos da cidade.

Mochi não é o único de olho na Prefeitura de Campo Grande. O procurador de Justiça Sérgio Harfouche (PSC) sonha mesmo com o Senado em 2026, quando duas vagas estarão em jogo. Mas para continuar capitalizando apoio do eleitorado, ele não afasta a hipótese de enfrentar o atual prefeito Marcos Trad e outros rivais nas eleições de 2020. Com 163.314 votos, Harfouche foi o mais votado na Capital, batendo nas urnas o favorito Nelsinho Trad (PTB), prefeito por dois mandatos da cidade e eleito senador com ajuda dos votos do interior. Nelsinho obteve 153.613 votos em Campo Grande. 

O senador eleito por questão óbvia não irá enfrentar o irmão, prefeito Marcos Trad, nas eleições de 2020. Mas será cabo eleitoral para garantir a reeleição do irmão, que terá pela frente grandes rivais surgidos das lideranças emergentes.

Mochi não se preocupa com os emergentes, que surgiram na onda da renovação política e de Jair Bolsonaro (PSL), eleito presidente da República. Avaliação dele é das próximas eleições municipais o eleitor apostar na experiência política do candidato.

O prefeito Marcos Trad, também, não se preocupa com o surgimento de novas lideranças dispostas a enfrentá-lo em 2020. Ele desafiou a todos para se prepararem ao embate, porque “estou cuidando da cidade”.

O desejo de Mochi, diante desse cenário, é aproveitar a boa votação em Campo Grande para se candidatar a prefeito. Ele participou da disputa para governador ciente das dificuldades de conquistar a vitória depois de tantos problemas enfrentados pelo partido. Além de entrar na corrida eleitoral na última hora, enquanto os adversários já tinham feito pré-campanha desde o ano passado. 

 

 

Tudo Certo

Senadores aprovam Estado contratar empréstimo bilionário com o Bird

Articulado pelo senador Nelsinho Trad, o relatório que garantiu os recursos foi apresentado pela senadora Tereza Cristina

16/04/2026 08h05

Os senadores Nelsinho Trad e Tereza Cristina atuaram para a aprovação do aval do Senado

Os senadores Nelsinho Trad e Tereza Cristina atuaram para a aprovação do aval do Senado Montagem

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Por aclamação, o Senado aprovou, na tarde de ontem, a autorização para o governo estadual fazer um financiamento de US$ 200 milhões – cerca de R$ 1,2 bilhão – com o Banco Mundial (Bird). 

O recurso, mais US$ 50 milhões (R$ 250 milhões) de contrapartida estadual, vai ser usado para recuperar 730 quilômetros de rodovias e manter por 10 anos essas estradas em boas condições.

O texto só foi apreciado ontem porque na noite de terça-feira o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que incluiria a matéria na pauta em razão de sua urgência em ser votada – precisava ser aprovada até o dia 20 – e atendendo ao pedido do governador Eduardo Riedel (PP) e do senador Nelsinho Trad (PSD).

Responsável por destravar a análise do Senado, o senador Nelsinho Trad disse que o crédito estava em risco por prazo, pois tinha data limite até o dia 20.

“Por isso, nós agimos. Quero agradecer a sensibilidade do presidente do Senado, que entendeu a urgência e permitiu que a matéria viesse direto ao plenário. Foi uma decisão correta, que garantiu ao Mato Grosso do Sul não perder esse financiamento”, argumentou.

Ele também disse que é importante reconhecer o trabalho técnico do governo estadual, que entregou um projeto pronto, ajustado dentro das normas e com qualidade. “Isso fez diferença, pois o governador Eduardo Riedel e sua equipe tiveram iniciativa e visão ao estruturar esse programa. E nós, aqui no Senado, fizemos a articulação necessária para transformar isso em resultado”, assegurou.

Nelsinho disse que não é discurso. “É estrada melhor, mais segurança, menos acidente e mais desenvolvimento, especialmente no Vale do Ivinhema. Estamos falando de logística, de competitividade e de dar condição para quem produz e trabalha no Estado. É assim que a gente atua: resolve problemas, cumpre prazo e entrega resultado para Mato Grosso do Sul”, falou.

RELATORIA

Como relatora do pedido, a senadora Tereza Cristina (PP) destacou a importância da aprovação, pelo Senado, da operação de crédito internacional que permitirá a Mato Grosso do Sul investir na recuperação e modernização da malha rodoviária estadual. 

“É com muita satisfação que apresento parecer favorável à autorização para que o meu Estado, Mato Grosso do Sul, contrate operação de crédito externo, garantida pela União, com o Banco Mundial”, disse a relatora, em plenário.

Ela explicou que a primeira coisa que desejava destacar é que a análise desse financiamento só chegou ontem ao Senado porque o governo do Mato Grosso do Sul demonstrou capacidade de pagamento e de honrar seus compromissos financeiros, o que é resultado direto da responsabilidade do governo de Riedel com a gestão das contas públicas.

“O mesmo devo dizer em relação ao fato de o governo federal ser avalista deste empréstimo externo. Apenas estados ou municípios com equilíbrio fiscal têm acesso a este tipo de crédito. O aval da União, já concedido, foi obtido porque Mato Grosso do Sul é um pagador confiável, com suas finanças em ordem”, frisou.

Tereza Cristina completou que a autorização representa um reconhecimento à responsabilidade fiscal do Estado, além de viabilizar investimentos estratégicos em infraestrutura e resiliência climática. 

De acordo com ela, a concessão do aval da União só foi possível em razão do equilíbrio fiscal de Mato Grosso do Sul e à sua credibilidade como bom pagador. 

A autorização para contratação do empréstimo terá validade de até 540 dias, período em que o governo estadual deverá formalizar os trâmites necessários para viabilizar os investimentos.

Tribunal Federal

Gilmar suspende julgamento no STF sobre permissão de nomeação de parentes em cargos políticos

Gilmar disse ser necessário um "referencial seguro" sobre o tema

15/04/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, apresentou nesta quarta-feira, 15 um pedido de suspensão do julgamento que analisa a possibilidade de gestores públicos, como prefeitos, governadores e presidentes, nomearem parentes para cargos políticos.

Gilmar disse ser necessário um "referencial seguro" sobre o tema. "Se trata de proibir a nomeação, então que façamos de uma maneira mais enfática e, eventualmente, com cláusula de transição", afirmou em tom de crítica ao voto do relator, ministro Luiz Fux. Ainda faltam registrar os votos Gilmar e o presidente do STF, Edson Fachin.

Fux ajustou o seu voto nesta quarta, e defendeu a permissão de que parentes sejam indicados para os cargos de natureza política desde fique comprovado que terceiros aptos a exercerem a função recusaram a indicação. Além dessa mudança, o ministro também mudou de posição sobre o caso concreto e rejeitou o recurso da prefeitura de Tupã (SP) que pleiteava a manutenção de uma lei municipal que permitia a nomeação de parentes como secretários.

Em outubro do ano passado, quando teve início o julgamento, Fux votou a favor de que parentes possam ser indicados para cargos na administração pública e disse que o chefe do Executivo tem o direito de escolher seu secretariado

A votação contava com maioria de seis votos a favor da tese proposta por Fux e apenas um contrário apresentado pelo ministro Flávio Dino. O magistrado mudou de posição nesta quarta para acompanhar o relator em relação ao caso concreto da prefeitura de Tupã após a apresentação do ajuste.

Dino, porém, manteve a divergência em relação à tese de julgamento que autoriza a nomeação de parente caso não haja outras pessoas aptas, posição que foi acompanhada pela ministra Cármen Lúcia.

"Dos princípios constitucionais da administração pública, formalizados no artigo 37 da Constituição, seja o de maior dificuldade de implementação. O princípio da impessoalidade significa a realização do princípio republicano. Nós temos uma infeliz tradição de que a coisa pública não é tão pública quando se chega a determinados cargos", afirmou a ministra.

Há dois placares atualmente na Corte. São oito votos (Luiz Fux, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cármen Lúcia) pela derrubada do recurso da prefeitura de Tupã.

Já em relação à tese de que parentes possam ser indicados quando outras pessoas não aceitarem o cargo, o placar é de seis votos a favor da proposta de Fux e dois contrários (Flávio Dino e Cármen Lúcia). Restam os votos de Gilmar Mendes e Edson Fachin.

O Supremo firmou em 2008 a Súmula Vinculante nº 13, que proíbe a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau em cargos de confiança ou comissão. A exceção, como na lei municipal de Tupã aprovada cinco anos depois, é a nomeação para cargos de natureza política, como ministros, secretários estaduais ou municipais.
 

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