Mesmo dizendo ser contra a reeleição, o prefeito de Campo Grande (PSD) afirmou que vai disputar as eleições municipais de 2020. Ele que já foi vereador pela Capital e deputado estadual de Mato Grosso do Sul assumiu pela primeira vez um cargo no
Executivo em 2017.
Alegando que os dois primeiros anos de mandato foram usados apenas para “colocar a cidade em ordem”, Trad justificou que o sistema força pensar em um segundo mandato para terminar o que gostaria de
concluir em quatro anos.
“Não dá para ninguém fazer em quatro anos do jeito que foi entregue a cidade. Levou dois anos tentando equilibrar. Hoje a gente começa a equilibrar. No 3º ano o sistema impõe a pensar na reeleição”, alegou.
Ele critica a administração anterior que foi dividida entre Alcides Bernal (PP), que teve o mandato cassado em março de 2013 e retornou ao cargo em agosto de 2015. Deixando o vice, Gilmar Olarte, no comando de Campo Grande.
Ele critica a administração anterior que foi dividida entre Alcides Bernal (PP), que teve o mandato cassado em março de 2013 e retornou ao cargo em agosto de 2015. Deixando o vice, Gilmar Olarte, no comando de Campo Grande.
Na sua primeira disputa para administrar a Capital sul-mato-grossense, Trad enfrentou 15 concorrentes no primeiro turno. Indo para o segundo turno com a então vice-governadora e atual deputada federal, Rose Modesto (PSDB).
Entre os interessados em disputar com Marcos a administração de Campo Grande em 2020 está o ex-candidato a governador de Mato Grosso do Sul e juiz federal aposentado, Odilon de Oliveira (PDT) e o deputado estadual Jamilson Name, também PDT. Nos bastidores nomes como do colega de Name na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Coronel David (PSL), o ex-candidato ao Senado e ex-secretário de Infraestrutura do Estado, Marcelo Miglioli (PSDB), Rose Modesto (PSDB), o procurador de Justiça Sérgio Harfouche (PSC).
“Quando está no poder, não tem ajuda de ninguém é a equipe da prefeitura contra todos os outros que querem chegar a prefeitura. Isso é ruim para cidade, o sistema político é ruim para cidade. Todos que querem chegar não vão querer me ajudar, estão torcendo contra”, afirmou o prefeito.
Questionado sobre a preocupação de ser reeleio ou não, Trad disse que quer terminar os projetos de campanha,além de concluir obras que estavam com verbas garantidas desde a gestão do seu irmão e atual senador Nelsinho Trad (PSD), e foram liberadas apenas na sua administração, como o Reviva Centro.
“Não me preocupo, se for da vontade de Deus, como foi da primeira vez, só venci porque Ele autorizou. Vamos ter sucesso de novo se Ele quiser. Se não é porque Ele tem coisa melhor mim, destacou.
CLIMA
Mesmo faltando mais de um ano para a realização do pleito, os ânimos já estão exaltados dentro das agremiações. Na sexta-feira (1) o juiz Odilon declarou ao Correio do Estado que se não tiver espaço dentro do PDT deve deixar a sigla e seguir para outra que tinha o mesmo interesse com ele.
O juiz aposentado pretende fazer carreira política e não aceita compor chapa como vice-prefeito ou vice-governador. Porém, além dele, dentro da sigla o deputado Jamilson Name também quer disputar o cargo mais alto da administração municipal.
“Com relação a ficar no partido ou não depende do partido e do cenário que tiver traçado a partir do final deste ano. Não tenho como contar só como filiado, mas como ex-candidato também. Se o partido não tiver nenhuma pretensão política para mim, eu saio”, disseo juiz ao Correio do Estado.

