Brasil

Greve

Lula defende educação em meio à greve de professores de universidades federais

presidente discursou nesta terça-feira (11) durante premiação da OBMEP

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Em um momento de insatisfação e greve contínua de professores e servidores de universidades federais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na tarde desta terça-feira em defesa da educação, destacando programas governamentais voltados para a área.

O presidente participou da Cerimônia Nacional de Premiação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Este evento ocorreu um dia após Lula fazer um apelo pelo fim da mobilização que interrompeu aulas em todo o país.

"Havia muita descrença neste país quanto à tentativa de dar oportunidades aos jovens brasileiros, sobretudo da periferia. A elite econômica que governou este país, desde a época de Cabral, nunca se importou com a educação. A educação, para mim, é uma obsessão", afirmou Lula.

A cerimônia contou com a presença dos ministros Camilo Santana (Educação), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD).

A defesa enfática da educação feita por Lula ocorreu um dia após ele declarar que não vê razão para a continuidade da greve dos professores e servidores das instituições federais de ensino. Os grevistas reivindicam reajuste salarial em 2024, reestruturação da carreira e revogação de normas aprovadas em governos anteriores.

*Com informações de Folhapress

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MEIO AMBIENTE

Brigadistas levam até 7 horas para chegar a focos em áreas isoladas do pantanal

Somente nos primeiros 14 dias de junho o fogo devastou 135,7 mil hectares da vagetação no lado sul-mato-grossense do pantanal

17/06/2024 07h08

Quando as colundas de fogo são muito extensas, brigadistas nem tentam o combate direto, mas priorizam a instalação de aceiros

Quando as colundas de fogo são muito extensas, brigadistas nem tentam o combate direto, mas priorizam a instalação de aceiros

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A temporada de incêndios no pantanal só deveria começar em agosto, mas já causa cenas de destruição que remetem aos desastres de 2020, os maiores já registrados no bioma. Na última semana, brigadistas e a população de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, têm enfrentado fogo na beira do rio Paraguai, perto da cidade, e agora o combate segue em outras frentes.

Mas o território do bioma, conhecido por ser a maior planície alagável do mundo, desafia o deslocamento dos brigadistas. As jornadas para alguns pontos afastados, mas que podem gerar incêndios graves, chegam a durar cerca de sete horas.

E mesmo após o controle dos focos de incêndio, outras áreas começam a queimar. É o caso da Curva do Tuiuiú, às margens do rio Paraguai. A Folha participou de um sobrevoo na região, ao norte de Corumbá, na manhã deste domingo (16).

O que já queimou se divide em duas imagens. É possível ver uma terra escurecida, coberta por uma bruma de fumaça. Isso indica uma área já destruída, sem fogo ativo à vista. Caso contrário, uma linha de fogo projeta colunas de fumaça espessa de forma vertical, consumindo o verde à frente.

Um dos motivos para o espalhamento rápido das chamas, além da vegetação ressecada, é o vento, que acelera a dispersão do incêndio.

O sobrevoo deste domingo foi organizado por especialistas do Instituto Homem Pantaneiro com dois objetivos. O primeiro era mapear áreas já queimadas, onde o fogo já passou, segundo o biólogo Sergio Barreto, que faz parte da organização e integra um grupo de resgate animal formado pelo governo de Mato Grosso e outros órgãos públicos, incluindo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), universidades e ONGs.

Após o reconhecimento da região feito no voo, equipes de campo farão uma vistoria nas áreas ainda nesta semana, para monitorar a situação e verificar se será necessário fazer regastes e ajudar a alimentar animais afetados pelos incêndios. Esse mapeamento também serve para guiar as equipes, já que o deslocamento, inclusive de equipamentos, é trabalhoso.

A outra parte do trabalho com o voo foi verificar, em campo, em que direção e velocidade avançam as linhas de fogo. Essa tarefa completa o monitoramento feito por satélites e armazenado em plataformas como o sistema de alarmes do Lasa (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais), da UFRJ.

"Com essa validação em campo, confirmo esses dados e gero produtos de acesso para eles", disse a geógrafa Rayssa Noveli, do Instituto do Homem Pantaneiro.

Os produtos de acesso são informações para que eles, os brigadistas, entendam como está se movimentado o fogo, e quais os melhores caminhos para acessar as áreas com focos de incêndio para o combate.

Após os registros, o voo teve outra parada durante a manhã na Fazenda Santa Teresa para a entrega de um drone que seria usado pelos brigadistas. Nos últimos dias, o combate ao fogo aconteceu na fazenda.

DEMORA

Segundo o biólogo Gustavo Figueirôa, da organização SOS Pantanal, foram sete horas para chegar de Corumbá até a fazenda. Ele acompanhou os integrantes da Brigada Alto Pantanal, do Instituto Homem Pantaneiro, que estão atuando na região do rio Paraguai-Mirim, próximo da Serra do Amolar.

O começo do trajeto levou três horas de lancha pelo rio Paraguai, uma hora de caminhonete até a sede da fazenda para preparar equipamentos e outra hora pelo campo em uma trilha aberta pelos funcionários.

A partir daí foram mais duas ou três horas "no lombo do trator" até o ponto de fogo, para aí começar o combate. "Isso mostra a importância de ter um apoio aéreo de helicópteros para deslocar brigadistas até o local do fogo muito mais rápido. Com helicóptero, não passaria de dez minutos, e seria mais fácil levar e trazer os materiais."

A reportagem também acompanhou uma ação de brigadistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Ibama. Os agentes foram acionados para uma queimada que destruiu lotes de uma propriedade rural em Corumbá, a fazenda São Bernardo, em menos de duas horas.

Antes de chegar ao local, a reportagem registrou uma coluna de fumaça a 15 km.

Quando o fogo está muito forte, disseram os agentes, algumas áreas não poderão ser controladas. É preciso, a partir disso, escolher os focos que serão combatidos para evitar que o incêndio "pule" os aceros, linhas de proteção com terra, ou até mesmo as pistas. O horário crítico desse risco, segundo os agentes, é entre 10h e 15h

Enquanto o trabalho de combate aos incêndios na região exige grandes esforços de logística para o deslocamento, a temporada de fogo está apenas começando. Para Barreto, do instituto, o grande diferencial é a preparação.

"Temos equipamentos para resgatar de pequenos mamíferos a grandes animais, como antas e onças." Já em relação ao fogo, a detecção evoluiu, disse ele, e permite que brigadas como a do instituto consigam enfrentar focos de incêndio ainda no início.

(INFORMAÇÕES DA FOLHAPRESS)

MEDIDA PROTETIVA

Igreja Bola de Neve afasta fundador acusado de agressão e esposa que o denunciou

A mulher que fez a denúncia de agressão contra o fundador alega que foi afastada sem aviso e que a medida não tem respaldo jurídico

15/06/2024 08h05

Acusado de agredir a esposa, o apóstolo Rina foi afastado da igreja, que tem mais de 500 templos espalhados por 34 países

Acusado de agredir a esposa, o apóstolo Rina foi afastado da igreja, que tem mais de 500 templos espalhados por 34 países

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Em uma decisão conjunta com o conselho consultivo da igreja evangélica Bola de Neve, o apóstolo Rina, fundador e líder da entidade, decidiu se afastar de seu comando. Foi uma resposta às denúncias da esposa dele, Denise Seixas, de lesão corporal, violência psicológica, ameaça, injúria e difamação.

Denise também foi afastada de suas funções dentro da igreja. A informação foi confirmada à Folha pelo advogado Renê Koerner, que atua para a entidade. O afastamento havia sido divulgado nos perfis oficiais da Bola de Neve nas redes sociais no último sábado. Fundada pelo religioso em meados dos anos 1990, a Bola de Neve atua em 34 países, com 560 templos.

Koerner diz que a decisão tem foi tomada até que a situação seja esclarecida. Ele afirma que o apóstolo e a pastora apresentam versões conflitantes sobre o que houve e que a igreja espera o desenrolar das investigações para se manifestar.

Sem o seu fundador no comando, as decisões passarão a ser tomadas pelo conselho, que passará a ser deliberativo. A igreja não quis passar informações sobre quem são os integrantes do colegiado nem como eles foram escolhidos.

JOGADA ESTRATÉGICA

Segundo a advogada Gabriela Manssur, que representa Denise, a passagem do comando para o conselho foi uma estratégia de Pereira para manter o controle sobre a igreja. "Ela não foi comunicada de seu afastamento, não autorizou e a medida não tem respaldo jurídico", afirma. Segundo Manssur, sua cliente é quem deveria assumir o controle em caso de afastamento do apóstolo.

A Justiça determinou nesta semana uma medida protetiva em defesa de Denise. Ela impede que o pastor Rinaldo Pereira chegue a menos de 300 metros da esposa, de seus familiares e de eventuais testemunhas do caso. O religioso também está impedido de tentar manter qualquer contato com ela, mesmo que por outras pessoas.

A advogada afirmou que deve recorrer da decisão da Justiça porque foram rejeitados pedidos de busca e apreensão da arma que o apóstolo tem em seu poder. Denise retornou para a casa em que morava com o pastor depois de ele ter deixado o local.

"Apresentamos fotos, vídeos e áudios que comprovam as denúncias, a Justiça precisa cumprir o protocolo de proteção para os casos de violência de gênero", diz.

Ela relata que sua cliente está com seu acesso bloqueado a contas bancárias e cartões de crédito que usava. "Ela foi atacada de tudo quanto foi lado e agora estamos cuidando prioritariamente da saúde física e mental dela e do cuidado com os filhos", afirma.

O pastor Rina, por meio de sua assessoria de imprensa, negou "qualquer prática violenta" e disse que "confia na apuração isenta e técnica de todos os fatos pela Polícia Civil e Ministério Público". Ele ainda não foi ouvido oficialmente no inquérito, cuja investigação está sendo feita pela 9ª Delegacia de Defesa da Mulher, na zona noroeste de São Paulo.

Em nota divulgada pela Secretaria da Segurança Pública, a delegacia informa que a pastora já foi ouvida, recebeu medidas protetivas e o caso foi registrado, na última segunda-feira (10), como "ameaça, difamação, injúria, lesão corporal, violência doméstica, falsidade ideológica e violência psicológica contra a mulher".

A igreja anunciou uma série de medidas internas como a instalação de uma ouvidoria, criação de um conselho de ética para apuração e deliberação a respeito de todas as irregularidades apresentadas, apuração de denúncias, com o afastamento ou desligamento de lideranças, quando necessário, acompanhamento da investigação interna e reformulação do regimento interno.

A denúncia de agressão surge em um momento delicado da igreja, pouco depois de virem à tona acusações de irregularidades econômicas que teriam sido cometidas por líderes do grupo. Um dos acusadores foi o ex-vocalista da banda Raimundos Rodolfo Abrantes, atualmente pastor evangélico.
 

Koerner afirmou que a Bola de Neve vai contratar uma empresa de compliance para atuar de forma independente na sua reorganização. "Estamos dando apoio para que os pastores possam decidir, de forma livre e espontânea vontade, se querem permanecer conosco ou preferem se tornar independentes", disse. Segundo ele, a igreja deve também melhorar o suporte aos que decidirem permanecer nela.

(INFORMAÇÕES DA FOLHAPRESS)

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