Cidades

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A fascinante Nova York

A fascinante Nova York

ELEXINA M. D’ANGELO, Colaboradora

21/10/2010 - 00h40
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Em se tratando de Nova York, o difícil é saber por onde começar para falar de uma cidade em que o superlativo é uma constante. Mesmo não se sabendo onde ir, chega-se sempre a algum lugar. Tudo lá é grande, exagerado e marcante. Nessa imensa cidade americana, de ritmo alucinante e que nunca dorme, encontramos diversão para todos e todas as idades. E comprar, comprar e comprar, um pouco que for, porque qualidade e variedade, tudo de bom e do melhor, ou diferente e kitch, você encontra nesta cidade  fascinante.

Mesmo no inverno muito rigoroso, a cidade tem seu charme, mas nas demais estações o clima mais ameno dá  oportunidades de conhecê-la  melhor. Destacamos as principais atrações, entre centenas de outras, para um primeiro contato com a cidade.

A melhor porção da “Big Apple” fica na ilha de Manhatan, principal distrito de Nova York, alvo direto dos viajantes, que chegam aos montes 24 horas por dia .Os táxis não são caros, o metrô é fácil e prático, basta saber  se você está indo para Downtow ou Uptown, lugares opostos na ilha.

Inicie seu roteiro conhecendo Downtown, a parte antiga ao sul da cidade, onde tudo começou em 1624, quando os índios americanos venderam a ilha de Manhatan a um holandês por um punhado de dólares. Hoje, lá se situa o Financial Distritct, que guarda boa parte do dinheiro do mundo. Mais adiante, entre na Cortland Street e chegue ao Ground Zero (Grau Zero) da cidade, local onde desapareceu o World Trade Center, em 2001. Uma maquete mostra o futuro complexo, que contará com memorial em homenagem às vítimas.

Em frente, a imperdível Loja de Departamentos   Century 21, com promoções e ponta de estoque de marcas famosas, a preferida dos brasileiros. Um pouco abaixo  está o Battery Park, de onde parte o ferry para a Estátua da Liberdade, que por dezenas de anos recebeu os imigrantes nos EUA. Evite o final de semana, quando as inevitáveis filas são maiores. São, no mínimo, duas horas de passeio (US$ 12, ida e volta).  

No retorno, almoce num dos restaurantes da Stone Street, junto com o pessoal do mercado financeiro; ande por Wall Street e conheça a  Bolsa de Valores, a Trinity Church e a Prefeitura de Nova York. Fotografe as  esculturas  Red Cub e  o “Big Bull” (grande touro de bronze), símbolo de poder e prosperidade financeira.
 

Caminhe pelas avenidas
Desvende os segredos a cidade andando a pé pela 5ª Avenida, principal artéria da cidade, que divide a ilha ao meio, lado leste e oeste. É a mais badalada de Nova York  e concentra muitas atrações ao longo dela e em suas imediações. Comece fotografando os chiquérrimos Plaza Hotel e Pierre Hotel, construídos em estilo francês e palco de muitos filmes no Central Park, próximos à 59 Street.

Descendo a 5ª Avenida há o desfile das grifes mais famosas, como Dior e Giorgi Armani, a loja Bloomingdales e o Edifício Trump Tower. Na esquina da 53 Street, não deixe de ver o Moma (Museu de Arte Moderna) com seus jardins de esculturas contemporaneas (US$ 20 o acesso).
Próximo à 50 Street, entre no Rockfeller Center, um complexo de 14 edifícios, sendo o mais visitado o GE Building, de 77 andares. No  seu Top of de Rock (US$ 18 o ingresso) há uma estupenda vista da cidade. A Radio City Music Hall, estilo Art Deco – o maior anfiteatro do mundo, com 6 palcos móveis, apresentando shows como o de Roberto Carlos, em abril último, ou Ringo Star, em julho,  e  avant-prèmiere de filmes famosos para 6 mil pessoas – faz parte do complexo.  

Quase em frente ao Rockfeller, surge a católica Saint Patrick Cathedral, a maior Catedral gótica dos EUA, com seus vitrais importados da França, acomodando 2.200 pessoas em seu interior. Continuando na mesma avenida, entre na Rua 42, em direção ao leste, e verá o Grande Terminal Central de Trem, com sua linda iluminação em vidro.

Mais adiante, o arranha-céu preferido dos nova-yorquinos: o inusitado Crhysler Building, com sua torre de aço art-deco inspirada num radiador do automóvel Phymonth 1929, que já foi o maior edifício de Nova York  em 1930. Foi desbancado um ano depois pelo Empire State Building, que se encontra na Rua 34 com a 5ª Avenida e teve seu título de mais alto edifício de Nova York restituído, após a destruição das Torres Gêmeas em setembro de 2001. Para visitas, a espera mínima é de uma hora, o ingresso US$ 20, mas o prêmio é ter Nova York a seus pés. Faça isso ao  final da tarde e verá a cidade se iluminando com todas as cores, o pôr do sol colorindo o Rio Hudson e o East-River. Enfim, uma visão única e estonteante de Nova York. (EMD)

127 anos

Confira o que abre e o que fecha no feriado de 26 de agosto

Aniversário de Campo Grande é feriado municipal e cairá nesta quarta-feira

25/08/2026 14h00

Campo Grande completa 127 anos no dia 26 de agosto

Campo Grande completa 127 anos no dia 26 de agosto Foto: Bruno Henrique

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Nesta quata-feira, dia 26 de agosto, é comemorado o aniversário de Campo Grande. A capital de Mato Grosso do Sul comemora 127 anos.

A data é feriado municipal e, desta forma, haverá alteração no horário de funcionamento de alguns estabelecimentos, enquanto há serviços que não irão abrir.

Confira o que abre e o que fecha:

Supermercados

Os supermercados e hipermercados abrirão normalmente no feriado, sem alteração nos seus horários.

Comércio

O comércio de Campo Grande está autorizado a abrir das 9h às 18h no aniversário de Campo Grande.

Mercadão Municipal

O Mercadão Municipal irá abrir das 6h30 ao meio-dia.

Shoppings

  • Campo Grande

O Shopping Campo Grande estará aberto normalmente no dia 26 de agosto, das 10h às 22h. 

  • Norte Sul Plaza

O horário de funcionamento será das 10h às 22h no feriado, com exceção do posto de identificação da Sejusp, que permanecerá fechado.

  • Bosque dos Ipês

O funcionamento será em horário normal, das 10h às 22h, com exceção das agências do Detran e Fácil, que estarão fechadas.

  • Pátio O Shopping do Centro

O funcionamento será das 9h às 16h.

Feira Central

A Feira Central abritá das 16h às 23h.

Bancos

As agências bancárias de Campo Grande não abrirão no feriado, funcionando apenas os terminais de autoatendimento.

Unidades de saúde

Hospitais, Unidades de Pronto Atendimento, Centros Regionais de Saúde 24 horas irão funcionar normalmente em regime de plantão.

Judiciário

O Judiciário não terá expediente forense na comarca de Campo Grande no dia 26 de agosto, mas o plantão judicial estará em funcionamento para os casos considerados urgentes, como mandados de segurança, habeas corpus, requerimento de realização de corpo de delito, ação cautelar de busca e apreensão e aqueles que exijam providência imediata.

Órgãos Públicos

Não haverá expediente nas repartições públicas municipais e estaduais em Campo Grande.

A exceção fica por conta dos serviços considerados essenciais, como saúde e segurança, que funcionarão em escala de plantão.

Lotéricas

A abertura das casas lotéricas será facultativa a cada proprietário, mas a maioria deve abrir, pois há loterias que são sorteadas na quarta, considerando que o feriado é apenas municipal.

Detran

As agências do Detran em Campo Grande não irão funcionar no feriado.

Correios

Não haverá funcionamento das agências de Campo Grande no dia 26.

Investigação

MPF instaura inquérito para apurar impactos da mineração em Porto Esperança

A procuradora deu prazo de 15 dias para a mineradora se manifestar

25/08/2026 13h30

rodolfo césar

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A procuradora da República Damaris Rossi Baggio de Alencar instaurou inquérito civil, no último dia 18 de agosto, para apurar as denúncias de contaminação ambiental da atividade de mineração no distrito de Porto Esperança, no Pantanal de Corumbá, acatando pedido formulado pelo advogado da comunidade Matheus da Silva Viana.

O transporte ininterrupto de minério por mais de 300 carretas, das jazidas do Maciço do Urucum para o Porto Gregório Curvo, situado ao lado da comunidade ribeirinha do distrito, tem sido alvo de ações judiciais por mais de 50% das famílias que residem no local. O terminal é operado pela LHG Mining, que usa a BR-262 e uma estrada de acesso para movimentar a produção.

Em sua decisão, a procuradora cita que a gravidade dos impactos ambientais e sociais gerados pela atividade “é corroborada por denúncias públicas de descumprimento de medidas mitigadoras básicas por parte das mineradoras”. Ela determinou a realização de perícias ambientais e de saúde e vistorias técnicas na calha do Rio Paraguai e na comunidade.

Também pediu investigação dos danos socioambientais, urbanísticos e à saúde coletiva, apurar a potencial de contaminação do Rio Paraguai e da rede de abastecimento de água local e verificar a responsabilidade civil por danos morais e materiais coletivos, além de medidas necessárias para controle de emissões poluentes e reparação integral da saúde e do meio ambiente.

Damaris Alencar mencionou outros procedimentos em curso na esfera judicial, como a investigação que apura possíveis irregularidades no licenciamento ambiental nas atividades de lacra e escoamento da LHG, reforçado a gravidade das denúncias e a exposição dos ribeirinhos aos níveis intoleráveis de ruídos e poluição por poeira mineral que se espalha por uma região frágil.

A procuradora deu prazo de 15 dias para a mineradora LHG se manifesta aos fatos denunciados e solicitou relatórios epidemiológicos e estatísticas de atendimentos por agravos respiratórios e dermatológicos, a partir de dezembro de 2025, à secretaria de saúde de Corumbá.


Fiscalização inoperante


Em sua denúncia e pedido de abertura de inquérito civil ao MPF, o advogado Matheus Viana expõe com fortes argumentos e provas em imagens de depoimentos a vulnerabilidade extrema da centenária comunidade de Porto Esperança e a grave ameaça aos seus direitos fundamentais e iminente ao patrimônio ambiental. 
Relata a “agressão insuportável” aos ribeirinhos pela degradação ambiental e social, que residem a poucos metros da estrada de terra que tirou a região do implacável isolamento, citando que o povoado “é um ecossistema social e cultural cuja existência está fortemente ligada ao Pantanal e ao Rio Paraguai, de onde tiram seu sustento por meio da pesca artesanal”. 

“Essa rica herança – argumenta -, que deveria ser protegida, encontra-se hoje sob ataque severo e contínuo, perpetrado pela intensificação irresponsável das atividades mineradoras na região, como notórios impactos sobre bens da União”.

Cita relatos da comunidade sobre aumento alarmante de asma, bronquite, rinite alérgica, sinusite, irritações oculares, sangramentos nasais, dermatites, além de estresse crônico e insônia, afetando crianças e idosos, devido a espessa e toxica camada de poeira de minério que cobre s comunidade.

“Um ambiente insalubre, inóspito e desprovido de qualquer salubridade ou tranquilidade”, prossegue, citando os impactos na vegetação e o carreamento do pó mineral para os cursos de água, que desaguam no rio Paraguai.

O advogado também questiona as licenças pontuais (“que driblam uma avaliação estratégica conjunta de impactos no bioma”) e a ausência e fragilidade da fiscalização, de responsabilidade do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de MS).

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