Cidades

REAJUSTE

Após rejeição, ACP apresenta contraproposta à Prefeitura nesta quarta-feira

A contraproposta aprovada pela categoria mantém como princípio o pagamento integral dos 5,4% da recomposição do Piso Nacional do Magistério

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A Assembleia Geral do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) rejeitou, na noite desta terça-feira (7), a proposta apresentada pela Prefeitura de Campo Grande durante as negociações sobre o pagamento dos 5,4% da recomposição do Piso Nacional do Magistério.

A decisão foi tomada pela maioria após intenso debate entre os professores da Rede Municipal de Ensino (REME), que também aprovaram uma contraproposta a ser encaminhada oficialmente ao Executivo Municipal. 

A contraproposta aprovada pela categoria mantém como princípio o pagamento integral dos 5,4% da recomposição do Piso Nacional do Magistério. Como forma de viabilizar um entendimento entre as partes, a ACP propõe que o percentual possa ser quitado de forma parcelada, desde que o pagamento seja integralmente realizado ainda em 2026.

A Assembleia foi realizada na sede da FETEMS. Mais de 30 professores se inscreveram para o debate, apresentando sugestões, avaliações e contribuições que subsidiaram a elaboração da contraproposta aprovada pelos presentes.

O documento será protocolado pela ACP na Prefeitura na manhã desta quarta-feira (8), dando continuidade ao processo de negociação conduzido pela entidade em defesa dos direitos do magistério municipal.

Comissão

Outro encaminhamento aprovado pela Assembleia foi a criação de uma comissão formada por três professores eleitos pela própria base. O grupo terá a responsabilidade de acompanhar permanentemente o cumprimento dos compromissos assumidos e o andamento das negociações, garantindo maior transparência ao processo e fortalecendo a participação direta da categoria nas tratativas.

Para o presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni, a expressiva participação da categoria demonstra o fortalecimento da organização sindical e da luta pela valorização da educação pública.

"Realizamos mais uma Assembleia Geral da ACP, espaço onde debatemos, construímos e discutimos as pautas relacionadas à nossa valorização. Tivemos uma excelente participação, com mais de 30 professores inscritos para o debate. A Assembleia rejeitou a proposta encaminhada pela Prefeitura e aprovou uma contraproposta que será oficialmente protocolada nesta quarta-feira. Seguimos juntos, fortes e convictos de que a educação avança com luta, organização e participação coletiva, sem deixar ninguém para trás", afirmou.

A ACP reafirma que continuará conduzindo as negociações de forma transparente, sempre respeitando as decisões da Assembleia Geral e mantendo o compromisso com a defesa da valorização dos profissionais da educação e com a garantia do pagamento dos 5,4% da recomposição do Piso Nacional do Magistério.

Internacional

Consulado do Brasil em Manhattan fecha com risco de desabamento de prédio vizinho em NY

O prédio está entre os edifícios desocupados em Manhattan após colunas e tijolos de um arranha-céu, que passa por obras, caírem durante a manhã

07/07/2026 23h00

Consulado-geral do Brasil em Nova York

Consulado-geral do Brasil em Nova York Redes Sociais

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O Consulado-Geral do Brasil em Nova York foi temporariamente fechado nesta terça-feira, 7. O prédio está entre os edifícios desocupados em Manhattan após colunas e tijolos de um arranha-céu, que passa por obras, caírem durante a manhã.

"Informamos que o prédio do Consulado encontra-se temporariamente fechado em razão da evacuação determinada pelas autoridades da cidade, em decorrência de risco de desabamento de um edifício na 42nd Street. Informações sobre a reabertura do prédio e a retomada dos atendimentos serão divulgadas tão logo seja possível", disse o consulado.

O arranha-céu em questão, um prédio comercial da década de 1970 que estava sendo transformado em apartamentos de luxo, é a antiga sede global da gigante farmacêutica Pfizer. Ele está localizado em uma das principais vias de Manhattan.

A rua abriga prédios icônicos de Nova York, entre ele o Edifício Chrysler, uma obra-prima da art deco e uma das imagens-símbolo na paisagem da cidade por décadas. Com 77 andares e 319 metros revestido de aço inoxidável, ele foi por um breve período - 11 meses - o prédio mais alto do mundo logo após ser concluído em 1930. O Chrysler perdeu o posto para o Empire State (que tem 381 metros até o topo e 443 metros quando é incluída a parte superior com a antena).

Outros edifícios famosos da região são a estação Grand Central e a sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

Rua foi interditada por risco de desabamento

O Corpo de Bombeiros de Nova York informou ter recebido relatos sobre a queda de tijolos por volta das 8h da manhã na antiga sede da Pfizer, uma torre de 37 andares. As autoridades constataram que duas colunas haviam cedido no 21º e no 22º andar e que os pisos estavam afundando entre o 21º e o 26º.

O chefe do Corpo de Bombeiros, John Esposito, acrescentou que o prédio continuou a se mover enquanto as equipes de emergência estavam no local. As ruas próximas foram fechadas para pedestres e veículos. "Ainda não está estável", disse Esposito."Continua sendo uma situação muito grave e perigosa."

Uma escola próxima, com cerca de 400 crianças, estava entre os prédios desocupados, disse o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Não houve relatos de feridos e todos os trabalhadores dentro da torre de escritórios foram localizados e retirados do local, afirmou ele em uma coletiva de imprensa no local.

Mamdani disse que engenheiros estão trabalhando em maneiras de reforçar os andares danificados e usando drones para monitorar o prédio, para que não seja necessário enviar pessoas para dentro dele.
 

Violência

2 a cada 3 mulheres vítimas de violência doméstica já tinham sofrido agressões, aponta estudo

De acordo com o Atlas da Violência, apesar da tendência de redução dos casos de mortes de mulheres, o volume de casos ainda permanece alarmante

07/07/2026 22h00

Maioria dos casos de morte de mulheres ocorre no contexto de violência doméstica

Maioria dos casos de morte de mulheres ocorre no contexto de violência doméstica Marcos Santos / USP

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Dois terços das mulheres que buscaram atendimento médico no sistema de saúde após sofrerem agressões em ambiente doméstico relataram que o episódio não foi uma ocorrência isolada, mas a repetição de violências anteriores.

Os dados constam no Atlas da Violência, estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), elaborado com base nos registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

Ao todo, as unidades de saúde do País prestaram assistência a 186.177 mil mulheres vítimas de violência doméstica. Desse total, 100,8 mil declararam já ter sofrido ao menos um episódio de violência anteriormente.

"A sustentação desse ciclo frequentemente envolve estratégias de controle e isolamento, por meio das quais o agressor limita o acesso da mulher a redes de apoio - familiares, amigos e serviços - e amplia sua dependência. Nesse contexto, não é incomum que mulheres transitem reiteradamente pelos serviços de saúde após episódios de violência, sem que haja uma interrupção efetiva da dinâmica abusiva. Em muitos casos, essa trajetória contínua de violência culmina em desfechos letais, evidenciando como as desigualdades de gênero operam de forma estrutural e podem resultar em feminicídio", diz o relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Segundo os dados do sistema de saúde, 3.642 mulheres foram assassinadas no Brasil em 2024, o que corresponde a uma taxa de 3,4 mortes a cada 100 mil mulheres. Esse número representa uma queda de 6,7% das mortes em relação a 2023.

De acordo com o Atlas da Violência, apesar da tendência de redução dos casos de mortes de mulheres, o volume de casos ainda permanece alarmante.

"Trata-se de uma tendência de redução que vem sendo registrada ao longo da última década. Desde 2014, primeiro ano da série histórica analisada aqui, houve diminuição de 27,7% na taxa de homicídios de mulheres notificados pelo sistema de saúde. Apesar desse recuo, o volume absoluto de casos permanece alarmante e evidencia a persistência da violência letal de gênero no país: entre 2014 e 2024, 46.336 mulheres foram assassinadas no Brasil", diz o levantamento.

Mulheres negras são as principais vítimas

Em 2024, foram registradas 2.457 mulheres negras vítimas de homicídio, o que representa 67,5% do total de homicídios femininos. Trata-se de uma taxa de 4,0 mulheres negras mortas a cada 100 mil mulheres.

Naquele ano, a taxa de vitimização por homicídio de mulheres negras (4,0 homicídios por 100 mil mulheres) foi 66,7% superior à taxa verificada entre mulheres não negras (2,4).

"As mulheres negras, entendidas como pretas e pardas, assumem destaque. Os dados do sistema de saúde, referentes aos homicídios femininos analisados por raça/cor, evidenciam que elas são as principais vítimas da violência letal", diz o relatório.

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