Cidades

campo grande

Adolescente esfaqueia mãe de aluno e Estado tem o primeiro ataque em escola

Em abril, a segurança foi reforçada nas escolas da Capital para impedir ataques, mas neste mês o esquema voltou ao normal

Continue lendo...

No início da tarde de ontem, um adolescente de 15 anos, estudante da Rede Estadual de Ensino (REE), esfaqueou a mãe de um aluno dentro da Escola Municipal Bernardo Franco Baís, localizada na Avenida Calógeras, em Campo Grande.

O jovem foi barrado logo depois do ocorrido, quando tentava entrar no pátio do colégio para chegar até outros alunos, que seriam os verdadeiros alvos. Este foi o primeiro ataque em uma instituição de ensino registrado em Mato Grosso do Sul.

A ação ocorreu na secretaria da escola e, conforme o relato do instrutor de badminton Willian Silva, que presenciou o fato, a vítima havia ido levar o filho de 10 anos para a aula e depois estava conversando com ele, quando o adolescente a esfaqueou nas costas. 

O guarda patrimonial Jocsa Conceição Silva disse que viu o momento do ataque e que, após o ocorrido, o garoto tentou passar pelo portão que dava acesso ao pátio da escola, onde ficam as salas e onde os outros alunos estavam. Nesse momento, o guarda e um professor conseguiram imobilizar o estudante. 

De acordo com o guarda, o jovem não resistiu à contenção nem falou nada a respeito da ação. “Ele estava com a faca, mas ele estava em choque, ele não falava nada”, disse. 

O autor do ataque já foi aluno da Escola Municipal Bernardo Franco Baís e concluiu o Ensino Fundamental no ano passado na instituição. Neste ano, o adolescente foi para a uma escola estadual, onde cursa o 1° ano do Ensino Médio. 

“Segundo ele [o autor], ele iria se direcionar para alguns alunos, onde ele vai citar lá [no depoimento] quais seriam e os problemas que tinham para ter esse ódio, para vir a atacar esses alunos”, disse o titular da Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social (Sesdes), Anderson Gonzaga, a respeito da motivação do ataque. 

O secretário municipal de Educação, Lucas Bitencourt, também esteve na unidade onde o crime ocorreu e comentou que não há registros de incidentes com o jovem, como bullying ou alguma situação de ata de suspensão que possam ter motivado o fato. 

“Aparentemente, era um aluno que tinha uma tranquilidade na vida escolar, então, realmente, agora a gente vai fazer todo levantamento possível para identificar, com o núcleo de inteligência nosso, para saber o real motivo”, comentou o secretário. 

Com o adolescente, foram encontradas quatro facas e uma marreta. O guarda patrimonial disse ainda que, no momento da ação, o jovem estava com duas facas e os outros itens foram encontrados na mochila dele. 

Após o ocorrido, o estudante foi levado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), local onde ele e outras testemunhas do fato prestaram depoimento. 

A Polícia Civil está investigando o caso e emitiu uma nota informando que assim que os trabalhos de polícia judiciária forem concluídos o adolescente será encaminhado para uma Unidade Educacional de Internação (Unei), onde permanecerá à disposição da Justiça. 

“O local foi submetido a exame pericial e os instrumentos foram apreendidos. As circunstâncias do fato e suas motivações estão sendo esclarecidas”, diz trecho da nota da Polícia Civil sobre o caso. 

RONDAS

Em relação à ação da Guarda Civil Municipal (GCM), o secretário Anderson Gonzaga, responsável pela corporação, relatou que, logo após serem acionados, os agentes chegaram ao local em 4 minutos. 

A GCM trabalha com um sistema de localização por GPS que, ao ser acionada, direciona a viatura que está mais próxima do ocorrido. 

Em abril, em decorrência de uma série de ameaças de ataques a escolas em todo o País, as forças de segurança do Estado e da Capital se uniram para reforçar a fiscalização e o bem-estar dos alunos, principalmente no dia 20 de abril, data em que estavam programados ataques às instituições de ensino. 

Na ocasião, nada foi relatado. Após alguns dias, as rondas e os acompanhamentos de alunos, pais e professores nos horários de entrada e saída das escolas municipais voltaram à normalidade. 

Segundo guardas municipais que estavam na escola, mas não se identificaram, tudo estava normal e as únicas ocorrências eram brigas em colégios, mas eles nunca haviam recebido um chamado de ataque real. 

O secretário de Educação relatou também que há um núcleo específico que acompanhará os professores, os servidores, os alunos e verificará como está a parte emocional da escola que passou pelo ataque. 

Além disso, Bitencourt falou também sobre a importância do acompanhamento dos pais não apenas escolar, mas social dos filhos. 

“Onde o meu filho está realmente? Será que ele está na escola? Verificar as mochilas, entender quem é esse aluno, saber quais são os amigos dele, o que está acontecendo na vida social desse aluno, na rede social dele também. Realmente, nós precisamos dessa parceria com as famílias nesse momento”, relatou. 

Lucas Bitencourt disse que as aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme) continuarão sem interrupções e que medidas como portões fechados e futuramente um botão do pânico e um aplicativo serão implantadas para garantir a segurança nas unidades escolares. 

A assessoria da Prefeitura de Campo Grande emitiu uma nota alegando que o “fato aconteceu fora da escola, que é protegida por medidas de segurança que evitam o acesso de pessoas estranhas ao ambiente escolar”. 

No entanto, os relatos de pessoas que estavam no local do atentado apontam o contrário. 

A nota diz ainda que a prefeita Adriane Lopes (Patriota) suspendeu a sua agenda no período da tarde para coordenar as providências que o caso requer, mas a chefe do Executivo municipal não esteve na escola onde o fato ocorreu. 

VIOLÊNCIA 

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que, de janeiro a 17 de maio de 2023, 60 casos de lesão corporal dolosa – quando há intenção de ferir – foram notificados nas escolas de Mato Grosso do Sul. 

Esse montante já é maior do que o notificado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 47 casos de lesão corporal dolosa. 

Ao todo, em 2022, foram registrados 151 casos de violência nas escolas, e em 2021 foram 22 em todo o Estado. (Colaborou Patrick Rosel)

campo grande

Ex-funcionário é preso após furtar mais de R$ 13 mil em picanha e bacon de empresa

Homem confessou o crime e revelou que utilizava uma chave antiga guardada desde o período em que trabalhava no local para cometer os furtos

17/08/2026 18h15

Picanha, bacon e suco foram avaliados em R$ 13.630,00

Picanha, bacon e suco foram avaliados em R$ 13.630,00 Foto: Divulgação / Polícia Civil

Continue Lendo...

Um homem de 24 anos, identificado pelas iniciais L. C. O. E. foi preso após furtar mais de R$ 13 mil em picanha, bacon e suco de uma empresa onde havia trabalhado, no Jardim Carioca, em Campo Grande.

De acordo com a Polícia Civil, na madrugada do último sábado (15), o supervisor de cargas e descargas da transportadora acionou a polícia após notar, pelo sistema de monitoramento, que um ex-funcionário invadiu o depósito de produtos congelados.

Com base em informações de inteligência levantadas pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (Derf), que já monitorava ocorrências anteriores na câmara frigorífica da mesma empresa, equipe tática do Grupo de Operações e Investigações (GOI) intensificou ações de patrulhamento e a vigilância na região.

Por volta das 4h, investigadores, com apoio da Força Tática da Polícia Militar (PM) interceptaram um veículo Chevrolet Onix, na Avenida Sete.

O carro era conduzido pelo ex-funcionário e, dentro do veículo, foram encontrados e apreendidos 13 caixas de picanha fatiada Friboi, avaliadas em R$ 12.950,00; duas caixas de bacon Seara, no valor de R$ 580, e um fardo de suco Prates de 1,5 litro, avaliado em R$ 100, totalizando R$ 13.630,00 em produtos furtados.

O suspeito confessou o crime e afirmou que utilizava uma chave antiga, guardada desde o período em que trabalhava no local, para acessar o escritório e abrir a câmara fria.

Ele disse ainda que havia a suposta colaboração de um outro funcionário atual da empresa nos crimes.

Na abordagem, o suspeito estava acompanhado do irmão, de 26 anos, que alegou ter sido chamado apenas para receber uma suposta carne de presente e que não sabia da origem ilícita dos itens.

Ambos foram detidos e encaminhados à delegacia, onde foram autuados por furto qualificado durante o repouso noturno, pelo concurso de pessoas e pelo abuso de confiança. O caso segue sob investigação.

Picanha, bacon e suco foram avaliados em R$ 13.630,00Caixas de picanha e bacon estavam no interior de um Onix (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

Mobilização

IBGE em MS pode entrar em greve; servidores decidem na quarta sobre paralisação

Núcleo estadual está em estado de greve, mas adesão ainda é baixa; assembleia marcada para quarta-feira (19) definirá se servidores de MS vão aderir à paralisação.

17/08/2026 17h54

Servidores do IBGE em Mato Grosso do Sul decidem nesta quarta-feira (19) se aderem à greve nacional.

Servidores do IBGE em Mato Grosso do Sul decidem nesta quarta-feira (19) se aderem à greve nacional. Foto: Reprodução.

Continue Lendo...

Os servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em Mato Grosso do Sul ainda não aderiram à greve iniciada em outras unidades do país e decidirão, na próxima quarta-feira (19), se vão se juntar à paralisação. A decisão será tomada durante uma assembleia geral da categoria no Estado.

O núcleo estadual está atualmente em estado de greve, situação em que os trabalhadores permanecem em atividade, mas se mantêm mobilizados para uma possível paralisação. 

A informação foi confirmada à equipe de reportagem do Correio do Estado por uma servidora do IBGE em Mato Grosso do Sul. Segundo ela, apesar da mobilização nacional, ainda não há greve no Estado.

“O sindicato declarou estado de greve, mas ainda não é greve. Na quarta-feira vai ter uma assembleia geral do sindicato aqui de MS e será votado se vai ter greve ou não”, explicou.

A servidora também relatou que, neste momento, a mobilização entre os trabalhadores sul-mato-grossenses ainda é pequena. Conforme a avaliação dela, mesmo que a paralisação seja aprovada na assembleia, parte dos funcionários poderá permanecer trabalhando.

“A adesão dos servidores aqui está baixa. Se for declarado, muitos aqui não vão aderir”, afirmou.

A situação coloca Mato Grosso do Sul entre os oito núcleos que, conforme levantamento divulgado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (ASSIBGE-SN), estão em estado de greve, etapa anterior à eventual aprovação de uma paralisação.

Além de Mato Grosso do Sul, estão nessa condição os núcleos de Sergipe, Piauí, Espírito Santo, a unidade do Chile, no Rio de Janeiro (RJ), a unidade do Canabarro, também no Rio de Janeiro (RJ), Paraná e Rio Grande do Sul.

Mato Grosso e Pará possuem indicativo de greve, enquanto Bahia e Sede já aprovaram a paralisação.

Greve começou em 10 de agosto

A mobilização nacional dos trabalhadores do IBGE começou em 10 de agosto e faz parte de um calendário de reivindicações definido durante a Reunião de Direção Nacional da ASSIBGE-SN, realizada entre 9 e 11 de julho.

A paralisação ocorre em meio a uma escalada das divergências entre servidores e a direção do instituto, comandada pelo presidente Marcio Pochmann.

Entre as reivindicações apresentadas pelo sindicato estão questões relacionadas ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD) dos servidores que ingressaram por meio do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), além da criação de comissões paritárias para discutir o programa e a experiência dos novos funcionários.

A pauta também inclui o retorno dos critérios anteriores para pagamento da indenização de campo, reajuste e garantia de direitos aos trabalhadores temporários, eleição do Comitê de Carreira, negociação dos dias paralisados em uma greve anterior na unidade do Chile, no Rio de Janeiro (RJ), e reabertura dos canais de diálogo entre trabalhadores e direção.

Um dos principais pontos de insatisfação envolve justamente as regras de trabalho dos novos servidores.

De acordo com a entidade sindical, trabalhadores aprovados no concurso haviam recebido a informação de que poderiam ingressar no regime híbrido depois de determinado período, mas uma portaria publicada posteriormente teria modificado essa previsão.

O sindicato questiona ainda mudanças relacionadas à indenização de campo, benefício destinado a trabalhadores que realizam atividades externas.

Paralisação já atinge outros estados

Enquanto Mato Grosso do Sul ainda discute uma possível adesão, a greve já alcança unidades do IBGE em outras regiões.

No Rio de Janeiro, segundo informações divulgadas pelo sindicato, a mobilização chegou à sede do instituto e à Superintendência Estadual. Na Bahia, a entidade informou adesão de parte dos trabalhadores.

Apesar do avanço da mobilização, não há, até o momento, indicação de suspensão ou adiamento das divulgações estatísticas programadas pelo IBGE.

A estratégia da ASSIBGE-SN é ampliar gradualmente o movimento nos estados. A entidade orienta que cada núcleo realize sua própria assembleia antes de aderir formalmente à paralisação.

De acordo com as orientações distribuídas aos trabalhadores, após a aprovação da greve em uma unidade, o núcleo sindical deve comunicar oficialmente a decisão à respectiva Superintendência ou Diretoria e encaminhar a ata da assembleia à Executiva Nacional da entidade.

A orientação é para que a paralisação comece 72 horas depois da deliberação local.

Servidores são orientados a interromper atividades

Caso a greve seja aprovada em Mato Grosso do Sul na quarta-feira, os servidores que decidirem aderir deverão comunicar individualmente a decisão à chefia imediata e ao núcleo sindical.

Os dias de paralisação deverão ser registrados no sistema de controle de frequência com o código correspondente à greve, para posterior negociação.

A orientação também alcança os funcionários que trabalham remotamente. Segundo o sindicato, quem aderir ao movimento deverá interromper integralmente as atividades profissionais durante a paralisação, inclusive o acesso aos sistemas internos, Microsoft Teams, e-mails e mensagens relacionadas ao trabalho.

A entidade também orienta os núcleos a realizarem levantamentos periódicos sobre o número de servidores que aderirem, permitindo acompanhar a evolução do movimento em cada estado.

Categoria questiona gestão do instituto

Além das reivindicações trabalhistas, representantes sindicais têm feito críticas à condução administrativa do IBGE.

A ASSIBGE-SN questiona decisões relacionadas à participação dos servidores na gestão, às condições estruturais das unidades e à área de tecnologia do instituto.

Entre os pontos levantados está uma contratação estimada em aproximadamente R$ 80 milhões envolvendo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

O sindicato questiona a transferência de serviços e recursos tecnológicos e sustenta que o próprio IBGE dispõe de estrutura de processamento de dados.

A entidade também relata problemas de infraestrutura em unidades do instituto, incluindo dificuldades relacionadas à internet, energia elétrica, mobiliário e espaços destinados ao trabalho presencial.

Em relação aos servidores que participarem da greve, o sindicato afirma que a adesão ao movimento não configura falta grave.

A entidade ressalta, porém, que decisões do Supremo Tribunal Federal admitem o desconto dos dias não trabalhados, salvo quando houver acordo para compensação.

Em Mato Grosso do Sul, porém, qualquer paralisação ainda depende da decisão dos próprios servidores. A assembleia de quarta-feira será o ponto decisivo para definir se o Estado continuará apenas em estado de greve ou passará a integrar efetivamente o movimento nacional.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).