Cidades

Carteira de Identidade

Agendamento do novo RG reabre amanhã (29); saiba que documentos incluir

A população deve realizar o agendamento online no site da Sejusp/MS e comparecer na data marcada em uma das agências

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Até a semana passada, Mato Grosso do Sul já emitiu 5.747 Carteiras de Identificação Nacional (CIN). Popularmente chamado de 'Novo RG', o documento é gratuito e pode ser feito em todo o Estado. Com a alta procura, o agendamento mensal é preenchido rapidamente e por isso amanhã (29), será reaberto com novas datas disponíveis.

Os interessados devem acessar, a partir desta segunda-feira (29), o site da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), escolher o posto de identificação mais próximo em seu município, bem como o dia e horário de sua preferência.

Cabe reforçar que o cidadão precisar estar com o CPF regular, certidão de nascimento/casamento/divórcio atualizada e levar documentos pessoais originais e cópia.

No novo documento físico constará o número do CPF, nome do registro civil ou nome social, data de nascimento, sexo e naturalidade. Veja o modelo:

Outra novidade é o documento digital, que traz as mesmas informações da carteira de identidade, mas com dados adicionais, caso o (a) cidadão (a) deseje incluir. São considerados opcionais: o número do título de eleitor, NIS, PIS, PASEP, tipagem sanguínea, CNH, observações de saúde, dentre outros. Veja:

A versão do novo RG, a CIN digital, fica disponível cerca de uma semana depois que o cidadão faz sua solicitação, no aplicativo do Gov.BR.

Já o documento físico leva de 25 a 30 dias para ficar pronto e deve ser retirado no mesmo posto de identificação em que foi feito.

Dúvidas frequentes

Ao Correio do Estado, o diretor do Instituto de Identificação e perito papiloscopista, Márcio Cristiano Paroba, esclarece quais tem sido as principais dúvidas da população e a maior dificuldade na hora de emitir o novo documento.

Como está funcionando no interior? 
"No interior também funciona por agendamento eletrônico e em todos os municípios estamos com a nova carteira. Cada município conta com 1 posto de Identificação e na capital temos 6 postos de Identificação", aponta Paroba.

Está tendo muito conflito com a documentação? 
"Sim, dados do cidadão da certidão de nascimento e de casamento devem estar convergentes com a Receita Federal. A população deve se atentar ao CPF regular,  atualização dos dados cadastrais com a Receita Federal", orienta Paroba. 

Qual o prazo de entrega da nova documentação?
"Como mudou o fluxo e agora dependemos da Receita Federal Brasileira e do Ministério da Justiça, a entrega na Capital varia de 20 a 30 dias e, no interior de 30 a 40 dias. A emissão dessa primeira via é gratuita até 2032", informa Paroba.

A Carteira de Identidade Nacional é impressa no papel ou em cartão?
"A emissão da nova carteira para a gratuidade é em papel moeda. Vamos emitir em cartão, mas não temos previsão e nem um valor estimado. Quem tirar no papel agora e depois quiser tirar no cartão, vai pagar o valor de uma segunda via do documento", esclarece, Paroba.

Confira o passo a passo para tirar o 'Novo RG':

  • Acesse o site http://servicos.sejusp.ms.gov.br;
  • Clique em 1ª ou 2º emissão do RG;
  • Selecione um posto de atendimento mais perto de sua residência;
  • Escolha o melhor dia e horário;
  • Preencha os campos obrigatórios;
  • Digite os caracteres de segurança;
  • Confira se o protocolo com o agendamento chegou no e-mail cadastrado.

Documentos necessários

É necessário ter em mãos o original e a cópia do:

  • CPF;
  • Certidão de Casamento/Divórcio ou Certidão de Nascimento;
  • Já os documentos opcionais são: Certidão de Naturalização, NIS, PIS, PASEP, tipagem sanguínea, título de eleitor e outros.

Validade

O prazo de validade da Carteira de Identificação Nacional (CIN) varia conforme faixa etária, sendo:

  • De 0 a 12 anos - validade por 5 anos;
  • De 12 a 60 - a validade por 10 anos;
  • A partir de 60 anos - a validade por tempo indeterminado.

Sobre a mudança

A Carteira de Identidade Nacional segue o disposto na Lei nº 14.534/2023, sancionada pelo presidente Lula, que determina o CPF como número único e suficiente para identificação do cidadão nos bancos de dados de serviços públicos. 

A nova carteira apresenta ainda um QR Code, que permite verificar sua autenticidade do documento, bem como saber se foi furtado ou extraviado, por meio de qualquer smartphone. Conta ainda com um código de padrão internacional chamado MRZ, o mesmo utilizado em passaportes, o que o torna ainda um documento de viagem.  

 

BR-463 e BR-376

Duas pessoas morreram em acidentes nas rodovias de Dourados neste domingo

Uma das vítimas foi encontrada presa às ferragens do veículo, enquanto uma outra foi morta após o impacto jogá-la para fora do carro

18/05/2026 08h45

Acidente entre a caminhonete Silverado e um Palio deixou um morto e três feridos

Acidente entre a caminhonete Silverado e um Palio deixou um morto e três feridos Crédito: Osvaldo Duarte / Dourados News

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Na noite deste domingo (17), um grave acidente ocorreu na BR-463, entre os bairros BNH 4º Plano e Campo Dourado, no município de Dourados. O caso terminou com uma vítima fatal e pelo menos três pessoas feridas.

Anderson Antunes Avila era motorista de um Fiat Pálio Weekend e não resistiu aos ferimentos provocados pela colisão com uma caminhonete Silverado.  O motorista ficou preso às ferragens e morreu ainda no local antes da chegada do socorro.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas para prestar socorro ao condutor da Silverado e outros quatro passageiros. Os envolvidos no acidente foram encaminhados para um hospital da região.

A ocorrência mobilizou ainda equipes da Polícia Rodoviária Federal e da perícia técnica, que realizaram os levantamentos no local do acidente para auxiliar na investigação das causas da colisão.

Outro acidente

Ainda no domingo, porém mais cedo, ocorreu um outro acidente com vítima fatal, na BR-376, entre os municípios de Fátima do Sul e Dourados. 

O acidente envolveu um Volkswagen Gol Plus, conduzido por Antonio Pachego Junior, e o veículo Fiat Strada, dirigido por Pedro Henrique Borges de Souza. Segundo o pai deste segundo, o rapaz saia da Expoagro de Dourados na data dos fato.

Segundo informações dos policiais rodoviários federais, o veículo dirigido por Pedro Henrique, que trafegava no sentido Dourados-Fátima do Sul, teria invadido a pista contrária e colidiu de frente com o carro de Antonio Pachego.

Junto com Antonio, havia outro passageiro, que sobreviveu ao impacto, sendo socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital de Fátima do Sul para atendimento médico. Pedro Henrique também resistiu ao acidente.

Já o condutor Antonio Pacheco não resistiu aos ferimentos e faleceu no local do acidente, após ser arremessado para fora do veículo.

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Segurança Pública

PCC domina o contrabando de cigarros na fronteira de MS

Para o superintendente da PRF em Mato Grosso do Sul, a entrada de facções na prática criminosa está diretamente ligada ao lucro que o produto ilegal rende

18/05/2026 08h11

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O mercado de contrabando de cigarros em Mato Grosso do Sul está em uma nova escalada depois da pandemia e, diante do pouco investimento e do alto lucro, grandes facções criminosas, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC), estão com os olhos voltados para a fronteira para dominar o setor no Estado.

No estudo “O Novo Mapa do Contrabando: A Ascensão das Facções nos Mercados Ilegais”, publicado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), foi apontado que as facções criminosas entraram de vez no mercado de contrabando de cigarros, tendência que foi observada principalmente nos últimos 10 anos.

“Outra singularidade, observada por meio das investigações realizadas pelos órgãos fiscalizatórios, é a intensificação da participação de organizações criminosas com o contrabando e descaminho. Antigamente, a atuação destes grupos era mais restrita ao tráfico de drogas e de armas, mas aos poucos foram percebendo a lucratividade da prática do contrabando e as ‘oportunidades’ de ganhar dinheiro ilegal a partir de crimes cuja pena é muito branda”, explica.

Como dito pelo estudo, a questão do contrabando ser um crime mais leve em comparação ao tráfico de drogas é um dos motivos para a entrada das facções neste mundo. 

Conforme consta no Código Penal, a prática de importar ou exportar mercadorias proibidas no Brasil prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão, enquanto o tráfico de drogas é consideravelmente maior, de 5 a 15 anos de prisão.

Porém, o que mais chama a atenção das facções criminosas é o lucro diante do pouco investimento que precisa ser feito para contrabandear os cigarros.

Ainda segundo o levantamento, o mercado ilegal entre Paraguai e Brasil chegam a ultrapassar os R$ 60 bilhões por ano, sendo que os cigarros e similares representam 34% dos principais itens apreendidos pela Receita Federal.

Na Capital, cigarro contrabandeado do Paraguai é vendido livremente nas ruas, sem fiscalização - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Um maço de cigarros no Paraguai chega a custar cerca de R$ 1,20 se comprado no atacado, mas quando chega no Brasil as marcas são vendidas a cerca de R$ 4,46 (em média), o que representa um ganho que pode chegar a mais de 500%, dependendo do valor pago e do comercializado.

Para piorar a situação, o volume do contrabando já supera a balança comercial oficial entre os dois países. Na prática, o ilegal está “movimentando” mais do que o comércio formal. 

De acordo com pesquisas da Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), em parceria com o Idesf, a marca mais vendida em Mato Grosso do Sul é o Fox. 

Vale destacar que o Fox não possui registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser comercializado, produzido ou distribuído no Brasil e, por isso, é considerado ilegal no País.

Em conversa com o Correio do Estado, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul (PRF-MS), João Paulo Pinheiro Bueno, afirmou que o contrabando de cigarros alimenta as facções para que outros crimes de maior logística sejam realizados, como o tráfico de drogas e armas.

“Ele [o contrabando] alimenta toda essa organização criminosa, tráfico de armas, tráfico de drogas e as comunidades locais. É isso que o cigarro representa hoje dentro dessa logística do crime organizado. É um crime realmente muito rentável, pouco investimento para muito lucro. Então, isso chama a atenção dessas organizações, eles sabem que isso dá um retorno”, pontua.

Em especial, o superintendente citou que o PCC e o Comando Vermelho (CV) já atuam no Estado há um tempo, justamente por Mato Grosso do Sul ser um corredor para o ilícito chegar em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. João também fala que o desenvolvimento do Estado deve afetar a segurança pública nos próximos anos.

“A gente sabe que operam todas as facções [no contrabando de cigarros], Comando Vermelho e PCC principalmente. O estado do Mato Grosso do Sul é um corredor para isso, então a droga, o contrabando, ele tem que passar por aqui para poder chegar em São Paulo, para poder chegar no Rio de Janeiro, para poder chegar em Minas”, destacou o superintendente.

BALANÇO

Vale destacar que, segundo dados enviados pela PRF à reportagem, Mato Grosso do Sul registrou uma nova escalada nas apreensões de cigarros. Em 2025, um salto de 62,8% foi identificado em relação a 2022 e alta de 45,8% em comparação com o ano anterior, com 9,8 mil toneladas de maços apreendidos.

De janeiro a abril deste ano, 1,9 mil toneladas de maços de cigarros já foram apreendidos pela PRF em rodovias federais de Mato Grosso do Sul, uma média de aproximadamente 16,5 mil maços retidos por dia.

De acordo com o Idesf, o cigarro ilegal tem uma participação de 74% no mercado sul-mato-grossense. Em outras palavras, a cada 10 cigarros vendidos em solo pantaneiro, sete são ilegais. Diante disso, o Estado deixou de arrecadar R$ 3,7 bilhões de 2019 até agora por conta do cigarro contrabandeado.

Na avaliação do presidente do instituto, Luciano Barros, 60% do cigarro que é hoje comercializado no Brasil passou por MS, com sua maior parte entrando pelas fronteiras secas do Estado, pela facilidade e proximidade dos territórios.

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