Cidades

ALERTA

Pesquisa mostra que 4 cidades de MS têm substâncias cancerígenas em água da torneira

As cidades indicadas com produtos tóxicos são Campo Grande, Dourados, Costa Rica e Glória de Dourados

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Em levantamento realizado pela ONG Repórter Brasil, foi divulgado novo Mapa da Água, mostrando resultados de levantamento feito com a água tratada de todo o território nacional. 
Os dados indicam que 4 cidades de Mato Grosso do Sul possuem substâncias tóxicas acima do limite de segurança para o consumo.  

As cidades que apresentaram tais substâncias, que podem ser químicas ou radioativas, oferecendo risco à saúde, são: Campo Grande, Dourados, Costa Rica e Glória de Dourados.  

Os dados foram coletados entre 2018 e 2020. O Mapa revela resultados de testes realizados na água tratada.  

São destacados no Mapa os casos em que o volume de substâncias tóxicas são encontradas em níveis acima da concentração máxima permitida, seguindo parâmetros do Ministério da Saúde.  

Todos os resultados são computados no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua).  

O grupo perigoso mais encontrado foi o de subprodutos da desinfecção, substâncias indesejáveis geradas a partir do processo de tratamento da água.

Campo Grande – nitrato

Em Campo Grande, foi divulgado alto índice de nitrato, substância inorgânica.  

Segundo informações do Mapa, o nitrato é classificado como provavelmente cancerígeno para humanos, conforme indica a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC).  

Recorrentemente, o nitrato e seus compostos são utilizados na fabricação de fertilizantes, conservantes de alimentos, explosivos, bem como pela indústria farmacêutica na produção de medicamentos vasodilatadores.

A Águas Guariroba, empresa que detém a concessão dos serviços públicos de saneamento básico, captação e distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto em Campo Grande, garantiu ao Correio do Estado que houve um equívoco de digitação nos dados.  

Resposta da Águas Guariroba sobre a água de Campo Grande  

A Águas Guariroba garantiu a qualidade da água distribuída para a população de Campo Grande.  

Em seu depoimento, a concessionária assegurou que em nenhuma análise realizada pela empresa foram detectados resultados em desacordo com as normas da Portaria 888/2021 do Ministério da Saúde.  

“A concessionária esclarece que houve um equívoco no momento da digitação de dados sobre nitrato, inserindo no sistema o valor de 146mg/L enquanto o resultado correto é de 1,46mg/L de Nitrato na amostra. 

O índice máximo permitido pela legislação é de 10mg/L. 

Uma carta de correção já foi enviada para a Vigilância Sanitária”, explicou a empresa.  

Dourados – ácidos halo-acéticos total

Em Dourados, foi divulgado índice inseguro de ácidos halo-acéticos total, subprodutos da desinfecção.  

Conforme informações do Mapa, esses ácidos são o dicloroacético, tricloroacético, bromo-acético e dibromoacético.  

Os mesmos são classificados como possivelmente cancerígenos para humanos, segundo dados da IARC.  

Além disso, quando em altas concentrações, os ácidos halo-acéticos também podem gerar problemas no fígado, testículos, pâncreas, cérebro e sistema nervoso.  

Costa Rica – mercúrio

Em Costa Rica, foi divulgada a presença de mercúrio, substância inorgânica.  

Conforme o Mapa, o mercúrio também é classificado como possivelmente cancerígeno, segundo indicação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, devido ao aparecimento de tumores de estômago, na tireoide e renais em animais.  

Entre problemas à saúde, a exposição prolongada pode afetar os rins e alterar o tecido testicular, aumentar as taxas de reabsorção e gerar anomalias no desenvolvimento.

Glória de Dourados –  trihalometanos total  

Em Glória de Dourados, foi detectado alto índice de trihalometanos total, subproduto da desinfecção.  

Segundo explicação do Mapa, os trihalometanos incluem substâncias como o clorofórmio, classificado como possivelmente cancerígeno pela IARC.  

Pode fazer mal à saúde após exposição oral prolongada, podendo produzir efeitos no fígado, rins e sangue.  

 

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Estelionato

Corretor de MS que prometia retorno milagroso em falsos empreendimentos é preso em Alagoas

Investigado por golpes com falsas SPEs, ele é suspeito de atrair principalmente médicos com promessas de lucros acima de 150% e acumula ao menos 11 vítimas

06/04/2026 17h26

Corretor que vendia falsos empreendimentos foi preso nesta segunda-feira em Maceió (AL)

Corretor que vendia falsos empreendimentos foi preso nesta segunda-feira em Maceió (AL) Divulgação

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O corretor de imóveis sul-mato-grossense Carlos Roberto Pereira Júnior, alvo de inquéritos e de reclamações de várias vítimas de golpes em investimentos falsos no mercado imobiliário, foi preso na manhã desta segunda-feira (6), em Maceió (AL).

O corretor, que tem inscrições no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Mato Grosso do Sul e de Alagoas, é alvo, além do inquérito da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, de 14 investigações ético-profissionais no Creci.

Para além disso, ele é acusado de aplicar uma série de golpes em investidores de boa-fé, por meio de falsas sociedades de propósito específico (SPEs). A prisão, efetuada na manhã desta segunda-feira, foi realizada pela Polícia Civil de Alagoas.

O Correio do Estado apurou que Carlos Roberto Pereira Júnior mudou-se para a capital alagoana no fim do ano passado. Lá, ele morava em um condomínio fechado e ostentava vida luxuosa, assim como fazia em Campo Grande.

Ele teria se mudado para Maceió no fim do ano passado, depois de seus golpes terem ficado “manjados” na praça, disse uma fonte ao Correio do Estado.

Carlos Roberto prometeria a suas vítimas, a maioria médicos, investimentos de alta rentabilidade e baixo risco.

O corretor de imóveis oferecia a suas vítimas cotas nas SPEs, com a promessa de lucros de mais de 150%. Os médicos eram as vítimas preferidas do corretor.

Após receber os valores, no entanto, os montantes não eram devolvidos, e os investidores passavam a receber apenas justificativas e novos prazos, sem qualquer cumprimento das promessas feitas.

As denúncias apontam para um padrão de atuação recorrente, com indícios de prática profissionalizada de fraude, incluindo também casos de apropriação indébita de valores que deveriam ser repassados a terceiros. Com prejuízos que já ultrapassam R$ 100 mil e ao menos 11 vítimas identificadas, o caso ganhou repercussão após divulgação na imprensa, incentivando novos relatos.

O corretor já possui histórico de condenação por estelionato e agora volta a responder por crimes como fraude financeira, estelionato — inclusive contra idoso — e retenção indevida de recursos.

Procurado pela reportagem, o advogado Lucas Brandolis, assistente de acusação que representa diversas vítimas ludibriadas pelo corretor de imóveis, esclarece que a operação policial noticiada nesta data "resulta de condenações criminais por estelionato já transitadas em julgado, portanto, irrecorríveis. Não obstante, prosseguem inúmeros processos e investigações a respeito de outros estelionatos e demais crimes graves, como fraudes em ativos financeiros, falsidade ideológica etc., com atuação estratégica para garantir a reparação integral dos prejuízos sofridos".

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Feminicídio

Fardada, subtenente da PM é encontrada morta em casa com tiro no pescoço

O namorado da vítima, de 50 anos, foi preso e a polícia investiga o crime como feminicídio

06/04/2026 17h00

Marlene de Brito Rodrigues estava há 37 anos na Polícia Militar de MS

Marlene de Brito Rodrigues estava há 37 anos na Polícia Militar de MS Reprodução/Redes Sociais

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A subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi encontrada morta dentro de casa no final desta segunda-feira (6), no bairro Estrela D’alva, em Campo Grande. 

A policial estava fardada e a polícia investiga o crime como um possível feminicídio. O principal suspeito é o namorado da vítima, Gilberto Jarson, de 50 anos. 

De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses. 

Vizinhos relataram que Gilberto saiu para buscar Marlene no trabalho no fim da manhã. Ao retornarem, por volta das 11h30, foi ouvido um disparo. O vizinho do casal, que também é policial, pulou o muro da casa e viu Gilberto com a arma na mão. 

O namorado afirmou que Marlene havia cometido suicídio, relato que apresentou contradições quando contado à polícia. 

A mulher foi encontrada caída, fardada, com uma marca de tiro na região do pescoço. Marlene atuava na Ajudância Geral, no Comando Militar, e estava há 37 anos na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Ela se formou na terceira turma de soldados femininos do Estado.

Se confirmado como feminicídio, Marlene se torna a 9ª vítima do crime em 2026 em Mato Grosso do Sul e a primeira vítima em Campo Grande. 

Em nota, a Polícia Militar do Estado lamentou a morte da subtenente e prestou solidariedades à família. 

“Diante da gravidade do ocorrido, a PMMS solicita encarecidamente o respeito à dor da família. Pedimos que seja preservada a privacidade dos entes queridos e que se evite a propagação de informações não confirmadas ou imagens que possam ampliar o sofrimento dos familiares. Informamos que as circunstâncias que envolveram o óbito ainda estão sendo devidamente apuradas. A Corporação, por meio de seus setores competentes, está acompanhando o caso de perto para que todos os fatos sejam esclarecidos com a precisão e a seriedade necessárias”, afirmou um trecho. 

Feminicídios em 2026

primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

 

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