Cidades

OPERAÇÃO OMERTÁ

Além das 4 condenações, Jamilzinho ainda responde a 15 ações penais

Dentre os processos pendentes estão a morte de Marcel Colombo e o planejamento de atentado contra o delegado Fábio Peró

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Além das quatro condenações que já renderam aproximadamente 46 anos de prisão, Jamil Name Filho esponde ainda a outras 15 ações penais investigados pela "Operação Omertà". Em parte desses processos ele obteve vitória, mas o Ministério Público  está recorrendo.

Na última quarta-feira (19), Jamil Name Filho foi condenado pelo corpo de jurados da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande a 23 anos e seis meses de prisão por ser o mandante do assassinato do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, morto em 9 de abril de 2019, no Bairro Bela Vista, em Campo Grande. 

Também foram condenados o ex-guarda municipal Marcelo Rios, e Vladenilson Daniel Olmedo, que foi punico a uma pena de 21 anos e 6 meses.

Conforme noticiado anteriomente pelo Correio do Estado, as investigações da Omertá já havia rendido a Jamil Name Filho outras três condenações, por crime de organização criminosa, arsenal bélico e extorção.

Durante investigações da morte de Matheus Coutinho Xavier, policiais descobriram seis fuzis (dois AK-47 de calibre 762 e quatro de calibre 556), um revólver 357, 11 pistolas 9 milímetros, quatro pistolas ponto 40, uma pistola de calibre 22 e outra pistola de calibre 380, além de duas espingardas, sendo uma de calibre 12 e outra de calibre 22. Também foram encontradas 1.753 munições, 392 para os fuzis AK-47.

Em dezembro de 2020, ele foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão acusado de ser proprietário do arsenal de 26 armas apreendidas durante a investigação para esclarecer a morte de Matheus. 

O armamento estava em uma casa no bairro São Bento, na região central de Campo Grande, que pertencia à família Name. Justamente por conta deste imóvel é que Jamil Name Filho foi condenado a outros 12 anos e oito meses anos de prisão, no final de junho do ano passado.

Conforme a denúncia do Ministério Público acatada pela Justiça, o imóvel foi tomado à força de um casal que havia tomado um empréstimo de R$ 80 mil da família Name. Como o casal não conseguiu quitar o empréstimo e os juros, foi forçado, sob ameaça de espancamento com tacos de basebol, arama farpado e sob mira de arma de fogo, a repassar a casa para Jamilzinho.

O casal denunciou o caso após Jamil Name Filho ser preso sob acusação de ser o mandante da morte do estudante. Jamil Filho também foi condenado ao pagamento de indenização de pelo menos R$ 1,7 milhão ao casal. 

A terceira condenação veio no final de julho do ano passado, dessa vez a mais seis anos de cadeia. Desta vez a Justiça aceitou a denúncia de organização criminosa porque ele tinha a seu serviço um pequeno batalhão de pistoleiros para executarem uma série de crimes. 

Homicídios

Dentre os 19 processos, estão três homicídios. Além da morte de Matheus Coutinho Xavier, Jamilzinho foi acusado de ter mandado matar outras duas pessoas: Ilson Martins, sargento reformado e chefe de segurança da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, e Marcel Colombo, conhecido como "Playboy".

Um dos processos, o da morte de Ilson Martins,  foi arquivado, mas o Ministério Público ainda recorre. Ilson teve o carro fuzilado na Avenida Guaicurus, no dia 11 de junho de 2018. Investigações iniciais apontaram que o crime havia sido uma vingança pelo desaparecimento de Daniel Alvarez Georges, filho de Fahd Jamil, que foi dado como desaparecido e morto em maio de 2011. Entre os suspeitos do crime estava Ilson Martins.

Em fevereiro deste ano, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, alegou que não havia indícios suficientes para levar Fahd Jamil, Jamil Name Filho e Marcelo Rios a julgamento pela execução do sargento reformado.

A outra vítima, Marcel Colombo, que ficou conhecido como "Playboy da Mansão" por causa das festas que promovia em um bairro de região nobre da Capital, também foi executada em 2018. O crime aconteceu em 18 de outubro, em uma cachaçaria na Avenida Fernando Corrêa da Costa.

 Segundo a denúncia, Marcel Colombo e Jamil Name haviam se desentendido em uma casa noturna. Durante a discussão, o "playboy" teria dado um soco no natiz de Jamilzinho.

À época do assassinato, várias fontes policiais relataram, no anonimato, exatamente essa história e deixavam claro quem era o mandante. Porém, nada aconteceu. Jamilzinho só foi denunciado formalmente por esse crime em agosto de 2020, quase um ano depois de ser preso em setembro de 2019 por causa da morte do estudante.

Na próxima terça-feira (25), o Tribunal de Justiça deve definir se Jamilzinho e outros denunciados pela morte de Marcel Colombo serão ou não levados a Júri Popular.

Na morte do "playboy", Jamil foi acusado com outros cinco subalternos. Entre eles o ex-guarda municial Marcelo Rios, apontado como uma espécie de gerente do grupo de pistolagem, e Juanil Miranda Lima, que teria sido autor dos disparos.

Vale reforçar que Juanil é mencionado nas investigações da morte de Matheus Coutinho Xavier, também como executor. No entanto, ele não foi mais visto desde que a organização dos Name desconfiou que estava sendo monitorada pela Polícia Civil.

Organização criminosa e Plano de Morte

Jamil Name Filho, juntamente com seu pai, Jamil Name (que morrem em junho de 2021), entre outros, viraram réus também por impedirem e embaraçarem investigações criminosas, com agravante de emprego de arma de fogo.

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual (MPMS), os Name, com auxílio do ex-guarda-municipal Marcelo Rios e do policial civil Vladenilson Daniel Olmedo, todos presos, determinaram e colocaram em execução atentado contra autoridades envolvidas na Operação Omertà.

O delegado titular do Garras, Fábio Peró, promotor de Justiça do Gaeco, Tiago Di Giulio Freire e o  defensor público Rodrigo Antônio Stochiero seriam os alvos.

O plano, segundo afirmou Jamil Name Filho durante seu dopoimento no júri na terça-feira, foi descoberto quando ele e o pai ainda estavam no Centro de Triagem de Campo Grande. E por causa desta descoberta, afirmou Jamilzinho,  é que foram "arrancados e levados" a Mossoró. 

Jogo do Bicho e Lavagem de Dinheiro

Também em fase da Operação Omertà, o Ministério Público denunciou a organização criminosa chefiada pelos Name por exploração do jogo do bicho e lavagem de dinheiro. Conforme o MPE, o jogo do bicho rendia de R$ 70 a R$ 80 mil líquidos por dia á família Name.

Segundo a denúncia, para bancar as atividades criminosas, a principal atividade financeira desenvolvida pela milícia armada seria a exploração do jogo do bicho, praticada por meio de diversas pessoas e divisão de tarefas, “valendo-se da mescla com a atividade comercial praticada com a empresa Pantanal Cap”.

Segundo a denúncia, Jamilson Name era o idealizador das atividades da Pantanal Cap e ganhou mais destaque no esquema criminoso após a prisão do pai e irmão dele, Jamil Name e Jamil Name Filho.

Em interrogatório extrajudicial, o deputado assumiu a liderança da Pantanal Cap e disse que com a prisão dos outros Name, alterou o contrato social da empresa, suprimindo os nomes dos demais acusados.

Ministério Público afirma que a empresa era utilizada para lavar dinheiro obtido por meio do jogo do bicho. 

 

Armas

Seis processos envolvendo armamento ainda devem ser julgados. Dentre as ações penais, estão: porte ilegal e receptação de munições de origem estrangeira e de uso restrito; posse ilegal e receptação de munições de origem estrangeira; dois processos de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito; e dois por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Gaeco se manifesta

Em nota, divulgada na sexta-feira (21) o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, "comemorou" a condenação de Jamil Name Filho durante Tribunal do Júri realizado entre os dias 17 e 19 deste mês.

"A honrada resposta foi entregue com o veredito condenatório do Tribunal do Júri, no recente julgamento de um dos processos decorrentes da Operação Omertà que resultou na condenação dos autores intelectuais e intermediários do homicídio de Matheus Coutinho Xavier", diz texto.

O Gaeco ressalta que todas as 15 ações restantes estão em fases diversas, mas considera que "os resultados têm  sido bastante positivos", e reitera sua confiança no sistema de justiça sul-mato-grossense.

 

Com informações de Neri Kaspary e Glaucea Vaccari

justiça

Homem é condenado a quatro anos de prisão por matar cinco filhotes de cachorro

Acusado matou todos os cachorros que havia na casa após brigar com a mãe, em 2024, no Jardim Aero Rancho

25/08/2026 15h02

Sentença foi proferida pelo juiz Marcelo da Silva Cassavara, da 8ª Vara Criminal de Campo Grande

Sentença foi proferida pelo juiz Marcelo da Silva Cassavara, da 8ª Vara Criminal de Campo Grande Foto: Divulgação / TJMS

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 4 anos, 3 meses e 10 dias de prisão, em regime semiaberto, por maus-tratos que resultaram na morte de cinco filhotes de cachorro, em Campo Grande.

A sentença foi proferida pelo juiz Marcelo da Silva Cassavara, da 8ª Vara Criminal, sem possibilidade de substituição da pena, pois a condenação é superior a quatro anos de reclusão.

O crime aconteceu no dia 9 de fevereiro de 2024, na casa da mãe do acusado, no Jardim Aero Rancho.

Segundo a Justiça, após um desentendimento com a mãe, o homem foi até os fundos do imóvel, onde havia um canil, e jogou os cinco filhotes de cachorro dentro de uma fossa, inserindo-os pelo tubo de suspiro.

A mãe do acusado relatou, em juízo, que os filhotes tinham cerca de uma semana de vida quando houve o crime.

Ela afirmou que o filho entrou em surto e, posteriormente, ela ouviu os animais latindo dentro da fossa. O irmão do acusado também afirmou ter ouvido choro dos filhotes ao chegar ao local e tentou retirá-los do local, mas não foi possível devido à estrutura da fossa e os cachorros morreram.

A defesa alegou que o homem não teria intençao de maltratar os animais, mas de atingir emocionalmente a mãe. Também foi sustentando que ele estaria sob efeito de drogas e álcool, mas o argumento não foi acolhido 

Na sentença, o juiz considerou que restaram comprovadas a autoria e a materialidade do crime.

Embora não tenha sido possível realizar exame nos corpos dos animais, em razão da impossibilidade de retirá-los da fossa, o juiz destacou que os demais elementos de prova foram suficientes para comprovar o delito.

O magistrado considerou ainda que ficou demonstrado que o acusado tinha consciência de que colocar filhotes de poucos dias de vida dentro de uma fossa provocaria a morte dos animais.

O juiz também destacou a extrema crueldade empregada na prática do crime e ressaltou que a conduta foi repetida em relação a cinco filhotes, afastando a possibilidade de que tenha ocorrido por mero impulso.

Segundo a sentença, não foi possível determinar se os animais morreram pela queda, por sufocamento ou mesmo por inanição, já que há relatos de que permaneceram vivos dentro da fossa após serem jogados no local.

Apena-base foi fixada em 2 anos e 9 meses de reclusão, além de 97 dias-multa. Com a aplicação da causa de aumento prevista para os casos em que ocorre a morte do animal, a pena passou para 3 anos, 2 meses e 15 dias. Como foram cinco animais atingidos, foi aplicado o concurso formal, com aumento de um terço, chegando-se à pena definitiva de 4 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão e 150 dias-multa.

Ao definir o regime inicial semiaberto, o juiz também afastou a possibilidade de substituição da prisão por penas restritivas de direitos.

A sentença considerou que, além de a pena ter sido superior a quatro anos, o crime foi praticado com violência contra animais, circunstância que tornou a substituição insuficiente para a reprovação e prevenção da conduta.

O acusado também foi proibido de manter animais domésticos sob sua guarda pelo mesmo período da pena.

Operação Presciência

Prefeitura nega irregularidades em aplicações do IMPCG e acompanha investigações da PF

Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão nesta terça-feira, sendo um deles no gabinete da vice-prefeita, Camila Nascimento, em operaçao que apura irregularidades na aplicação de recursos do regime próprio de Previdência Social

25/08/2026 14h45

Operação da Polícia Federal apura possíveis irregularidades relacionadas à aplicação de recursos do regime próprio de Previdência Social. 

Operação da Polícia Federal apura possíveis irregularidades relacionadas à aplicação de recursos do regime próprio de Previdência Social.  Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande, informou, por meio de nota, que acompanha as investigações da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete da vice-prefeita, Camila Nascimento, e outros cinco, envolvendo o Instituto Municipal de Previdência da Capital (IMPCG) e a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS).

A Operação Presciência foi deflagrada nesta terça-feira (25) e apura possíveis irregularidades relacionadas à aplicação de recursos do regime próprio de Previdência Social. 

Segundo o Executivo Municipal, o procedimento faz parte de um contexto de apurações que ocorre em todo o País.

Em nota, a prefeitura afirma que foi uma das primeiras cidades do Brasil a garantir o ressarcimento de valores aplicados juntos à instituição financeira investigada, o que teria evitado prejuízo aos cofres públicos.

"As aplicações financeiras do IMPCG são executadas em estrita conformidade com a Resolução CMN n. 4.963, de 25 de novembro de 2021, que disciplina os investimentos dos Regimes Próprios de Previdência Social da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, bem como de acordo com a Política Anual de Investimentos aprovada pelo Conselho Deliberativo do IMPCG ao final de cada exercício", diz a nota.

Ainda conforme o Município, o investimento em questão foi realizado em abril de 2024, sendo a aquisição de uma Letra Financeira, cujo resgare ocorreria exclusivamente na data de vencimento, prevista para abril de 2029.

"O anúncio da liquidação extrajudicial do Banco Master, determinada pelo Banco Central em novembro de 2025, acarretou na antecipação do vencimento da Letra Financeira, configurando em crédito líquido e certo", afirma o Executivo Municipal.

A prefeitura afirma também que, na época, o IMPCG ajuizou ação de compensação de créditos, com pedido de tutela provisória de urgência, perante a 3ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, onde obteve decisão favorável, com determinação de depósito judicial no valor aplicado, devidamente atualizado.

Na decisão, também teria sido determinado que a instituição financeira se abstivesse de realizar cobranças, promover negativações ou adotar quaisquer medidas constritivas relativas a contratos de empréstimo consignado.

Por fim, a prefeitura ressalta que segue prestando todos os esclarecimentos e informações necessárias à Polícia Federal.

Operação Presciência

A Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão, além de determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancários e fiscal dos investigados na Operação Presciência, deflagrada na manhã desta terça-feira (25), em Campo Grande.

Um dos locais onde houve cumprimento de mandados foi a Secretaria de Assistência Social (SAS), na manhã desta terça-feira (25), na rua Venâncio Borges do Nascimento, onde o alvo foi o gabinete da vice-prefeita da Capital, Camila Nascimento.

Computadores do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) foram apreendidos.

A operação investiga possíveis irregularidades relacionadas à aplicação de recursos do regime próprio de Previdência Social. 

Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início a partir de informações constantes de Relatório de Auditoria Direta - Letras Financeiras, elaborado pela Coordenação-Geral de Auditoria do Departamento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), do Ministério da Previdência Social (MPS).

O relatório apontou possíveis irregularidades no processo decisório que resultou no investimento de R$ 1,2 milhão pelo IMPCG em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

Conforme a PF, há indícios de que servidores envolvidos no processo decisório, mediante ações ou omissões, teriam deixado de observar os procedimentos técnicos e administrativos aplicáveis, expondo o patrimônio do RPPS municipal a riscos.

A vice-prefeira comandava o IMPCG quando houve a aplicação milionária no banco Master, contrariando o voto de servidores públicos da educação e odontólogos, principalmente. Na época, o comando do Instituto chegou a anunciar a aplicação de R$ 3,7 milhões no Master, mas somente parte disso foi efetivamente aplicado. 

Conforme reportagem do Correio do Estado, a assessoria da SAS confirmou que agentes da PF cumpriram mandado de busca no gabinete da vice-prefeita, mas afirmaram que a operação não tem relação com o Executivo municipal, mas apenas com o período em que Camila Nascimento comandou o IMPCG.

Rombo milionário

Com a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro do ano passado, o que ficou para muitos municípios foi o rombo milionário devido às aplicações de fundos de pensão na instituição, que é ligada ao nome de Daniel Vorcaro.

Em agosto de 2024 o Correio do Estado já abordava sobre o "risco" assumido pelo IMPCG ao arriscar o dinheiro no Banco Master, questionando inclusive Camilla Nascimento, que deixava o posto de chefe do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande, durante seu evento de nomeação como candidata a vice-prefeita na chapa de Adriane Lopes (PP).

Sob o comando da atual vice-prefeita de Campo Grande, o IMPCG sinalizou o investimento de cerca de R$ 3,7 milhões no Master, apesar de sindicalistas terem sido contrários à época, com argumentos apontando que as aplicações financeiras eram arriscadas uma vez que o banco em questão (Master) era novo e não havia garantia de que haveria condições de devolução do dinheiro caso entrasse em crise.  

Ainda assim, o comando do IMPCG alegou que a decisão sobre aplicações financeiras não cabia ao conselho deliberativo e optou por aplicar o dinheiro dos servidores públicos municipais, mais de um milhão de reais, no Banco Master, desistindo de uma segundo parcela quando o escândalo veio à público. 

Depois dessas aplicações, a prefeitura de Campo Grande habilitou o banco de Daniel Vorcaro a conceder empréstimos consignados aos servidores por meio de cartão de crédito. A taxa mensal de juros foi da ordem de 4,5%, enquanto que em bancos tradicionais, a taxa máxima dos consignados é de 1,7%.  

Após a aplicação, servidores públicos municipais passaram a ser "bombardeados" com ofertas de empréstimos consignados e cartões de crédito do chamado CredCesta, oferecido pelo Master.

Camilla exerceu cargo como diretora do IMPCG de agosto de 2017 até março de 2024, deixando a cadeira apenas para disputar as eleições de 2024 como vereadora pelo Avante. Durante seu lançamento como vice de Adriane, Camilla foi questionada pela equipe do Correio do Estado sobre o "risco" das aplicações, dizendo que todo seu trabalho em vida pública foi "legal". 

"Meu lema é legalidade, responsabilidade e transparência e não será diferente nessa posição que me encontro agora. Quem falou isso desconhece todo processo que foi realizado ali dentro. Antes de falar, precisa conhecer. O IMPCG sempre esteve de portas abertas. As atas estão todas à disposição, a contabilidade está toda à disposição. Não tenho receio algum e estou à disposição para responder suas dúvidas", disse Camila na ocasião.

Nessa mesma esteira também foram levantadas suspeitas sobre os fundos de pensão de São Gabriel do Oeste, que teriam aplicado R$ 3 milhões no Master. 

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