Cidades

Pesca Predatória

Além de apreensões, PMA aplicou quase R$ 50 mil em multas durante força tarefa em MS

A operação objetivou o combate à pesca predatória nos rios sul-mato-grossenses

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A Polícia Militar Ambiental (PMA) de Mato Grosso do Sul encerrou à meia-noite deste sábado (5), a operação Ictiofauna, que teve início no dia primeiro de outubro, visando o combate à pesca predatória no estado. 

De acordo com a polícia, desde que a operação foi deflagrada, foram autuados 25 pescadores por pesca ilegal, sendo que dez das atuações foram por crime de pesca predatória, ao passo que 15 foram autuados por pratica de pesca sem a devida licença obrigatória.

Conforme o balanço da operação, foram quase R$ 50 mil em multas aplicadas e 34 quilos de pescado apreendidos. Além disso, foram realizadas apreensões  de ferramentas ilegais de pesca, foram cerca de 72 redes de pesca, 12 cordas de espinhel, com 20 anzóis cada uma, 357 anzóis de galho, além de 15 tarrafas.

A força tarefa contou com 350 agentes das 27 subunidades da PMA no Estado. Com o objetivo de fiscalizar os rios do estado, a operação visou a prevenção e o combate à pesca predatória, sobretudo levando em consideração a proximidade com o início do período da piracema (período de reprodução dos peixes), conforme informações da polícia.


Piracema

Com o fim da operação Ictiofauna, à meia noite de sábado (5), a PMA dá início a Operação Piracema, que objetiva monitorar toda extensão de rios e lagos do estado de Mato Grosso do Sul, a fim de proteger a fauna e a flora aquática do Estado, a força tarefa termina no dia 28 de fevereiro de 2023.

Sobretudo porque esse período é demarcado pelo movimento migratório de peixes no sentido das nascentes dos rios, com fins de reprodução, conforme o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

No Estado, o período de Piracema é fixado pela Resolução SEMAC 024/2011 e se estende desde o dia 5 de novembro até o dia 28 de fevereiro do ano seguinte.

A PMA vai empregar o efetivo de 354 policiais nas 27 Subunidades estabelecidas em 20 municípios na Operação Piracema 2022/2023. Além disso, o Imasul escalou 35 fiscais que irão atuar em diversas equipes de fiscalização nos comércios e também em barreiras rodoviárias.

A lei

Praticar a pesca durante o período de reprodução dos peixes configura-se crime, conforme disposto na lei nº 7.653, de 12 de fevereiro de 1988, passível de reclusão de um a três anos e trata-se de crime inafiançável.

Ainda conforme a lei supracitada, caso haja flagrante, a autoridade apreenderá os produtos da caça e/ou da pesca bem como os instrumentos utilizados na infração, e se estes, por sua natureza ou volume, não puderem acompanhar o inquérito, serão entregues ao depositário público local, se houver, e, na sua falta, ao que for nomeado pelo Juiz.

Além disso, caso a apreensão seja de produtos perecíveis, poderão ser doados a instituições científicas, penais, hospitais e/ou casas de caridade mais próximas.

Conforme o Imasul, neste período é permitida apenas a pesca de subsistência, desembarcada, que é aquela praticada artesanalmente por populações ribeirinhas ou tradicionais para garantir a alimentação familiar, sem fins comerciais.

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MP junto ao TCU pede apuração sobre atos do BC e INSS no mercado de crédito consignado

Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, solicitou nesta quarta-feira, 8, a apuração dos atos do Banco Central do Brasil

08/04/2026 23h00

Crédito: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou nesta quarta-feira, 8, a apuração dos atos do Banco Central do Brasil (BC) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na regulação e fiscalização do crédito consignado, com atenção à proteção de consumidores classificados como hipervulneráveis.

A representação pede ainda a realização de auditoria sobre o funcionamento do mercado de consignado no sistema bancário, com foco na estrutura dos produtos ofertados, na transparência das informações fornecidas aos consumidores, nos mecanismos de supervisão e sancionamento e nos impactos sobre aposentados, pensionistas e idosos de baixa renda.

O pedido formal relata o contexto de endividamento no País via cartão de crédito consignado. Segundo os argumentos apresentados, há ausência de "faturas claras", complexidade dos mecanismos de amortização e "falta de transparência" sobre o custo total do crédito.

"Na origem do impasse, emerge uma frágil supervisão regulatória sobre o sistema financeiro responsável pela controversa oferta híbrida, como se indistinta fosse, de crédito consignado e de crédito rotativo vinculado a cartão de crédito consignado, cujos riscos, limites mensais de desconto do valor da margem consignável do benefício e limites máximos de taxas de juros são estruturalmente díspares", diz a representação.

Se o TCU acatar o pedido, após o fim da auditoria, poderão ser emitidas determinações e/ou recomendações ao INSS e ao BC para, por exemplo, revisão de normas, aperfeiçoamento de mecanismos de supervisão e prevenção de práticas eventualmente abusivas no crédito consignado.

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Não existe autoinjetor de adrenalina no Brasil, alerta entidade após apreensão de produto

Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, emitiu um alerta nesta segunda-feira, 7, reforçando que não existe nenhum dispositivo de adrenalina autoinjetável no país

08/04/2026 22h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) emitiu um alerta nesta segunda-feira, 7, reforçando que não existe nenhum dispositivo de adrenalina autoinjetável no Brasil aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

A publicação ocorre após a agência determinar a apreensão do autoinjetor de adrenalina Epipen, importado pela Farmácia Pague Menos, por não ter registro no órgão. "Medicamentos clandestinos não têm garantia de composição, origem, eficácia e segurança", diz a Anvisa, em comunicado publicado na quinta-feira, 2.

Em nota, a Pague Menos afirma que tomou ciência da determinação da agência, mas nega importar e comercializar o produto. "A rede reafirma estar em conformidade com as orientações das autoridades sanitárias e à disposição para quaisquer esclarecimentos."

Riscos

A Asbai destaca que "medicamentos sem aprovação podem representar riscos graves, incluindo produtos falsificados, soluções com dosagem inadequada, dispositivos com falhas mecânicas e substâncias contaminadas."

"O uso desses materiais pode levar a reações adversas graves, ineficácia no momento da emergência e, em situações extremas, risco de óbito", acrescenta.

A anafilaxia, quadro para o qual a adrenalina é indicada, é considerada a reação alérgica mais grave que existe. Ela pode ser fatal quando não identificada e tratada rapidamente. "A condição é uma resposta alérgica sistêmica que pode levar o paciente a óbito se não houver intervenção a tempo. Medicamentos, alimentos, ferroadas de insetos e látex estão entre as principais causas da anafilaxia", destaca a associação

Pacientes com risco de anafilaxia devem, conforme recomendado pela Asbai, seguir rigorosamente o plano de emergência elaborado pelo médico alergista-imunologista responsável pelo seu acompanhamento e, quando necessário, buscar orientações junto ao profissional sobre os trâmites legais para a importação do medicamento.

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