Cidades

SIDROLÂNDIA

Aluna recebe medalha por vencer Olimpíada de Astronomia

A Olimpíada é organizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira

DA REDAÇÃO

07/12/2014 - 14h15
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A Escola Municipal Porfiria Lopes do Nascimento realizou na quinta-feira (4), a cerimônia de encerramento da Hora Cívica do Ano Letivo 2014. 

Durante a solenidade que contou com a presença do prefeito Ari Basso, foi feita a entrega de premiação aos alunos que se destacaram durante o ano e a Medalha de Ouro conquistada pela aluna Ana Carolina Cordeiro Tenório vencedora da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).

A Olimpíada é organizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB), com recursos principalmente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico, CNPq, órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

A Olimpíada esta na sua XVII edição e foi realizada no dia 16 de Maio de 2014 onde participaram 772.257 alunos em todo o Brasil.

Segurança Pública

PCC domina o contrabando de cigarros na fronteira de MS

Para o superintendente da PRF em Mato Grosso do Sul, a entrada de facções na prática criminosa está diretamente ligada ao lucro que o produto ilegal rende

18/05/2026 08h11

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O mercado de contrabando de cigarros em Mato Grosso do Sul está em uma nova escalada depois da pandemia e, diante do pouco investimento e do alto lucro, grandes facções criminosas, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC), estão com os olhos voltados para a fronteira para dominar o setor no Estado.

No estudo “O Novo Mapa do Contrabando: A Ascensão das Facções nos Mercados Ilegais”, publicado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), foi apontado que as facções criminosas entraram de vez no mercado de contrabando de cigarros, tendência que foi observada principalmente nos últimos 10 anos.

“Outra singularidade, observada por meio das investigações realizadas pelos órgãos fiscalizatórios, é a intensificação da participação de organizações criminosas com o contrabando e descaminho. Antigamente, a atuação destes grupos era mais restrita ao tráfico de drogas e de armas, mas aos poucos foram percebendo a lucratividade da prática do contrabando e as ‘oportunidades’ de ganhar dinheiro ilegal a partir de crimes cuja pena é muito branda”, explica.

Como dito pelo estudo, a questão do contrabando ser um crime mais leve em comparação ao tráfico de drogas é um dos motivos para a entrada das facções neste mundo. 

Conforme consta no Código Penal, a prática de importar ou exportar mercadorias proibidas no Brasil prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão, enquanto o tráfico de drogas é consideravelmente maior, de 5 a 15 anos de prisão.

Porém, o que mais chama a atenção das facções criminosas é o lucro diante do pouco investimento que precisa ser feito para contrabandear os cigarros.

Ainda segundo o levantamento, o mercado ilegal entre Paraguai e Brasil chegam a ultrapassar os R$ 60 bilhões por ano, sendo que os cigarros e similares representam 34% dos principais itens apreendidos pela Receita Federal.

Na Capital, cigarro contrabandeado do Paraguai é vendido livremente nas ruas, sem fiscalização - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Um maço de cigarros no Paraguai chega a custar cerca de R$ 1,20 se comprado no atacado, mas quando chega no Brasil as marcas são vendidas a cerca de R$ 4,46 (em média), o que representa um ganho que pode chegar a mais de 500%, dependendo do valor pago e do comercializado.

Para piorar a situação, o volume do contrabando já supera a balança comercial oficial entre os dois países. Na prática, o ilegal está “movimentando” mais do que o comércio formal. 

De acordo com pesquisas da Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), em parceria com o Idesf, a marca mais vendida em Mato Grosso do Sul é o Fox. 

Vale destacar que o Fox não possui registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser comercializado, produzido ou distribuído no Brasil e, por isso, é considerado ilegal no País.

Em conversa com o Correio do Estado, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul (PRF-MS), João Paulo Pinheiro Bueno, afirmou que o contrabando de cigarros alimenta as facções para que outros crimes de maior logística sejam realizados, como o tráfico de drogas e armas.

“Ele [o contrabando] alimenta toda essa organização criminosa, tráfico de armas, tráfico de drogas e as comunidades locais. É isso que o cigarro representa hoje dentro dessa logística do crime organizado. É um crime realmente muito rentável, pouco investimento para muito lucro. Então, isso chama a atenção dessas organizações, eles sabem que isso dá um retorno”, pontua.

Em especial, o superintendente citou que o PCC e o Comando Vermelho (CV) já atuam no Estado há um tempo, justamente por Mato Grosso do Sul ser um corredor para o ilícito chegar em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. João também fala que o desenvolvimento do Estado deve afetar a segurança pública nos próximos anos.

“A gente sabe que operam todas as facções [no contrabando de cigarros], Comando Vermelho e PCC principalmente. O estado do Mato Grosso do Sul é um corredor para isso, então a droga, o contrabando, ele tem que passar por aqui para poder chegar em São Paulo, para poder chegar no Rio de Janeiro, para poder chegar em Minas”, destacou o superintendente.

BALANÇO

Vale destacar que, segundo dados enviados pela PRF à reportagem, Mato Grosso do Sul registrou uma nova escalada nas apreensões de cigarros. Em 2025, um salto de 62,8% foi identificado em relação a 2022 e alta de 45,8% em comparação com o ano anterior, com 9,8 mil toneladas de maços apreendidos.

De janeiro a abril deste ano, 1,9 mil toneladas de maços de cigarros já foram apreendidos pela PRF em rodovias federais de Mato Grosso do Sul, uma média de aproximadamente 16,5 mil maços retidos por dia.

De acordo com o Idesf, o cigarro ilegal tem uma participação de 74% no mercado sul-mato-grossense. Em outras palavras, a cada 10 cigarros vendidos em solo pantaneiro, sete são ilegais. Diante disso, o Estado deixou de arrecadar R$ 3,7 bilhões de 2019 até agora por conta do cigarro contrabandeado.

Na avaliação do presidente do instituto, Luciano Barros, 60% do cigarro que é hoje comercializado no Brasil passou por MS, com sua maior parte entrando pelas fronteiras secas do Estado, pela facilidade e proximidade dos territórios.

Sob Investigação

Condomínio de luxo em Campo Grande tem "festival de irregularidades"

Empreendimento é alvo de investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que apresentou relatório em que lista série de problemas do local

18/05/2026 08h00

Uma das irregularidades apontadas foi a criação de uma estrada por onde passava a antiga linha ferroviária, na saída para Três Lagoas

Uma das irregularidades apontadas foi a criação de uma estrada por onde passava a antiga linha ferroviária, na saída para Três Lagoas Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A criação do condomínio de luxo Soul Corpal Living Resort, em Campo Grande, na região da saída para Três Lagoas, está recheada de irregularidades, segundo relatório apresentado em março deste ano ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

A incorporadora responsável pelo loteamento desrespeitou questões ambientais e urbanísticas, fez obras antes do registro no cartório de imóveis e invadiu área da linha férrea Malha Oeste, mesmo sabendo que havia impedimentos legais. 

Já a instalação do empreendimento chegou a ser embargada, e a Procuradoria-Geral do Município (PGM) recomendou a anulação de sua criação.

Estas constatações fazem parte de relatório solicitado pelo MPMS à engenheira ambiental Pyetra Lima, para verificar os procedimentos relacionados ao licenciamento ambiental da área, que teve o processo de loteamento iniciado em 2023, com os pedidos formais da Incorporadora Corpal à prefeitura. Em agosto de 2024, foi emitida a licença prévia e, em junho do ano passado, a licença de instalação. 

Nesse período, a empresa começou a realizar obras sem a devida autorização ou desrespeitando autorizações concedidas. Em uma das vistorias, em agosto de 2025, realizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), foi constatado que havia sido realizado estaqueamento, raspagem do terreno e abertura das vias no local, além da abertura de um acesso à área pela faixa de domínio da ferrovia. 

Como estava sem a devida autorização da Prefeitura de Campo Grande, a Semades solicitou o embargo imediato do empreendimento.

Também em agosto do ano passado, uma denúncia anônima afirmou que a abertura das vias, a implantação da infraestrutura e a demarcação de lotes estavam sendo realizadas sem o registro do projeto em cartório. 

No mês seguinte, a empresa se defendeu, alegando que não estava “executando obras de infraestrutura, limitando-se à limpeza periódica da área e à demarcação das vias que serão realizadas no loteamento, para controle de vegetação.” 

Também pediu a suspensão do termo de embargo, afirmando que as atividades realizadas na área eram meramente preparatórias. 

TERRENO DA UNIÃO

Outra irregularidade foi com a faixa de domínio da linha férrea da Malha Oeste. O documento GDU
nº 24/2022 determinou que o arruamento do empreendimento deveria ser executado às margens da ferrovia, respeitando-se o limite de 15 metros de cada lado.

Porém, a incorporadora, mesmo sabendo que a ocupação da área poderia configurar crime e não poderia ser desapropriada, fez modificações na faixa de domínio. 

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que não poderia ser desapropriada e que qualquer autorização só poderia ser concedida pela Rumo, concessionária que administra a Malha Oeste, ou pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Essa ocupação irregular de área de concessão da Malha Oeste resultou em um boletim de ocorrência por furto, feito em fevereiro deste ano pela Rumo.

A empresa constatou a ocupação, construção de passagem em nível irregular e a retirada sem autorização de trilhos em 1,6 quilômetro da linha férrea.

ANULAÇÃO

Além desses problemas, a PGM solicitou, também no ano passado, à Semades a anulação imediata do ato de do loteamento, “por apresentar vícios formais e materiais”.

Apontou “inobservância das exigências legais para aprovação de loteamentos; ausência de anuência prévia de órgãos competentes; não atendimento às diretrizes da GDU nº 24/2022”.

PRESERVAÇÃO

Na área ambiental foi constatado que no terreno do condomínio existem Área de Preservação Permanente (APP) e presença de espécies protegidas e que haveria a necessidade de supressão vegetal significativa, condicionada à compensação ambiental, ainda pendente de integral cumprimento, com o relatório citando que “foram identificadas inconsistências quanto à delimitação de APP.”

A análise de imagens de satélite indicou a ocorrência de supressão de vegetação anterior ao licenciamento, bem como o início de intervenções no local, evidenciando a necessidade de verificação quanto à regularidade dessas ações.

A engenheira ambiental concluiu que, “diante da análise dos processos administrativos e documentos relacionados ao empreendimento Soul Corpal Living Resort, verifica-se que o licenciamento ambiental e a aprovação urbanística do loteamento foram marcados por sucessivas controvérsias técnicas e jurídicas, especialmente no que se refere à compatibilidade do projeto com o Plano de Manejo da APA do Lajeado, à necessidade de outorga onerosa para alteração do uso do solo e à regularidade da ocupação de áreas ambientalmente protegidas”.

Também aponta que, embora tenham sido emitidas licença prévia e licença de instalação, houve divergências entre pareceres técnicos e deliberações da Comissão de Controle Ambiental (CCA), “sendo necessária, inclusive, manifestação jurídica para dirimir conflitos quanto à exigibilidade de documentos e à viabilidade do empreendimento”.

Sob o ponto de vista urbanístico, a engenheira verificou que houve “a existência de questionamentos relevantes quanto à regularidade da aprovação do loteamento”, especialmente em relação ao atendimento às diretrizes estabelecidas na GDU nº 24/2022, à utilização de áreas institucionais e à implantação de acesso por meio de faixa de domínio ferroviária pertencente à União sem a devida autorização dos órgãos competentes.

O documento ressalta que a denúncia da execução de obras sem o devido registro do loteamento no Cartório de Registro de Imóveis resultou no termo de embargo, “cuja situação posterior não foi devidamente esclarecida nos autos”.

Além disso, destaca a necessidade de reavaliação dos atos administrativos praticados em virtude da recomendação da PGM pela anulação do ato de aprovação do loteamento, em razão de vícios formais e materiais. 
 

Pyetra conclui pela existência de indícios de irregularidades ambientais e urbanísticas no empreendimento, “recomendando o aprofundamento da análise técnica e jurídica, bem como a adoção das medidas cabíveis pelos órgãos competentes, a fim de assegurar a conformidade do empreendimento com a legislação vigente e a proteção do meio ambiente”.

Este relatório faz parte das apurações da 42ª Promotoria de Justiça de Campo Grande do MPMS, em notícia de fato sobre supostas irregularidades na aprovação do loteamento de acesso controlado. 

Já o Ministério Público Federal (MPF) apura se a Corpal fez obras no local sem o projeto de interesse de terceiros (TIP), que tem de ser aprovado pela ANTT, e se as intervenções realizadas pela loteadora (arruamento e remoção de trilhos) ocorreram sem o rito processual de desativação e desincorporação, o que configuraria dano ao patrimônio público federal.

CORPAL

Em nota enviada ao Correio do Estado em reportagens anteriores, a incorporadora “reafirma seu compromisso com a legalidade, cumprindo nesse e em todos os seus mais 68 empreendimentos todas as licenças aplicáveis e que suas atividades seguem rigorosamente a legislação vigente em todos os níveis regulatórios”.

* Saiba

Condomínio de luxo Soul Corpal Living Resort, em Campo Grande, tem um dos metros quadrados mais caros, comercializados a R$ 2,5 mil, em média.

Isso significa que um terreno de tamanho mínimo não é vendido por menos de R$ 1 milhão.

 

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