Cidades

Anac

Animais serão obrigados a passar por detector de metais em aeroportos

Nova portaria da Anac, veta inspeção dos bichinhos por aparelhos de raio-X

r7

22/05/2015 - 09h25
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Os cães, gatos e outros animais domésticos vão passar por detector de metais e poderão ser submetidos a revista antes de embarcar em viagens de avião, segundo uma nova portaria da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) publicada na semana passada. As novas regras começam a valer no próximo dia 18 de julho.

O procedimento de inspeção prevê que o animal seja “retirado da caixa de transporte” e passe “pelo pórtico detector de metais, ligeiramente afastado do corpo do passageiro”, a exemplo de como é feito com bebês de colo.

Até então, não havia uma regra específica para animais na resolução da Anac sobre procedimentos de inspeção de segurança. A agência, no entanto, lembra que cada companhia aérea tem suas próprias exigências, como peso e raça, por exemplo, e pode se negar a fazer o transporte. 

Há casos em que os animais precisam ser transportados como carga. Além disso, tudo precisa ser avisado antecipadamente à empresa aérea. 

De acordo com o novo texto, “em nenhuma hipótese o animal doméstico deverá ser inspecionado por equipamentos de raios-X”. A caixa de transporte do animal doméstico pode ser inspecionada pelo equipamento de raios-X, equipamento de ETD [detector de traços de explosivos] ou manualmente”.

A Anac informou ainda que a coleira e as vestimentas “poderão ser retirados do animal e submetidos à inspeção por equipamento de raios-X [...] para garantir a esterilidade do animal quanto a itens proibidos”.

O dono do cão ou do gato, que no caso é o passageiro, poderá ser chamado pelos agentes para “manusear o animal durante a inspeção”.

Cão-guia

A Anac também mudou as regras para o embarque de cães-guia, que estejam ao lado de pessoas com deficiência visual, treinador, instrutor ou acompanhante habilitado. Segundo a portaria, nunca deve “ocorrer a separação do animal e seu dono, sem o consentimento” dele.

O texto prevê que “todos os componentes metálicos do cão-guia e do passageiro” deverão ser retirados e “o passageiro deverá passar pelo pórtico detector de metais junto com o cão-guia”. Se o alarme disparar, “ambos [passageiro e cão-guia] deverão ser submetidos à revista”.

Outra opção para o passageiro que tem cão-guia é retirar “todos os componentes metálicos do cão-guia e do passageiro e o passageiro deverá passar pelo pórtico detector de metais separado do cão-guia, conduzindo-o por meio de guia não metálica ou por comando de voz”.

Por fim, uma terceira alternativa é o passageiro e o cão-guia serem “submetidos diretamente à revista”.

A Anac avisa que a revista do cão-guia inclui a fiscalização “da parte interna do arreio e/ou componentes da guia, os quais poderão ser retirados do cão e inspecionados por equipamento de raios-X”.

REAJUSTE

Após rejeição, ACP apresenta contraproposta à Prefeitura nesta quarta-feira

A contraproposta aprovada pela categoria mantém como princípio o pagamento integral dos 5,4% da recomposição do Piso Nacional do Magistério

08/07/2026 07h50

Professores lotaram o Centro de Campo Grande nesta sexta-feira para cobrar o cumprimento do piso nacional; após reunião, ACP afirma ter garantia de pagamento dos 5,4%

Professores lotaram o Centro de Campo Grande nesta sexta-feira para cobrar o cumprimento do piso nacional; após reunião, ACP afirma ter garantia de pagamento dos 5,4% Marcelo Victor

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A Assembleia Geral do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) rejeitou, na noite desta terça-feira (7), a proposta apresentada pela Prefeitura de Campo Grande durante as negociações sobre o pagamento dos 5,4% da recomposição do Piso Nacional do Magistério.

A decisão foi tomada pela maioria após intenso debate entre os professores da Rede Municipal de Ensino (REME), que também aprovaram uma contraproposta a ser encaminhada oficialmente ao Executivo Municipal. 

A contraproposta aprovada pela categoria mantém como princípio o pagamento integral dos 5,4% da recomposição do Piso Nacional do Magistério. Como forma de viabilizar um entendimento entre as partes, a ACP propõe que o percentual possa ser quitado de forma parcelada, desde que o pagamento seja integralmente realizado ainda em 2026.

A Assembleia foi realizada na sede da FETEMS. Mais de 30 professores se inscreveram para o debate, apresentando sugestões, avaliações e contribuições que subsidiaram a elaboração da contraproposta aprovada pelos presentes.

O documento será protocolado pela ACP na Prefeitura na manhã desta quarta-feira (8), dando continuidade ao processo de negociação conduzido pela entidade em defesa dos direitos do magistério municipal.

Comissão

Outro encaminhamento aprovado pela Assembleia foi a criação de uma comissão formada por três professores eleitos pela própria base. O grupo terá a responsabilidade de acompanhar permanentemente o cumprimento dos compromissos assumidos e o andamento das negociações, garantindo maior transparência ao processo e fortalecendo a participação direta da categoria nas tratativas.

Para o presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni, a expressiva participação da categoria demonstra o fortalecimento da organização sindical e da luta pela valorização da educação pública.

"Realizamos mais uma Assembleia Geral da ACP, espaço onde debatemos, construímos e discutimos as pautas relacionadas à nossa valorização. Tivemos uma excelente participação, com mais de 30 professores inscritos para o debate. A Assembleia rejeitou a proposta encaminhada pela Prefeitura e aprovou uma contraproposta que será oficialmente protocolada nesta quarta-feira. Seguimos juntos, fortes e convictos de que a educação avança com luta, organização e participação coletiva, sem deixar ninguém para trás", afirmou.

A ACP reafirma que continuará conduzindo as negociações de forma transparente, sempre respeitando as decisões da Assembleia Geral e mantendo o compromisso com a defesa da valorização dos profissionais da educação e com a garantia do pagamento dos 5,4% da recomposição do Piso Nacional do Magistério.

Internacional

Consulado do Brasil em Manhattan fecha com risco de desabamento de prédio vizinho em NY

O prédio está entre os edifícios desocupados em Manhattan após colunas e tijolos de um arranha-céu, que passa por obras, caírem durante a manhã

07/07/2026 23h00

Consulado-geral do Brasil em Nova York

Consulado-geral do Brasil em Nova York Redes Sociais

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O Consulado-Geral do Brasil em Nova York foi temporariamente fechado nesta terça-feira, 7. O prédio está entre os edifícios desocupados em Manhattan após colunas e tijolos de um arranha-céu, que passa por obras, caírem durante a manhã.

"Informamos que o prédio do Consulado encontra-se temporariamente fechado em razão da evacuação determinada pelas autoridades da cidade, em decorrência de risco de desabamento de um edifício na 42nd Street. Informações sobre a reabertura do prédio e a retomada dos atendimentos serão divulgadas tão logo seja possível", disse o consulado.

O arranha-céu em questão, um prédio comercial da década de 1970 que estava sendo transformado em apartamentos de luxo, é a antiga sede global da gigante farmacêutica Pfizer. Ele está localizado em uma das principais vias de Manhattan.

A rua abriga prédios icônicos de Nova York, entre ele o Edifício Chrysler, uma obra-prima da art deco e uma das imagens-símbolo na paisagem da cidade por décadas. Com 77 andares e 319 metros revestido de aço inoxidável, ele foi por um breve período - 11 meses - o prédio mais alto do mundo logo após ser concluído em 1930. O Chrysler perdeu o posto para o Empire State (que tem 381 metros até o topo e 443 metros quando é incluída a parte superior com a antena).

Outros edifícios famosos da região são a estação Grand Central e a sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

Rua foi interditada por risco de desabamento

O Corpo de Bombeiros de Nova York informou ter recebido relatos sobre a queda de tijolos por volta das 8h da manhã na antiga sede da Pfizer, uma torre de 37 andares. As autoridades constataram que duas colunas haviam cedido no 21º e no 22º andar e que os pisos estavam afundando entre o 21º e o 26º.

O chefe do Corpo de Bombeiros, John Esposito, acrescentou que o prédio continuou a se mover enquanto as equipes de emergência estavam no local. As ruas próximas foram fechadas para pedestres e veículos. "Ainda não está estável", disse Esposito."Continua sendo uma situação muito grave e perigosa."

Uma escola próxima, com cerca de 400 crianças, estava entre os prédios desocupados, disse o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Não houve relatos de feridos e todos os trabalhadores dentro da torre de escritórios foram localizados e retirados do local, afirmou ele em uma coletiva de imprensa no local.

Mamdani disse que engenheiros estão trabalhando em maneiras de reforçar os andares danificados e usando drones para monitorar o prédio, para que não seja necessário enviar pessoas para dentro dele.
 

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