Cidades

CONTRATOS FIRMADOS

Ao custo de R$ 19,3 milhões, ruas e parques da Capital terão iluminação led solar

Objetivo é aumentar segurança e diminuir custos gerados com furtos de fios

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A Prefeitura de Campo Grande firmou três contratos, no valor total de aproximadamente R$ 19,3 milhões para implantação de iluminação pública led solar em várias avenidas da Capital.

O extrato dos contratos foi publicado no Diário Oficial do Município desta segunda-feira (6).

São três lotes, todos eles sob responsabilidade da Empresa Construtora B&C Ltda, que venceu os processos licitatórios.

Um dos lotes compreende a implantação de luminária Led solar, com fornecimento de materiais, na Avenida José Barbosa Rodrigues e Avenida Amaro Castro Lima, no valor total de 5.410.484,82.

Outro lote tem valor de R$ 7.106.460,66 para iluminação solar nas Avenidas Prefeito Lúdio Coelho, Nasri Siufi e Duque de Caxias.

O último lote contratado compreende parques, sendo Parque Ayrton Senna, Parque Jacques da Luz, Parque Ecológico do Sóter e Parque Poloesportivo da Vila Nasser, em Campo Grande, no valor de  6.791.183,10.

O prazo para implantação será de 30 dias consecutivos, contados a partir do recebimento da ordem de execução dos serviços.

A licitação previa ainda um quarto lote, que compreende as avenidas Ministro João Arinos,Rita Vieira de Andrade e Interlagos, mas este lote ainda não teve o contrato publicado.

Conforme o memorial descritivo do projeto, a contratação de serviço de engenharia para implantação de luminárias públicas fotovoltaicas visa atender áreas que estão sendo frequentemente alvo de furto dos cabos subterrâneos de alimentação elétrica.

Segundo a prefeitura, estes furtos prejudicam a população, que fica com ruas "no escuro", e também traz prejuízos aos cofres públicos, pois é necessária a reposição constante dos cabos.

O Executivo Municipal afirma que, só na reposição dos cabos nas áreas onde haverá a troca, é gasto anualmente mais de R$ 1 milhão.

"A instalação das luminárias fotovoltaicas se mostra vantajosa, não somente pela economia gerada com a redução dos gastos recorrentes, mas também pelo aumento na segurança pública. A instalação dessas luminárias fornece iluminação pública em áreas frequentemente alvo de furto dos cabos subterrâneos de alimentação elétrica, além de ser uma fonte de energia renovável que contribui para a sustentabilidade ambiental. É importante destacar que não existe como se computar em valores o sentimento de segurança da população nessas áreas que estão sendo alvo de furtos dos cabos", diz o projeto.

No ano passado, a Avenida dos Cafezais, que foi duplicada e revitalizada, também teve implantação de luminárias led solar, com investimento de R$ 1 milhão, porém, do governo do Estado.

PEDÁGIO

Subprefeito de Anhanduí critica "tarifaço" de R$ 14 na BR-163

Em vídeo postado na rede social, Elenilton afirmou que o novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito

08/06/2026 18h15

Novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito

Novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito Gerson Oliveira

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O subprefeito de Anhanduí, Elenilton Dutra, utilizou as redes sociais para criticar o reajuste das tarifas de pedágio da BR-163/MS, previsto para entrar em vigor em agosto. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (8), ele classificou o aumento como um “absurdo” e pediu apoio da população para pressionar autoridades federais em busca de alternativas que minimizem os impactos para os moradores do distrito.

A manifestação ocorre após a divulgação de que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recomendou reajuste médio de 41,63% nas tarifas cobradas pela concessionária Motiva Pantanal, responsável pela administração da rodovia. Em algumas praças, como a de Campo Grande, a tarifa para veículos de passeio poderá se aproximar dos R$ 15.

No vídeo, Elenilton destacou a situação dos trabalhadores que precisam se deslocar diariamente entre Anhanduí e Campo Grande.

“Como que um trabalhador que reside no Anhanduí consegue pagar um valor desse para ir e vir de Campo Grande, mais o combustível do seu carro ou da sua moto? Isso é piada. Nós não podemos nos calar”, afirmou.

Segundo ele, o aumento pode provocar impactos econômicos e sociais para o distrito, que fica localizado a cerca de 60 quilômetros da Capital.

“Estão isolando o Anhanduí de Campo Grande. Como vamos trazer empresas ou qualquer outra coisa para o distrito com um pedágio caríssimo desse jeito?”, questionou.

Durante a gravação, Elenilton também defendeu a criação de mecanismos que reduzam o custo para os moradores da região, como descontos ou benefícios específicos para usuários frequentes.

“Não importa se vocês gostam do Elenilton ou não. Vocês têm que gostar do Anhanduí. É pelo Anhanduí que estou lutando. Quero contar com o apoio de cada um para procurarmos nossa bancada federal e não deixar esse absurdo acontecer”, declarou.

Veja o vídeo completo: 

 

 

Reajuste supera pedido da concessionária

Conforme nota técnica da ANTT, a primeira revisão ordinária do contrato da BR-163 prevê reajustes que variam entre 40,54% e 44% nas nove praças de pedágio existentes ao longo dos 845 quilômetros da rodovia em Mato Grosso do Sul.

O percentual é superior ao solicitado pela própria Motiva Pantanal, que havia pedido aumento médio de 39,3%. Segundo a agência, o cálculo considera a recomposição monetária da tarifa pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a aplicação do chamado degrau tarifário previsto no contrato de concessão.

Entre os maiores reajustes previstos está o da praça localizada em Campo Grande, onde a alta deverá chegar a 43%. Em São Gabriel do Oeste, o aumento poderá alcançar 44%.

A previsão é de que os novos valores passem a ser cobrados a partir de 5 de agosto, após a conclusão dos procedimentos regulatórios da ANTT

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Mato Grosso do Sul

MPF investiga uso de royalties da mineração em Ladário

Investigação apura contratação sem licitação de escritório de advocacia com recursos da compensação financeira da mineração em Ladário

08/06/2026 17h41

Porto de Ladário, por onde é escoada a exportação de minério de Corumbá

Porto de Ladário, por onde é escoada a exportação de minério de Corumbá Arquivo

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O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para investigar a destinação de recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) pela Prefeitura de Ladário, município localizado a 430 quilômetros de Campo Grande e que é um enclave dentro de outro município, Corumbá.

Para abrir a investigação, o procurador da República em Corumbá, Marco Antônio Delfino de Almeida, levou em consideração notícia de fato enviada ao MPF para apurar possível irregularidade cometida pela Prefeitura de Ladário.

O fato em si leva em consideração a contratação, sem licitação, do escritório Ravanello, Paes & Ortiz Sociedade de Advogados por R$ 750 mil. A CFEM é um instrumento federal que visa compensar a sociedade pela extração de recursos minerais não renováveis. Do valor arrecadado, 60% vão para o município onde ocorre a extração, 15% para o município afetado pela operação (ferrovias, hidrovias e minerodutos), 15% para o estado produtor e 10% para a União.

Os valores devem ser aplicados exclusivamente em melhorias que proporcionem benefícios diretos à comunidade, como saúde, educação, infraestrutura, saneamento básico e habitação.

É expressamente proibido usar a CFEM para o pagamento de dívidas públicas ou para custear despesas com o quadro de pessoal (folha de pagamento). A única exceção prevista em lei permite o pagamento de profissionais do magistério da educação básica.

O MPF expediu vários ofícios para a Prefeitura de Ladário e para o Tribunal de Contas a fim de verificar a legalidade dos pagamentos e do contrato do escritório de advocacia firmado pela prefeitura com recursos da CFEM.

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