Cidades

Ultima Ratio

Após 12 dias, desembargadores vão juntos e à noite colocar tornozeleira eletrônica

Decisão do STJ também determinava que os investigados não deveriam ter contato uns com os outros, mas "reunião" indica que a medida também não estava sendo cumprida

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Na calada da noite desta última terça-feira (5), os cinco desembargadores investigados pela Operação Ultima Ratio, deflagrada pela Polícia Federal, compareceram juntos para fazer a instalação de tornozeleiras eletrônicas na Unidade Mista de Monitoramento Virtual da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

"Como se trata de um processo que corre em segredo de justiça, não há mais detalhes a serem repassados", disse a Agepen.

A ordem de uso do aparelho de monitoramento havia sido expedida pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) há doze dias, em 24 de outubro, data em que agentes da PF cumpriram os mandados de busca e apreensão no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), em residências, no fórum e em escritórios de advocacia.

Apesar da ordem do ministro também incluir restrição de contato entre os investigados, que não deveriam se encontrar, tudo indica que o pedido também não estava sendo respeitado, já que os cinco desembargadores foram juntos fazer a instalação da tornozeleira eletrônica.

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, a decisão dos magistrados de não cumprir ordem do STJ para o uso de tornozeleira eletrônica poderia ser interpretada como desobediência, e até gerar pedido de prisão preventiva.

Estão sendo monitorados: Sérgio Fernandes Martins (atual presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul/TJMS), Sideni Soncini Pimentel (presidente eleito do TJMS para a próxima gestão), Vladimir Abreu da Silva (vice-presidente eleito do TJMS), Marcos José de Brito Rodrigues, e Alexandre Bastos.

Os desembargadores também cumprem a ordem de afastamento de seus cargos por 180 dias, a contar de 24 de outubro de 2024.

O Superior Tribunal de Justiça ainda aguarda monitoramento eletrônico do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Osmar Domingues Jeronymo, e de seu sobrinho, Danilo Moya Jerônimo, servidor do TJMS.

Ultima Ratio

A "Operação Ultima Ratio", deflagrada no dia 24 de outubro, tem como objetivo investigar possíveis crimes de corrupção em vendas de decisões judiciais, lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul.

Foram afastados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), além dos cinco desembargadores, o juiz de primeira instância, Paulo Afonso de Oliveira; e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Osmar Domingues Jeronymo.

Além deles, outros 27 possíveis envolvidos são investigados. A lista traz desde magistrados aposentados e parentes até advogado sócio de preso na Lama Asfáltica.

Qual a utilidade da
tornozeleira eletrônica?

A tornozeleira eletrônica é um equipamento utilizado para monitorar uma pessoa, nas seguintes situações:

  • Como medida cautelar, quando alguém estiver sendo processado criminalmente;
  • Para monitorar presos que estejam em prisão domiciliar;
  • Para monitorar presos que estejam gozando do benefício da saída temporária;
  • Em alguns casos, para presos que estejam cumprindo pena;
  • E até mesmo como medida protetiva, em processos e denúncias de violência domestica, evitando que agressores se aproximem de suas vítimas.

Como funciona?

A tornozeleira eletrônica utiliza um sistema de GPS para calcular em tempo real a localização geográfica da pessoa. Essa localização é enviada para uma Central de Monitoramento.

O monitoramento é feito 24 horas por dia, durante os sete dias da semana.

Se o indivíduo sair do perímetro permitido, o sistema de monitoramento sinaliza e o setor encarregado pela monitoração é acionado imediatamente

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18 LOTES

Agesul retoma licitações R$ 2 bilhões para tapa-buracos em rodovias

Nesta quarta-feira a administração estadual divulga a relação das empreiteiras habilitadas para os quatro primeiros lotes para serviços de tapa-burados em rodovias

26/10/2026 12h01

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Cinco meses depois de dar início ao pacote de licitações que somam R$ 2 bilhão para contratação de empreiteiras que farão a manutenção permanente de vias com e sem asfalto em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, a Agesul agendou para a próxima quarta-feira (28) o segundo passo do certame em uma das cinco licitações nas quais foi dividida a disputa. 

Conforme publicação do diário oficial desta segunda-feira (26), na quarta-feira será divulgado o nome das empresas habilitadas para continuar na disputa pelos quatro lotes que estão sendo ofertados nas regionais de Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas e Bandeirantes.

O valor máximo que o governo está disposto a desembolsar por um período de três anos nas quatro regionais é de R$ 446.760.107,43. Mas, como o edital prevê prorrogação por até dez anos sem a realização de nova licitação, este valor pode ser multiplicado por três.

Entre as interessadas nesta disputa estava a empreiteira Força, que no início do certame, em maio, se inscreveu com o antigo nome, Rial. Mas, depois da eclosão do escândalo dos supostos desvios nos serviços de tapa-buracos em Campo Grande e da prisão de seu proprietário, mudou de nome. Porém, ele não entregou a documentação exigida e no começo de setembro acabou sendo excluída.

Com outras 19 empresas estava na disputa pelo contrato de até R$ 98.654.090,46 para manutenção de estradas na região de Ribas do Rio Pardo.  Assim como a Força, ao menos outras três também não entregaram a documentação no prazo exigido e, a princípio, estão fora da disputa.

O controlador da Força,  Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, foi preso no dia 12 de maio e colocado em liberdade somente um mês depois, em 11 de junho. Ele foi acusado pelo Ministério Público de ter pagado propina para servidores públicos para receber recursos públicos sem fazer os serviços de tapa-buracos em quatro das sete regiões de Campo Grande.

O empresário foi preso juntamente com outras seis pessoas durante a operação "Buracos Sem Fim", realizada em um período em que as ruas de Campo Grande enfrentavam buraqueira sem precedentes. De acordo com o MPMS, entre 2018 e 2025 a empresa alvo da operação assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. 

PARCERIA MANTIDA

Depois da operação, a administração municipal de Campo Grande rompeu os contratos com a empreiteira. Mas, ela manteve os contratos com a administração estadual, que também são para serviços de tapa-buracos em estradas das regiões de Costa Rica e Três Lagoas. 

No dia 12 de fevereiro  o empreiteiro renovou, por R$ 9,9 milhões, contrato para fazer a manutenção de 417 quilômetros de estradas com e sem asfalto na região de Camapuã.  O contrato foi assinado por ele e pelo então diretor da Agesul, Rudi Fiorese, que também foi preso por suposto recebimento de propina nos contratos relativos aos serviços de Campo Grande.

No dia 14 de março, o Estado renovou com a Rial o contrato para manutenção de vias com e sem asfalto na regional de Três Lagoas. O contrato garantiu à construtora um faturamento de R$ 11,5 milhões ao longo de um ano, a não ser que a nova licitação seja concluída antes disso.

Também em março, no dia 13, foi divulgada a assinatura de contrato para pavimentação de ruas na cidade de Jaraguari. O valor é de R$ 4,7 milhões e já foi firmado sob a gestão de Rudi Fiorese no comando da Agesul. Depois do escândalo, Fiorese foi afastado do comando da autarquia estadual. 

Com valores que chegam a quase R$ 2 bilhões, as cinco licitações para manutenção de estradas está dividido em 18 lotes em diferentes regiões do Estado. Além desta de R$ 446 milhões, outras quatro devem voltar a tramitar nas próximas semanas. Os valores são de R$ 302 milhões, R$ 240 milhões, R$ 323 milhões e R$ 687 milhões. 

ESTRADAS CAÓTICAS

Nenhum deles, porém, inclui as rodovias da região do Vale do Ivinhema, onde estradas com a MS-141, MS-475, MS-134, MS-276 e MS-480 estão em situação caótica e tomadas por buracos. Na semana passada o governador Eduardo Riedel anunciou a liberação emergencial de R$ 100 milhões para recuperar os trechos mais críticos.

A solução definitiva, porém, ainda deve demorar. A administração estadual está preparando um certame licitatório à parte, com recursos do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), para restauração de 730 quilômetros de rodovias. O vencedor, conforme o projeto, ficará responsável pela manutenção destas rodovias durante dez anos. 

Além das medidas emergenciais, o Governo de Mato Grosso do Sul trabalha na estruturação de um projeto de longo prazo para restaurar aproximadamente 730 quilômetros de rodovias, incluindo trechos considerados críticos no Vale do Ivinhema.

Inocência (MS)

Longe de casa e das urnas, trabalhadores da Arauco comemoram vitória de Lula

Maioria dos funcionários são nordestinos e deixaram de votar, pois estão longe de seu domicílio eleitoral

26/10/2026 11h50

Funcionários da Arauco comemorando vitória de Lula

Funcionários da Arauco comemorando vitória de Lula Francisco Moura/Facebook

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Dezenas de trabalhadores da Arauco – Projeto Sucuriú comemoraram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, na noite deste domingo (25), no alojamento da fábrica localizado em Inocência, Mato Grosso do Sul.

A maioria dos funcionários são nordestinos e vieram para Mato Grosso do Sul exclusivamente para trabalhar na fábrica de celulose, que é uma das maiores do mundo.

Possivelmente, muitos deles deixaram de votar, pois estão longe de seu domicílio eleitoral. Mas, mesmo assim, não deixaram de celebrar a vitória do quarto mandato de Lula.

Vídeo, gravado por um funcionário da Arauco, residente em Alagoas, mostra a alegria dos trabalhadores quando souberam que Lula se reelegeu.

Aos gritos de “Olê olê olá, Lula Lula”, trabalhadores festejaram a reeleição do presidente.

Confira:

*vídeo: Francisco Moura/Facebook

LULA 4

No segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado em 25 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) e foi reeleito presidente do Brasil.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, equivalentes a 48,21%.

A diferença foi de 4.430.191 votos, resultado que oficializou a derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial e garantiu a Lula o quarto mandato à frente do governo federal.

A virada é considerada histórica, tendo em vista que Flávio Bolsonaro estava a frente de Lula no primeiro turno.

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