Cidades

TJMS

Caso Sophia: Após dois meses, é criada a vara especializada em crimes contra criança e adolescente

A alteração visa que todas as demandas de crimes contra crianças e adolescentes sejam encaminhadas à vara especializada no Fórum de Campo Grande

Continue lendo...

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul ampliou a 7ª Vara Criminal de Campo Grande. Agora a Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes (VECA) passa a receber os crimes de menor e maior potencial ofensivo. A alteração foi feita por meio da Resolução nº 284, publicada no Diário da Justiça do dia 22 de março. 

Em entrevista ao Correio do Estado o juiz Robson Celeste Candeloro, explicou que a mudança serve para que todas as demandas de crimes contra crianças e adolescentes se concentrem em uma única vara especializada, localizada no Fórum de Campo Grande.

“Antes havia uma dicotomia, crimes de menor potencial ofensivo ou pequenas causas, como crime de maus tratos, quando uma mãe bate no filho ou abusa dos meios de correção era tratado no juizado especial, e os crimes mais graves, como estupro de vulneral na 7ª Vara Criminal, consequentemente as medidas protetivas contra essas crianças também”, explica Candeloro.

De acordo com o juiz, a mudança é uma adequação da Lei Henry Borel (14.344/22) que diz que os crimes praticados contra crianças e adolescentes, independentemente da pena prevista, não poderão ser aplicadas as regras válidas em juizados especiais, sendo assim, fica proibido a conversão da pena em cesta básica ou em multa.

“A Lei Henry Borel diz o seguinte, todo o crime contra criança, independentemente da pena, tem que ser tratado na justiça comum e não na Lei 9.099/95 dos juizados especiais. Então, na prática, para crianças e adolescentes, em razão dessa condição, não existe crime de menor potencial ofensivo”.

Para o magistrado, a mudança é necessária para que se possa prestar um atendimento mais competente e qualificado às questões de violência e maus tratos.

“A mudança surge da necessidade de um olhar mais atento, especializado e concentrado na questão da violência doméstica contra crianças e adolescentes. A partir da Lei Maria da Penha percebeu-se que a criança também precisa de um atendimento especial através das varas especializadas”.

Segundo o juiz, a ampliação da vara especializada é, de certa forma, uma resposta ao caso Sophia, menina de dois anos que morreu após ser espancada pelo padrasto e pela mãe, em Campo Grande.

“O caso da menina Sophia, de certa forma, acelerou esse processo de especialização e veio atender aos reclames da população para que isso fosse tratado com uma visão ainda mais individualizada e específica. O tribunal de justiça teve essa sensibilidade de concentrar todos os atendimentos e criar essa vara especializada para fazer frente a essa demanda tão cara e necessária”.

No entanto, Candeloro afirmou que nada muda na hora de fazer os registros de violência e maus tratos na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). 

“É o primeiro contato da população, os registros ainda continuam sendo feitos na DEPCA. A diferença é que antes a delegacia mandava os crimes de menor potencial ofensivo para o juizado, e agora todos são encaminhados para a vara especializada”.

A qualidade do atendimento para lidar com as crianças vítimas de violência na delegacia especializada foi fortemente questionada pela defesa do pai de Sophia em entrevista ao Correio do Estado em março deste ano. 

Caso Sophia

Sophia de Jesus Ocampo morreu no dia 26 de janeiro, após ser espancada pelo padrasto, Christian Campoçano Leitheim e pela mãe, Stephanie de Jesus da Silva. A menina chegou a ser levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino, mas chegou ao local morta.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, em dois anos e sete meses de vida a criança já havia passado por pelo menos 30 atendimentos na unidade de saúde. De acordo com o laudo de necropsia, Sophia morreu por traumatismo na coluna causado por agressão física.

De acordo com análise do Instituto de Medicina e Odontologia (Imol) também foi comprovado o crime de estupro.

O julgamento de Christian Leitheim e Stephanie de Jesus Silva deve acontecer no dia 17 de abril deste ano.

Assine o Correio do Estado

 

INTERIOR

Com 2° reajuste em 2026, ampliação do Hospital Regional de Dourados fica 28% mais cara

Aditivo divulgado hoje (19) é referente a contrato firmado pela Agesul com a empresa Alcance Engenharia e Construção que já recebeu quase R$10 milhões em pouco mais de dois anos

19/08/2026 12h49

Foram acrescidos recentemente exatos R$3.863.913,39, o que representa um reajuste próximo da casa de 9,5%.

Foram acrescidos recentemente exatos R$3.863.913,39, o que representa um reajuste próximo da casa de 9,5%. Reprodução/Secom-GovMS/Saul Schramm

Continue Lendo...

Através de seu Diário Oficial Eletrônico, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul divulgou nesta quarta-feira (19) o terceiro reajuste ao contrato para obra de ampliação do Hospital Regional de Dourados, sendo o segundo publicado neste 2026 já deixa o acordo 28% mais caro que o valor firmado originalmente. 

Vale lembrar que, como bem acompanha o Correio do Estado, a ampliação do Hospital Regional de Dourados já havia ficado 11,5% mais cara em março deste ano, quando o acordo recebeu um aditivo de R$4.080.638,70. 

Pelos valores divulgados hoje através da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), o termo aditivo salta o valor do contrato firmado em 2023 de atuais R$40.466.377,68, para R$44.330.291,07. 

Em outras palavras, foram acrescidos exatos R$3.863.913,39, o que representa um reajuste próximo da casa de 9,5%.

Se considerado o investimento inicial firmado em 2023, de R$34.494.777,06, os três termos aditivos feitos ao contrato já alcançam a casa de 28,5% de aumento ao acordo. 

"Fica prorrogado o período de execução do Contrato n. 114/2023, por mais 244 (duzentos e quarenta e quatro) dias, contados de 30/04/2026 a 29/12/2026, conforme cronograma físico-financeiro readequado, aprovado pela fiscalização, o qual passa a fazer parte integrante do presente termo", complementa o texto oficial.

Hospital Regional DDO

Sendo esta a terceira etapa, a fase em questão trata da construção do chamado "Bloco D", o intuito do acordo é viabilizar 110 leitos, sendo 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Este bloco será dividido em dois pavimentos, com o primeiro, o térreo, onde estarão as alas de internação com 60 leitos. Já no superior haverá uma unidade de tratamento intensivo com mais 20 leitos de UTI e 30 salas de internação.

Também fica englobada nesta etapa a construção de uma passarela que fará a interligação entre os blocos A, B e C, que fazem parte das duas etapas anteriores da obra. 

A segunda, por exemplo, abordou a construção do Centro de Diagnóstico e Especialidades Médicas, com investimento inicial de outros R$17,5 milhões.

A unidade com capacidade para atender a 34 municípios da macrorregião Cone Sul conta ainda com quatro salas cirúrgicas, além da capacidade para procedimentos de média e alta complexidade em diversas especialidades, com uma expansão já prevista desde o ano passado para acontecer gradualmente neste 2026. 

Através dessa expansão gradual, a intenção é que a unidade do Hospital Regional de Dourados (HRD) alcance o total de 192 leitos e a digitalização completa dos processos. 

Ainda em março a equipe da Secretaria de Estado de Saúde (SES) pôde tecer um comparativo com base no trabalho da unidade, registrando crescimento na produção assistencial, um aumento acima de 430 atendimentos mensais anotados pelo Hospital Regional de Dourados.

 

Assine o Correio do Estado

HABILITADOS

Polícia Civil promove mais de 470 agentes de segurança pública em MS

A relação de nomes habilitados foi divulgada nesta quarta-feira, porém a promoção é referente ao ano-base de 2025

19/08/2026 11h40

Delegacia Geral da Polícia Civil

Delegacia Geral da Polícia Civil FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

O Conselho Superior da Polícia Civil (CSPC) publicou, em edição extra da Delegacia-Geral no Diário Oficial do Estado, a lista com os nomes dos agentes que receberam promoção funcional referente ao ano-base de 2025, apurados até 1º de setembro. Além dos servidores habilitados, também consta na relação os inabilitados. 

Ao todo, 473 policiais civis aparecem como habilitados para receberam a promoção funcional. Deste total, 268 foram promovidos ao cargo de investigador de Polícia Judiciária, 112 para escrivão, 35 peritos papiloscopistas, 28 peritos criminais, 16 agentes de polícia científica, 13 peritos médico-legistas e apenas um delegado.

Na publicação também aparece que 1.008 policiais civis foram considerados inabilitados. Os motivos para a inabilitação variam entre: tempo insuficiente para promoção, falta de estabilidade, ausência do curso exigido, punição registrada, descontos no tempo de serviço e avaliação de desempenho insuficiente ou zerada.

Mais da metade (549) dos 1.008 policiais foram inabilitados para progressão funcional por causa da ausência do curso exigido na avaliação dos requisitos. A lista definitiva também registra 183 servidores sem estabilidade, 25 com punição e 30 com avaliação inferior a 70%. Os impedimentos podem se acumular para um mesmo servidor. 

A promoção de cargo é para a classe imediatamente superior e/ou mudança de referência na mesma classe dos servidores da Polícia Civil. A lista definitiva não cabe mais recursos, já que as retificações foram processadas após as análises e julgamentos dos recursos interpostos, anteriormente, pelos policiais civis.

Confira a relação dos nomes a seguir, na edição do Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (19).

Espera pela nomeação

Em meio a promoção destes 473 agentes, a turma de 447 policiais civis, sendo 330 investigadores e 117 escrivães, ainda aguarda a nomeação para dar início às suas funções.

Apesar do governador Eduardo Riedel (PP) destacar a importância da nomeação dos novos agentes públicos para recompor o efetivo da corporação e ampliar a capacidade de atendimento à população, ainda não há data prevista para nomear estes servidores.

Há mais de um mês, o deputado estadual Coronel David (PL) se reuniu com o Riedel para tratar do assunto. O governador informou que a nomeação será realizada apenas no início de 2027.

Segundo ele, uma restrição prevista na Constituição do Estado e na legislação eleitoral, impede a prática de determinados atos administrativos nos 180 dias que antecedem o fim do mandato.

O encontro reuniu o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, o presidente do Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), José Nascimento Sobrinho, o deputado estadual Pedro Caravina e a comissão de aprovados no concurso da Polícia Civil.

A turma encerrou o Curso de Formação Policial no dia 12 de junho e teve o resultado final do concurso homologado em 19 de junho.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).