Cidades

CAMPO GRANDE

Após alterações, veja o que mudou no carnê do IPTU

Mudanças incluem novo vencimento para pagamento à vista, necessidade de emitir novo boleto e atendimento exclusivo via WhatsApp

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A prorrogação do prazo para pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) 2026 em Campo Grande, anunciada pela Prefeitura, gerou uma série de dúvidas entre os contribuintes. Além do novo vencimento para quem deseja pagar à vista com desconto, o município também criou um canal exclusivo de atendimento via WhatsApp para orientar a população.

Para ajudar o cidadão a se organizar e evitar problemas, o Correio do Estado reuniu as principais informações sobre o imposto neste ano.

  • Qual é o novo prazo para pagamento do IPTU com desconto?

O pagamento à vista do IPTU 2026 com 10% de desconto foi prorrogado até o dia 12 de fevereiro. Inicialmente, o vencimento estava previsto para janeiro, mas a Prefeitura decidiu estender o prazo.

Já o pagamento parcelado, que inicialmente também deveria ser pago até dia 12 de janeiro, agora foi estendido até dezembro deste ano para pagamento da primeira parcela.

  • Posso usar o boleto que venceu em janeiro para pagar em fevereiro?

Não. As guias emitidas com vencimento em janeiro têm validade apenas até o dia 12 de janeiro. Com a prorrogação, o contribuinte que deseja pagar à vista com desconto deverá emitir um novo boleto, com data de vencimento atualizada para 12 de fevereiro.

A segunda via pode ser gerada pelos canais oficiais da Prefeitura.

  • O site da Prefeitura está instável. O que fazer?

Segundo o município, o sistema pode apresentar instabilidade temporária devido à implementação de mudanças tributárias. A orientação é que o contribuinte tente acessar a plataforma em horários alternativos ou aguarde a normalização do sistema, que está passando por ajustes para atender às atualizações do IPTU 2026.

  • Recebi boleto este ano, mas estava isento no ano passado. E agora?

A isenção do IPTU não é automática. Mesmo quem teve o benefício concedido em anos anteriores precisa solicitar a renovação anualmente.

O pedido pode ser feito até o fim deste ano. Caso o contribuinte comprove que ainda atende aos critérios legais, a isenção será concedida e o boleto emitido será cancelado.

  • Houve mudança nas regras de isenção?

As regras seguem a legislação municipal vigente. No entanto, a isenção pode ser suspensa caso o contribuinte deixe de atender aos requisitos previstos em lei, seja por alteração na situação do imóvel ou do proprietário. Por isso, é importante verificar se as condições continuam válidas em 2026.

  • Como acessar os documentos do IPTU 2026

O IPTU e a taxa de coleta de lixo são enviados ao contribuinte em um único carnê. Apesar de estarem reunidos no mesmo documento, os valores aparecem discriminados separadamente.

De acordo com a Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), a taxa de lixo é cobrada em razão de um serviço específico prestado pelo município e tem como objetivo custear a coleta, o transporte e a destinação final dos resíduos sólidos gerados no imóvel.

Quem não receber o carnê deve, inicialmente, conferir se o endereço de entrega está atualizado no cadastro municipal. Caso o documento ainda não chegue, é possível emitir a segunda via pela internet, no site iptu.campogrande.ms.gov.br.

  • Consulta on-line

Os contribuintes também podem consultar os valores do IPTU e da taxa de lixo de forma on-line. Para isso, é necessário possuir cadastro no sistema, além de o imóvel estar registrado em nome do interessado. Conforme a Sefaz, os boletos de pagamento estão disponíveis no site oficial da Prefeitura de Campo Grande (campogrande.ms.gov.br), por meio do banner do IPTU 2026. Para acessar, basta informar o número da inscrição municipal do imóvel.

Além do atendimento digital, a Prefeitura oferece atendimento presencial na Central de Atendimento ao Cidadão, localizada na Rua Cândido Mariano, entre as ruas Arthur Jorge e 25 de Dezembro.

Em caso de dúvidas, os contribuintes podem entrar em contato pelo telefone 156, pelo WhatsApp (67) 4042-1320 ou ainda pelo e-mail [email protected]

  • Prefeitura criou atendimento exclusivo para o IPTU?

Sim. A Prefeitura de Campo Grande lançou um canal exclusivo de atendimento do IPTU 2026 via WhatsApp, com o objetivo de agilizar o serviço e reduzir filas na Central de Atendimento ao Cidadão.

Pelo canal, é possível:

  • Consultar dados do imóvel, como nome do proprietário, área e valor venal;
  • Verificar o valor do IPTU e da taxa de lixo;
  • Emitir guia para pagamento à vista ou parcelado;
  • Solicitar extrato de débitos;
  • Conferir dívidas de anos anteriores.

O número oficial é (67) 99677-8623. A Prefeitura alerta que este é o único contato autorizado e orienta que os contribuintes não compartilhem informações pessoais com números desconhecidos.

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Digital

Grande operadora de celular brasileira pode ter sido alvo de megavazamento de dados

Mais de 500 mil usuários teriam tido os dados expostos por hackers

06/03/2026 18h15

VIVO pode ter tido dados vazados

VIVO pode ter tido dados vazados Reprodução/Twitter

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A VIVO, uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil, teria sido alvo de um megavazamento de dados nesta sexta-feira (6). 

De acordo com a companhia Vecert Analyser, uma empresa de cyber segurança internacional, afirmou em suas redes sociais que, pelo menos, 557.892 usuários teriam tido seus dados expostos, como endereço de e-mail, número de telefone e senhas. 

O grupo responsável pelo vazamento dos dados seria o "VFVCT", codinome para "V for Vandetta Cyber Team". 

"O incidente não é um fato isolado, mas parte de uma cadeia de vulnerabilidades críticas", afirmou a Vecert. 

Segundo a empresa, já foram detectadas mais de 26 incidentes distintos ligadas à VIVO desde 2023. As fragilidades na infraestrutura da companhia nacional de telefonia tem sido alvo de grupos hackers e dos chamados 'bots' que tentam explorar e burlar os sistemas de autenticação e dos portais da empresa. 

"A infraestrutura da Vivo Brasil apresenta falhas sistêmicas que são exploradas repetidamente por cibercriminosos. A segurança do usuário permanece em risco até que os múltiplos subdomínios e APIs expostos sejam protegidos", alegou a Vecert Analyser. 

A VIVO não se pronunciou sobre o assunto. 

Antigo 

Em 2021, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça notificou as quatro grandes operadoras de telefonia no Brasil, a Oi, Vivo, Claro e Tim para que explicassem o vazamento de dados de quase 103 milhões de contas de celular.

O vazamento foi constatado por uma empresa de cibersegurança no dia 10 de fevereiro daquele ano. Informações sensíveis dos consumidores ficaram expostas, como número do RG, CPF, data de nascimento, e-mail, endereço, número do celular e detalhes sobre o valor e o pagamento da fatura. 

Precauções

Para se proteger, é recomendável não responder a e-mails que declarem que seus dados foram expostos ou utilizar sites suspeitos para realizar essa verificação. Esses mecanismos geralmente pedem que o cidadão compartilhe alguns de seus dados pessoais para realizar a suposta verificação e isso pode aumentar a sua exposição.

Além disso, é importante trocar as senhas e demais informações de acesso aos serviços e às plataformas que foram afetados por vazamento de dados. Outra dica é utilizar a autenticação de dois fatores sempre que disponível, além de seguir monitorando a atividade nas contas e nos serviços potencialmente relacionados aos dados vazados.

Se verificar que seus dados foram utilizados de maneira fraudulenta – por exemplo, para abrir uma conta ou para adquirir algum bem –, o usuário deve buscar informações junto aos provedores do serviço, além de reportar a ocorrência à autoridade policial, para viabilizar a apuração e se proteger.

Justiça federal

Tribunal lança Inteligência Artificial para auxiliar juízes e desembargadores em processos

Plataforma LIA 3R será usada em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas da Justiça Federal

06/03/2026 18h00

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial Foto: Divulgação

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) lançou a plataforma de Inteligência Artificial (IA) LIA 3R, desenvolvida por magistrados e servidores para auxiliar em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas.

De acordo com o desembargador federal Nino Toldo, membro efetivo da Comissão Permanente de Informática do TRF3, a ferramenta integra tecnologia e prática judicial para tornar o trabalho dos magistrados mais ágil e eficiente, preservando a segurança e a qualidade das informações processuais. 

Ele explica que a ideia de inteligência artificial começou com um projeto que se chamava Sigma, pois há, na Justiça Federal, muitos processos semelhantes.

"A partir de decisões, vamos dizer assim, padronizadas, se constitui um banco de dados e aí foi sendo feito um trabalho de sugestão, o sistema analisava o processo e sugeria para o usuário essa ou aquela minuta de decisão, de despacho para utilizá-la. E depois, com o avanço dos sistemas, dos programas de inteligência artificial, isso foi sendo aprofundado e agora desenvolveu o sistema LIA", explica.

A presidente da Comissão Permanente de Informática do TRF3, desembargadora federal Daldice Santana, ressaltou que a plataforma foi criada para atuar como instrumento de apoio às atividades diárias e não irá substituir os magistrados.

“A palavra ‘apoio’ tem muito sentido, porque a decisão continuará sendo humana. A IA não tem consciência, não tem vontade. A responsabilidade continua sendo institucional, do órgão julgador ou mesmo do magistrado e servidor", ressaltou.

Daldice Santana lembrou que o projeto foi concebido com base em três pilares, sendo ética e governança, autonomia institucional e responsabilidade orçamentária.

“A solução foi estruturada dentro dos limites financeiros estabelecidos. Inovar não significa gastar mais, mas usar melhor os recursos de que dispomos”, enfatizou a magistrada. 

Como funciona 

A LIA 3R estará disponível no Processo Judicial Eletrônico (PJe) apenas para quem realizar o curso de capacitação oferecido pela Secretaria de Tecnologia da Informação (SETI).  

Ela funciona como um chat, guiado por prompts (comandos) padronizados, que orientam o modelo sobre o que fazer e detalham como deve ser a resposta. 

Quando necessário, a plataforma também usará bases de conhecimento RAG, técnica utilizada para ampliar a capacidade de resposta, e integrações que enriquecem a resposta. 

O recurso foi desenvolvido como uma evolução do sistema de centralização dos modelos e ranqueamento com utilização de inteligência artificial e passa por melhorias contínuas de usabilidade, segurança, governança e conteúdos, segundo o TRF3.

A ferramenta usa principalmente banco de dados do PJe, bases de conhecimento com documentos curados e documentos fornecidos pelo usuário na conversa, como textos e anexos.

O nome LIA 3R foi baseado na ideia apresentada pelo servidor Urias Langhi Pellin. Segundo o Tribunal, trata-se de um nome feminino, que personifica a tecnologia como uma aliada no dia a dia, e resgata o antigo laboratório de IA do Poder Judiciário (LIIA-3R), o primeiro do Brasil. 

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência ArtificialPlataforma LIA 3R

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