Cidades

INQUÉRITO

Após escândalo, MPE investiga até obra em cemitério de Sidrolândia

Por meio do Diário Oficial, o Ministério Público Estadual (MPE) abriu três inquéritos no município para apurar fraude; prefeita envolvida em escândalo de corrupção não conseguiu reeleição

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O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do seu Diário Oficial desta quarta-feira (23), publicou a instauração de três inquéritos para investigar possíveis irregularidades em obras de Sidrolândia, município que teve escândalo de corrupção no primeiro semestre do ano, do qual envolveu até a atual prefeita Vanda Camilo (PP).

Segundo documento publicado pelo órgão fiscalizador, o primeiro inquérito foi aberto para “apurar possível irregularidade relacionada à licitação tomada de preço 05/2022 (restauração funcional do pavimento nas ruas Ponta Porã e Mato Grosso)”.

Já o próximo, foi instaurado pelo mesmo motivo, mas em outro local e obra, descrita como “cobertura do saguão e fechamento do pátio da escola municipal Darci Ribeiro”. Já a última que consta no ofício é relacionada à “licitação Convite 034/2022 (obra de pavimentação com piso sextavado do corredor central do cemitério)”.

Não são comuns aberturas de inquéritos para investigar obras neste tipo, mas o escândalo político em Sidrolândia no primeiro semestre do ano pode ter influenciado para o MPE prestar mais atenção em serviços públicos ou terceirizados prestados na cidade.

Operação Tromper: 1ª fase

Em maio do ano passado, foi deflagrada a Operação Tromper, que teve como alvo grupo criminoso que participava de esquema de corrupção e fraudes em licitações, com busca e apreensão em casas de servidores municipais de Sidrolândia. Ao todo, 16 mandatos foram cumpridos na ação, com apoio Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Ainda segundo apurou a investigação, o esquema de corrupção funcionava, pelo menos, desde 2017, e era destinado à obtenção de vantagens ilícitas. Essas vantagens vinham por meio da prática de crimes de peculato, falsidade ideológica, fraude às licitações, associação criminosa e sonegação fiscal. 

Após a divulgação da Operação contra os servidores, a atual prefeita, Vanda Vamilo, publicou uma nota dizendo que estava acompanhando o desdobramento da operação e que seu dever é "zelar pela integridade", "transparência e legalidade de todas as ações realizadas em sua gestão.

Operação Tromper: 2ª fase

Em julho do ano passado, no segundo desdobramento da Operação, o MPE cumpriu quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, realizada por meio da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Sidrolândia, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO).

Foram detidos dois empresários e dois servidores municipais. Um dos servidores é Tiago Basso da Silva, ex-chefe do setor de execução e fiscalização de contratos do município, e outro o comissionado César Bertoldo, que atua na área de licitação da prefeitura. 

Os empresários investigados foram Uevertom da Silva Macedo, candidato do Partido Social Democrático (PSD) na última eleição, e Roberto da Conceição Valençuela, dono da R&C Comércio e Serviços.

Operação Tromper: 3ª fase

Quase um ano depois da primeira fase, em abril deste ano, os agentes do GECOC e do GAECO cumpriram oito mandados de prisão - sendo um dos alvos o vereador Claudinho Serra (PSDB), genro da atual prefeita de Sidrolândia - e 28 de busca e apreensão, em 3ª fase de operação que apura corrupção envolvendo o executivo municipal de Sidrolândia durante a manhã desta quarta-feira (03).

Ao Correio do Estado, fontes repassaram que ao menos sete policiais compareceram à residência do vereador Claudinho Serra, que fica localizada residencial de luxo Damha III em Campo Grande. Também, o Ministério Público apontou que os contratos identificados e objetos da investigação alcançavam o montante aproximado de R$ 15.000.000,00.

Ainda em outubro deste ano, Claudinho continua como vereador na Câmara Municipal de Campo Grande, do qual não comparece desde abril, e utiliza constantes atestados médicos de 30 dias para se afastar do cargo após a polêmica.

No último dia 12, seu último atestado venceu e, agora, o tucano soma oito faltas não justificadas e pode ter seu mandato cassado. Neste momento, o vereador responde em liberdade, mas sob uso de tornozeleira eletrônica.

Sem reeleição

Vanda Vamilo, sogra de Claudinho Serra, não conseguiu garantir mais quatro anos no poder do executivo municipal de Sidrolândia. No último dia 6, nas eleições, ela ficou com apenas 38,20% (10.045 votos) e foi superada pelo rival Rodrigo Basso (PL), que teve 61,29% (16.118). Em 2021, Vanda foi eleita prefeita da cidade com 52,4% dos votos válidos, superando o tucano Enelvo Felini.

*Colaborou Alanis Netto e Glaucea Vaccari.

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ATENDIMENTO AO PÚBLICO

Atendimento para passe de estudante terá novo local

O endereço agora será na região central de Campo Grande e funcionará das 07h30 às 13h30

18/04/2026 12h30

Divulgação

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A partir da próxima quarta-feira (22), o atendimento para estudantes referente a passes de transporte público irá acontecer em um novo endereço, no centro de Campo Grande. A mudança prevê a ampliação do acesso e facilitação do deslocamento dos que necessitam do serviço.

O espaço agora será na Rua Sete de Setembro, nº 144, entre a Avenida Calógeras e a Travessa José Bacha. O atendimento segue de segunda a sexta-feira, com atendimento apenas em horário matutino e começo da tarde, das 07h30 às 13h30.

O objetivo é que os alunos que utilizam o transporte público e necessitam do passe de estudante consigam ter um suporte presencial mais acessível, para ajudar tanto na regularização e acompanhamento cadastral, como para tirar dúvidas.

A mudança de local integra as ações contínuas de atendimento ao público, focadas em acessibilidade no atendimento ao público.

> Serviço

Atendimento de passe de estudantes

Novo local: Rua Sete de Setembro, nº 144 - a partir do dia 22 de abril.

DIREITOS HUMANOS

MP cobra Estado após presos ficarem sem alimentação em delegacia de MS

Sem contrato desde dezembro, custeio foi assumido por conselho local; Justiça liberou verba emergencial por 15 dias

18/04/2026 11h30

Delegacia de Polícia Civil de Porto Murtinho enfrenta falta de contrato para fornecimento de alimentação desde dezembro de 2025

Delegacia de Polícia Civil de Porto Murtinho enfrenta falta de contrato para fornecimento de alimentação desde dezembro de 2025 Divulgação

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A falta de fornecimento regular de refeições a pessoas custodiadas na Delegacia de Polícia Civil de Porto Murtinho levou o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) a acionar judicialmente o Estado. A medida busca obrigar a administração estadual a restabelecer, com urgência, o serviço considerado essencial dentro da unidade.

De acordo com a investigação conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça do município, o problema teve início em dezembro de 2025, quando deixou de existir contrato ativo para a oferta de alimentação aos detentos. Desde então, a solução encontrada foi o custeio por parte do Conselho de Segurança local, que assumiu temporariamente a despesa.

No entanto, no último dia 10 de abril, o conselho informou não ter mais condições financeiras de manter o pagamento das refeições, o que agravou a situação e acendeu o alerta para risco de desassistência completa.

Diante do cenário, a Justiça autorizou, em caráter emergencial, a liberação de R$ 2,4 mil provenientes de penas pecuniárias. O valor é suficiente para garantir a alimentação dos custodiados por um período limitado de 15 dias, com prazo previsto até 27 de abril.

Na ação civil pública, o MPMS argumenta que a responsabilidade pelo fornecimento de alimentação é do Estado e está prevista tanto na Constituição Federal quanto na Lei de Execução Penal. O órgão sustenta ainda que a ausência desse serviço básico pode configurar tratamento desumano e degradante.

A promotora de Justiça substituta Dafne Prado Sabag, responsável pelo caso, reforça que a condição de privação de liberdade não retira dos custodiados direitos fundamentais, como o acesso a uma alimentação adequada.

O Ministério Público pede que o Estado regularize o serviço no prazo de 30 dias. Caso a determinação não seja cumprida, a ação prevê aplicação de multa diária, bloqueio de verbas públicas e responsabilização do gestor. Também foi solicitada a devolução dos valores desembolsados por terceiros durante o período em que o poder público deixou de cumprir sua obrigação.

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