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resultados de agosto

Após recorde histórico em julho, exportações de MS caem 25%

Mas, se forem levados em conta os dados relativos aos oito primeiros meses do ano, as vendas externas subiram 11,9%, acumulando US$ 8,2 bilhões

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Depois de atingir o recorde histórico de um único mês em julho, com 1,3 bilhão de dólares, as exportações de Mato Grosso do Sul em agosto encolheram em quase 25% e fecharam no menor patamar dos últimos seis meses, ficando em US$ 978,3 milhões, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O valor, contudo, é 3,3% acima daquilo que o Estado exportou em agosto do ano passado.

A principal explicação para a queda com relação ao mês passado é a diminuição na venda de soja (-43%), e de carne bovina (-29%), que recuaram de US$ 631 milhões para apenas US$ 388 milhões.

Ambos têm a China como principal comprador e que em agosto avisou que o Brasil atingiu a cota de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina sem aplicação de uma taxa tributária de 55%, provocando queda na venda de carne para o país asiático.

Por conta desta cota, as exportações de carne bovina encolheram 19% na comparação com agosto do ano passado, recuando de US$ 173,4 milhões para US$ 140,4 milhões. No acumulado do ano, as vendas externas de carne bovina somam US$ 1,5 bilhão, o que representa aumento de 33,7% na comparação com os oito primeiros meses de 2025.

Se forem levados em consideração os dados relativos a todas as exportações de Mato Grosso do Sul nos primeiros oito meses, a soma chega a US$ 8,2 bilhões, um volume 11,9% maior que em igual período de 2025.

Somente com a soja o Estado faturou US$ 2,7 bilhões, o que representa aumento de 33,9% na comparação com o ano anterior. E por conta disso, o grão deixou a celulose para trás e voltou ao topo do ranking dos principais produtos de exportação, representando 32,8% de tudo o que foi vendido para o mercado externo.

A celulose, que está em segundo lugar no rankig e representa 26,1% das exportações,  rendeu US$ 2,1 bilhões, o que é 1,9% abaixo do faturamento do ano anterior. Estes números mostram uma ligeira recuperação nos preços, já que o volume exportado sofreu recuo superior ao do faturamento, da ordem de 4,8%, passando de 4,664 milhões de toneladas para 4,438 milhões de toneladas.

Cotação em baixa

E, além da celulose, carnes e soja, outro importante produto da pauta de exportações de Mato Grosso do Sul é o minério de ferro, que neste ano responde por 1,9% das vendas. A participação só não é maior porque o faturamento despencou 44,9%, passando de US$ 279,5 milhões para US$ 154 milhões nos oito primeiros meses dos últimos dois anos.

Essa queda no faturamento ocorreu simplesmente porque o preço dos minérios despencou. O volume exportado até teve alta, de 11%, passando de 6,349 milhões de toneladas para 7,080 milhões de toneladas, tudo sendo escoado pela hidrovia do Rio Paraguai. O valor médio da tonelada caiu de 43 dólares para cerca de 22 dólares.

Parceiros comerciais

E em meio aos tarifaços impostos por Donald Tramp, os Estados Unidos caíram para terceiro lugar no ranking dos países que mais compraram produtos de Mato Grosso do Sul, sendo supurados pela Holanda.

Na comparação com agosto do ano passado, as vendas para os holandeses cresceram 172% e somaram US$ 62,9 milhões. Na comparação dos oito primeiros meses, as vendas para a holanda cresceram 45%. 

Os Estados Unidos, por sua vez, compraram o equivalente a US$ 46,3 milhões. Mas, apesar de ter perdido importância, ainda assim as vendas em agosto para os norte-americanos foram 89% maiores que em igual mês de 2025.

Em primeiro lugar, disparado, segue a China. O país asiáticos foi responsável por 48% de tudo aquilo que o Estado exportou em 2026. Mas, países como Índia, Paquistão, Tailância e Irã estão com importância cada vez maior.

Somadas, as vendas para testes quatro países cresceram 87%, com destaque para o Paquistão, que teve alta de 284%. No ano passado, o faturamento com os quatro parceiros comerciais foi de US$ 309,5 milhões, ante US$ 577 milhões em 2026.

Por conta deste crescimento, passaram a ter relevância maior que os Estados Unidos, que no ano importaram US$ 500 milhões em produtos produzidos em Mato Grosso do Sul. 

DENÚNCIA ELEITORAL

Faltando um mês para as eleições denúncias ultrapassam 80 registros de infrações eleitorais

Aplicativo da Justiça Eleitoral e Ouvidoria de Ministério Público do Estado dividem registros de denúncias e principal alvo é cargo para deputado estadual

05/09/2026 10h00

Paulo Ribas / Correio do Estado

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Faltando um mês para as eleições de 2026, o número de denúncias na Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) é menor que as queixas registradas em aplicativo de Justiça Eleitoral. Até o momento, os dois modelos de denúncia somam mais de 80 notificações de irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral.

Com o objetivo de incentivar a participação popular e fortalecer a transparência e lisura do processo de eleição, ambas as ferramentas buscam verificar a existência de crimes ou ilegalidade que podem acontecer para que os responsáveis sejam devidamente procesados.

Segundo o Coordenador do Núcleo Eleitoral, o Promotor de Justiça Moisés Casarotto, são 44 denúncias recebidas via Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realizadas pelo aplicativo Pardal, enquanto na Ouvidoria do MPMS foram registradas 43 denúncias até o último balanço divulgado nessa sexta-feira (4) .

Apesar da semelhança entre os números, os registros são baixos. Segundo o órgão, o volume menor é uma característica comum das eleições estaduais e federais, que apresentam nível de denúncias abaixo quando comparadas as eleições municipais.

No Estado o município com maior número de denúncias registrados pelo aplicativo é Campo Grande, com 21 denúncias; em seguida aparece Bonito com quatro registros; seguido de Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas com três e Jardim com duas denúncias.

Outras seis cidades registram uma denúnia, sendo elas Caarapó, Corumbá, Coxim, Ivinhema, Miranda e Sonora.

Dessas notificações os motivos mais recorrentes são de:

  • propaganda na internet (23,81%);
  • bens públicos (19,05%);
  • comícios e showmícios (11,91%);
  • outdoors e outdoors eletrônicos (11,91%);
  • vias públicas (9,52%);
  • adesivos em automóveis (7,14%);
  • distribuição de material gráfico (7,14%);
  • confecção, utilização e distribuição de brindes (2,38%);
  • envio de mensagens (2,38%);
  • não informado (2,38%);
  • omissões de informações obrigatórias (2,38%);

Dentre os cargos em disputa, a maioria das denúncias são destinadas ao de Deputado Estadual, em seguida Deputado Federal, Partido/Coligação/Federação, Governador e Senador, respectivamente.

Confome noticiado anteriormente pelo Correio do Estado o aplicativo recebe mais de duas denúncias por dia, e alcança apenas 13 de 79 cidades sul-mato-grossenses. No entanto, o equivalente de 16,5% dos municípios do Estado, demonstra que o uso da ferramenta não está restrito à Capital ou aos maiores centros urbanos.

É válido lembrar que apesar de o eleitor precisar se identificar, os dados pessoais de quem apresenta a denúncia permanecem sob sigilo. A exigência de autenticação também ajuda a evitar registros falsos ou comunicações sem elementos mínimos que permitam a apuração.

Filtro judicial

As denúncias que chegam ao TRE passam por um filtro judicial antes de serem repassadas ao Ministério Público Eleitoral, que irá investigar a irregularidade denunciada, com o objetivo de manter a organização no fluxo de atendimento aos cidadãos.

A equipe técnica do setor da Ouvidoria do MPMS e do Núcleo Eleitoral realizam o processo de filtragem para agilizar e garantir a otimização de uma resposta rápida diante das demandas que surgem durante o processo de votação.

Outros canais de denúncia

Além das ferramentas digitais, as denúncias de crimes eleitorais chegam presencialmente às Promotorias de Justila de todo o Mato Grosso do Sul.

As notificações aparecem por meio de boletins de ocorrência registrados em canais como a Polícia Civil e a Polícia Federal, que ainda não estão contabilizados no balanço.

O objetivo do MPMS e da Justiça Eleitoral com a integração é reforçar a atuação de ambos na prevenção e no combate às infrações que ocorrem durante eleições.

Clima

Efeitos do super-El Niño no Pantanal de MS preocupam o governo federal

Bioma é uma das seis áreas apontadas como em maior risco pelo Ministério do Meio Ambiente em razão do fenômeno

05/09/2026 08h45

Pantanal de Mato Grosso do Sul tem risco de sofrer novamente com incêndios florestais em razão da atuação do super-El Niño

Pantanal de Mato Grosso do Sul tem risco de sofrer novamente com incêndios florestais em razão da atuação do super-El Niño Foto: Rodolfo césar

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O Pantanal de Mato Grosso do Sul, mais especificamente a região de Corumbá, é uma das seis áreas florestais que mais apresentam riscos de incêndios em razão dos efeitos do super-El Niño neste semestre. A previsão indica períodos longos sem chuva e baixa umidade, cenário que facilita o surgimento de focos de incêndio no Estado.

Conforme previsões de especialistas, o El Niño deve atingir patamares muito intensos e prejudicar diversos setores do País este ano, especialmente no último trimestre. Por isso, desde os primeiros meses deste ano, a União tem se encontrado com autoridades ambientais e representantes dos governos estaduais e municipais para debater soluções e ações diante da chegada do fenômeno.

Segundo levantamento do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o período crítico do El Niño na Região Centro-Oeste acontece entre julho e outubro, com atraso nas chuvas e fortes ondas de calor.

Diante disso, três cenários pessimistas podem ser favorecidos em Mato Grosso do Sul: possível escassez hídrica; elevação da demanda por irrigação e comprometimento de pastagem; e propagação de incêndios florestais. O último é o que mais preocupa as autoridades do governo federal.

Tanto que, das seis áreas que foram listadas como as que devem correr mais risco de serem afetadas pelo El Niño, o Pantanal sul-mato-grossense é uma delas. Em coletiva de imprensa na semana passada, o ministro João Paulo Capobianco, do MMA, disse que a situação atual ainda não preocupa, mas que o governo está preparado caso “algo saia do trilho”.

“Nós estamos monitorando e faremos todo o empenho caso algo aconteça. No momento, o quadro não é tão grave ainda como foi em 2024. Mas, estamos monitorando a situação e, apesar do El Niño ser mais grave, ele ainda está chegando. Vamos repetir o esforço do ano de 2024 no Pantanal, com certeza de acordo com a evolução do quadro”, disse.

Vale lembrar que 2024 foi um dos piores anos relacionados aos incêndios florestais no bioma. Para efeito de comparação, entre junho e outubro daquele ano, mais de 13,3 mil focos de incêndio foram registrados no Pantanal, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o que levou o governo federal a enviar um efetivo militar especial para ajudar a controlar a situação.

“Em 2024, nós tivemos um ano bastante rigoroso no Pantanal. Normalmente, os incêndios no Pantanal iniciam a partir de agosto, e nós tivemos uma antecipação naquele ano. Desenvolvemos ali uma estratégia, muito bem-sucedida na minha opinião, com a implantação de uma base operacional do Ibama em Corumbá, que teve um papel muito relevante”, relembra o ministro.

Atualmente, brigadas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), órgão especializado ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já estão instaladas em Corumbá para prevenir e mitigar os incêndios na área.

SEIS MESES DE ATENÇÃO

Em junho, o governo de MS decretou estado de emergência ambiental diante da previsão do super-El Niño atingir Mato Grosso do Sul favorecendo a ocorrência de focos de incêndio. A previsão é de que o decreto dure por 180 dias, valendo para os 79 municípios sul-mato-grossenses.

Na própria publicação que garante o decreto, o governo estadual disse que a intensificação do El Niño “favorece a formação de material combustível altamente suscetível à ignição e à rápida propagação do fogo, ampliando o risco de incêndios florestais em diversas áreas do Estado, especialmente no Bioma Pantanal”.

BASE DO SUS

Também em razão o El Niño de alta intensidade que se aproxima, o governo federal anunciou que Campo Grande vai receber a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) a partir de novembro, programa que atua em eventos que demandam apoio especializado para responder a situações emergenciais que afetam a saúde da população.

Durante a apresentação da ministra Miriam Belchior, da Casa Civil, foi divulgado que a Capital foi uma das cidades selecionadas para receber a FN-SUS, que é acionada pelos governos estaduais ou municipais em casos de desastres naturais e necessidade de maior assistência à população.

Neste caso, partiu do próprio Ministério da Saúde colocar um posto em Campo Grande, antes mesmo do El Niño chegar.

“Nós estamos criando em Mato Grosso do Sul para ter pontos melhor distribuídos para agilizar esse atendimento e fazer um processo de educação permanente e estruturação das capacidades locais de pronta resposta, tanto dos estados quanto dos municípios”, disse a ministra.

Além de Campo Grande, apenas Brasília vai contar com o programa na Região Centro-Oeste. 

A FN-SUS foi criada como resposta ao temporal na Região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, conhecido como o maior desastre natural por deslizamentos da história do Brasil. Na ocasião, o evento deixou 918 mortos, cerca de 100 desaparecidos e mais de 35 mil desabrigados.

O Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para saber mais detalhes sobre a implementação do programa e por quanto tempo a FN-SUS deve ficar em Campo Grande. Porém, a Pasta disse que ainda não foi comunicada sobre a vinda do programa ao município.

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