Cidades

DENÚNCIA ELEITORAL

Faltando um mês para as eleições denúncias ultrapassam 80 registros de infrações eleitorais

Aplicativo da Justiça Eleitoral e Ouvidoria de Ministério Público do Estado dividem registros de denúncias e principal alvo é cargo para deputado estadual

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Faltando um mês para as eleições de 2026, o número de denúncias na Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) é menor que as queixas registradas em aplicativo de Justiça Eleitoral. Até o momento, os dois modelos de denúncia somam mais de 80 notificações de irregularidades relacionadas à propaganda eleitoral.

Com o objetivo de incentivar a participação popular e fortalecer a transparência e lisura do processo de eleição, ambas as ferramentas buscam verificar a existência de crimes ou ilegalidade que podem acontecer para que os responsáveis sejam devidamente procesados.

Segundo o Coordenador do Núcleo Eleitoral, o Promotor de Justiça Moisés Casarotto, são 44 denúncias recebidas via Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realizadas pelo aplicativo Pardal, enquanto na Ouvidoria do MPMS foram registradas 43 denúncias até o último balanço divulgado nessa sexta-feira (4) .

Apesar da semelhança entre os números, os registros são baixos. Segundo o órgão, o volume menor é uma característica comum das eleições estaduais e federais, que apresentam nível de denúncias abaixo quando comparadas as eleições municipais.

No Estado o município com maior número de denúncias registrados pelo aplicativo é Campo Grande, com 21 denúncias; em seguida aparece Bonito com quatro registros; seguido de Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas com três e Jardim com duas denúncias.

Outras seis cidades registram uma denúnia, sendo elas Caarapó, Corumbá, Coxim, Ivinhema, Miranda e Sonora.

Dessas notificações os motivos mais recorrentes são de:

  • propaganda na internet (23,81%);
  • bens públicos (19,05%);
  • comícios e showmícios (11,91%);
  • outdoors e outdoors eletrônicos (11,91%);
  • vias públicas (9,52%);
  • adesivos em automóveis (7,14%);
  • distribuição de material gráfico (7,14%);
  • confecção, utilização e distribuição de brindes (2,38%);
  • envio de mensagens (2,38%);
  • não informado (2,38%);
  • omissões de informações obrigatórias (2,38%);

Dentre os cargos em disputa, a maioria das denúncias são destinadas ao de Deputado Estadual, em seguida Deputado Federal, Partido/Coligação/Federação, Governador e Senador, respectivamente.

Confome noticiado anteriormente pelo Correio do Estado o aplicativo recebe mais de duas denúncias por dia, e alcança apenas 13 de 79 cidades sul-mato-grossenses. No entanto, o equivalente de 16,5% dos municípios do Estado, demonstra que o uso da ferramenta não está restrito à Capital ou aos maiores centros urbanos.

É válido lembrar que apesar de o eleitor precisar se identificar, os dados pessoais de quem apresenta a denúncia permanecem sob sigilo. A exigência de autenticação também ajuda a evitar registros falsos ou comunicações sem elementos mínimos que permitam a apuração.

Filtro judicial

As denúncias que chegam ao TRE passam por um filtro judicial antes de serem repassadas ao Ministério Público Eleitoral, que irá investigar a irregularidade denunciada, com o objetivo de manter a organização no fluxo de atendimento aos cidadãos.

A equipe técnica do setor da Ouvidoria do MPMS e do Núcleo Eleitoral realizam o processo de filtragem para agilizar e garantir a otimização de uma resposta rápida diante das demandas que surgem durante o processo de votação.

Outros canais de denúncia

Além das ferramentas digitais, as denúncias de crimes eleitorais chegam presencialmente às Promotorias de Justila de todo o Mato Grosso do Sul.

As notificações aparecem por meio de boletins de ocorrência registrados em canais como a Polícia Civil e a Polícia Federal, que ainda não estão contabilizados no balanço.

O objetivo do MPMS e da Justiça Eleitoral com a integração é reforçar a atuação de ambos na prevenção e no combate às infrações que ocorrem durante eleições.

Financiamento

UCDB receberá R$ 13,5 milhões para pesquisar sobre feridas

Pesquisa financiada pela FINEP e pela FUNDECT vai estudar peptídeos capazes de auxiliar na formação de novos tecidos e na cicatrização

23/10/2026 10h15

Universidade Católica Dom Bosco

Universidade Católica Dom Bosco Foto: Reprodução

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O Governo do Estado por meio do Diário Oficial, publicado na manhã desta sexta-feira (23), um Extrato de Convênio onde a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), irá receber investimentos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e da Fundação de Apoio e de Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT).  Os recursos serão destinados para o projeto “Plataforma Inteligente Baseada em Peptídeos para Tratamento de Feridas e Otimização da Cicatrização”

O convênio foi assinado em 24 de março de 2026 e terá prazo de até 36 meses para execução física e financeira. Além do valor previsto pela FINEP, o projeto contará com R$ 3,38 milhões da FUNDECT, totalizando até aproximadamente R$ 13,54 milhões em recursos.

O projeto foi intitulado “Plataforma Inteligente Baseada em Peptídeos para Tratamento de Feridas e Otimização da Cicatrização”. A proposta é desenvolver uma tecnologia capaz de auxiliar na recuperação de tecidos lesionados, especialmente em situações nas quais a cicatrização ocorre de forma lenta ou inadequada.

Feridas crônicas podem estar relacionadas a doenças como diabetes, problemas de circulação, infecções, queimaduras, traumas e lesões provocadas por pressão. Nesses casos, o processo de recuperação pode se prolongar e aumentar o risco de complicações.

A tecnologia poderá reunir a seleção dos peptídeos, a formulação do material utilizado na ferida e um sistema capaz de liberar as substâncias de maneira controlada.

Peptídeos são pequenas sequências formadas por aminoácidos, componentes básicos das proteínas. Algumas dessas moléculas podem desempenhar funções importantes no organismo e, por isso, são estudadas para aplicações médicas e biotecnológicas.

Esses peptídeos são importantes para o tratamento de feridas, pois possuem uma capacidade de estimular a manipulação e a migração de células, favorece a produção de colágeno, controla inflamações e auxilia na defesa contra microrganismos.

A pesquisa deverá investigar quais peptídeos apresentam potencial terapêutico, como eles podem ser aplicados na região lesionada e de que maneira podem contribuir para a formação de novos tecidos.

O financiamento dá início a uma etapa de pesquisa que pode incluir testes laboratoriais, desenvolvimento de protótipos, avaliação de segurança e estudos sobre a eficácia da tecnologia.

impasse

TCE vê falhas e barra compra de diesel para usina de asfalto

Licitação para compra de cerca de 500 mil litros está sendo feita pelo consórcio de municípios presidido pela prefeita Adriane Lopes, de Campo Grande

23/10/2026 09h50

Usina do consórcio presidido por Adriane Lopes produz boa parte da massa usada no serviço de tapa-buracos de Campo Grande

Usina do consórcio presidido por Adriane Lopes produz boa parte da massa usada no serviço de tapa-buracos de Campo Grande arquivo

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Decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) publicada no diário oficial da instituição desta sexta-feira (23) manteve suspenso o pregão eletrônico que previa desembolso de até R$ 3.696.300,00 para compra de diesel pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de MS, presidido pela prefeita de Campo Grande, Adriene Lopes (PP).

A licitação, que permite a compra de mais de 500 mil litros, ou cerca de 10 carretas bi-trem carregadas com diesel, entrou na mira do Tribunal de Contas de forma rotineira, como ocorre com uma infinidade de licitações. Neste pente-fino rotineiro, os técnicos constataram supostas irregularidades e o pregão foi suspenso no final de julho.

O Consórcio, que pretende utilizar o combustível na usina de asfalto onde é produzida boa parte do material utilizado para os serviços de recapeamento e tapa-buracos de Campo Grande, fez algumas alterações no edital, mas mesmo assim os conselheiros do TCE mantiveram o veto ao andamento do certame.

Por unanimidade, os conselheiros entenderam que é “insuficiente a memória de cálculo desacompanhada dos documentos de suporte e das informações adicionais sobre os critérios utilizados para a definição dos quantitativos estimados, o que fragiliza a comprovação de que estes refletem a real necessidade da Administração”.

Na publicação desta sexta-feira, o TCE também destacou que “a alteração do critério de julgamento definido na fase de planejamento, sem apresentar motivação, compromete a coerência entre os atos da fase preparatória e o dever de planejamento previsto” na legislação.

Outra irregularidade é que não existe a previsão para que até 25% do volume pudesse ser fornecido por microempresas e empresas de pequeno porte, já que o produto em questão (diesel) pode ter o fornecimento fracionado facilmente. Isso, segundo o TCE, é uma “irregularidade insanável, por interferir diretamente na disputa competitiva e no universo de licitantes, não podendo ser corrigida sem alteração do edital e reabertura da fase externa, o que impõe a anulação do certame”.

O caso foi relatado pelo conselheiro Iran Coelho das Neves, mas teve o voto favorável dos demais conselheiros. O julgamento foi concluído ainda em 24 de setembro, mas somente agora, um mês depois, foi publicada a decisão no diário oficial. 

Além de Campo Grande, fazem parte do Consórcio Central MS os municípios de Sidrolândia, Dois Irmãos do Buriti, Terenos e Jaraguari. E a aquisição da usina de asfalto foi um dos primeiros investimentos da entidade, que diz ter uma economia da ordem de 30% no custo da massa asfáltica na compração com o preço pago a empresas privadas. 

A usina tem capacidade para produzir 120 toneladas de massa asfáltica por hora e há um mês o consórcio firmou contrato de R$ 46 milhões com a prefeitura de Campo Grande para colocar nas ruas cinco equipes que estão atuando nos serviços de tapa-buracos.

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