Cidades

APARTAMENTOS NO CABREÚVA

Após reportagem do Correio do Estado, vereadores cobram solução para obra que não saiu do papel

Construção de casas no Cabreúva ainda não foi iniciada dois anos após empresa ganhar licitação; vereador quer revogação da cedência da área

Continue lendo...

Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande estudam se há possibilidade de revogar a cedência de área no Cabreúva, destinada à construção de 792 apartamentos, mas que ainda não teve as obras iniciadas dois anos após o resultado da licitação que contratou a empresa para as obras.

O assunto foi repercutido na sessão desta terça-feira (28), após reportagem do Correio do Estado, que informa que a empresa Cesari Engenharia venceu licitação em fevereiro de 2021, mas ainda não iniciou os trabalhos, que estavam previstos para começarem em novembro do mesmo ano.

Para viabilizar a obra, a Prefeitura de Campo Grande doou um terreno de cinco hectares à empresa, localizado no fundo do Centro de Belas Artes.

O vereador Marcos Tabosa (PDT), com exemplar do Correio do Estado em mãos, afirmou que é um absurdo não ter sido a construção no local.

Segundo Tabosa, na época, ele teria avisado na Câmara que a Cesari não tinha capital para tal tipo de obra e pedirá para que providências sejam tomadas para outra empreiteira assumir a obra.

O capital social da Cesari foi estimado em apenas R$ 500 mil em 2021.

“A Cesari não tinha nada no nome, votei contra. Tem empresários que tem condições de construir apartamentos”, disse.

“Quero saber se tem a possibilidade de revogar essa área que foi doada, não construíram nada até agora e, se não tem condições, devolve. Se não tiver como revogar, a prefeita tem que tomar providências, pegar o terreno de volta e doar para empresários sérios”, afirmou.

Sobre o questionamento se há possibilidade de revogar a cedência da área, o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlão (PSB), disse que irá consultar o procurador da Casa, mas adiantou que acredita não ser possível.

O vereador André Luiz (PSDB) também afirmou que votou contra ceder a área na época, afirmando que os valores estavam defasados.

“Lembrando que era 60 mil m², seis quarteirões, e foi passado que era pelo valor de R$ 20 milhões, mas eu consultei e o valor comercial da área era de R$ 60 milhões”, afirmou.

O parlamentar disse ainda que, além de cobrar que algo seja feito quanto aos terrenos do Cabreúva, a Câmara também precisa pedir esclarecimentos sobre verba aprovada para a construção de uma Escola de Educação Infantil (Emei), mas o projeto foi descartado pela prefeitura.

“Precisamos cobrar os R$ 10 milhões que liberamos para transformar o Surian em Emei, foi aprovado num pacotão e precisamos cuidar disso também”, disse.

Demora

Conforme a reportagem do Correio do Estado, com relação às obras do Cabreúva, o diretor de planejamento da Cesari, Sinomar Pereira, disse que a empreiteira ainda aguarda liberação da Caixa Econômica Federal para iniciar as obras.

“O terreno onde será efetivado o empreendimento acabou de passar pela limpeza inicial e estamos aguardando apenas a posição da Caixa Econômica Federal para iniciarmos a obra”, afirmou Pereira.

Desde junho do ano passado, a mesma resposta foi dada ao Correio do Estado, de que a empresa aguarda a Caixa e a burocracia seria entrave.

A Caixa Econômica Federal informou ao Correio do Estado que mantém "o sigilo bancário relativo ao relacionamento com seus clientes". 

Já a Prefeitura de Campo Grande comentou, por meio de nota, que a “execução do condomínio próximo ao Belas Artes, de responsabilidade da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), depende de financiamento da construção das unidades habitacionais e está em fase de liberação de recursos”. 

A obra 

O projeto visa construir apartamentos para famílias de baixa renda (até cinco salários mínimos por núcleo familiar). A obra tem o financiamento da Caixa Econômica Federal e faz parte da segunda etapa do Reviva Centro. 

Dos 792 apartamentos em condomínio fechado, 498 serão destinados para essas famílias, que terão a moradia financiada pela Caixa. A Amhasf foi responsável pelo sorteio dos imóveis, feito em agosto de 2021. 

 Além disso, a agência também terá também o direito a 80 apartamentos, que serão usados pela prefeitura para implementação do aluguel social. 

Os outros 214 imóveis e 42 salas comerciais poderão ser negociados por livre demanda pela empreiteira responsável pela obra. 

O valor das moradias será superior a R$ 180 mil, que é o teto de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida. 

O terreno, localizado na Rua Plutão, no Bairro Cabreúva, foi doado pela Prefeitura de Campo Grande, para viabilizar a obra. 

O local estava avaliado em R$ 20.585.403 em 2022. Além do atraso, alguns moradores do bairro também são contrários à construção dos apartamentos. 

Cidades

Acidente da Voepass: Polícia Federal indicia 16 pessoas; veja lista

No voo que terminou com a queda, a tripulação comparou a aeronave a um "Fusquinha" ao comentar sobre falhas

06/08/2026 21h00

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Polícia Federal divulgou nesta quinta-feira, 6, o relatório sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo, que deixou 62 pessoas mortas em 2024. Foram indiciados 16 funcionários e ex-funcionários da empresa pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. Veja a lista:

Edson Serra Martins - piloto, comandante do voo PTB 2293;

Luciano Alves de Macedo - piloto, comandante do voo PTB 2204;

Oderlino de Campos Figueiredo - despachante operacional de voo (DOV) dos voos PTB 2293 e PTB 2204;

John Major Viana - despachante operacional de voo (DOV) do voo PTB 2282;

Marcos Hiroyuki Sato - despachante operacional de voo (DOV) responsável pelo voo PTB 2283;

Alex de Souza Leandro - mecânico responsável pela liberação da aeronave; (Mecânico do pernoite responsável pelo Daily Check do PS-VPB)

William Schmidt Agatz - gerente do Centro de Controle Operacional da empresa (CCO);

Juliano Flores Pacheco - gerente do Centro de Controle de Manutenção (MCC); Gerente do MCC (Maintance Control Center)

Raphael Limongi de Figueiredo - chefe do CCO; também aparece nos depoimentos como piloto-chefe e chefe de tripulação; Chefe do CCO (centro de controle operacional)

Marcel Sarquis Moura - diretor de Operações;

Tiago Passucci Morani - gerente de Engenharia e inspetor-chefe;

Carlos Alberto Costa - diretor de Manutenção;

Eric Consoli - diretor Técnico

Rafael Gimenez Rodrigues - piloto-chefe e responsável pelo Programa de Monitoramento de Dados de Voo (FOQA)

David da Costa Faria Neto - diretor de Segurança Operacional;

José Luiz Felício Filho - Diretor Presidente da Voepass

O relatório afirma que José Luiz Felício Filho, diretor-presidente da Voepass, era quem "efetivamente" deveria agir para "interromper o cenário de omissões que a companhia aérea vivia quanto à manutenção e operação das aeronaves".

A PF também encaminhou uma cópia do relatório à Corregedoria Regional da Polícia Federal em São Paulo para fins de análise quanto a possível ocorrência do crime de prevaricação ou corrupção passiva privilegiada por parte de algum integrante da da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Antes, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB), já havia apontado falhas da Anac, que não teria aproveitado no processo de gestão de risco "condições latentes identificadas". Segundo a investigação, houve falta de supervisão sobre práticas informais na empresa.

Diálogos registrados na caixa-preta do avião da Voepass mostram que a aeronave apresentava falhas recorrentes não sinalizadas pelas tripulações. Segundo a PF, a causa do acidente foi a perda de controle em voo causada pelo acúmulo de gelo na aeronave, da inoperância do sistema pneumático de degelo do avião e da não execução tempestiva e adequada de procedimentos necessários para falha no sistema degelo, degradação de performance, condições severas de gelo e estol (perda de sustentação).

O relatório revelou que os pilotos sabiam sobre a falha no sistema de degelo. Durante o voo imediatamente anterior, entre Guarulhos e Cascavel, o alerta AIRFRAME FAULT (sinal para falhas no sistema de degelo) foi acionado oito vezes e a tripulação realizou resets do dispositivo ao menos cinco vezes.

Piloto: Ó lá o gelo, o gelo foi embora agora, finalmente, escutei um barulho aqui, foi o gelo que voou. (Comentário realizado na aproximação de Cascavel).

Copiloto: Muito bom, comandante.

Após o pouso, o piloto afirmou:

Piloto: Chegamos vivos.

Piloto: Ufa, chegamos vivos.

Para a Polícia Federal, os registros demonstram um "comportamento sistêmico de falhas", uma vez que diversas mensagem ocorreram em sequência e se repetiram em intervalos de poucos segundos.

"Quando as tripulações dos voos anteriores deixaram de registrar falhas do sistema de degelo, permitiram que discrepâncias repetitivas e críticas permanecessem ocultas, contribuindo para que o sistema de degelo pneumaticamente comandado continuasse operando com intermitências não sanadas", destacou a PF.

No voo que terminou com a queda, a tripulação comparou a aeronave a um "Fusquinha" ao comentar sobre falhas.

Piloto: É o Airframe que deu fault, pode tirar, pode tirar, pelo menos a gente já sabe que tá... [fudido]

Copiloto: Olha a situação, se bem que não tá reportado isso aí, mas pra gente não pegar gelo teria que ir no 110, né? (110 é referência ao nível de voo FL110)

Após o comentário, é emitido um sinal sonoro de detecção de gelo

Piloto: Foi só eu falar. O avião escutou. Esse avião parece aquele Fusquinha, Herbie lá, Herbie, filme bem antigo.

Em seguida, a tripulação comenta sobre a presença de bastante gelo e reclama sobre a aeronave.

Copiloto: Bastante gelo [ali]

Piloto: Éh

Copiloto: Ligar o airframe

Piloto: Essa bosta não tá funcionando, né?

Copiloto: É

Copiloto: Gelo

Em seguida, uma série de alertas são emitidos: Performance Degradada, Increase Speed e estol (perda de sustentação), até o último alerta sonoro, que sinaliza proximidade do solo.

Confronto Policial

Foragido da Justiça de Santa Catarina morre após confronto com policiais em MS

Homem de 39 anos era procurado pela Justiça de Santa Catarina e teria ameaçado uma advogada horas antes; ele foi baleado durante abordagem e morreu no hospital.

06/08/2026 19h39

Claudinei Borgert foi socorrido após ser baleado durante confronto com policiais e encaminhado ao Hospital Auxiliadora, onde morreu pouco depois.

Claudinei Borgert foi socorrido após ser baleado durante confronto com policiais e encaminhado ao Hospital Auxiliadora, onde morreu pouco depois. Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Um homem de 39 anos, identificado como Claudinei Borgert, morreu na noite desta quinta-feira (6) após ser baleado durante um confronto com policiais militares no bairro Santa Júlia, na região norte de Três Lagoas. Procurado pela Justiça após ser condenado por roubo, ele chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

Conforme informações preliminares, equipes da Força Tática e do Grupo Especial Tático de Motos (Getam), do 2° Batalhão da Polícia Militar, realizavam patrulhamento pela região quando localizaram Claudinei.

Contra ele havia um mandado de prisão definitiva expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. A ordem judicial estava relacionada a uma condenação pelo crime de roubo.

Antes de ser localizado pelos militares, Claudinei também teria se envolvido em uma ocorrência registrada nesta quinta-feira. A informação inicial é de que ele teria ameaçado uma advogada e, durante o episódio, afirmado fazer parte de uma facção criminosa.

Após tomarem conhecimento da situação e da existência da ordem de prisão, os policiais intensificaram as buscas e encontraram o foragido durante patrulhamento no bairro Santa Júlia.

Segundo a versão da polícia, no momento em que os militares tentaram realizar a abordagem, houve um confronto. As circunstâncias exatas da troca de tiros ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação. Claudinei acabou atingido pelos disparos.

Depois de controlarem a situação, os policiais desarmaram o homem e prestaram os primeiros atendimentos. Ele foi encaminhado ainda com vida ao Hospital Auxiliadora, em Três Lagoas.

Apesar do atendimento médico, Claudinei não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada pouco depois da entrada dele na unidade hospitalar.

O caso deverá ser formalmente investigado para esclarecer toda a dinâmica da ocorrência, incluindo as circunstâncias que antecederam a abordagem e o confronto. Novas informações também poderão apontar detalhes sobre a ameaça atribuída ao homem horas antes de sua morte.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).