Cidades

PREVENÇÃO CLIMÁTICA

Após temporal, Prefeitura cria força-tarefa para antecipar novos eventos extremos

Município vai cruzar dados de 10 mil árvores monitoradas com informações da rede elétrica; medida ocorre diante da previsão de El Niño muito forte

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Quatro dias após o temporal que atingiu Campo Grande e provocou quedas de árvores, danos na infraestrutura e interrupções no fornecimento de energia, a Prefeitura decidiu reforçar a estrutura de prevenção para novos eventos climáticos extremos. Nesta segunda-feira (14), o Município reuniu secretarias, concessionárias e órgãos de emergência para criar uma rotina permanente de monitoramento e resposta, com cruzamento de dados e definição antecipada de áreas de risco.

A medida ocorre em um cenário de alerta climático. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), há mais de 90% de probabilidade de o fenômeno El Niño se configurar como muito forte no trimestre entre setembro e novembro. O instituto também prevê chuvas acima da média em áreas do Centro-Oeste durante setembro.

A reunião do Gabinete de Situação, ligado ao Comitê de Mudança Climática (COMEC), ocorreu poucos dias depois da tempestade que atingiu a Capital na quinta-feira (10). Na ocasião, rajadas chegaram a 83,9 km/h, com quedas de árvores, postes e estruturas, além de interrupções no fornecimento de energia em diferentes regiões da cidade.

PLANO DE MONITORAMENTO

A ideia agora é transformar as ocorrências recentes em um banco permanente de informações para orientar ações antes que novos temporais atinjam a cidade.

Um dos principais pontos discutidos foi a relação entre arborização urbana e interrupções no fornecimento de energia. A Energisa informou durante a reunião que parte das ocorrências na rede está relacionada à queda ou ao contato de árvores com a fiação.

A Prefeitura já possui uma ferramenta para acompanhar esse risco. Por meio da plataforma Arbolim, a equipe de arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Semades) monitora cerca de 10 mil árvores espalhadas por Campo Grande. Os exemplares são classificados de acordo com o grau de criticidade.

A proposta é cruzar esse banco de dados com as informações da concessionária de energia para identificar os pontos mais vulneráveis e definir onde intervenções, como podas, devem ser priorizadas.“Eu acho que a gente poderia realmente sentar, compartilhar essas informações e verificar quais são os locais prioritários para a gente dar a poda”, afirmou a prefeita Adriane Lopes.

A estratégia busca atacar um problema que ficou evidente no temporal da última quinta-feira, quando árvores e estruturas atingiram a rede elétrica em diferentes pontos da Capital e contribuíram para os apagões registrados após a tempestade.

Além da arborização, a Prefeitura pretende unificar informações de diferentes órgãos para estabelecer uma classificação única das ocorrências.

Agetran, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e outras instituições possuem sistemas próprios de registro. A proposta é cruzar esses dados para identificar os locais mais afetados, medir a gravidade dos problemas e evitar que equipes diferentes sejam mobilizadas para a mesma ocorrência sem integração.

Segundo o representante da Agetran, Paulo da Silva, a padronização permitirá direcionar os esforços para os casos mais graves. "É importante ter os dados e entender essa gravidade para realmente atacar aquilo que é mais grave e também evitar retrabalho”, afirmou.

A Prefeitura também pretende revisar os planos de contingência de serviços essenciais, incluindo a disponibilidade de geradores e os procedimentos para situações de emergência. Como encaminhamento da reunião, foi definida a manutenção de um grupo de trabalho integrado entre secretarias e órgãos parceiros. A equipe deverá acompanhar indicadores, atualizar protocolos e compartilhar informações sobre riscos climáticos.

Para Adriane Lopes, a experiência do temporal recente deve servir como base para preparar a cidade para as próximas ocorrências.“Tudo o que a gente aprendeu agora vai para o nosso plano. São lições aprendidas, e é sempre algo novo que a gente aprende e precisa atualizar”, disse.

A Prefeitura também defende que o planejamento considere as áreas e comunidades mais vulneráveis, especialmente diante de eventos como chuvas intensas, ventos fortes e períodos de calor extremo.

 

RODOVIAS

MS-040 entra na segunda semana sem tráfego de caminhões

Intervenções em duas pontes mantêm veículos pesados fora do trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo

14/09/2026 12h00

Obras em duas pontes nos quilômetros 205 e 223 mantêm restrição à passagem de caminhões pela MS-040

Obras em duas pontes nos quilômetros 205 e 223 mantêm restrição à passagem de caminhões pela MS-040 Divulgação

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A MS-040 entra nesta segunda-feira (14) ainda com restrição no tráfego de caminhões no trecho entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo. A medida ocorre por causa das obras de recuperação de duas pontes localizadas nos quilômetros 205 e 223 da rodovia, corredor utilizado principalmente por quem segue da Capital em direção à região leste de Mato Grosso do Sul e à divisa com São Paulo. 

As intervenções começaram no dia 05 de setembro e, enquanto os serviços são executados, veículos pesados não podem passar pelos pontos em obras. Para automóveis e outros veículos leves, a circulação permanece permitida por meio do sistema de pare-siga. 

Como não há desvio próximo aos locais das intervenções que comporte o tráfego de carretas, caminhoneiros precisam reorganizar o trajeto antes mesmo de acessar a MS-040.

Para quem sai de Campo Grande com destino a Bataguassu ou ao Estado de São Paulo, uma das opções é seguir pela BR-163 até Nova Alvorada do Sul e, posteriormente, acessar a BR-267. O mesmo corredor serve de alternativa no sentido contrário para os veículos pesados que entram em Mato Grosso do Sul pela região de Bataguassu e seguem em direção à Capital.

Até o momento, não há previsão divulgada para a liberação do tráfego pesado nos dois pontos da MS-040.

A situação exige atenção principalmente de motoristas profissionais que utilizam a rodovia de longa distância. Além do aumento do percurso, a mudança transfere parte do fluxo de cargas para rodovias federais que já concentram movimento significativo de veículos pesados.

A MS-040 não é a única rodovia sul-mato-grossense com alterações no trânsito em razão de intervenções em pontes. Outros importantes corredores do Estado também operam com restrições, bloqueios em determinados horários ou sistema de pare-siga.

Na ligação entre Mato Grosso do Sul e Paraná, a ponte Ayrton Senna, sobre o Rio Paraná, entre Mundo Novo e Guaíra (PR), passa por obras desde julho. Com aproximadamente 3,6 quilômetros de extensão, a estrutura é uma das principais rotas para veículos que circulam entre os dois estados.

Depois de uma primeira etapa de serviços durante o dia, os trabalhos passaram a ser concentrados no período noturno. Com isso, o trânsito fica interrompido entre 20h e 4h, no horário de Mato Grosso do Sul, com uma janela de liberação entre 22h30 e 23h30.

A mudança foi adotada para reduzir os impactos no fluxo durante o dia, período em que a ponte recebe milhares de veículos. A estrutura registra média de aproximadamente 8 mil veículos diariamente.

Outro ponto que requer atenção fica na BR-262, na região de Corumbá. A ponte sobre o Rio Paraguai passa por recuperação desde junho e funciona com pare-siga durante as 24 horas do dia.

Localizada a cerca de 70 quilômetros da área urbana de Corumbá, a estrutura recebe intenso movimento de veículos pesados, principalmente carretas utilizadas no transporte de minério em direção ao Porto Gregório Curvo, em Porto Esperança.

A ponte também é estratégica para veículos de passeio, já que a BR-262 representa a principal ligação terrestre pavimentada de Corumbá e Ladário com as demais regiões de Mato Grosso do Sul.

As obras estão orçadas em R$ 11,7 milhões e a previsão é de que os trabalhos avancem até o primeiro trimestre do próximo ano. Durante a execução dos serviços, novas interrupções temporárias poderão ocorrer.

A estrutura também passou a receber atenção adicional depois que uma embarcação utilizada no transporte de minério atingiu um de seus pilares no fim de agosto. A avaliação das condições da ponte passou a integrar o acompanhamento realizado no local.

**Colaborou Neri Kaspary**

SIDROLÂNDIA (MS)

Morre jovem de 19 anos que caiu de caminhonete e bateu a cabeça em fazenda

Arthur Basso Stefanello ficou internado quase um mês na Santa Casa de Campo Grande e Hospital Albert Einstein, em São Paulo

14/09/2026 11h50

Arthur cursava Agronomia na UEMS

Arthur cursava Agronomia na UEMS Foto: Reprodução Instagram @arthur_basso38

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Arthur Basso Stefanello, de 19 anos, faleceu na manhã desta segunda-feira (14), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Ele caiu da carroceria de uma caminhonete e bateu fortemente a cabeça, no dia 15 de agosto de 2026, na Fazenda Volta Grande, localizada na zona rural de Sidrolândia, a 60 quilômetros de Campo Grande.

Ficou um mês internado, de 15 de agosto a 14 de setembro. Chegou a apresentar melhora, mas não resistiu e faleceu.

Conforme apurado pela reportagem, em 15 de agosto, Arthur estava na carroceria de uma caminhonete, acompanhado de amigos, quando o veículo arrancou e o jovem se desequilibrou. Ele caiu, bateu a cabeça no chão e desmaiou.

Ele foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado ao Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia (MS), onde foi diagnosticado com traumatismo craniano.

Devido a gravidade do caso, foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande, onde passou por exames e cirurgia.

Em seguida, a família decidiu transferi-lo para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por atendimento, exames e cirurgias neurológicas altamente especializados.

A situação mobilizou uma intensa campanha de oração entre familiares e amigos nas redes sociais. Mas, apesar dos esforços, o jovem faleceu na manhã desta segunda-feira (14).

Ele cursava Agronomia na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e era integrante da família Stefanello, uma das mais tradicionais de Sidrolândia.

O prefeito de Sidrolândia, Rodrigo Basso (PL), lamentou a morte do garoto em suas redes sociais.

“É com profundo pesar que lamentamos o falecimento do jovem Arthur Basso Stefanello. Morador de Sidrolândia e integrante da tradicional família Stefanello, uma das famílias pioneiras na história do município. Neste momento de dor, manifestamos nossas sinceras condolências aos familiares e amigos, desejando força e conforto a todos”.

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