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Campo Grande

Após vendaval, homem vai consertar telhado, cai e morre

Antônio Batista é a terceira pessoa que morre ao tentar realizar reparos dos estragos causados pelos ventos de 102 km/h; outras duas continuam feridas

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O aposentado, Antônio Batista, de 54 anos, morreu no início da tarde desta segunda-feira (18), após tentar consertar o telhado de uma casa, que foi atingida pelo vendaval na última sexta-feira (15), e cair de, aproximadamente, três metros. O caso aconteceu por volta de 12h, na rua João Selingardi, Parque do Lageado. 

Ele é a terceira pessoa que morre ao tentar realizar reparos dos estragos causados pelos ventos de 102 km/h; outras duas estão feridas.

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Antônio é morador da casa da frente, onde aconteceu o acidente e aluga outras duas casas para inquilinos. Conforme explica um dos filhos dele, Luciano Lima, de 25 anos, o pai tinha comentado que iria arrumar o telhado de uma das casas em que ele alugava, após a moradora ter pedido.

No entanto, sua esposa pediu para que esperasse o filho para ir junto, mas Antônio acabou indo sem avisar ninguém. Quando um dos outros dois filhos chegou em casa, não viu o pai e avistou a escada ainda no local. Na casa não havia ninguém.

Ao chamar, ninguém saiu, então o filho arrombou a porta e encontrou o pai caído no chão com uma poça de sangue na cabeça.

"Meu irmão chegou em casa, viu que meu pai não estava e viu que a escada ainda estava lá. Como não tinha ninguém nada casa, ele teve que arrombar, e encontrou meu pai caído no chão", explicou.

Antônio deixa três filhos, de 23, 25 e 28 anos, esposa e uma neta.

A inquilina do imóvel, que preferiu não se identificar, conta que Antônio foi arrumar o telhado do banheiro e foi andando pela casa para ver se tinha alguma outra solta e acabou caindo no quarto.

Vitimas da tempestade

A tempestade causou a morte de mais duas pessoas e outras duas ficaram gravemente feridas. 

Oswaldo Seiken Shirado, de 80 anos, veio a óbito na Santa Casa de Campo Grande, após cair do telhado de sua residência ao tentar remover partes de uma árvore que havia caído em sua casa.

De acordo com a assessoria da Santa Casa, desde a admissão, o paciente estava instável e apresentava múltiplas fraturas.

O empresário de 36 anos, Diego Teruya, morreu devido a uma descarga elétrica. 

De acordo com informações da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), Diego levou um choque de um gerador de energia a gasolina monofásica durante o temporal de sexta (15) e só foi encontrado no sábado (16). 

As rajadas de ventos de 102 km/h causaram a queda de mais de 150 árvores na cidade e duas pessoas foram atingidas por árvores em seus veículos.

Sendo uma jovem de 16 anos, que estava dentro de um carro na Avenida Bandeirantes, quando uma árvore despencou sobre o seu veículo, fraturando o membro inferior da jovem, que foi atendida e passa bem.

E um motociclista, de 58 anos, atingido na cabeça por uma árvore, na região do bairro Vila Bandeirantes, ficando preso debaixo dos destroços da árvore até ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e ser levado para a Santa Casa a onde está internado em estado grave.

"Está sedado, entubado e grave no momento, internado pela equipe da neurocirurgia no CTI devido TCE grave e trauma cervical e em uso de medicações para controle da pressão e tratamento de pneumonia. Também seguirá em tratamento conservador pela equipe da bucomaxilofacial devido fratura de maxilar. Segue em vigilância neurológica rigorosa", informou a assessoria da Santa Casa. 

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Falso Roubo

Polícia descobre falso esquema de roubo de veículos em Campo Grande

Vendedor registrava boletins falsos para acionar a polícia e reaver automóveis negociados sem pagamento integral, aponta Defurv

19/05/2026 17h42

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes. Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), identificou uma série de falsas comunicações de crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores em Campo Grande.

Segundo as investigações, um vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

As apurações começaram após o registro de um boletim de ocorrência na madrugada do dia 15 de maio. Na ocasião, o vendedor identificado pelas iniciais D.W.V.Q., de 27 anos, afirmou ter sido vítima de um roubo à mão armada envolvendo uma picape Fiat Strada branca durante uma negociação de venda do veículo.

No entanto, durante as diligências, policiais civis encontraram inconsistências relevantes no relato apresentado pelo comunicante.

Conforme a Defurv, o histórico do investigado e a existência de outras ocorrências semelhantes registradas recentemente em seu nome levantaram suspeitas sobre a veracidade das denúncias.

Ao aprofundar as investigações, os policiais identificaram que, em um curto intervalo de tempo, o suspeito havia registrado pelo menos quatro boletins de ocorrência relacionados a supostos crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores.

Segundo a Polícia Civil, as ocorrências não tinham relação com roubos ou furtos efetivamente praticados, mas sim com conflitos decorrentes de negociações informais de compra e venda de veículos.

Confrontado com as informações levantadas pela equipe policial, o investigado admitiu que os registros não correspondiam à realidade e confessou ter utilizado os boletins como forma de inserir restrições criminais nos sistemas policiais para facilitar a localização e apreensão dos veículos.

De acordo com o depoimento prestado, após entregar voluntariamente os automóveis aos compradores e enfrentar dificuldades para receber os valores combinados, ele passou a registrar falsas ocorrências para que os veículos fossem recuperados pelas forças de segurança pública.

No caso da Fiat Strada, o vendedor afirmou que o veículo havia sido negociado por cerca de R$ 45 mil, restando uma dívida aproximada de R$ 15 mil. Após uma discussão relacionada ao pagamento pendente, ele resolveu procurar a polícia e comunicar falsamente o roubo do automóvel.

Outro caso investigado envolve um veículo Hyundai i30. Conforme admitido pelo investigado, ele registrou inicialmente uma falsa ocorrência de furto após uma negociação frustrada envolvendo dívida de aproximadamente R$ 6 mil.

Dias depois, voltou a comunicar falsamente uma apropriação indébita relacionada ao mesmo carro, novamente tentando recuperá-lo por meio da atuação policial.

As investigações também identificaram o registro falso de apropriação indébita envolvendo uma motocicleta Honda CG 160 Fan, após divergências financeiras relacionadas à venda do veículo e saldo pendente de cerca de R$ 3,5 mil.

Além das falsas comunicações, a Polícia Civil informou que o investigado possui histórico de registros relacionados a crimes patrimoniais, negociações envolvendo veículos, apropriação indébita, estelionato, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e antecedentes ligados à violência doméstica.

Diante dos fatos apurados, foram instaurados Termos Circunstanciados de Ocorrência pela suposta prática do crime de falsa comunicação de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal, cuja pena pode variar de detenção de um a seis meses ou multa.

Alerta

A Defurv alertou que falsas comunicações de crimes provocam desperdício de recursos públicos e comprometem diretamente o trabalho das forças de segurança pública.

Segundo a especializada, cada ocorrência falsa mobiliza equipes policiais, viaturas, sistemas de inteligência, análises de imagens, diligências externas e procedimentos operacionais que deixam de ser direcionados para investigações de furtos e roubos reais de veículos.

A Polícia Civil também destacou que esse tipo de conduta prejudica os dados estatísticos da criminalidade, aumenta a sobrecarga das unidades policiais e impacta diretamente vítimas reais de organizações criminosas especializadas em furto, receptação e adulteração de veículos.

Por fim, a corporação reforçou que conflitos envolvendo negociações particulares, inadimplência contratual e cobranças financeiras devem ser resolvidos pelas vias cíveis e judiciais adequadas, sem utilização indevida da estrutura policial como mecanismo de cobrança ou recuperação patrimonial privada.

CAMPO GRANDE

Vigilância Sanitária de MS autua clínica em que paciente morreu após hemodiálise

Pacientes passaram mal e um morreu após procedimento na Clínica DaVita

19/05/2026 17h40

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração DIVULGAÇÃO

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Vigilância Sanitária, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), autuou a Clínica DaVita, localizada na rua 13 de maio, bairro São Francisco, em Campo Grande, por possíveis irregularidades.

Pacientes teriam passado mal e outro morreu, após procedimento de hemodiálise realizado no local, neste ano.

A clínica é particular, mas também recebe pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), via convênio com o Estado.

Conforme apurado pela reportagem, agentes da Vigilância Sanitária compareceram na clínica, flagraram irregularidades e autuaram o local. Em seguida, foi instaurado um processo sanitário para apuração dos fatos.

“A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirma que o serviço foi autuado e que será instaurado processo sanitário para apuração dos fatos, conforme previsto na legislação vigente. A SES reforça que acompanha a situação por meio das áreas técnicas competentes e que todas as medidas administrativas e sanitárias cabíveis serão adotadas”, informou a pasta de Saúde por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustraçãoNota enviada ao Correio do Estado, na tarde desta terça-feira (19)

O relatório de autuação foi enviado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que deve apurar o fato e solicitar documentos e esclarecimentos à clínica sobre condições sanitárias e protocolos de biossegurança.

O Correio do Estado entrou em contato com a Clínica DaVita por meio de ligação, e-mail e WhatsApp para saber sua versão, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

A Vigilância Sanitária realiza visitas periódicas em clínicas de MS para fiscalizar condições sanitárias e padrões de biossegurança.

O órgão atua como agente essencial na proteção da saúde pública, atuando na prevenção de riscos decorrentes de produtos, serviços e ambientes. Além de fiscalizar e regular, integra esforços entre estados e municípios, promovendo políticas de saúde baseadas em metas e acompanhamento contínuo.

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