Cidades

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Apreendidas mais de três toneladas de maconha em madeira

Apreendidas mais de três toneladas de maconha em madeira

Thiago Gomes

20/10/2010 - 03h05
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Três toneladas de maconha provenientes do Paraguai, saindo pelo Mato Grosso do Sul, foram apreendidas na Rodovia Castelo Branco, em Araçariguama e Itu, no interior de São Paulo. Transportado em dois caminhões e interceptado na segunda-feira por agentes da Polícia Federal de Sorocaba, o carregamento de drogas estava escondido no meio de peças de madeira que supostamente seriam maciças. Três pessoas foram presas e responderão pelo crime de tráfico internacional de drogas.
De acordo com as informações liberadas ontem, pela Polícia Federal de Sorocaba, a operação que culminou com o flagrante foi deflagrada a partir de um telefonema  anônimo, dando conta que veículos oriundos de Coronel Sapucaia, no Mato Grosso do Sul, e transportando maconha, passariam pela Castelo Branco.
O trajeto previa passagem pelo Estado de São Paulo, mas simulando um suposto destino final no Estado do Paraná. Contudo, a carga transportada destinava-se a Itanhaém, litoral paulista.

Flagrante
Abordagem policial foi feita em dois pontos da Rodovia Castelo Branco, nos municípios de Araçariguama e Itu, a dois caminhões com cargas de madeira inicialmente. De imediato, os federais constataram irregularidade nas cargas por diferença entre destinatário em nota fiscal e recebedor efetivo.
Numa vistoria mais rigorosa, os agentes da PF descobriram que se tratavam de toras esculpidas ou montadas, e que dentro delas encontravam-se escondidos centenas de tabletes de maconha, com peso bruto aproximado de pouco mais de 3,1 mil quilos da droga.  

Estratégia
Conforme os policiais, os traficantes elaboraram um plano de atravessar a Castelo Branco sem serem percebidos. Para isso, fizeram toras de madeira maciça, semelhantes a baús, e colocaram a maconha dentro de cada uma delas, como se fossem caixas lacradas.
O que despertou a atenção dos agentes que participavam da operação foi o fato da madeira transportada pelos dois veículos ser de “baixíssima” qualidade. “Era muita quantidade de madeira para pouca rentabilidade”, ressaltou um  policial federal.
De acordo com os agentes,  a madeira foi apenas uma tentativa para burlar a fiscalização rodoviária e não chamar atenção para a verdadeira natureza da carga. Policiais reconheceram que se não fosse o setor de inteligência da PF, juntamente com a denúncia anônima, dificilmente teria havido êxito na apreensão da droga.

Apreensões
Foram apreendidos aproximadamente 44 metros cúbicos de madeira serrada; os dois caminhões (um “truck” e uma carreta); e cerca de R$ 4 mil em dinheiro, além da carga de maconha. Os caminhões que transportavam a droga - o Volvo, placas HRO-9884, de Amambaí (MS), e um Iveco -  ficaram retidos no pátio da Polícia Federal.
Ainda de acordo com as informações, das três pessoas presas com o carregamento de maconha, uma já registra passagem policial pelo crime de tráfico e encontrava-se cumprindo o final da pena em regime condicional. A PF não divulgou o nome dos envolvidos, já que as investigações em torno do caso vão prosseguir.

acidente

Trabalhador morre ao cair em tanque de piche durante obras na BR-163

Acidente aconteceu em Jaraguari e vítima foi retirada de dentro do tanque já sem vida

13/08/2026 18h44

Trabalhador morreu após cair em tanque de piche

Trabalhador morreu após cair em tanque de piche Foto: Vinícius Santos / Nova Lima News

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, morreu durante acidente de trabalho na BR-163, na tarde desta quinta-feira (13), na altura do km 535, próximo a uma praça de pedágio em Jaraguari.

Em nota, a Motiva Pantanal, que administra a rodovia em Mato Grosso do Sul, informou que o trabalhador era de uma empresa prestadora de serviços e, por volta das 15h, caiu dentro de um caminhão carregado com emulsão asfáltica.

O tanque estava parado em uma área não pavimentada às margens da rodovia e, segundo informações apuradas pelo Correio do Estado, a queda ocorreu durante um processo de transferência da emulsão de um dos tanques para outro.

Não há informações sobre as circunstâncias que fizeram o trabalhador cair dentro do compartimento.

Equipes de resgate da concessionária iniciaram os atendimentos à vítima, mas devido à complexidade, solicitaram auxílio do Corpo de Bombeiros para o resgate.

O corpo do trabalhador foi retirado de dentro do tanque, mas ele já estava em óbito. Segundo informações, o produto, além de químico, chega a temperaturas acima de 100°C quando em uso.

Como ocorreu fora da pista de rolamento, a ocorrência não afetou o tráfego na rodovia, conforme informou a concessionária.

"A Motiva Pantanal lamenta profundamente o ocorrido e está prestando todo o apoio necessário junto à empresa prestadora de serviços", disse a concessionária na nota.

A Polícia Civil foi acionada e o caso será investigado como morte a esclarecer.

Trabalhador morreu após cair em tanque de piche Queda aconteceu durante transferência de emulsão asfáltica entre tanques (Foto: Vinícius Santos / Nova Lima News)

Investigação

Fraude em exames teve R$ 6,8 milhões pagos pela Prefeitura de Nioaque à Prontomed

Dados do município mostram que a Prefeitura empenhou R$ 6,8 milhões à clínica entre 2018 e 2025, valor que saltou mais de 5.000% sob a mesma inexigibilidade de licitação de 2019

13/08/2026 18h30

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Levantamento nos dados da Prefeitura de Nioaque identificou 111 empenhos emitidos pelo Fundo Municipal de Saúde em favor da Prontomed entre 7 de novembro de 2018 e 31 de março de 2025, somando R$ 6.800.399,00, valor integralmente liquidado e pago pelo município.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) executou, nesta quinta-feira (13), a segunda fase da Operação Auditus, com o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna. Segundo o órgão, as investigações, que miram contratos da Prefeitura de Nioaque com a empresa Prontomed Clínica Médica Ltda. para serviços médicos, reuniram elementos de "um esquema criminoso estruturado, voltado ao direcionamento de contratações, ao pagamento por serviços médicos não realizados e ao desvio de recursos públicos, mediante o sistemático pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos".

A reportagem teve acesso aos três contratos assinados entre 2019 e 2022 que nascem do mesmo processo, uma inexigibilidade de licitação.

Os documentos não indicam a abertura de uma nova licitação para sustentar os reajustes: o valor global saltou de R$ 21.600,00 em 2019 para R$ 1.144.000,00 em 2021 (+5.196%) e R$ 2.127.960,00 em 2022 (+86% sobre o contrato anterior).

Contratações por inexigibilidade têm, por definição, concorrência limitada, reajustes dessa magnitude, mantendo a mesma justificativa jurídica de 2019, tendem a chamar atenção de órgãos de controle, independentemente de qualquer apuração de fraude.

Somente em 2022 e 2023, a Prefeitura empenhou R$ 4.511.583,00 à Prontomed, 66% de tudo o que foi pago à empresa em quase sete anos de relação contratual. O MPMS afirma que o gasto com os serviços médicos teve alta de 1.713% no período das "contratações fraudulentas", entre 2022 e 2025.

O valor de R$ 6,8 milhões apurado pela Argos é o que a Prefeitura efetivamente empenhou e pagou à Prontomed, segundo os empenhos individuais registrados no Portal de Dados Abertos.

Falsos exames

Segundo o Ministério Público, a Prontomed foi contratada em maio de 2019 para prestar consultas, exames, procedimentos e cirurgias à rede municipal de saúde. A primeira fase da Operação Auditus, deflagrada em 1º de julho de 2025, cumpriu dez mandados de busca e apreensão na sede da empresa, em Jardim, e na Secretaria Municipal de Saúde de Nioaque. As investigações, conduzidas pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), apontaram cobranças por exames não realizados, entre eles o teste da orelhinha (triagem auditiva neonatal), que dá nome à operação, com prejuízo então estimado em mais de R$ 3 milhões entre 2019 e 2024.

O Anexo de Procedimentos do Contrato 42/2022, obtido pela reportagem, relaciona o exame com preço e volume estimado definidos: "TESTE DA ORELHINHA (executado pela fonoaudióloga)", 30 unidades por mês, 180 em seis meses, R$ 160,00 cada, R$ 28.800,00 no período.

Também constam "TESTE DO OLHINHO" (R$ 16.200,00/6 meses) e "TESTE DA LINGUINHA" (R$ 16.200,00/6 meses), exames neonatais de baixo custo unitário e alto volume estimado, sem que o contrato preveja qualquer mecanismo de auditoria, glosa ou conferência in loco.

Em 5 de agosto de 2025, o Ministério Público de Contas propôs ao Tribunal de Contas de MS (TCE-MS) a abertura de uma averiguação prévia sobre os contratos entre a Prefeitura e a Prontomed, pedido aprovado por unanimidade pelo Pleno do TCE-MS, que passou a poder realizar inspeção in loco e coleta de documentos.

O MPMS afirma ter reunido, a partir do material apreendido na primeira fase e de diligências posteriores, evidências de que 83% dos exames e consultas pagos pelo município foram simulados.

A reportagem apurou que a Prontomed segue fechando contratos públicos: em 27 de novembro de 2025, quase cinco meses depois da primeira fase da Operação Auditus, a empresa assinou o Contrato nº 14/2025 com a 4ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada do Exército Brasileiro, sediada em Jardim.

Com vigência de 60 meses (renovável por mais 60), para atendimento ambulatorial de militares, pensionistas, servidores civis e dependentes pelo Fundo de Saúde do Exército (FuSEx/SAMMED/PASS), com valor estimado de R$ 70.560,00, modesto perto dos valores pagos por Nioaque, mas notável pela duração de cinco anos e por uma governança contratual bem mais rígida que a dos contratos municipais.

O contrato militar traz uma tabela de glosa com 80 hipóteses de irregularidade (entre elas, "procedimento/exame não realizado"), previsão de auditoria presencial periódica e cláusulas específicas de proteção de dados. Ou seja, a empresa sabia de itens de compliance necessários para fechar contratos com o Poder Público.

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