Cidades

TRAGÉDIA

Arquiteta de MS morre após carro capotar e cair em canal no Paraná

Veículo saiu da pista durante a madrugada, mas acidente só foi descoberto quase cinco horas depois

Continue lendo...

Uma arquiteta sul-mato-grossense e duas jovens paranaenses morreram após o carro em que viajavam sair da pista, atingir um guard-rail, capotar e cair em uma valeta alagada às margens da BR-376, em Mandaguaçu, no Paraná. O acidente ocorreu na madrugada de quinta-feira (20), mas o veículo só foi localizado horas depois.

Entre as vítimas está Larissa do Nascimento Viana, de 24 anos, natural de Angélica, em Mato Grosso do Sul. As outras duas ocupantes foram identificadas como Maria Clara de Almeida, de 26 anos, natural de Colorado (PR), e Maria Eduarda da Silva Vanderlei, de 21 anos, de Quinta do Sol (PR).

Conforme as informações do portal Dourados Agora, o acidente teria ocorrido por volta das 3h40. No entanto, o veículo permaneceu fora da pista e parcialmente encoberto pela área alagada até aproximadamente 8h30, quando foi avistado por um pedestre que caminhava às margens da rodovia.

O homem percebeu as rodas do automóvel para fora da água e acionou o socorro. Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da concessionária EPR Paraná foram mobilizadas para atender a ocorrência. 

Quando as equipes chegaram ao local, as três ocupantes já estavam sem vida. Devido à posição em que o automóvel ficou após o acidente, foi necessário içá-lo para a retirada das vítimas.

Larissa era natural de Angélica, município localizado a cerca de 260 quilômetros de Campo Grande, e filha de um policial militar da cidade. Ela deixa um filho.

A jovem era formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), no câmpus de Naviraí. Atualmente, morava no Paraná, onde cursava mestrado na área de Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Maria Eduarda da Silva Vanderlei também tinha vínculo com a UEM, onde era acadêmica do curso de Biotecnologia. Maria Clara de Almeida era natural do município paranaense de Colorado.

Após o trabalho das equipes de resgate, os corpos foram retirados do local e encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Maringá.

A Perícia Técnica e a Polícia Civil do Paraná devem apurar as circunstâncias do acidente, incluindo o que teria provocado a saída do veículo da pista.

 

"NINHOS DE COBRAS"

MS fecha mais uma distribuídora de combustíveis instalada em 'barriga de aluguel'

Antiga destilaria no km 18 da Estrada da Balsinha é "incubadora do crime", lar de empresas investigadas por fraude fiscal e lavagem de dinheiro do PCC, além das maiores devedoras do Fisco federal em Mato Grosso do Sul

21/08/2026 11h11

Publicação de hoje assinada pelo superintendente de Administração Tributária, Bruno Gouvêa Bastos, cancela a inscrição estadual da Integração Combustíveis Ltda. 

Publicação de hoje assinada pelo superintendente de Administração Tributária, Bruno Gouvêa Bastos, cancela a inscrição estadual da Integração Combustíveis Ltda.  Reprodução/Assecom-ANP

Continue Lendo...

Conforme publicado pelo Governo do Mato Grosso do Sul, na edição desta sexta-feira (21) de seu Diário Oficial Eletrônico (DOE), mais uma empresa que está instalada em "barriga de aluguel" em antiga destilaria no interior que serve de "incubadora do crime" teve sua inscrição estadual cancelada. 

Ainda no último dia 10 deste mês, a Secretaria de Estado de Fazenda conseguiu cancelar inscrição de uma empresa que tem como endereço uma espécie de "ninho de cobras", como bem acompanha o Correio do Estado, da mesma forma que acontece através da publicação de hoje (21). 

Enquanto a decisão publicada há cerca de 11 dias era referente à distribuidora Velox, a publicação de hoje assinada pelo superintendente de Administração Tributária, Bruno Gouvêa Bastos, cancela a inscrição estadual da Integração Combustíveis Ltda. 

Acontece que, pelo menos no papel, como mostram bancos cadastrais de empresas nacionais, ambas as empresas - bem como outras acusadas inclusive de sonegação de impostos - funcionam no quilômetro 18 da conhecida Estrada da Balsinha, trecho que liga o município de Naviraí a Iguatemi. 

Em balanço recentemente abordado pelo Correio do Estado, nota-se que esse espaço tornou-se uma espécie de "coworking" de distribuidoras "noteiras" de combustíveis, estrutura essa criada há quase três décadas para abrigar a Destilaria Centro-Oeste Iguatemi. 

O endereço serve de localização sede de uma série de empresas que têm ligação com ilícitos tributários e elos com o crime organizado. Alvo de operações como a "Carbono Oculto", o local é ainda sede de dois nomes considerados os maiores devedores do Fisco federal no Mato Grosso do Sul. 

Na prática, porém, somente a Ecológica Distribuidora de Combustíveis existe no local e em agosto do ano passado chegou a ser interditada pela Agência Nacional do Petróleo por conta de uma série de irregularidades ambientais e contábeis.

Entenda

Segundo trabalho dos investigadores, no município de Iguatemi funciona uma espécie de base fantasma nacional da distribuição de combustíveis, espaço esse que serve de "barriga de aluguel", conforme termo empregado pela própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), para uma série de empresas alvo em 28 de agosto de 2025. 

Cabe frisar que essa Operação Carbono Oculto é considerada por especialistas como a maior ação contra o crime organizado, incluindo o Primeiro Comando da Capital, da história policial brasileira. 

Vale destacar que nem a Velox, a Ecológica ou a Integração apareciam entre as investigadas na Operação Carbono Oculto, mas a base seria de fato "barriga de aluguel" para as empresas, graças à declaração à própria ANP de que haveria o cumprimento dos requisitos necessários para obter-se uma autorização de distribuidora. Para isso seria necessário um espaço de armazenagem mínimo de 750 m³. 

Entretanto, armazenagem e movimentação de combustível estariam longe de serem observados na base, o que iria contra as normas da Agência. A fraude consistiria em utilizar a empresa registrada em Iguatemi como matriz, onde há um menor custo para adquirir propriedade em parte de uma base, para, na prática, comercializar combustível em São Paulo, por exemplo.

Como a distribuição de combustíveis é considerada de utilidade pública, sem o comércio de combustíveis na localidade essas empresas lesam a sociedade ao atuarem efetivamente em outras Unidades da Federação, como no caso da própria Integração, que possui 11 filiais totais, presente nos seguintes Estados: 

  • PR - Araucária/ Perobal 
  • SP - Guarulhos/ Paulínea 
  • MT - Várzea Grande 
  • MG - Uberlândia
  • GO - Rio Verde / Senador Canedo 
  • MA - São Luíz 
  • ES - Viana 
  • PA - Vitória do Xingu

Entre outros pontos, a operação evidenciou a expansão da atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e sua infiltração de forma sistemática na chamada "economia formal". As ramificações desses tentáculos da organização criminosa, como revelado na Carbono Oculto, chegam ao setor de combustíveis, mercado financeiro paulista e diretamente à Faria Lima. 

Como detalhado pelo Ministério Público e autoridades fiscais, esse esquema criminoso teria gerado aproximadamente R$10 bilhões em importações ilícitas de combustíveis; R$52 bilhões em vendas no varejo feitas em mais de mil postos, além de outros R$46 bilhões em transações feitas por fintechs clandestinas que, no intervalo de 2020 a 2024, serviam de banco paralelo. 

Dívidas

Entre as distribuidoras com sede no mesmo endereço estão duas que ocupam o topo do ranking dos maiores devedores de impostos. Juntas, a Alpes Comércio de Combustíveis e Vetor Comércio de Combustíveis, devem R$4,9 bilhões, conforme dados da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. 

A maior devedora do Fisco federal em Mato Grosso do Sul é a Alpes, R$2,93 bilhões. Ela foi alvo das duas operações da Polícia Federal, da Receita Federal e do Ministério Público do Estado de São Paulo: a Carbono Oculto e a Fluxo Oculto.

A organização criminosa investigada é liderada por Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo ou João, que atua como o epicentro de um esquema bilionário que abrange toda a cadeia produtiva de combustíveis, desde usinas sucroalcooleiras até redes de postos.

Ao lado dele está Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, identificado como o colíder do grupo, exercendo funções cruciais na gestão operacional de empresas centrais, como a formuladora Copape e a distribuidora Aster.

Juntos, eles comandam uma estrutura profissionalizada que utiliza fundos de investimento e centenas de empresas de fachada para ocultar a origem ilícita de recursos e realizar fraudes tributárias, apontam os investigadores.

A Alpes desempenha um papel fundamental nesse ecossistema, servindo como um dos principais canais para a distribuição de etanol produzido pelas usinas controladas pelo grupo, como a Itajobi e a Carolo.

A segunda maior devedora é a Vetor Comércio de Combustíveis, que deve R$2,04 bilhões ao Fisco federal. A empresa, cujo sócio-administrador que aparece em seu contrato social é Servio Tulio Fagotti Zaqueti, responde a vários processos de execução fiscal na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul e nos estados de São Paulo e do Paraná.

Significado

A expressão "ninho de cobras" significa, em sentido figurado, um lugar ou um grupo de pessoas onde reinam a falsidade, a maldade, a intriga e a traição. 

 

Assine o Correio do Estado

OBRAS

Licitação de R$ 96 mi será lançada para asfaltar rodovia que liga MS a MT

A Agesul comunicou que o processo licitatório será aberto no dia 15 de setembro e prevê a pavimentação de 30 km da MS-215

21/08/2026 10h45

Continue Lendo...

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) realizará a licitação para obra de implantação e pavimentação da rodovia MS-215. O trecho liga o final do município de Pedro Gomes ao início da região da Serra do Amasílio.

O aviso de lançamento de licitação foi comunicado no Diário Oficial do Estado, na edição desta sexta-feira (21). O valor total da licitação está estimado em R$ R$ 96.495.685,96 para pavimentar 30,15 km da rodovia.

Publicação de hoje assinada pelo superintendente de Administração Tributária, Bruno Gouvêa Bastos, cancela a inscrição estadual da Integração Combustíveis Ltda. 
Rodovia MS-215 liga o Estado a Mato Grosso

A MS-215 é a rodovia que liga o município de Pedro Gomes ao estado de Mato Grosso. A cidade mato-grossense que faz divisa com Pedro Gomes é Alto do Araguai, tendo o Rio do Peixe como limite natural entre os dois estados.

A rodovia possui cerca de 120 quilômetros de extensão e tem uma importância grande na região, já que os proprietários rurais a usam para escoar suas produções e também receber insumos.

O critério para escolha da empresa será o menor preço. A abertura do processo para escolher a empresa que será responsável pelas obras do trecho está marcado para o dia 15 de setembro, às 10h30 (local).

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).