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A importância do educador sanitário e um debate sobre ações sanitárias emergentes no Brasil

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No dia 11 de junho, foi comemorado o Dia do Educador Sanitário, e, em um cenário composto por dados alarmantes acerca do saneamento básico no Brasil, essa profissão se torna cada dia mais necessária.

Esse profissional é de extrema importância para a orientação da população em relação aos cuidados higiênicos e sanitários, visando prevenir problemas de saúde e evitar situações de calamidade pública.

Além disso, os educadores sanitários têm um conhecimento profundo sobre a realidade da saúde pública no País, o que os torna peças-chave para a implementação de políticas eficazes de saneamento básico.

Os dados alarmantes sobre o saneamento básico no Brasil divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Censo Demográfico Brasileiro 2022 revelam uma realidade preocupante: aproximadamente 49 milhões de brasileiros não têm acesso adequado ao esgotamento sanitário e 4,8 milhões de pessoas vivem sem água encanada.

Esses números demonstram que, apesar do progresso em algumas áreas, o Brasil ainda enfrenta um deficit significativo em termos de infraestrutura de saneamento.

A situação atual exige um debate profundo e urgente sobre as ações necessárias para mudar este cenário. Precisamos de soluções concretas e eficazes para garantir que todos os brasileiros tenham acesso a serviços básicos de saneamento.

Nesse sentido, o papel do educador sanitário se torna indispensável. Por meio de sua dedicação e conhecimento, o profissional é capaz de transformar a realidade atual, tanto no trabalho junto ao Estado, para que este se comprometa com as melhorias no saneamento básico, como também no de informar e conscientizar a população.

Por exemplo, em comunidades carentes, o educador sanitário pode trabalhar diretamente com as famílias, ensinando sobre a importância do tratamento da água, do descarte correto dos resíduos e das práticas de higiene pessoal. Nas escolas, eles podem implementar programas educativos que ensinam desde cedo as crianças sobre a importância da higiene e do saneamento, criando uma base sólida para um futuro mais saudável.

A falta de saneamento básico adequado é uma questão de saúde pública. Doenças como diarreia, cólera e leptospirose são frequentemente associadas à falta de saneamento e afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis.

O cenário atual exige ações coordenadas entre o governo, a iniciativa privada e a sociedade civil para superar os desafios do saneamento no Brasil. Investir em saneamento é investir na saúde e no bem-estar da população, além de gerar impactos positivos na economia, com a redução dos custos com tratamentos de saúde.

Portanto, políticas públicas eficazes, investimentos em infraestrutura e programas de educação sanitária são fundamentais para promover mudanças efetivas e duradouras em nosso país.

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Eleição: a festa da cidadania

A Igreja Católica não apresenta nem indica candidatos e partidos políticos. Sua verdadeira missão é colaborar com a formação da consciência dos fiéis

08/09/2026 07h30

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Será necessária muita sabedoria para que a eleição seja, de fato, a festa da cidadania – um momento livre de hostilidades e polarizações ideológicas. Dessa forma, todos os convidados, que são os eleitores e as eleitoras, não sairão decepcionados.

A Igreja Católica não apresenta nem indica candidatos e partidos políticos. Sua verdadeira missão é colaborar com a formação da consciência dos fiéis, oferecendo princípios éticos e morais inspirados no Evangelho e em sua doutrina social, amplamente explicitada em documentos, cartas e exortações.

Recentemente, no dia 18 de junho, o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou sua mensagem ao povo brasileiro para as eleições deste ano, reafirmando o compromisso da Igreja com a promoção da dignidade humana e do bem comum.

Inspirada na passagem bíblica “Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts. 5: 21), a mensagem ressalta que a participação consciente dos cidadãos no processo eleitoral é uma das mais elevadas formas de caridade e serviço à sociedade.

Os bispos afirmam que o pleito representa uma oportunidade privilegiada para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social. Além de escolher gestores, governantes e representantes, cada brasileiro é chamado a renovar o compromisso com valores fundamentais para a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade.

Também vinculado à CNBB, o Centro Nacional de Fé e Política lançou oficialmente o subsídio “Eleições 2026: democracia, sinodalidade e bem comum”, que propõe uma série de encontros de reflexão e oração destinados à preparação espiritual, ética e social do povo brasileiro para o período eleitoral.

Esse itinerário formativo comunitário é baseado na metodologia da Conversa no Espírito, herdada do Sínodo dos Bispos promovido pelo saudoso Papa Francisco.

Na prática, uma das maneiras de fazer essa mensagem ecoar nas bases da sociedade é por meio das pastorais e dos movimentos eclesiais.

Entre outros organismos da igreja, o Movimento dos Focolares, por exemplo, baseia-se no carisma da unidade para promover uma participação política pautada pelo diálogo, pela ética e pela cultura da fraternidade.

O Focolares conta, inclusive, com um ramo específico: o Movimento Político pela Unidade (MPPU), que atua ativamente na conscientização e qualificação do debate público, promovendo campanhas de cidadania focadas no voto consciente, no voto ético e na fraternidade universal, tendo o diálogo pós-eleições como um dos pilares para garantir o bem comum.

Termino com as palavras inspiradoras da mensagem dos nossos bispos: “O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social”.

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Pix: quando uma inovação brasileira passa a chamar a atenção do mercado global

De acordo com dados do Banco Central, mais de 80% da população brasileira já utiliza o Pix

08/09/2026 07h20

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Poucas tecnologias conseguiram transformar tão rapidamente o comportamento financeiro de um país quanto o Pix. Lançado pelo Banco Central em 2020, o sistema de pagamentos instantâneos já movimentou 
R$ 84,9 trilhões até setembro de 2025, deixando de ser apenas uma alternativa às transferências bancárias para se tornar a principal infraestrutura de pagamentos do Brasil.

Hoje, pagar uma conta, fazer compras, transferir dinheiro ou receber um pagamento em segundos faz parte da rotina de milhões de brasileiros, uma mudança que também começa a despertar a atenção do mercado internacional.

Os números ajudam a explicar esse fenômeno. De acordo com dados do Banco Central, mais de 80% da população brasileira já utiliza o Pix e, somente em janeiro deste ano, foram registradas aproximadamente 7 bilhões de transações.

No comércio eletrônico, sua relevância também cresce de forma acelerada. O Global Payments Report 2026 aponta que o Pix já responde por 42% das transações do e-commerce brasileiro, consolidando-se como um dos principais meios de pagamento do País e uma referência mundial em pagamentos digitais.

O impacto dessa transformação foi profundo em todo o mercado financeiro: o Pix deixou de ser apenas um meio de pagamento para se tornar uma plataforma sobre a qual novos serviços financeiros vêm sendo construídos, estimulando a competição e reduzindo barreiras para a digitalização da economia.

Não por acaso, o modelo brasileiro passou a ser observado por diversos países que buscam modernizar seus sistemas de pagamentos.

Recentemente, o Pix ganhou ainda mais visibilidade internacional ao ser citado como um modelo de referência por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em discussões sobre comércio e inovação financeira envolvendo o Brasil.

O episódio evidencia os impactos de uma solução desenvolvida para atender a demandas de consumo brasileiras e que, rapidamente, se consolidou e alcançou relevância suficiente para integrar o debate econômico global.

O interesse internacional não surge apenas da tecnologia em si, mas da combinação entre infraestrutura pública eficiente, ampla adesão da população e capacidade de gerar inovação em escala. Poucos sistemas de pagamentos no mundo conseguiram atingir, em tão pouco tempo, um nível tão elevado de utilização por consumidores, empresas e pequenos negócios.

O futuro do Pix também aponta para novas oportunidades. A integração com inteligência artificial permitirá experiências de pagamento ainda mais personalizadas, automatizando processos, aprimorando a prevenção a fraudes e oferecendo recomendações financeiras em tempo real.

Para as empresas, acompanhar essa evolução deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade estratégica. Organizações que conseguirem integrar novas tecnologias, oferecer experiências fluidas e utilizar os dados gerados pelos pagamentos de forma inteligente estarão mais preparadas para atender às expectativas de consumidores cada vez mais digitais.

O Pix nasceu como uma inovação brasileira voltada à eficiência do sistema financeiro. Seis anos depois, tornou-se um exemplo de como políticas públicas, tecnologia e colaboração entre regulador e mercado podem criar soluções capazes de transformar uma economia inteira e, agora, inspirar o restante do mundo.

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