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Governança e compliance para o agronegócio

Sem estrutura de governança, o produtor ou empresa simplesmente fica fora do jogo

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O agronegócio brasileiro é hoje uma das maiores forças econômicas do País, representando atualmente cerca de 25% do PIB nacional, podendo representar 30% do PIB do Brasil no final do ano.

Nos últimos anos, tornou-se tendência no meio rural o planejamento sucessório por meio da criação de holdings familiares. Trata-se de um passo importante para organizar o patrimônio e reduzir conflitos entre gerações. Contudo, governança é mais ampla do que estrutura societária. 

À medida que o setor se consolida como protagonista global, cresce também a exigência por transparência, sustentabilidade e integridade corporativa. Nesse contexto, os sistemas de governança e compliance tornaram-se instrumentos essenciais não apenas de conformidade, mas de vantagem competitiva sustentável e de credibilidade.

A aplicação de boas práticas de governança corporativa no agronegócio vai muito além do planejamento patrimonial-tributário, controle contábil ou da gestão de riscos. É alinhar o negócio rural à agenda Environmental, Social and Governance (ESG), que orienta decisões de investimento, crédito e comércio internacional.

Produtores, empresas rurais, cooperativas e agroindústrias têm sido avaliadas não apenas por sua produtividade, mas por sua gestão ambiental responsável, relações trabalhistas éticas e práticas de governança transparentes.

A pressão, no bom sentido, vem de todos os lados: investidores estrangeiros, bancos, grandes redes de varejo e organismos internacionais condicionam negócios a padrões de integridade e sustentabilidade. Outro fator de pressão vem do avanço das operações da Receita Federal e de órgãos de controle sobre o setor.

As ações de cruzamento de dados fiscais e de combate à elisão e evasão tributária no agronegócio se tornaram cada vez mais sofisticadas, exigindo dos produtores e empresas rurais cada dia mais governança tributária e compliance fiscal estruturados.

Assim, adotar mecanismo de governança e compliance deixou de ser uma opção e tornou-se instrumento para se atingir uma boa gestão no ambiente do agronegócio.

O mercado global também impõe seus filtros. Importadores europeus, norte-americanos e asiáticos exigem comprovação de práticas de conformidade socioambiental como condição para fechar contratos.

A rastreabilidade da origem da produção, o respeito às normas trabalhistas e ambientais, e a aderência a políticas anticorrupção são cláusulas cada vez mais frequentes nas compras internacionais de commodities brasileiras.

Sem estrutura de governança, o produtor ou empresa simplesmente fica fora do jogo.

O produtor rural moderno precisa compreender que governança e compliance são o novo alicerce da competitividade. Planejar sucessões e estruturar holdings é importante, mas é apenas o início.

O futuro do setor dependerá cada vez mais da capacidade de alinhar produtividade com integridade, tecnologia com transparência, e crescimento com sustentabilidade.

O produtor rural que compreender que compliance e ESG não são custos, mas investimentos estratégicos, estará um passo à frente. 

Afinal, no mercado global contemporâneo, quem plantar a cultura da governança e compliance colherá credibilidade e resultado com sustentabilidade.

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O PSDB e a verdadeira democracia do Brasil

O partido escolheu a socialdemocracia como modelo de governo, conciliando o sistema capitalista com justiça e igualdade

26/06/2026 07h30

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Com sua fundação em 25 de junho de 1988, o PSDB mostrou ao País a necessidade de um partido comprometido com a reforma do Estado e a consolidação da democracia.

O partido escolheu a socialdemocracia como modelo de governo, conciliando o sistema capitalista com justiça e igualdade.

Num momento decisivo, em um Brasil recémsaído de um regime de exceção, Mario Covas foi o primeiro candidato à Presidência em 1989. Poucos anos depois, em 1994, Fernando Henrique Cardoso foi eleito e governou por dois mandatos consecutivos.

A população ainda recorda conquistas marcantes desse período, como o combate à hiperinflação por meio do Plano Real, as reformas econômicas e administrativas, a privatização de empresas ineficientes, a criação de programas sociais e a modernização da educação.

Entre os avanços destacamse a Bolsa Escola e a universalização do Ensino Fundamental; a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef); a Nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação); o Programa Nacional do Livro Didático; o surgimento do Enem, do Provão e do Fies; e a criação dos medicamentos genéricos, democratizando o acesso à Saúde. 

O PSDB mudou o País, inaugurou uma nova visão de mundo e segue firme com os mesmos propósitos que inspiraram sua criação: justiça social, responsabilidade econômica e fortalecimento da democracia.

Ao longo de sua trajetória, consolidou importante contribuição para a vida pública brasileira, participando ativamente dos grandes debates nacionais e defendendo a construção de instituições sólidas, transparentes e comprometidas com o interesse coletivo.

O Partido atuou para fortalecer a estabilidade política e econômica, o desenvolvimento do País e a ampliação das oportunidades oferecidas à população, tornando-se referência na formulação de políticas públicas voltadas para a plena cidadania.

Governadores, prefeitos, parlamentares e lideranças tucanas deixaram marcas em diferentes regiões do Brasil, contribuindo para a modernização da sociedade.

Desde sua origem, o partido uniu lideranças e a população no comprometimento com valores democráticos.

Manteve sempre o respeito às liberdades individuais e a busca permanente do equilíbrio entre crescimento econômico e inclusão social.

Essa combinação permitiu ao PSDB ocupar papel relevante na consolidação da democracia brasileira e na defesa de um projeto nacional baseado na responsabilidade e no diálogo: a busca da conciliação.

O PSDB continua sua história ao celebrar mais um aniversário de fundação, ao reafirmar princípios que nortearam sua criação e continuam atuais nesses desafios contemporâneos.

São quase quatro décadas de história marcadas pela defesa da democracia, pela participação ativa na construção do País.

Filiados, lideranças e cidadãos que acreditam na política como instrumento de transformação. Um partido que acredita na capacidade do Brasil de avançar por meio do diálogo, da liberdade e do respeito às diferenças.

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Editorial

Estrutura para proteger

Quando o poder público oferece meios adequados para que suas forças de segurança atuem, transmite uma mensagem clara à sociedade e também aos criminosos

26/06/2026 07h15

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Nos próximos dias, o governo de Mato Grosso do Sul entregará às forças de segurança pública mais de 500 novos veículos, entre caminhões, automóveis e SUVs.

Como o leitor verá em detalhes nesta edição, as viaturas serão destinadas a corporações como as polícias Civil e Militar, o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), o Corpo de Bombeiros Militar e outras instituições responsáveis por proteger a população.

O investimento, superior a R$ 170 milhões e viabilizado com recursos estaduais e federais, merece destaque por um motivo simples: segurança pública não se faz apenas com leis rigorosas ou discursos de ocasião.

Ela depende, sobretudo, de estrutura, planejamento e capacidade operacional. Policiais e bombeiros precisam de condições adequadas para desempenhar suas funções e atender à sociedade com eficiência.

Quem acompanha a realidade da segurança pública há mais tempo certamente se recorda de um cenário bem diferente.

Há cerca de duas décadas, era comum encontrar viaturas sucateadas, com manutenção precária e muitas vezes incapazes de atender adequadamente às demandas do serviço.

A falta de investimentos comprometia a atuação das corporações e impunha dificuldades adicionais a profissionais que já enfrentam desafios diários para garantir a ordem pública.

Felizmente, essa realidade mudou. A renovação periódica das frotas passou a fazer parte da rotina administrativa do Estado, permitindo que policiais e bombeiros trabalhem com veículos em melhores condições.

Pode parecer um detalhe, mas não é. Uma viatura moderna significa mais mobilidade, maior presença nas ruas, resposta mais rápida às ocorrências e melhores condições de trabalho para os agentes.

É claro que equipamentos, por si só, não resolvem todos os problemas. A segurança pública também exige investimento permanente na formação e capacitação dos profissionais. A

s modalidades criminosas evoluem, o crime organizado se adapta e as tecnologias transformam a dinâmica das investigações.

Por isso, é fundamental que os agentes estejam preparados para responder a desafios cada vez mais complexos.

Ainda assim, não se pode ignorar a importância da infraestrutura. Quando o poder público oferece meios adequados para que suas forças de segurança atuem, transmite uma mensagem clara à sociedade e também aos criminosos.

O Estado está presente, vigilante e preparado para cumprir seu papel. E a presença do Estado continua sendo uma das formas mais eficazes de prevenir crimes, proteger cidadãos e fortalecer a sensação de segurança.

A entrega das novas viaturas representa exatamente isso: um investimento necessário para que aqueles que protegem a população tenham condições de fazê-lo da melhor maneira possível.

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