Artigos e Opinião

ARTIGOS

Menos fumaça, mais água: a natureza agradece

Antes de falarmos sobre desmatamento, queimada e escassez de água, devemos cuidar da natureza e ajudar as crianças a se apaixonarem por ela

Continue lendo...

O planeta Terra enfrenta desafios ambientais sem precedentes. Antes de falarmos sobre desmatamento, queimada e escassez de água, devemos cuidar da natureza e ajudar as crianças a se apaixonarem por ela. A empatia vem da convivência! Devemos mostrar às crianças o poder de fazer a diferença.

A derrubada da vegetação nativa, frequentemente seguida de queimadas para abertura de pastagem ou plantio direto, pode destruir todo um ecossistema. As queimadas liberam grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera, acelerando o aquecimento global.

Sem as árvores, a umidade diminui, alterando o regime de chuvas e reduzindo a recarga dos lençóis freáticos. Com a redução das chuvas e o esgotamento das fontes de água doce, a seca se intensifica, levando à escassez de água potável tanto para o consumo humano quanto para a agricultura.

A fumaça das queimadas contém partículas finas que penetram profundamente nos pulmões das crianças, cujo sistema respiratório ainda está em desenvolvimento. Isso pode causar um aumento drástico de casos de asma, bronquite e infecções respiratórias.

Com a seca intensa, famílias mais carentes frequentemente recorrem a fontes de água não tratada ou contaminada, resultando em surtos de diarreia, cólera e parasitoses, que são causas significativas de mortalidade infantil.

Precisamos preservar o meio ambiente! Devemos mostrar às crianças o poder de fazer a diferença. As pequenas atitudes dão a sensação de pertencimento e responsabilidade.

ARTIGOS

Realidade urgente: o caminho para mudar a nação

Parte significativa da grande mídia adota uma postura passiva, preenchendo seus espaços com superficialidades e celebridades instantâneas, enquanto abdica de sua função mais nobre e urgente: o questionamento profundo e a confrontação de dados

27/07/2026 07h40

Continue Lendo...

O Brasil contemporâneo vive sob o império das narrativas, um cenário onde a ficção política frequentemente se sobrepõe aos fatos reais. Esse fenômeno, massificado pelo alcance digital e pelas redes sociais, fomenta bolhas de desinformação e discursos polarizados que paralisam o avanço do País.

Diante dessa engrenagem, parte significativa da grande mídia adota uma postura passiva, preenchendo seus espaços com superficialidades e celebridades instantâneas, enquanto abdica de sua função mais nobre e urgente: o questionamento profundo e a confrontação de dados.

O jornalismo verdadeiro deve funcionar como um contraponto rigoroso aos discursos oficiais. É preciso confrontar a propaganda governamental com indicadores concretos, contextualizando as estatísticas com o cotidiano de mais de 213 milhões de brasileiros.

Somente a verdade nua e crua é capaz de romper o ciclo de promessas vazias e apontar os caminhos para as mudanças estruturais que a nação exige.

Quando analisamos a economia, o contraste entre o potencial do país e a realidade de seu povo é alarmante.

O Brasil se posiciona entre as 10 maiores economias globais, ostentando um Produto Interno Bruto (PIB) expressivo (US$ 2,15 trilhões).

Contudo, no ranking do PIB “per capita” (US$ 10.687/per capita-ano), o País despenca para posições vergonhosas (75ª posição), situando-se bem abaixo da média mundial (US$ 14.630/per capita-ano).

Essa disparidade evidencia um modelo econômico concentrador, que gera riqueza na teoria, mas falha gravemente na distribuição de renda e na garantia de qualidade de vida.

A massa salarial dos trabalhadores representa uma pequena fatia do PIB, colocando o Brasil na contramão das nações que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), notadamente face a enorme informalidade na economia nacional.

A crise social se aprofunda quando observamos os dados do emprego e da assistência pública. Em quase metade das unidades da Federação – com destaque para as regiões Norte e Nordeste (Norte: 39% e Nordeste: 47% do total das famílias) –, o número de beneficiários de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, supera o de trabalhadores com carteira assinada.

Embora o amparo social seja fundamental para a sobrevivência imediata, o sucesso de uma política de combate à pobreza deveria ser medido pelo número de cidadãos que conquistam a emancipação econômica, e não pela expansão contínua do contingente de dependentes do Estado.

A penúria da população é traduzida em números dramáticos: milhões de famílias vivem na pobreza, e uma parcela esmagadora dos trabalhadores ativos sequer atinge a marca de dois salários-mínimos mensais. O diagnóstico de mobilidade social aponta para o fracasso generalizado das políticas públicas atuais.

O modelo educacional patina, comprometendo o futuro das próximas gerações, e insistir nas mesmas fórmulas assistencialistas e paliativas claramente não trará resultados diferentes.

Para justificar tais deficiências, o poder público frequentemente recorre à demonização do setor produtivo, alegando uma suposta sonegação ou falta de patriotismo das classes empresariais. Os dados, porém, desmentem essa tese.

O cidadão brasileiro trabalha quase cinco meses do ano apenas para quitar seus tributos. A carga tributária nacional consome mais de um terço de toda a riqueza produzida no território.

Portanto, o Estado não sofre por falta de arrecadação, mas sim por uma incapacidade crônica de gestão e de retorno social desse montante trilionário.

Outro vício da política nacional é a transferência perpétua de culpa para administrações passadas. Gestores são eleitos para solucionar problemas, não para justificar a própria inércia através do retrovisor, especialmente grupos políticos que já comandaram o País por grande parte das últimas décadas.

Faltam debates honestos e sobram promessas de palanque que desmoronariam diante de qualquer teste de integridade.

A grande transformação que o Brasil precisa enfrentar exige respostas a perguntas fundamentais: Qual é o nosso plano de metas de curto, médio e longo prazos? Qual porcentagem da arrecadação trilionária é efetivamente revertida em investimentos de infraestrutura (menos de 1% do PIB)?

Onde estão os avanços reais no saneamento básico, essencial para a saúde pública? Quantas famílias estão de fato ascendendo socialmente e deixando a vulnerabilidade?

O modelo estatal brasileiro consolidou-se como perdulário, avesso ao corte de gastos correntes, tímido na transparência e excessivamente generoso na concessão de privilégios e subsídios a grupos de interesse.

Enquanto isso, faltam recursos para estruturar a educação em tempo integral e para conter a crise de segurança pública, que hoje figura como uma das maiores preocupações da sociedade. Governa-se sob uma lógica de sigilos e blindagem, como se os administradores públicos não devessem contas a ninguém.

A mudança de rumo requer reformas institucionais profundas. A começar pelo aperfeiçoamento dos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e suas instâncias estaduais.

A composição desses tribunais não pode continuar servindo de moeda de troca para compadrios políticos; os cargos técnicos e deliberativos devem ser preenchidos por concursos públicos rigorosos, com avaliações periódicas e o fim da vitaliciedade automática.

No campo político, o resgate da moralidade administrativa passa pela abolição definitiva do foro privilegiado para detentores de mandatos eletivos, pelo fim da reeleição nos cargos do Poder Executivo e pela transformação dos crimes contra a administração pública em delitos imprescritíveis.

Combater as mentiras institucionalizadas e as estruturas que as protegem é o maior desafio do nosso tempo. A mídia profissional – seja pelo rádio, pela televisão, pelos jornais ou portais digitais – precisa reassumir seu papel de farol crítico e isento.

Só assim será possível municiar o eleitorado com informações verdadeiras, permitindo que a escolha nas urnas seja consciente e baseada na realidade, e não em peças publicitárias destinadas a camuflar as graves deficiências do País. A transformação do Brasil começa pelo resgate inegociável da verdade.

EDITORIAL

Fraude fiscal também exige reação local

A fraude tributária deixou de ser apenas um problema arrecadatório para se transformar em instrumento de financiamento e fortalecimento de organizações criminosas

27/07/2026 07h15

Continue Lendo...

Nesta edição, o Correio do Estado revela que duas distribuidoras de combustíveis sediadas em Mato Grosso do Sul acumulam quase R$ 5 bilhões em dívidas com o Fisco federal. Mais do que o tamanho do passivo tributário, chama atenção o contexto em que uma dessas empresas aparece.

Ela é investigada pela Polícia Federal no âmbito da Operação Carbono Oculto, uma das mais relevantes investigações dos últimos anos sobre fraude tributária, lavagem de dinheiro e supostos vínculos com o crime organizado.

Os fatos expõem um problema que ultrapassa a esfera da arrecadação e alcança a segurança pública e a defesa da economia formal.

O combate a esquemas dessa natureza é, evidentemente, atribuição das autoridades federais. Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público têm conduzido investigações complexas, que apontam para uma sofisticada estrutura destinada a fraudar tributos, ocultar patrimônio e movimentar bilhões de reais.

O alcance dessas apurações demonstra que o enfrentamento ao crime econômico exige cooperação entre diversas instituições.

Mas isso não significa que os órgãos estaduais possam assumir uma posição meramente contemplativa. Ao contrário. Se empresas investigadas por integrar esquemas dessa dimensão escolheram Mato Grosso do Sul para instalar suas sedes, ainda que apenas formalmente, é razoável perguntar por quê.

O que tornou o Estado um endereço atrativo para essas operações? Houve falhas de fiscalização? Existiram brechas administrativas exploradas por organizações criminosas? Essas perguntas precisam ser respondidas.

O caso de Iguatemi é emblemático. Um município de pequeno porte abriga empresas que acumulam dívidas bilionárias com a União e que, segundo as investigações, teriam movimentado operações incompatíveis com a realidade econômica local.

É difícil acreditar que um fenômeno dessa magnitude não mereça também um olhar atento das instituições estaduais responsáveis pela inteligência fiscal e pelo combate ao crime organizado.

A Secretaria de Estado de Fazenda dispõe de mecanismos de fiscalização e análise de movimentações tributárias. As forças policiais estaduais contam com estruturas de inteligência voltadas justamente para identificar organizações criminosas e rastrear atividades econômicas suspeitas.

A Operação Carbono Oculto revela uma realidade preocupante. A fraude tributária deixou de ser apenas um problema arrecadatório para se transformar em instrumento de financiamento e fortalecimento de organizações criminosas.

Empresas de fachada, emissão de documentos fiscais, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial compõem um modelo sofisticado que prejudica os cofres públicos, desequilibra a concorrência e fortalece redes criminosas.

Mato Grosso do Sul não pode se limitar a assistir às investigações federais. Se parte dessa engrenagem passou por seu território, cabe às autoridades locais colaborar ativamente para identificar responsabilidades, fechar eventuais brechas e impedir que novas estruturas semelhantes se instalem.

O combate à fraude fiscal não é apenas uma questão de arrecadação. É uma política de proteção à economia, às empresas que cumprem a lei e à própria segurança pública.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).