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Trânsito

Autoescolas de MS não irão ter prejuízo com mudanças, diz sindicato

Para o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Mato Grosso do Sul, mesmo que o processo mude, os alunos ainda vão precisar das autoescolas

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Mesmo com a consulta pública aberta para que a população avalie a obrigatoriedade de frequentar autoescolas para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), não há motivo para preocupação, conforme o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Mato Grosso do Sul (SindCFCMS).

A partir desta quinta-feira (2), conforme anunciou o Ministério dos Transportes, a minuta da consulta pública ficará disponível por 30 dias na plataforma Participa + Brasil.

O presidente do SindCFCMS, Henrique José Fernandes, afirmou que a nova proposta,que pretende incluir o ensino à distância (EAD), não passa de um lobby do ministro dos Transportes, Renan Filho.

Além disso, ele questionou a falta de explicações sobre como funcionaria o processo com instrutores independentes, duvidando que isso realmente reduza o custo da CNH.

Sobre as aulas à distância, Henrique lamentou a proposta, lembrando que o setor já realizou investimentos para atender a todas as exigências. Segundo ele, caso o sistema mude, esses investimentos perderão a funcionalidade e os empresários não serão ressarcidos.

“Os donos de autoescolas acompanham isso com muita tristeza e preocupação, porque é muito investimento que a gente fez, obrigatório pelo próprio governo. Você tem que ter uma estrutura fantástica, grande. O Detran te incomoda até com a cor da sua parede, se é amarela, branca, cor-de-rosa, e da noite para o dia você não tem mais nada disso?”, questionou o presidente do sindicato.

Entretanto, diante do cenário em que a população poderá avaliar qual modelo prefere seguir, se pela manutenção dos Centros de Formação de Condutores ou outro, Henrique relatou que o setor não busca um monopólio.

Segundo informou ao Correio do Estado, ainda que o processo passe por alguma alteração, Henrique acredita que, no Mato Grosso do Sul, por conta do sistema criterioso de avaliação do Detran-MS, nenhuma empresa será afetada.

Ele explicou que o serviço prestado pelas autoescolas é altamente necessário, tanto para a segurança no trânsito quanto para a formação dos condutores, que exigem acompanhamento e avaliação adequados.

“Aqui no nosso Estado, se não estudar, o cara não passa. Não adianta. Aqui não passa. Se o cara não pegar o livrinho, não tiver uma aulinha, esquece que não passa, não. Aqui nós temos um Detran sério, examinadores corretos, o exame funciona. Essas pessoas vão bater lá e vão voltar pra procurar alguém, ou um instrutor autônomo ou uma autoescola. Não estou tão preocupado”, afirmou Henrique.

Na próxima semana, representantes dos sindicatos de autoescolas de todo o país irão a Brasília (DF) para se reunir com deputados e tentar, mais uma vez, uma agenda com o ministro dos Transportes.

Sobre a anuência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que, segundo Renan Filho, teria dado aval para a realização da consulta pública, Henrique afirmou acreditar que se trata de uma jogada política.

A Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto) teria entrado em contato com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que não confirmou que essa conversa entre o presidente e o ministro tenha ocorrido.

“Houve a conversa da Federação com a ministra Gleisi Hoffmann, e ela falou: ‘Olha, com certeza o Lula não falou nada disso. A não ser que tenham conversado os dois’. A gente acha que o ministro ficou desgastado da vez que nos mobilizamos, em setembro. Ele está fazendo isso para tentar se fortalecer e dizer: ‘Agora não é mais uma decisão minha, é do presidente’.”

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Conservação da Biodiversidade

Kadiwéus de MS estão entre 15 terras em projeto federal de 'plano de vida'

Com recurso de R$1.500.00 destinado ao Território Indígena Kadiwéu, essa proposta segue até 2030

10/05/2026 08h24

Em Tupi

Em Tupi "Ywy Ipuranguete" significa "terra bonita", com o intuito do projeto voltado para o reconhecimento das terras indígenas na conservação ambiental.  Reprodução/Wetlands International Brasil

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Durante esta semana houve reunião, no município de Bodoquena, envolvendo os povos originários do Território Kadiwéu em Mato Grosso do Sul, uma vez que essa população aparece entre 15 Terras Indígenas (TIs) em cinco biomas brasileiros contempladas em um projeto federal de "plano de vida" para conservação da biodiversidade. 

De abrangência nacional, essa iniciativa é desenvolvida em 15 Terras Indígenas e beneficia aproximadamente 57 mil pessoas em um alcance total de mais de seis milhões de hectares, nos biomas: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga e Pantanal. 

Batizado de Ywy Ipuranguete – Conservação da Biodiversidade em Terras Indígenas, o projeto em Mato Grosso do Sul é realizado no município de Bodoquena, em encontro que reuniu representantes das comunidades e instituições parceiras envolvidas.

Com coordenação pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), essa iniciativa é implementada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), com execução pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB). 

Financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o projeto que conta com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) têm ainda ao seu lado as organizações Mulheres em Ação no Pantanal (Mupan) e Wetlands International Brasil como seus facilitadoras das iniciativas.

Entenda

Durante a primeira semana de maio os representantes reuniram-se no município distante aproximadamente 265 quilômetros da Capital, para apresentação dos novos objetivos e cronograma das oficinas realizadas nas aldeias do território, bem como as estratégias de atuação voltadas à construção participativa das ações.

Nesse ponto houve escuta das lideranças, o que permite o alinhamento com as principais demandas que surgem e são repassadas diretamente pelas comunidades.  

Com a Wetlands International Brasil e a Mupan, desde 2018 os Kadiwéus de Mato Grosso do Sul começaram a desenvolver o chamado Plano de Vida Kadiwéu, que teve sua primeira edição publicada um ano depois e já atualizada em 2022. 

Agora, por meio de um novo ciclo de oficinas participativas conduzidas pelas instituições no território, esse Plano de Vida passa a ser estruturado como Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) Ejiwajegi. 

Áurea Garcia, que é Diretora Geral da Mupan e coordenadora de políticas da Wetlands no Brasil, considera o programa como de extrema importância. 

“Este momento representa mais um passo em um processo que vem sendo construído desde o início do PGTA e agora se fortalece com o projeto Ywy Ipuranguete. A Mupan atua no território há mais de 10 anos e foi convidada para facilitar essa ação, que está em construção desde 2018 com o Programa Corredor Azul. E hoje nosso papel é facilitar os processos, fortalecer parcerias a partir das demandas das comunidades e apoiar essa construção coletiva", afirma. 

Conforme consta nas edições do PLano de Vida, esse programa Corredor Azul concentra ações em quatro grandes eixos:

  1. Geração de conhecimento;
  2. Ações de campo;
  3. Mobilização de pessoas e de conhecimento; e
  4. Atuação sobre políticas e investimentos.

Com uma área de 538.536 hectares, a Terra Indígena (TI) Kadiwéu representa cerca de 5% da maior área úmida continental do mundo, por isso a Wetlands destaca a importância do uso racional dos recursos naturais. 

Localizada quase que totalmente em Porto Murtinho, e uma pequena parte em Corumbá, a TI Kadiwéu é considerada regularizada pela Funai, contando com seis aldeias no total, sendo: 

  1. Alves de Barros, 
  2. Campina, 
  3. Córrego do Ouro, 
  4. Tomázia, 
  5. São João e 
  6. Barro Preto

Em Tupi "Ywy Ipuranguete" significa "terra bonita", com o intuito do projeto voltado para o reconhecimento das terras indígenas na conservação ambiental. 

Com recurso de R$1.500.00 destinado ao Território Indígena Kadiwéu, essa proposta segue até 2030 e busca fortalecer a gestão territorial, bem como apoiar a proteção dos recursos naturais e valorizar os conhecimentos tradicionais.

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Observação

Chefe da OMS supervisionará evacuação de passageiros e tripulação do cruzeiro com hantavírus

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo

09/05/2026 22h00

Tedros Adhanom, diretor da OMS

Tedros Adhanom, diretor da OMS Foto: Divulgação

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O diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, deixou a capital da Espanha hoje para supervisionar a evacuação de mais de 140 passageiros e tripulantes de um cruzeiro afetado por hantavírus nas Ilhas Canárias, em Tenerife.

"Vamos supervisionar o desembarque seguro dos passageiros, dos membros da tripulação e dos peritos sanitários", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, da OMS.

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo. Tedros afirmou que, por enquanto, ninguém a bordo do cruzeiro apresentava sintomas do hantavírus.

"A OMS continuará monitorando ativamente a situação, coordenando o apoio e os próximos passos, e manterá informações sobre os Estados-membros e a população a respeito. Por enquanto, o risco para a população das Ilhas Canárias e o nível mundial será baixo", publicou a organização no X.

Três pessoas morreram desde o início do surto, e cinco passageiros que saíram do barco estão infectados com hantavírus. Tanto os Estados Unidos quanto o Reino Unido enviaram aviões para evacuar seus cidadãos do cruzeiro.

A responsável pelos serviços de emergência da Espanha, Virginia Barcones, explicou que os passageiros serão transferidos para uma zona completamente isolada assim que desembarcarem.

O governo holandês trabalha com as autoridades espanholas e com a navegação para organizar a repatriação dos passageiros e tripulantes do País o mais cedo possível após a chegada a Tenerife, dependendo do seu estado de saúde e das recomendações do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Enfermidades

Aqueles que não apresentam sintomas permanecerão em quarentena domiciliar durante seis semanas e serão vigiados pelos serviços sanitários locais.

Como o barco tem bandeira neerlandesa, a Holanda tem ajudado a alojar temporariamente pessoas de outras nacionalidades e vigiá-las em quarentena.

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