Cidades

CAMALOTES

Baceiros aumentam no rio Paraguai e dificultam tratamento de água em cidades no Pantanal

Camalotes em grande quantidade também já fecharam acessos em diferentes trechos

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A Eichhornia crassipes (Mart.) Solms tem causado desafios para o serviço de tratamento de água para a população de Corumbá e Ladário. O nome científico no começo refere-se ao camalote, que é uma planta aquática nativa aqui da América do Sul e muito tradicional na região pantaneira. Quando essas plantas formam grandes ilhas, o nome dado é baceiro.

Desde o começo deste mês, a concessionária de captação e tratamento de água para os dois municípios precisou solicitar à população economia no uso por conta de uma maior concentração de plantas, o que dificulta o fornecimento.

O impacto direto sobre essa situação atinge cerca de 130 mil pessoas, que é a população dessas duas cidades diretamente atingidas. Essa flutuação de camalotes ocorre principalmente quando o nível do rio Paraguai aumenta.

Neste dia 26 de junho, o nível em Ladário do rio chegou a 4,02 m, nível que não era registrado desde 11 de setembro de 2018, de acordo com dados da Marinha.

A concentração de camalotes, que quando formam verdadeiras “ilhas” flutuantes, faz com que a matéria orgânica presente na água seja amplificada. Isso exige da Sanesul um tratamento mais apurado e não atende à demanda do uso de água das duas cidades.

Em comunicados oficiais, a empresa estatal divulgou alerta sobre intermitência ou falta de água na cidade em 3 de junho (durante cinco horas) e neste último final de semana, no dia 24, durante quase 12 horas. 

“Ocorre apenas que, pela quantidade de material no rio durante esse período, o tratamento da água fica mais complexo e para garantir a qualidade da água distribuída é necessário reduzir a velocidade do tratamento. As duas cidades são abastecidas pelo mesmo rio e este é um fenômeno natural, independente da empresa”, informou a Sanesul, por meio de nota.

O problema que ocorreu neste sábado (24) pode repetir-se em outros dias, por conta de um aumento de consumo e a presença dos camalotes em grande quantidade.

“Os reservatórios se restabelecem normalmente durante a noite quando o uso da água pela população é bem menor. Ao longo do dia, pedimos que a população faça o bom uso e reserve na caixa de água, para que não venha a sobrecarregar o sistema”, detalhou a estatal.

Durante todo o ano, a Sanesul confirmou que contrata uma empresa para realizar a remoção de baceiros ao longo do rio Paraguai e facilitar a captação e tratamento de água para Corumbá e Ladário.

Porém, nas últimas semanas houve um aumento significativo que essa limpeza prévia não deu conta. Além de ter mais baceiros, o material orgânico encontrado no rio aumentou.  

“Reforçamos que, essa situação não paralisa o sistema de abastecimento, apenas diminui a velocidade do tratamento para que possamos atender os padrões de qualidade conforme a legislação.

Ou seja, leva mais tempo para tratar a mesma quantidade de água”, ponderou a Sanesul em seu comunicado enviado ao Correio do Estado.

A grande concentração de baceiros no rio Paraguai também causa outras situações que impactam as pessoas no Pantanal.

No Porto da Manga, que fica na região da Estrada Parque (MS-228), no município de Corumbá, a balsa que liga a estrada para a sub-região da Nhecolândia e Paiaguás parou de funcionar depois das 18h. A quantidade de baceiros gera perigo para a navegação, principalmente à noite, quando a visão fica prejudicada.

Quem precisa transitar nessa região fica com restrição de horário. Sem a balsa funcionando, existe uma alternativa de rota, porém aumenta em mais de 100 km o trajeto, precisando acessar a BR-262 via Passo do Lontra.

Em março, o Correio do Estado trouxe a informação que camalotes estavam fechando corixos em diferentes regiões do Pantanal.

No Alto Pantanal, onde fica a Serra do Amolar, moradores de fazendas e comunidades chegam a demorar nove horas para transitar por pequenos trechos.

12 de outubro

Fé e devoção levam multidão em procissão na BR-163 em Dourados

Organizadores projetaram público de 50 mil pessoas nas celebrações religiosas e 20 mil romeiros em caminhada pela rodovia

12/10/2026 12h15

Milhares de romeiros em procissão da BR-163

Milhares de romeiros em procissão da BR-163 Foto: Clara Medeiros/Dourados News

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Milhares de católicos participaram da 27ª Romaria de Nossa Senhora Aparecida, na manhã desta segunda-feira (12), em uma procissão de oito quilômetros, entre os KM-265 e KM-273 da BR-163, em Dourados.

De acordo com estimativa realizada pela Motiva Pantanal, 20 mil romeiros caminharam de Dourados até o Santuário Diocesano, localizado na Vila São Pedro.

A pé ou de carro/moto, peregrinos passaram pelas margens da BR-163 em devoção à Nossa Senhora Aparecida.

Devotos aproveitaram a ocasião para agradecer pelas graças alcançadas, cumprir promessas e pedir proteção e bênçãos.

Segundo os organizadores, no total, 50 mil pessoas teriam participado das celebrações religiosas.

Neste ano, não houve a tradicional peregrinação de Nossa Senhora Aparecida na rodovia. A imagem da padroeira estará no Santuário. O tema deste ano é "Com Maria, ser comunidades acolhedoras, rumo ao Jubileu dos 70 anos".

Para garantir mais segurança aos participantes, a Motiva Pantanal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizaram uma operação especial de sinalização, monitoramento e orientação ao tráfego no trecho, com apoio da Guarda Municipal de Dourados, Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), Polícia Militar Rodoviária (PMR), Corpo de Bombeiros (CBMMS), Polícia Militar (PMMS) e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) de Dourados.

“A Romaria de Nossa Senhora Aparecida é um momento muito especial para milhares de pessoas e exige uma operação planejada para conciliar a caminhada dos fiéis com a circulação de veículos. Nosso trabalho é oferecer as melhores condições de segurança durante todo o percurso. Por isso, orientamos os motoristas a reduzirem a velocidade, respeitarem a sinalização e seguirem as orientações das equipes. Aos romeiros, pedimos que permaneçam nas áreas delimitadas e evitem travessias pela rodovia”, destacou o gerente de Operações da Motiva Pantanal, Fábio Oliveira.

A operação contou com pontos de orientação nas rotatórias localizadas nos KMs 265, 267, 270 e 273 da BR-163/MS.

PROGRAMAÇÃO

A programação do Santuário Diocesano incluiu procissão, caminhada, romaria, oração e missa. Confira:

  • 5h30: Celebração da primeira Santa Missa e Recitação do Santo Terço
  • 7h: Acolhida dos romeiros; início do atendimento de confissões; louvor e adoração
  • 8h: Terço Meditado; chegada e acolhida solene da imagem de Nossa Senhora Aparecida
  • 10h: Santa Missa Solene; cerimônia de Coroação de Nossa Senhora

ESTRAGOS DA CHUVA

Temporal abre crateras em Ivinhema e provoca interdições em vias da cidade

Chuva de 55 milímetros, acompanhada de ventos de até 90 km/h, comprometeu trechos urbanos e área próxima à MS-141

12/10/2026 10h59

Fortes chuvas provocaram abertura de crateras em Ivinhema, comprometendo trecho urbano e área próxima à rodovia MS-141

Fortes chuvas provocaram abertura de crateras em Ivinhema, comprometendo trecho urbano e área próxima à rodovia MS-141 Reprodução

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As fortes chuvas que atingiram Ivinhema, município localizado no sul de Mato Grosso do Sul, provocaram a abertura de crateras e comprometeram a segurança de motoristas em diferentes pontos da cidade. Os danos foram registrados no bairro Piravevê e às margens da rodovia MS-141, que liga o município a Angélica.

De acordo com a Defesa Civil, o município registrou aproximadamente 55 milímetros de chuva, acompanhados de rajadas de vento que chegaram perto dos 90 km/h.

Conforme informações divulgadas pelo portal Vale do Ivinhema, o acúmulo de água deixou o terreno instável, aumentando a possibilidade de novos desmoronamentos. A situação representa risco principalmente para veículos pesados, como caminhões e carretas, devido à possibilidade de comprometimento da estrutura próxima à pista.

Diante do problema, a Prefeitura de Ivinhema providenciou a sinalização do local para alertar os condutores. A expectativa era de que a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), responsável pela manutenção das rodovias estaduais, realizasse uma avaliação das condições do trecho.

Motoristas que trafegam pela região devem reduzir a velocidade, manter distância dos demais veículos e evitar aproximação da área danificada.

Até as informações divulgadas, não havia confirmação sobre o prazo para recuperação dos pontos atingidos.
 

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