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Bandidos têm desfalque de R$ 2 milhões com interceptação de comboio de cigarro

Policiais do Garras retiveram 15 carros de alto padrão de contrabandistas que traziam carga do Paraguai para Campo Grande

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Organização criminosa especializada em contrabandear cigarros do Paraguai para vender em território brasileiro teve um desfalque de pelo menos R$ 2 milhões, entre patrimônio perdido e mercadoria que foi apreendida por policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), da Polícia Civil. 

A apreensão ocorreu no fim de semana, na madrugada de sábado (25), em emboscada feita pelos policiais na região do Capão Seco, zona rural do município de Sidrolândia. 

Os cigarros, conforme os policiais, foram embarcados em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia fronteiriça com Ponta Porã, e tinham como destino a capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. 

Conforme o delegado Guilherme Scucuglia Cezar, responsável pela apreensão conduzida no escopo da Operação Hórus, divulgada nesta segunda (27), o grupo, formado por pelo menos 15 integrantes, era extremamente organizado e transportava cigarros do Paraguai em veículos de alto padrão por meio de um comboio com vários batedores. 

A ação mirou o grupo de contrabandistas, que tinha a meta, segundo os oficiais, de chegar a Campo Grande. Ninguém foi preso. 

Ao avistarem as equipes do Garras, os motoristas abandonaram os veículos. Ainda não se sabe se, a partir da Capital, as caixas de cigarro contrabandeadas seriam reenviadas para outras regiões do Brasil, o que também é costume das quadrilhas. 

De acordo com a polícia, entre os carros apreendidos estão modelos como Corolla; T-Cross, avaliado em R$ 117 mil; Nissan Kicks, orçado em R$ 110 mil; e Eco Sport, orçado na mesma faixa de preço.

Além dos veículos e do cigarro apreendido, o Garras destacou que os contrabandistas também traziam ao Brasil cargas de agrotóxicos e pneus, porém, em menor número. 

“Os veículos são preparados para percorrer longas distâncias em curtos períodos de tempo. Os envolvidos retiram os bancos dos carros e adaptam o veículo para caber o conteúdo contrabandeado”, explica o delegado. 

Os policiais contam que os veículos não tinham espaço para nenhuma pessoa entrar além do motorista. Todos os criminosos que conduziam os carros viajavam sozinhos. Eles fugiram a pé pelo mato. 

“Temos a consciência e investigamos a quadrilha no âmbito da Operação Hórus, sabemos que eles têm uma hierarquia. A praxe é manter-se em locais premeditados e já utilizados como subterfúgio para se esconder de ação policial”, destacou o delegado.

Guilherme Scucuglia frisou que os contrabandistas não têm pressa para realizar as ações e que aguardam sempre o melhor momento para chegar ao destino combinado.

“A princípio, tudo indica que viriam a Campo Grande e daqui escoariam para o restante do País”, disse. 

Para a polícia, além de contrabando, os envolvidos podem responder por organização criminosa, receptação e adulteração de veículo, uma vez que os carros apreendidos possuem placas frias.

OPERAÇÃO HÓRUS

A Operação Hórus é uma ação permanente e conjunta, realizada em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS).

Nesta operação, em que há troca permanente de informações e pagamento de diárias por meio do governo federal, estão envolvidos policiais estaduais, como civis e militares, do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e também rodoviários federais e federais. 

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Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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