Cidades

ACIDENTE

Caminhoneiro bêbado atropela mulher e arrasta moto por 3 km em rodovia de MS

O condutor relatou aos policiais que, na noite anterior, estava ingerindo bebida alcoólica em uma fazenda de seu patrão até aproximadamente às 23h

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Na tarde desta terça-feira (19), uma mulher morreu após sua moto colidir com uma carreta e o veículo ser arrastado por três quilômetros, na rodovia MS-156, nas proximidades da Avenida Dom Redovino, em Dourados.

De acordo com o boletim de ocorrência, Mitla Machado, de 38 anos, conduzia a motocicleta pela Rua Presidente Vargas, sentido Aldeia Indígena Jaguapiru, onde residia, e levava na garupa seu filho, Shayd Machado, de 21 anos. 

Nesse momento, o condutor da carreta, identificado como Anderson Chaves Bonza, 36 anos, não respeitou a sinalização de parada obrigatória existente no Anel Viário e colidiu lateralmente com a motocicleta.

Com o impacto, a motocicleta ficou presa sob a carreta, sendo arrastada por aproximadamente 3 km pelo Anel Viário. O condutor só parou a carreta após outros motoristas da via o avisarem que a motocicleta estava pegando fogo, perto do tanque de combustível. A moto ficou totalmente destruída.

Após a realização do teste de etilômetro no motorista da carreta, os policias militares constataram que o resultado foi de 0,85 mg/L, ou seja, ele estava sob efeito de álcool. Ainda conforme a PM, no interior da cabine do caminhão também foram encontradas 10 latas de cerveja vazias, armazenadas em um cooler.

Em entrevista informal aos policiais, Anderson alegou que não percebeu o momento da colisão, afirmando que trafegava com os vidros fechados. Ele relatou à equipe da Polícia Militar Rodoviária (PMR) que, na noite anterior, estava ingerindo bebida alcoólica em uma fazenda de seu patrão até aproximadamente às 23h. Devido ao seu estado de embriaguez, o autor não conseguiu relatar com clareza a dinâmica do sinistro.

O autor foi detido no local, entregue à equipe da PMR e levado à 1ª Delegacia de Polícia de Dourados. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor sob a influência de álcool. Anderson também foi autuado pelo delito de lesão corporal culposa.

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Infraestrutura

"Barão do tapa-buraco" completa uma semana preso e crateras permanecem

Alvos da Operação Buraco sem Fim, que descobriu esquema nos contratos de manutenção asfáltica, continuam na cadeia

20/05/2026 08h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Operação Buraco sem Fim, que descobriu um esquema milionário nos contratos de tapa-buraco em Campo Grande, completou uma semana e seus sete alvos continuam atrás das grades, incluindo o “barão” do serviço e o ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos Rudi Fiorese.

Na quarta-feira, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio de investigação liderada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), desmantelou suposta quadrilha que agia na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Um levantamento do órgão indicou que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada acumulou contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113,7 milhões. 

Na sexta-feira, o desembargador Zaloar Murat Martins de Souza, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), negou o pedido de liberdade feito pela defesa de Mehdi Talayeh, Rudi Fiorese e Edivaldo Aquino Pereira. 

Em sua decisão, o desembargador afirmou que, diante das funções de cada um dos citados no esquema, há elementos para manter as prisões preventivas.

“Observa-se que a autoridade coatora apontou elementos concretos extraídos da investigação para justificar a decretação da prisão preventiva, especialmente a gravidade concreta das condutas imputadas, a complexidade do suposto esquema criminoso, a permanência temporal das práticas investigadas e o elevado prejuízo causado ao erário”, disse.

Além dos três, Fernando de Souza Oliveira (ex-servidor), Erick Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor), Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa (dono da Construtora Rial, empresa que foi alvo da investigação) e Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa (empresário e pai do proprietário da empresa).

Vale destacar que a Sisep está sem comando oficial desde o dia 1º de abril, quando Marcelo Miglioli foi exonerado para disputar as eleições deste ano. 

De acordo com a prefeita, o sucessor deverá ser o secretário-adjunto Paulo Eduardo Cançado Soares, mas, até o momento, sua nomeação não foi publicada de forma definitiva.

RELATOS

A Construtora Rial, pivô do escândalo, é responsável pelo tapa-buraco de quatro das sete regiões da cidade: Anhanduizinho, Bandeira, Imbirussu e Segredo. Somando o valor original desses contratos e seus aditivos, a parceria atual entre a empresa e a Sisep soma R$ 114.608.571,16.

Sebastião Lázaro, de 46 anos, mora no Bairro Rouxinóis, na região Bandeira, há quase quatro décadas. Em conversa com o Correio do Estado, ele revelou que já teve prejuízo com seu carro em função dos buracos na área e disse que nunca tinha visto o asfalto da cidade em uma situação tão drástica. Além disso, criticou o esquema milionário de desvio dos contratos de tapa-buraco.

“A situação está feia porque não são só os buracos, é o carro e a moto que quebra, é o ciclista que cai. É muito complicado porque, além de ter os buracos, eles cobram da gente o licenciamento, dizem que é para manter as vias pavimentadas e a gente paga. Se tiver um documento atrasado, eles vêm e levam seu carro, mas a obrigação deles de tapar buraco, de manter as vias certinhas, não existe”, lamentou.

“Os caras não tampavam o buraco e roubavam o nosso dinheiro. Foi um sucesso prender os vagabundos e bandidos, porque, quando chega o seu carro estragado ou atrasado, você se torna um bandido, você se torna uma pessoa irregular na sociedade. E, nesse caso, é o poder público que está responsável”, afirmou o morador.

Mário Benites, de 62 anos, mora na região Anhanduizinho, mais especificamente no Bairro Aero Rancho, desde 2005.

Ele também relatou à reportagem que há muito tempo não observa a empresa na localidade para tapar os buracos e acredita que a situação chegou a este ponto em razão da continuidade do estado de abandono desde gestões passadas.

“Nessa região a gente percebe que está faltando assistência para nós. Acho que depende das administrações dos prefeitos, e isso vai acumulando. Tem um acúmulo de problema que vai indo até chegar num ponto que não dá mais. E a gente cuida na frente da casa o que pode”, comentou.

Na região Imbirussu, na Vila Popular, mora o aposentado Manoel Gomes, que também concordou com os outros dois relatos de que os buracos estão “pipocando” na Capital. 

Ele disse que, recentemente, contou em uma rua do bairro 39 buracos em apenas 100 metros de asfalto.

“Eu acho que não tem nem dois meses que fizeram a recapagem aqui. Outro dia, eu fiz uma pesquisa aqui e consegui contar, de uma esquina à outra, 39 buracos. Um buraco desse tamanho não se cria do dia para a noite. Agora, se tiver uma manutenção constante, ele não vai chegar nesse ponto. E não é só uma rua, todas as ruas para baixo estão assim também, desse mesmo jeito”, explicou.
 

autor de livros

Chefão do Comando Vermelho, Marcinho VP tem pena reduzida em mais de um ano

Traficante está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande e redução da pena foi validada devido a livros escritos por ele na cadeia

19/05/2026 18h43

Marcinho VP teve 384 dias de remição da pena

Marcinho VP teve 384 dias de remição da pena Reprodução/TV Record

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O traficante Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, condenado a mais de 40 anos por crimes relacionados ao tráfico de drogas e homicídio e líder do Comando Vermelho, teve a pena reduzida em 384 dias, em decisão validada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), devido a sua produção literária durante o período em que está na cadeia.

Preso desde 1996, ele está em penitenciárias federais desde 2010, atualmente em Campo Grande.

A decisão do STF considera os quatro livros escritos pelo traficante entre 2017 e 2025.

Os livros de autoria de Marcinho VP são:

  • Marcinho VP: verdades e posições: o direito penal do inimigo, lançado em 2017
  • Preso de guerra: Um romance que resistiu à ditadura e à dor do cárcere, lançado em 2021
  • Execução Penal Banal Comentada, lançado em 2023
  • A cor da lei, lançado em 2025

Além dos livros escritos, o o chefão da facção criminosa do Rio de Janeiro também leu três livros no cárcere, que diminuíram 12 dias de sua pena, isto porque vada obra lida corresponde a remição de quatro dias de pena.

Os livro lidos pelo preso são: "Adriano: Meu medo maior", biografia do ex-jogador de futebol conhecido como Adriano Imperador; "Mussum Forevis, samba, mé e trapalhões", biografia do humorista Antonio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum; e "O vermelho e o Negro", uma das mais importantes obras da literatura francesa.

Conforme reportagem do Correio do Estado, além da remição da pena por leitura e produção literária, Marcinho VP também briga na Justiça para progredir para o regime semiaberto e ser colocado em liberdade definitiva em dezembro de 2026, pleiteando a concessão da detração de pouco mais de oito anos de prisão em que esteve preso preventivamente, na década passada.

Ele completa no fim de agosto 30 anos encarceirado e, pela legislação de quando foi condenado, este é o tempo limite que uma pessoa pode ficar na cadeia.

No entanto, matéria do Correio do Estado mostrou que caso ele seja condenado por outro crime, praticado após a mudança da legislação que ampliou o limite para 40 anos, poderá ficar mais tempo na prisão.

Para tentar impedir a soltura iminente, delegados e promotores buscam diversas alternativas, enquanto a defesa do traficante tenta derrubar mandados em vigor e evitar novas condenações.

Marcinho VP 

árcio Nepomuceno, o Marcinho VP, é apontado com nome proeminente da criminalidade do Rio de Janeiro há quase três décadas, sendo um dos principais chefes do Comando Vermelho, ao lado de Fernandinho Beira Mar.

Preso desde 1996 , ele está em penitenciárias federais desde 2010, atualmente em Campo Grande.

No entanto, o encarceramento não impediu que Marcinho VP continuasse no mundo no crime. Mesmo de dentro do presídio, ele ordenou uma série de crimes que foram cometidos por outros faccionados. Nos últimos 14 anos, ele cumpre pena em unidades federais.

Em novembro de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da Vara de Execuções Penais, autorizou a renovação, por mais três anos, da permanência de Marcinho VP no sistema penitenciário federal.

Na decisão, o juiz afirmou que a manutenção de Marcinho VP no sistema federal segue necessária para dificultar articulações criminosas no Rio de Janeiro.

A decisão cita a megaoperação deflagrada em 28 de outubro de 2024 nos complexos do Alemão e da Penha, áreas consideradas reduto de Marcinho VP, para alertar sobre o "risco do retorno do apenado ao sistema penal do estado".

O histórico de transgressões do líder do Comando Vermelho também foi apontado como motivo pela sua permanência. 

A Justiça considerou que a lei permite a renovação do prazo de permanência por um novo período, caso permaneçam os motivos da transferência. No caso de Marcinho VP, o interesse coletivo de segurança pública.

Marcinho VP é pai do rapper Oruam, que já fez manifestações públicas pedindo a liberdade do pai.

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