Cidades

Crime organizado

Chefão do Comando Vermelho preso em Campo Grande quer ser solto já em 2026

Justiça Federal, TRF3 e STJ rejeitaram pedido de Marcinho VP para descontar 8 anos de sua pena e colocá-lo no semiaberto

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Em meio à guerra na capital fluminense entre as forças policiais do Rio de Janeiro e a facção Comando Vermelho – uma das maiores e mais perigosas organizações criminosas do Brasil –, a pouco mais de 1,4 mil quilômetros de distância, na Penitenciária Federal de Campo Grande, um dos chefões da facção, Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, briga na Justiça para progredir para o regime semiaberto e ser colocado em liberdade definitiva em dezembro de 2026.

Marcinho VP queria que a Justiça lhe conceda a detração de pouco mais de oito anos de prisão em que esteve preso preventivamente, na década passada, mas vem tendo seus pedidos negados pela Justiça Federal, em Campo Grande, em 2º Grau, no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, e no Superior Tribunal de Justiça. 

A detração é o desconto na pena aplicada ao criminoso pelo período em que ele ficou preso temporariamente ou preventivamente.

No caso de VP, ele pleiteia desde 2019 uma detração de 8 anos, 5 meses e 13 dias, que alega ter sido reconhecida pelo Poder Judiciário no período em que estava na Penitenciária Federal de Catanduvas (PR).

Quando foi transferido para Campo Grande, o chefão do Comando Vermelho – condenado mais de uma vez por crimes como tráfico e homicídio doloso – não teve seu pleito atendido na primeira instância, na 5ª Vara Federal de Campo Grande, responsável pela execução penal dos detentos do presídio federal, nem tampouco no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo (SP). No STJ, também vem colecionando derrotas.  

O parecer do Ministério Público Federal contra a concessão da detração da pena prevaleceu até agora, mas como a pena ainda está em cumprimento, há ainda processos tramitando com pedidos semelhantes. 

A justificativa do Ministério Público para a rejeição do pedido de VP é de que, no período entre 2011 e 2019, em que a detração foi reconhecida, o chefão do Comando Vermelho já cumpria pena por outra condenação, não sendo possível contar a pena em dobro.

Para piorar a situação do chefão do CV, os procuradores encontraram uma inconsistência nos pedidos da defesa, pois na data de lançamento de início de cumprimento da pena do réu, em 1988, o atual chefão do Comando Vermelho teria apenas 12 anos de idade. 

Quando o processo na Justiça Federal de Campo Grande teve início, no ano passado, a totalidade das ações penais de Marcinho VP – que passou a maior parte de sua vida atrás das grades desde a década de 1990 – chegava a 48 anos e oito meses de prisão. Uma decisão da semana passada, do juiz Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, da 5ª Vara Federal de Campo Grande, que negou outro pedido de detranção, cita uma pena ainda maior de VP: 55 anos e oito meses de prisão.

“Ressalte-se, ainda, que a detração penal deve ser aplicada durante a execução penal ao invés de noprocesso de conhecimento, justamente para que não ocorra a contagem em dobro, triplo, quádruplo, etc, para aqueles que respondem, preso, a vários processos criminais durante um mesmo período de tempo.Neste sentido, não existe amparo legal no pedido de detração penal, considerando que seria o mesmo que computar por duas ou mais vezes um mesmo período de prisão”, argumentou o juiz.

Em decisão de pedido anterior, com a mesma finalidade, também houve argumentação semelhante.

“Detraindo-se períodos de prisões provisórias em intervalos de cumprimento de pena definitiva, corre-se o risco de o apenado não cumprir, na íntegra, a pena que lhe foi imposta”, votou o desembargador do TRF3, Alexandre Nekatschalow, em agosto último.

Semiaberto?

No cálculo da defesa, caso a detração de pouco mais de oito anos da execução penal de Marcinho VP fosse aceita, ele seria colocado em liberdade. No pedido apresentado à 5ª Vara Federal de Campo Grande, a advogada de Marcinho VP, Kelli Hilário, lembra que seu cliente já havia cumprido, no ano passado, 23 anos e nove meses de sua pena.

Se descontados os oito anos de detração sobre a maior condenação – de 31 anos e oito meses –, mais a segunda pena mais grave, de cinco anos, sobrariam 2.499 dias para o chefão do CV. No mesmo pedido, a advogada dividiu o período remanescente por 1/6, e sobraram 416 dias. Na sequência, pediu a remição de outros 722 dias – período em que o detento desconta da sua pena com trabalhos e serviços.

O resultado seria a progressão para o regime semiaberto quase imediata e Marcinho VP nas ruas em 19 de dezembro de 2026.

A tese vem sendo rejeitada em 1º e 2 de jurisdição, mas há recursos pendentes no STJ.

Saúde

Enquanto seus pedidos não são julgados, Marcinho VP segue a rotina de detento no presídio federal de Campo Grande. No mês passado, o Correio do Estado apurou com funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Leblon que ele precisou de socorro médico no local. Foi levado e trazido sob escolta no mesmo dia.

No início do ano, o filho, o rapper Oruam – nome de registro Mauro Davi dos Santos Nepomuceno – era visita frequente ao pai na capital sul-mato-grossense. As visitas cessaram depois que o rapper foi preso no Rio de Janeiro. 

No ano passado, Marcinho VP chegou a escrever, de próprio punho, um habeas corpus para ter direito a banho de sol no presídio federal. Na ocasião, a Justiça lhe negou o pedido.

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Lojas Americanas

Após reforma, Lojas Americanas reabre no centro de Campo Grande

Loja passou 10 dias fechada e volta a funcionar na próxima quinta-feira (23)

20/07/2026 18h15

Loja ficou fechada por 10 dias para reforma interna

Loja ficou fechada por 10 dias para reforma interna FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Depois de 30 dias de reforma, a Lojas Americanas reabre as portas na próxima quinta-feira (23). A loja, localizada na Rua Marechal Rondon, ao lado do Pátio, o Shopping do Centro, passou 10 dias fechada e abre as portas totalmente reformada nesta semana a partir das 10h. 

Essa é uma das 29 lojas da franquia espalhadas pelo Mato Grosso do Sul, sendo quatro delas em Campo Grande.

Loja ficou fechada por 10 dias para reforma internaLoja reabre na próxima quinta-feira (23) às 10h em Campo Grande / FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A loja teve sua área de vendas otimizada, com um novo layout que melhora a circulação dos clientes para fornecer uma experiência de compra ainda mais fluida.

A unidade oferece, ainda, uma ampla gama de produtos variados, como de alimentos, bebidas, higiene pessoal, beleza, brinquedos, papelaria, utilidades domésticas, entre outros, atendendo às necessidades de cada consumidor. 

A loja também tem um espaço destinado ao atendimento virtual, e uma categoria chamada de "Prateleira Infinita", que amplia a variedade física ao disponibilizar produtos do digital diretamente no ponto de venda.

A estratégia faz parte de ações voltadas à estabilização de bases físicas da franquia, após o fechamento de mais de 300 lojas em todo o País. 

De acordo com o presidente da Companhia, Fernando Soares, esse ciclo deve ser voltado à reestruturação e reorganização para uma retomada no número de consumidores. 

Virtual

Atualmente, a Americanas opera em mais de 800 cidades e registra aproximadamente 95 milhões de visitas mensais, considerando lojas físicas, site e aplicativo. A base digital também inclui mais de 35 milhões de seguidores nas redes sociais.

Além da expansão física, a Americanas aposta na evolução do canal digital. Hoje, contudo, o digital representa apenas cerca de 4% das vendas totais.

Segundo Soares, o foco é elevar a frequência e o tíquete médio dos consumidores, mais do que a aquisição de novos clientes. Nesse contexto, iniciativas como o programa Cliente A tendem a ampliar o gasto e a recorrência nas lojas.

A Americanas avalia que sua rede de lojas físicas pode ser utilizada como plataforma logística para parceiros, em um movimento que reforça o papel das unidades como hubs de distribuição dentro do novo modelo de negócios da companhia.

Segundo Soares, a capilaridade da empresa abre espaço para parcerias com plataformas digitais interessadas em ampliar sua presença no País.

"Será que algum marketplace não precisa de cerca de 1.500 pontos de entrega no Brasil? Eu acho que sim", afirmou o executivo, durante teleconferência.

*com informações Estadão Conteúdo

Saúde Pública

Campo Grande conquista bolsas federais para formar novos psiquiatras no SUS

Ministério da Saúde homologa financiamento de duas bolsas de residência médica em Psiquiatria para a Capital; Ponta Porã também é contemplada com vagas para Medicina de Família e Comunidade

20/07/2026 17h29

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Campo Grande foi contemplada pelo Ministério da Saúde com novas bolsas federais para a formação de médicos especialistas em Psiquiatria.

A medida foi oficializada em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (20), que homologa o resultado da primeira chamada do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência). 

Pela portaria, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), terá duas bolsas para médicos residentes do primeiro ano (R1) do Programa de Residência Médica em Psiquiatria. 

Apesar da autorização das bolsas pelo Ministério da Saúde, o processo seletivo ainda não foi aberto.

A expectativa é que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) publique um edital com as regras para participação, incluindo os requisitos, o período de inscrições, o cronograma, as etapas de seleção e a data de início da residência.

O financiamento será custeado pelo Ministério da Saúde, dentro da política nacional de ampliação da formação de especialistas para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

A publicação não cria um novo programa de residência, mas garante o financiamento federal das bolsas para programas previamente habilitados e aprovados pelo governo federal.

Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa faz parte da estratégia de fortalecer áreas consideradas prioritárias para o SUS e reduzir a desigualdade na distribuição de médicos especialistas pelo país. 

Reforço para a saúde mental

A autorização ocorre em um momento de crescente demanda por atendimento em saúde mental.

Nos últimos anos, a procura por consultas psiquiátricas e acompanhamento especializado aumentou significativamente na rede pública, impulsionada pelo crescimento dos casos de ansiedade, depressão, transtornos relacionados ao uso de drogas e outras doenças psiquiátricas.

Os médicos residentes atuam diretamente nas unidades de saúde durante o período de especialização, sob supervisão de profissionais experientes, conciliando atendimento à população com atividades de ensino e pesquisa.

Dessa forma, além de ampliar a formação de especialistas, as bolsas contribuem para reforçar a assistência prestada pelo SUS.

Ponta Porã também foi contemplada

Além de Campo Grande, Mato Grosso do Sul também teve outro programa beneficiado pela portaria.

O Fundo Municipal de Saúde de Ponta Porã recebeu autorização para o financiamento de seis bolsas para médicos residentes do primeiro ano (R1) destinadas ao Programa de Residência Médica em Medicina de Família e Comunidade.

A especialidade é considerada uma das bases da Atenção Primária à Saúde e tem papel estratégico na prevenção de doenças, no acompanhamento contínuo dos pacientes e na redução da pressão sobre os serviços hospitalares. 

Pró-Residência

O Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência) tem como objetivo ampliar a oferta de especialistas em regiões e especialidades consideradas prioritárias para o Sistema Único de Saúde.

Na portaria publicada nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde homologou o resultado da primeira chamada dos programas habilitados e definiu o quantitativo de bolsas financiadas pela União para cada instituição participante.

A partir da publicação, os programas contemplados deverão formalizar a adesão por meio do Sistema de Gestão das Residências em Saúde (SIG-Residências), conforme estabelece o ato oficial.

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