Mato Grosso do Sul contabiliza mais de 560 mil matrículas presenciais na educação básica das redes estadual e municipais em 2026, e pouco mais de uma em cada quatro está concentrada em Campo Grande. A Capital reúne 151.490 estudantes, o equivalente a aproximadamente 27% do total registrado no Estado.
Os números fazem parte dos resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
O levantamento considera as matrículas presenciais efetivas em creches, pré-escola, anos iniciais e finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA) das redes estadual e municipais.
Ao todo, a soma das etapas apresentadas no levantamento chega a 560.637 matrículas em Mato Grosso do Sul.
O tamanho da rede de Campo Grande fica ainda mais evidente na comparação com os demais municípios. Dourados aparece em segundo lugar, com 46.879 matrículas, número que representa menos de um terço das 151.490 contabilizadas na Capital.
Na sequência aparecem Três Lagoas, com 26.867; Ponta Porã, com 23.893; e Corumbá, com 19.957 matrículas.
Somente Campo Grande possui, portanto, mais estudantes matriculados do que Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá somados. Juntas, as quatro cidades reúnem 117.596 matrículas, cerca de 33,9 mil a menos que a Capital.
Capital lidera em diferentes etapas
A concentração não ocorre apenas no número geral. Campo Grande ocupa a primeira posição em diferentes etapas da educação básica contempladas pelo levantamento.
Nas creches, são 13.888 matrículas na Capital. Na pré-escola, o número chega a 16.788.
A maior quantidade está nos anos iniciais do ensino fundamental, etapa em que Campo Grande reúne 53.892 estudantes. Outros 38.305 estão matriculados nos anos finais.
Já no ensino médio regular, são 27.041 matrículas, o equivalente a aproximadamente 30% das 89.869 contabilizadas em Mato Grosso do Sul.
A Capital ainda registra 1.542 matrículas na EJA do ensino fundamental. Na EJA presencial de nível médio, porém, o cenário é diferente: são apenas 34 matrículas, conforme o resultado preliminar.
Ranking das maiores redes
A diferença entre os municípios também aparece quando são observadas as dez cidades com maior número de matrículas no Estado.
1º - Campo Grande: 151.490;
2º - Dourados: 46.879;
3º - Três Lagoas: 26.867;
4º - Ponta Porã: 23.893;
5º - Corumbá: 19.957;
6º - Sidrolândia: 11.128;
7º - Naviraí: 10.486;
8º - Aquidauana: 10.360;
9º - Nova Andradina: 9.925;
10º - Amambai: 9.652
As cinco primeiras colocadas concentram, juntas, 269.086 matrículas, correspondentes a aproximadamente 48% do total estadual. Ou seja, praticamente metade das matrículas contabilizadas está concentrada em apenas cinco dos 79 municípios sul-mato-grossenses.
Campo Grande, isoladamente, possui quase 3,2 vezes o número de matrículas de Dourados e mais de cinco vezes o registrado em Três Lagoas, terceira colocada.
Ensino fundamental concentra estudantes
Quando os dados são observados por etapa, o ensino fundamental representa a maior parcela das matrículas da educação básica consideradas no levantamento.
Mato Grosso do Sul contabiliza 201.599 matrículas nos anos iniciais e outras 142.403 nos anos finais. Somadas, são 344.002, correspondentes a aproximadamente 61% das 560.637 matrículas consideradas.
A educação infantil também representa uma parcela significativa. São 53.951 crianças matriculadas em creches e outras 65.385 na pré-escola, totalizando 119.336 matrículas. Já o ensino médio regular reúne 89.869 estudantes.
Os resultados são preliminares e correspondem às matrículas presenciais efetivas apresentadas no levantamento para as redes estadual e municipais.
Por isso, os números representam o recorte estabelecido pelo documento e podem sofrer alterações na consolidação definitiva dos dados.
Matrículas influenciam repasses do Fundeb
Além de dimensionar o tamanho da rede pública de ensino, o número de matrículas também influencia o financiamento da educação.
Os dados do Censo Escolar são utilizados como um dos critérios para a distribuição dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) entre estados e municípios.
O cálculo, porém, não depende apenas da quantidade de estudantes, já que as matrículas recebem pesos diferentes conforme fatores como etapa de ensino, modalidade e jornada escolar.
Como os números de 2026 apresentados no levantamento ainda são preliminares, eles não devem ser confundidos com a base já utilizada para definir os repasses do Fundeb deste exercício.
Ação ocorreu por volta do meio-dia desta sexta-feira (25) / Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado



