Campo Grande deu início, nesta terça-feira (19), à fase de regulamentação do Programa Municipal de Suplementação Alimentar com Leite e Derivados Frescos, iniciativa criada pela Lei Municipal nº 7.603.
A proposta, idealizada pelo Núcleo Girolando MS em parceria com o setor produtivo e articulada na Câmara Municipal pelos vereadores Salineiro e Papi, prevê impacto direto na saúde pública e na economia local, com estimativa de movimentar R$ 24,6 milhões por meio do fortalecimento da cadeia leiteira do município.
A primeira reunião para discutir a implementação do projeto contou com representantes do setor produtivo e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Econômico (Semades).
O encontro marcou o início da construção das regras operacionais do programa, que terá uma fase piloto ainda em 2026.
O plano inicial prevê o atendimento de duas escolas municipais e dois centros de convivência para idosos, que serão definidos pela Semades. Apesar de o cronograma oficial ainda não ter sido fechado, a expectativa é de que os primeiros atendimentos comecem nos próximos meses.
Segundo o presidente do Núcleo Girolando MS, Alessandro Coelho, que conversou com a equipe do Correio do Estado, o modelo inicial foi pensado para testar a capacidade operacional do programa antes da ampliação em larga escala.
“Nosso objetivo imediato é verificar o potencial de consumo desse público para, então, darmos passos firmes. Queremos construir a base para que, em 2027, possamos expandir o projeto de forma bem mais robusta, buscando atender a maioria das escolas, o público da terceira idade e as pessoas em situação de extrema vulnerabilidade”, afirmou.
A expectativa do grupo organizador é de que o programa alcance até 120 mil pessoas futuramente, ampliando a oferta de suplementação alimentar no município e fortalecendo pequenos e médios produtores locais.
Outro diferencial da proposta está na inclusão do mel de abelha floral na composição da alimentação distribuída.
O ingrediente deverá substituir açúcares industriais e refinados nas refeições fornecidas pelo município, funcionando como fonte natural de energia e contribuindo para a melhoria nutricional da merenda.
De acordo com Alessandro Coelho, o projeto também busca integrar desenvolvimento econômico e responsabilidade social. “Vamos trabalhar esse passo a passo de forma muito próxima entre a indústria e os produtores locais, cientes da complexidade logística e estrutural do projeto”, ressaltou.
A rapidez na aprovação da legislação também foi destacada pelo setor produtivo.
Segundo Coelho, o avanço da proposta contou com participação decisiva da vice-prefeita Camila e foi consolidado com a sanção da prefeita durante a Expogrande, evento considerado simbólico para o agronegócio sul-mato-grossense.
Para o chefe da Assessoria Técnica da Semades, Oto Cândido, o município vive agora uma etapa de diagnóstico e levantamento de informações para garantir segurança jurídica e viabilidade operacional ao programa.
“Essa reunião faz parte de uma etapa primordial de levantamento de dados e escuta das entidades do setor, para compreendermos melhor a realidade da cadeia produtiva do leite em Campo Grande. A partir desse diagnóstico, poderemos avançar com mais segurança nas próximas etapas”, explicou.
A iniciativa une políticas públicas de segurança alimentar, incentivo à produção regional e fortalecimento da economia local, com foco na melhoria da qualidade nutricional oferecida à população em situação de vulnerabilidade social.
Nota enviada ao Correio do Estado, na tarde desta terça-feira (19)

