Com a ampliação das imunização e maior cobertura vacinal de gestantes, os casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que atinge parte das crianças e bebês reduziu pela metade em comparação ao mesmo período do ano passado, em Campo Grande.
Os dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apontam 49,6% a relação de diferença entre 2025 e 2026 de casos graves da doença com necessidade de hospitalização.
O vírus respiratório é mais expressivo em bebês e crianças menores de um ano, pois são mais vulneráveis às complicações da infecção, com risco de evolução para quadros graves, como bronquiolite e pneumonia. E de um ano para outro, foi o público que teve maior redução nos casos.
O levantamento da Sesau da semana passada, caracterizada como a Semana Epidemiológica 28 do ano, foram 287 casos registrados do vírus entre os pacientes hospitalizados, e durante o mesmo período do ano passado foram 572.
A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo aponta que as responsáveis pela redução no número de casos são as estratégias de imunização adotadas para os grupos prioritários, em especial a incorporação da vacina para as gestantes a partir da 28ª semana, quando as mães tomam a dose antes do bebê nascer.
“A redução registrada neste ano é muito significativa e demonstra que as medidas de prevenção já estão fazendo diferença. Quando protegemos as gestantes, protegemos também os bebês nos primeiros meses de vida, justamente o período de maior risco para complicações causadas pelo VSR. Isso reforça a importância da vacinação das gestantes e da ampliação do acesso às tecnologias de proteção para os grupos mais vulneráveis”.
A imunização das gestantes permite que os anticorpos sejam tranferidos para o bebê durante a gravidez, de forma que nos primeiros meses de vida, em que estão mais vulneráveis e expostos ao risco de hospitalização, os bebês garantam a proteção pela transferência.
Segundo a agente de saúde, desde o início da campanha foram aplicadas 6,7 mil doses na Capital.
Além da imunização nas mães, a incorporação de doses como o Nirsevimabe, que são aplicadas diretamente nos bebês, principalmente prematuros e os com condições de saúde que aumentam os riscos de complicações foi muito importante na proteção e queda dos casos.
A dose é um anticorpo monoclonal que previne as graves da doença e diminui os riscos de evolução para bronquiolite e desde feveriro de 2026, foram adminstradas 1.050 doses nas maternidades e unidades de referência no atendimento de bebês da Capital.
Veruska Lahdo ressalta que a queda nas internações ajudaram a diminuir a pressão sobre a rede hospitalar durante o período de maior circulação dos vírus respitatórios que também atingem a outros grupos prioritários e o restante da população.
“São ações que salvam vidas e evitam o agravamento de quadros que poderiam exigir internação. Já no primeiro ano de implementação dessas estratégias, observamos um impacto muito positivo na proteção das nossas crianças”
O cenário acompanha outras regiões do país que também adotaram as estrtégias de prevenção e caracterizam a importância da manutenção da saúde pública, pensando especialmente nos grupos que integram a população prioritária.
A Sesau orienta que a população procure a unidade de saúde mais próxima para buscar a vacinação, bem como para receber outras orientações em casos de dúvidas e ainda para acompanhamento de casos.
Transporte está sob intervenção da prefeitura desde junho - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

