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falta de leitos

Campo Grande registra caos na Saúde em função da alta de casos de crise respiratória

Rede pública está sem leitos pediátricos e adultos vagos; hospitais particulares também apresentam aumento de internações

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Campo Grande registra caos no sistema de Saúde em razão do aumento de internações na rede pública. Os hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Capital relatam que estão com 100% de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) pediátricas. A principal causa desse aumento é a síndrome respiratória aguda grave (SRAG). 

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou, por meio de nota, que está finalizando a elaboração de documento para a contratualização de leitos na rede particular de Campo Grande. 

A Sesau estima ampliação de até 30 leitos clínicos e 10 leitos de UTI. Alguns hospitais particulares já demonstraram interesse em participar do processo, como é o caso do El Kadri, que, de acordo com a assessoria da Sesau, sinalizou a possibilidade de abrir 30 leitos. 

Ocupação 

A realidade de outras redes particulares da Capital não é tão boa. A assessoria de comunicação do Hospital Cassems relata que a unidade de Campo Grande registrou um aumento significativo de internações.

“Antes [a ocupação] era em torno de 70% a 75%. Atualmente, gira em torno de 90% a 95%. A unidade hospitalar informa também que está atendendo à demanda e que, no momento, não existem pacientes aguardando vagas para leitos”, explicou a Cassems. 

O Hospital Unimed também relatou um forte aumento no número de pacientes no pronto atendimento adulto e pediátrico nas últimas semanas. De acordo com a assessoria da instituição, a maioria dos casos é de doenças respiratórias. 

O número de internações também subiu consideravelmente, mas o número exato não foi especificado, por conta da dinâmica de atendimentos, relatou a rede hospitalar. 

Na rede pública, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) informou que opera com 100% de ocupação na UTI pediátrica e tem uma vaga disponível na UTI adulto. Já o Hospital Universitário (HU) relatou que os 232 leitos, entre adultos e pediátricos, estão ocupados. 

Ainda segundo o HU, a maior crise enfrentada atualmente ocorre no atendimento pediátrico, por causa das crises respiratórias. “Nosso PAM [pronto atendimento médico] Área Verde tem 30 pacientes e temos 4 leitos disponíveis”, relatou a assessoria. 

A Santa Casa atualizou sua situação de ocupação na tarde de ontem. De acordo com o hospital, a área vermelha do pronto-socorro tem 21 pacientes e aguarda a chegada de outros 5 – a área tem capacidade para apenas 6 leitos. 

A área verde do pronto-socorro, que também tem 6 leitos de capacidade, está com 32 pacientes. Desses, 26 estão internados, e os demais em observação, aguardando leitos de enfermaria e centro cirúrgico. Além disso, a área aguarda a chegada de 8 novos pacientes. 

Na ala vermelha pediátrica, sete crianças estão internadas, e cinco, intubadas. A capacidade técnica para a área é de três leitos, e dois novos pacientes são aguardados. Na ala verde pediátrica há 10 crianças, sendo 7 internadas e 3 em observação. 

A Santa Casa informou, por meio de nota, que, no momento, em decorrência da superlotação em setores importantes do hospital, não tem condições de receber nenhum paciente até que a situação de falta de leitos seja resolvida. 

A Sesau afirmou em nota que Campo Grande está passando por um surto de doenças respiratórias e de dengue, e isso fez com que a demanda por unidades de urgência e emergência aumentasse mais de 30%. 

Houve reclamações de pacientes a respeito do tempo de atendimento em algumas unidades de saúde, entre elas a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon. Segundo a Sesau, a UPA está com escala completa de seis médicos clínicos e todos os pacientes estão sendo atendidos dentro do tempo protocolar. 

“É importante ressaltar que nestas unidades existem pacientes nas enfermarias em atendimento ou aguardando vaga em um hospital, que precisam ser periodicamente assistidos pelas equipes. Desta forma, os médicos e demais profissionais se revezam no atendimento destes pacientes e dos que se encontram na recepção, e, quando há um número maior de pacientes nestas condições, isso se reflete também em um maior tempo de espera”, ressaltou a Sesau. 

A secretaria relatou que busca reforçar o quadro clínico das unidades por meio da convocação de novos profissionais e também do envio de equipes de apoio para assegurar que a população seja atendida. 

Crianças 

Enquanto os adultos ocupam os leitos em função de doenças respiratórias e outras causas, as crianças são os principais pacientes de com SRAG em Campo Grande. 

Em razão desse fator, o secretário municipal de Saúde, Sandro Benites, fez um apelo para que os pais evitem levar as crianças a locais com grande circulação de pessoas, como shoppings, parques e feiras, em razão dos vírus respiratórios em circulação.

Além disso, Benites enfatizou que os responsáveis devem evitar levar as crianças para a escola caso estejam doentes ou com sintomas gripais. 

O médico pediatra Alberto Costa informa que as crianças de até 3 anos de idade ainda não têm o sistema imunológico completo e estão mais suscetíveis a doenças, principalmente as relacionadas a infecções das vias aéreas, tanto inferiores quanto superiores, como resfriados, bronquiolites e pneumonias. 

“Esses quadros virais respiratórios são bem contagiosos. Passam pela proximidade, por gotículas de orofaringe, que é a parte da garganta logo atrás da boca, pelo brinquedo que é trocado. As crianças estão bem mais vulneráveis, especialmente as mais jovens”, relatou o pediatra.

Polícia

Bebê desaparece após adolescente e irmã serem mantidas em cárcere, em Campo Grande

Jovem afirma que ela e a irmã, de 13 anos, foram amarradas e mantidas em cárcere; Polícia Civil investiga o desaparecimento da criança

07/08/2026 14h00

Fachada da DEPCA - (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente)

Fachada da DEPCA - (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente) FOTO: Divulgação PCMS

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Uma bebê desapareceu após a mãe, uma adolescente de 17 anos, e a tia, de 13 anos, afirmarem que foram mantidas em cárcere por várias horas em uma residência, em Campo Grande. O caso ocorreu na quinta-feira (6) e é investigado pela Polícia Civil. A mãe da criança presta depoimento na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) na tarde desta sexta-feira (7).

Em entrevista ao Correio do Estado, a madrinha da bebê contou que a adolescente conheceu uma mulher em um grupo de doações no WhatsApp. Segundo ela, a suspeita inicialmente doou roupas para a criança e, dias depois, ofereceu um ensaio fotográfico. Como o encontro não aconteceu, a mulher teria feito uma proposta de trabalho para a jovem.

De acordo com o relato da familiar, a adolescente aceitou cuidar de um bebê de seis meses pelo valor de R$ 100 e recebeu autorização para levar a própria filha. Ela foi até o endereço acompanhada da bebê e da irmã, de 13 anos, que a auxiliaria durante o trabalho.

Ainda conforme a madrinha, ao chegarem ao imóvel, as duas adolescentes foram surpreendidas por pessoas que as renderam. "Eles abordaram elas, amarraram elas e trancaram uma no banheiro e a outra em um quarto com a neném. Elas ficaram lá até por volta de uma da manhã, quando foram soltas em um terreno baldio, nas proximidades da Avenida Guaicurus", relatou.

Após serem libertadas, as adolescentes caminharam de volta para casa. Desde então, a bebê não foi mais encontrada. A família informou que tentou localizar o imóvel onde elas haviam sido levadas, mas não conseguiu encontrá-lo. O celular da mãe também não foi devolvido.

A Polícia Militar informou que realizou o primeiro atendimento da ocorrência, mas que o caso está sob responsabilidade da Polícia Civil. A corporação informou ainda que, até o momento, a ocorrência não é tratada oficialmente como sequestro, e que as circunstâncias ainda estão sendo apuradas.

"A equipe da PM fez o primeiro atendimento e, como elas não recordavam direito das informações, todas foram levadas para a delegacia. As diligências seguem com a equipe da Polícia Civil", informou.

A mãe da bebê permanece durante a tarde desta sexta-feira na DPCA, onde presta depoimento. Até a publicação desta reportagem, a criança não havia sido localizada e a Polícia Civil ainda não divulgou informações sobre o andamento das investigações.

Recurso

Pardal: TSE regulamenta aplicativo que permite denúncias de propaganda eleitoral irregular

Ferramenta estará disponível a partir de 16 de agosto, início oficial da propaganda eleitoral

07/08/2026 13h45

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou o uso do aplicativo Pardal Móvel para o recebimento de denúncias de propaganda eleitoral irregular nas Eleições Gerais de 2026.

A ferramenta estará disponível a partir de 16 de agosto, início oficial da propaganda eleitoral, o que permite que eleitoras e eleitores encaminhem denúncias diretamente aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), responsáveis pela fiscalização desse tipo de infração.

A regulamentação foi estabelecida pela Portaria TSE nº 451/2026, assinada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e publicada dia 27 de julho no Diário da Justiça Eletrônico (DJE).

O objetivo é ampliar a participação da população na fiscalização das campanhas eleitorais e agilizar o encaminhamento de informações sobre possíveis irregularidades.

O sistema será composto por três módulos. O Pardal Móvel será um aplicativo gratuito para smartphones e tablets, disponível nas plataformas Google Play e App Store.

Pardal ADM

Já o Pardal ADM será utilizado exclusivamente pela Justiça Eleitoral para gerenciar as denúncias recebidas, enquanto o Pardal Web permitirá o acompanhamento de estatísticas dos registros.

Para utilizar o aplicativo, será necessário fazer a autenticação por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. Apesar da identificação obrigatória, a identidade da pessoa denunciante permanecerá protegida por sigilo, independentemente da forma de acesso escolhida.

Ao registrar uma denúncia, o usuário deverá descrever a suposta irregularidade. Um agente automatizado fará uma classificação preliminar entre propaganda eleitoral irregular na internet e outras formas de propaganda irregular.

Antes do preenchimento das informações complementares, o sistema exibirá orientações sobre o que é permitido ou proibido pela legislação eleitoral, medida que busca reduzir o número de denúncias equivocadas.

A classificação sugerida poderá ser alterada pelo próprio denunciante. Também será possível anexar fotos, vídeos, áudios e links relacionados ao caso. Após o envio, o sistema emitirá um número de protocolo para acompanhamento da denúncia, que poderá ser consultada pelo aplicativo ou por um link enviado ao e-mail informado. A portaria prevê ainda que denúncias fora do escopo do Pardal sejam direcionadas aos canais competentes.

Casos relacionados à desinformação eleitoral serão encaminhados ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), enquanto denúncias sobre crimes eleitorais e outros ilícitos deverão ser enviadas aos canais eletrônicos do Ministério Público Eleitoral (MPE) de cada estado.

No ambiente interno da Justiça Eleitoral, o Pardal ADM permitirá que TREs e juízos eleitorais façam a gestão das denúncias por diferentes perfis de acesso, como administrador, triagem, cartório e consulta.

O sistema também possibilitará o encaminhamento automático das ocorrências às zonas eleitorais competentes, conforme critérios como município, categoria da denúncia ou equipe responsável pela análise.

Outra novidade é a possibilidade de envio de notificações eletrônicas a candidatas, candidatos, partidos, federações e coligações mencionados nas denúncias para apresentação de esclarecimentos ou comprovação da regularização da situação.

Além disso, as ocorrências poderão ser autuadas diretamente no Processo Judicial Eletrônico (PJe), na classe processual Notícia de Irregularidade de Propaganda Eleitoral (Nipe), o que deve dar mais rapidez ao tratamento dos casos pela Justiça Eleitoral.

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