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Três bairros serão asfaltos e uma ponte de concreto será construída em Campo Grande

Prefeitura Municipal vai assinar contrato com a Caixa Econômica ainda este mês para liberação do dinheiro

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Os bairros Portal Caiobá, North Park e Nashiville, localizados em Campo Grande, receberão 5,5 km em pavimentação.

Uma ponte de concreto com extensão de 20 metros sobre o Córrego Limpo também será construída nos assentamentos de Conquista e Sucuri. 

Últimas Notícias

A Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), responsável pelas obras, recebe apoio da Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste (Sudeco) e Ministério do Desenvolvimento Regional. 

Serão investidos R$ 9,2 milhões nos feitos e objetivo é proporcionar moradia com dignidade à população, além de facilitar o acesso e o ir e vir do cidadão. 

A PMCG firmará contrato ainda neste mês com a Caixa Econômica Federal para liberação do dinheiro e, a partir disso, as obras serão licitadas.

No Caiobá, serão asfaltadas as ruas Diógenes Inácio de Souza, Ilha de Marajó e Jerumita Maria de Souza. No total, serão 1,7 km de pavimentação.

O Nashiville terá 1,4 km de asfalto. Serão pavimentadas as seguintes ruas: Hipólito Cassiano, Avenida Osmar de Andrade, José Maria de Souza, Chames Fraia, Ronald de Carvalho, Francisco Otaviano, Ademar Sobral, Maria Chinzarian e Florestan Fernandes. 

Já no North Park, serão asfaltados 2,4km das ruas do Boadeiro, Ushuaia, Quito, Ponta Arena, Abrolhos, Caracas, Mar Del Plana, La Paz e Bahia Branca.

Outras obras

A PMCG já concluiu as obras que dão acesso à Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

No ano passado, o bairro Nova Campo Grande também recebeu obras de infraestrutura em drenagem do solo.

Para este mês, está previsto edificação de uma sobre o Córrego Imbirussu, no prolongamento da Avenida 7, localizada no Nova Campo Grande.

Também haverá pavimentação no Jardim Monte Alegre, após aprovação e liberação de recursos.

A Prefeitura também deve retomar a construção na UBSF do Santa Emília.

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TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO

Trabalhadores de MS são resgatados de situação análoga à escravidão em SP

Força-tarefa encontrou indígenas e outros trabalhadores sul-mato-grossenses vivendo em alojamentos precários e aguardando pagamento há dias; ao todo, 44 pessoas foram resgatadas

13/03/2026 10h30

Os locais apresentavam forte odor, calor intenso, sanitários em condições precárias e número insuficiente de instalações para a quantidade de pessoas alojadas.

Os locais apresentavam forte odor, calor intenso, sanitários em condições precárias e número insuficiente de instalações para a quantidade de pessoas alojadas. Divulgação

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Trabalhadores oriundo de Mato Grosso do Sul estão entre as 44 pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão durante uma operação realizada no interior de São Paulo. A fiscalização ocorreu entre os dias 2 a 6 de março e foi conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com foco na região de Araçatuba. 

A ação teve como alvo o Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral e dos Estivadores e Capatazes de Araçatuba, responsável pelo recrutamento e intermediação de mão de obra para atividades de carga e descarga de grãos, como soja e café. 

Durante a operação, equipes encontraram trabalhadores em alojamentos precários nas cidades de Araçatuba, Buritama, Floreal e Votuporanga. Em um dos locais vistoriados, em Floreal, trabalhadores vindos de Mato Grosso do Sul aguardavam havia cerca de 15 dias o início da safra sem receber qualquer remuneração, o que dificultava até mesmo a compra de alimentos. 

Em Votuporanga, quatro trabalhadores indígenas das etnias Terena, Guarani e Caiuá foram encontrados em situação de extrema vulnerabilidade, com salários atrasados e sem alimentação adequada. 

Segundo a força-tarefa, os trabalhadores eram recrutados por intermediários que iam até aldeias indígenas para oferecer vagas de trabalho por meio dos caciques. No entanto, ao chegarem ao destino, as condições eram muito diferentes das prometidas, o que pode configurar, inclusive, indícios de tráfico de pessoas.

Além da falta de pagamento e da incerteza sobre a remuneração, os trabalhadores eram submetidos a jornadas exaustivas. Em Buritama, por exemplo, foi constatado que operários trabalhavam de segunda-feira a domingo descarregando sacas de grãos, sem folga semanal fixa. 

Alojamentos precários

Ao todo, cinco moradias utilizadas para abrigar os trabalhadores foram fiscalizadas. Em todos os casos, os auditores identificaram graves problemas de higiene e estrutura.

Os locais apresentavam forte odor, calor intenso, sanitários em condições precárias e número insuficiente de instalações para a quantidade de pessoas alojadas.

Além disso, o sindicato realizava descontos de 13% sobre os valores recebidos pelos trabalhadores a título de contribuição assistencial e também repassava os custos com alimentação, o que aumentava o risco de endividamento dos empregados.

Outro episódio que chamou a atenção dos fiscais foi o histórico de um trabalhador que morreu soterrado em uma carreta de soja após dois anos atuando como trabalhador avulso. À época do acidente, o sindicato não possuía seguro de vida para a vítima, que vivia em situação de rua em Araçatuba.

Durante a fiscalização, a secretária-geral da entidade afirmou que havia apólices para os trabalhadores ativos, mas não apresentou documentos que comprovassem a contratação do seguro.

Também foi constatado que o sindicato não possuía instrumentos coletivos de trabalho, sob a justificativa de dificuldades administrativas e de registro junto ao Ministério do Trabalho.

Para a procuradora do trabalho Regina Duarte da Silva, que coordena a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete) na 15ª Região, a situação encontrada demonstra a gravidade das violações.

Segundo ela, submeter trabalhadores a alojamentos degradantes e a jornadas que desconsideram o descanso semanal representa uma afronta direta à dignidade humana, sobretudo quando envolve populações vulneráveis, como indígenas atraídos por promessas de renda.

Acordo e investigação

Diante das irregularidades, o sindicato firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT durante audiência realizada na sede da entidade.

O acordo prevê prazos para pagamento de verbas rescisórias e indenizações individuais aos trabalhadores resgatados, além da obrigação de regularizar imediatamente as condições de trabalho e moradia. O documento também estabelece sanções em caso de descumprimento.

Os auditores fiscais lavraram autos de resgate por trabalho análogo à escravidão e providenciaram a emissão das guias de seguro-desemprego para as vítimas.

O sindicato segue sendo investigado pelo Ministério Público do Trabalho em Araçatuba, que acompanhará o cumprimento das medidas estabelecidas no TAC e a regularização das atividades da entidade.

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MATO GROSSO DO SUL

Com verba federal, Corumbá finalmente deve ganhar maternidade

Investimento será de R$ 76 milhões na cidade que tem um dos maiores índices de mortalidade infantil

13/03/2026 09h00

A nova unidade deve reforçar a rede de saúde da região pantaneira

A nova unidade deve reforçar a rede de saúde da região pantaneira Divulgação

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A construção de uma nova maternidade em Corumbá deu mais um passo para sair do papel. A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) lançou licitação para erguer a unidade hospitalar no município pantaneiro, com investimento estimado em R$ 74,9 milhões.

O aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial do Estado, nesta quinta-feira (12) e prevê a construção de uma maternidade de porte II, dentro do programa do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. A disputa será realizada na modalidade concorrência eletrônica, com abertura das propostas marcada para 1º de abril, às 8h30.

Pelo edital, a obra será contratada pelo critério de menor preço e executada em regime de empreitada por preço unitário. A nova unidade deve reforçar a rede de saúde da região pantaneira, atendendo gestantes de Corumbá e de municípios vizinhos, além de moradores da faixa de fronteira com a Bolívia.

O projeto da maternidade integra o pacote de investimentos federais do Novo PAC voltados à expansão da assistência obstétrica no país. Inicialmente prevista para Dourados, a unidade foi redirecionada para Corumbá após análise de indicadores de saúde e necessidade regional de leitos.

A definição levou em conta justamente regiões com maiores índices de mortalidade materna e carência de estrutura hospitalar, segundo o Ministério da Saúde.

Falta de estrutura 

A nova obra surge em meio a um histórico de problemas no atendimento obstétrico em Corumbá, que já motivaram investigações do Ministério Público e protestos de familiares.

Em 2024, a promotoria abriu inquérito para apurar mortes de bebês e gestantes relacionadas a possíveis falhas no atendimento da maternidade da Santa Casa da cidade, incluindo a ausência de UTI neonatal e pediátrica.

Na época, ao menos três recém-nascidos e uma gestante morreram em circunstâncias semelhantes, segundo relatos que motivaram as investigações.

Casos de óbitos também levaram a questionamentos na Câmara Municipal. Em uma das discussões públicas, a direção da Santa Casa reconheceu a necessidade de investimento em UTI neonatal, após o registro de mortes de recém-nascidos no município.

Região tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil

Dados do Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil mostram que a macrorregião de Corumbá registrou uma das maiores taxas de mortalidade infantil de Mato Grosso do Sul, com 17,1 óbitos para cada mil nascidos vivos em 2023.

O índice ficou acima da média estadual e reforça a necessidade de ampliação da assistência à gestação, parto e cuidados neonatais.

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