Cidades

CRIME

Capital registra segundo feminicídio na frente de criança em dois dias

Vítima correu para fugir do acusado com a filha de um ano no colo, mas isso não impediu que fosse golpeada diversas vezes com uma faca

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Em um intervalo de dois dias Campo Grande registrou mais um feminicídio no começo da manhã desta sábado (1º), quando  Natali Gabrieli da Silva Souza, de 19 anos, foi morta pelo marido Cléber Corrêa Gomez a facadas, de 30 anos. 

O crime aconteceu na Rua Leopoldina de Queiroz Maia,  no Jardim Lageado,  e o autor foi preso em flagrante pelo Grupo de Operações e Investigações (GOI) e encaminhado para a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), onde prestou depoimento. 

Ainda de acordo com as informações policiais, a mulher foi esfaqueada pelo marido enquanto fugia da residência onde o casal morava. Ela carregava a filha de um ano e quatro meses no colo, mas nem isso impediu o homem de golpear a mulher diversas vezes até que caísse morta a poucos metros da residência. 

A criança é fruto do relacionamento do casal e foi acolhida por familiares da vítima após a morte da mãe. 

Conforme registrado no boletim de ocorrência, os vizinhos informaram quer as brigas entre os dois eram constantes, especialmente quando ingeriam bebidas alcoólicas. Inclusive, o irmão do acusado, que também conversou com os policiais, disse que na sexta-feira (30), aconteceu um desses momentos. 

Ainda segundo ele, o casal bebeu a noite toda na companhia de amigos e, por volta das 4h30 de hoje, Natali e Cléber começaram a brigar, quando começaram a quebrar objetos da casa onde moravam. 

O cunhado da vítima se recorda de que quando já estava em casa, que fica vizinha a do casal, viu Natali passando com a cabeça machucada, quando o Cléber veio atrás com um faca e a esfaqueou até que ela morresse. 

Depois de matar Natali o homem fugiu, mas foi preso na casa da irmã, próximo ao local do crime. Ele acabou confessando o crime, foi preso em flagrante e encaminhado para a Deam. 

A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher irá convocar uma entrevista coletiva para informar mais detalhes do crime. 

FEMINICÍDIO EM CAMPO GRANDE 

Na quinta-feira, foi registrado o quarto feminicídio consumado em Campo Grande. Desta vez, a vítima foi Brenda Possidonio de Oliveira, de 25 anos, que foi morta pelo então marido Lyennan Camargo de Mattos Oliveira. O crime aconteceu na presença do filho pequeno da mulher. 

De acordo com as delegadas Elaine Cristina Ishiki Benincasa e Analu Lacerda Ferraz, que acompanham o caso na Deam, o filho chegou a pedir socorro para a mãe e, após ser acolhido por uma vizinha que o tirou da cena do crime, ainda perguntava se havia conseguido salvar sua genitora. 

"A criança saiu batendo nos portões de todos os vizinhos, pedindo 'socorro, salva a minha mãe', mas não conseguiu", contou a delegada. 

Uma das vizinhas disse à polícia que não acompanhava o relacionamento do casal e não ouviu a discussão que antecedeu o crime, mas ouviu a criança pedindo que alguém ajudasse sua mãe “porque iriam matar ela”. 

Apesar de ter ter registro policial por furto e roubo e também outro por violência doméstica contra outra mulher em 2017, as delegadas afirmaram que Brenda ainda não tinha registrado qualquer denúncia contra o acusado. 

O homem chegou a confessar o crime para a mãe da vítima, dizendo que agiu por ciúmes e para um vizinho, ele disse que a vítima tentou matá-lo com uma faca. 

As investigações do crime continuam para apurar se o crime foi premeditado ou se ele realmente agiu em legítima defesa.

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saúde

Juiz obriga plano de saúde a bancar bariátrica a mulher com obesidade mórbida

Plano de saúde alegou que a mulher, beneficiária desde junho de 2024, tinha doença pré-existente. Mas, ao assinar o plano, ela informou peso e altura

24/04/2026 09h00

Decisão é de primeira instância e ainda existe a possibilidade de o plano de saúde recorrer a instâncias superiores

Decisão é de primeira instância e ainda existe a possibilidade de o plano de saúde recorrer a instâncias superiores

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O juiz Deni Luis Dalla Riva, da 6ª Vara Cível de Campo Grande, julgou procedente ação movida por uma paciente contra a operadora de um plano de saúde e determinando que autorize e custeie integralmente cirurgia bariátrica indicada por prescrição médica para uma mulher que tem obesidade mórbida.

De acordo com os autos, a autora, beneficiária do plano desde junho de 2024, foi diagnosticada com obesidade grau III, o que significa obesidade mórbida, além de comorbidades como hipertensão, resistência insulínica e pré-diabetes.

Diante deste quadro clínico e da ineficácia do tratamento medicamentoso, houve indicação médica para a realização de cirurgia bariátrica por videolaparoscopia. No entanto, o procedimento foi negado pela operadora sob a justificativa de doença preexistente e cumprimento de período de carência.

A paciente alegou que informou corretamente seu peso e altura no momento da contratação — dados que já indicavam obesidade — e sustentou não ter havido qualquer omissão ou má-fé. Também afirmou ter sido coagida a assinar documentos que reconheciam suposta irregularidade, sob ameaça de cancelamento do plano.

Em sua defesa, a operadora argumentou que a beneficiária estaria em período de cobertura parcial temporária, aplicável a doenças preexistentes, e que não foram cumpridos os requisitos exigidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), como o tempo mínimo de tratamento clínico.

Ao analisar o caso, o juiz Deni Luis Dalla Riva entendeu que não ficou comprovada a alegada má-fé da paciente, uma vez que os dados fornecidos por ela já permitiam à operadora identificar a condição de obesidade.

Segundo a decisão, caberia à empresa, diante dessas informações, adotar medidas como a realização de exames prévios ou orientação adequada no momento da contratação, o que não ocorreu. O juiz também considerou que os laudos médicos apresentados comprovam a gravidade da condição de saúde e a falha dos tratamentos clínicos anteriores.

Dessa forma, foi considerada abusiva a negativa de cobertura com base em doença preexistente, especialmente diante da ausência de prova de omissão por parte da autora.

Na sentença, o magistrado determinou que a operadora autorize e custeie integralmente a cirurgia bariátrica, incluindo materiais e taxas necessárias, conforme indicação médica, confirmando a tutela de urgência anteriormente concedida.

RESGATE

Grupo realiza força-tarefa para capturar onça-pintada que matou cadela em Corumbá

A ação prevê a captura, avaliação clínica do animal e soltura em local adequado, com monitoramento contínuo via GPS. 

24/04/2026 08h45

Onça-pintada apareceu em maio do ano passado na residência, em Corumbá

Onça-pintada apareceu em maio do ano passado na residência, em Corumbá Foto: Reprodução

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Após uma onça-pintada invadir uma residência na Rua Marechal Floriano, em Corumbá, e matar a cadela Ana, nesta quarta-feira (22), o grupo técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário organiza uma força-tarefa para capturar o felino e, posteriormente, soltar em local adequado.

A decisão foi motivada pelo comportamento do felino, que passou a utilizar regiões habitadas e a registrar ataques a animais domésticos.

O grupo é composto por instituições como o IBAMA, CENAP/ICMBio, Polícia Militar Ambiental, Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Defesa Civil de Corumbá, Instituto Homem Pantaneiro, Reserva Jaguarte, entre outros.

A força-tarefa prevê a captura, avaliação clínica do animal e soltura deste em local adequado, com monitoramento contínuo via GPS. 

As instituições reforçam que, caso a população localize uma onça-pintada, deve avisar imediatamente os órgãos oficiais, como a Polícia Militar Ambiental ou a Defesa Civil, para realizar a captura do animal.

O caso já é acompanhado pelas autoridades desde a primeira aparição da onça-pintada na região do Mirante da Capivara, há mais de um ano. As instituições fiscalizam a área com armadilhas fotográficas e ações preventivas. 

Após este episódio, equipes da Polícia Militar Ambiental e do Prevfogo do IBAMA retornarão com as rondas noturnas nos principais pontos de avistamento.

Morte de Ana

Uma onça-pintada matou a cadela caramelo Ana, na madrugada de quarta-feira (22), em Corumbá. O ataque ocorreu por volta das 3h30, em uma residência na rua Marechal Floriano, nas proximidades do Mirante da Capivara. O felino já havia visitado o local há um ano, quando foi expulso pela vira-lata.

De acordo com Claudia Helena Pereira Duarte, filha da proprietária do imóvel, ao Diário Corumbaense, ela acordou com barulhos e presenciou o momento em que a cadela enfrentava a onça na varanda da casa.

“Acordei com o barulho, fui até a sala e, ao abrir a janela da porta que dá acesso à varanda, vi a minha cachorra lutando com a onça. Comecei a gritar e chamar minha mãe. Foi quando o animal soltou a ‘Ana’, pulou o muro, olhou para trás por alguns segundos e seguiu em direção à rua e à praça do Mirante”, relatou a moradora.

A onça feriu Ana com uma mordida no pescoço, o que foi fatal para a cadela. A família informou que realizou a limpeza da área e enterrou o animal ainda durante a madrugada e permaneceu dentro da residência com receio de um outro ataque.

A dona da casa, Clara da Silva Pereira Duarte, afirmou que a onça costuma rondar o imóvel, mas desta vez conseguiu acessar a varanda, o que aumentou a preocupação da família.

“Ela sempre aparece, mas não tivemos retorno das autoridades. Já cansei de pedir providências. Parece que só vão fazer algo quando acontecer o pior, como um ataque a uma pessoa”, desabafou ao Diário Corumbaense.

Câmeras de segurança registraram o momento que a onça aparece no quintal na madrugada de segunda-feira (20), às 3h52. Nas imagens, o animal está perto do local onde a cadela costumava dormir. O ataque desta quarta-feira não foi registrado.

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