Cidades

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Cartão pode substituir dinheiro para evitar roubos

Cartão pode substituir dinheiro para evitar roubos

Redação

23/02/2010 - 04h01
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Três pessoas relataram ao Correio do Estado como chegaram ao lixão de Campo Grande. O sonho do catador Josuel dos Santos era ser mecânico. O que para muitos é um sonho simples, para ele não houve oportunidade. “Sempre precisei ajudar a minha família e quem tem contas a pagar não tem muito tempo para sonhar”. Usando a combinação de palavras, o “garimpeiro do lixo” tem fala fácil e boa articulação. “Eu era servente de pedreiros, mas o setor de obras sofreu uma grande crise, o desemprego bateu, e qual a alternativa para quem tem apenas a 3ª série?”, questiona. Há dez anos na atividade, Josuel viu no lixo o sustento para a família e a chance de ter alguma dignidade, e sabe que o local gera muito dinheiro e desperta interesses. “Nós aqui do lixão somos consumidores do comércio não só aqui da vila (bairros do entorno) como também das grandes redes”. A família dele também trabalha na coleta. O pai, a esposa, os irmãos e duas cunhadas. “Aqui todos nós vivemos do lixo mesmo, mas foi o melhor sistema de trabalho que eu achei até hoje. Não importa se é sujo, se ficamos fedendo, mas sim que ganhamos bem e podemos ter uma vida digna”. Quando questionado sobre os projetos que o poder público tem para os catadores, Santos ameniza. “Seria bom organizar, mas sempre levando em conta os catadores. Teria que ser uma proposta razoável, não um salário mínimo, já que aqui tem gente que ganha isso em apenas uma semana, quem vai catar lixo por mixaria?”, questiona. Bom negócio Às 5 horas, já se pode ouvir o ronco do caminhão que o leva até o lixão. Ele trabalha com reciclagem há dez anos, ofício que aprendeu com a família de sua esposa e que hoje é o sustento da mulher e dos dois filhos. A reciclagem antes dava muito dinheiro, mas a concorrência aumentou e com isso os lucros minguaram. Para ele, ainda assim é um bom negócio. “O que eu poderia fazer? Eu só sei mexer com isso ou dirigir caminhões, mas o salário de um motorista é muito baixo se comparado ao que eu consigo ganhar como autônomo aqui”. A rotina pesada de até 14 horas diárias não assusta Gamarra, como ele é conhecido pelos catadores. Com a compra de latinhas de alumínio e os fretes que faz para aqueles que não têm caminhão, ele consegue ganhar até R$ 2,5 mil mensais. “Tem mês que é mais, tem mês que é menos, mas dependemos até do tempo para ter uma boa renda”. Assim como a maioria, ele acredita que o fechamento do lixão pode causar um colapso na economia local. “Os comerciantes daqui vivem do que é arrecadado no lixo, desde o dono da bicicletaria até o supermercado. Sem o dinheiro do lixo os bairros param”, explica ele, em referência ao Dom Antônio Barbosa, Lageado e Parque do Sol. Quando questionado sobre a antítese de sair da casa confortável em que mora em um bairro central e ir até o lixão, o comerciante justifica: “o palhaço pinta a cara para sobreviver, e nós aqui respiramos o mau cheiro, comemos poeira e tentamos ao menos ter dignidade para dar conforto e uma vida diferente aos nossos filhos”, afirma.

MATO GROSSO DO SUL

UEMS aprova curso de Licenciatura em Computação para quatro cidades de MS

Formação será ofertada em Amambai, Campo Grande, Dourados e Ivinhema por meio de programa federal voltado à formação de professores para a educação integral

11/06/2026 12h00

Curso de Licenciatura em Computação será ofertado pela UEMS em quatro unidades universitárias do Estado a partir do segundo semestre de 2026

Curso de Licenciatura em Computação será ofertado pela UEMS em quatro unidades universitárias do Estado a partir do segundo semestre de 2026 Divulgação

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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) aprovou, em caráter “ad referendum”, o Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Computação, que será ofertado nas unidades universitárias de Amambai, Campo Grande, Dourados e Ivinhema. A medida foi oficializada por meio da Resolução CEPE-UEMS nº 3.118, publicada nesta terça-feira (10) no Diário Oficial do Estado.

A nova graduação será oferecida em formato de oferta única por meio do Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial e Continuada de Professores com Ênfase na Educação Integral (PRILEI), iniciativa vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

Segundo a resolução assinada pelo reitor da UEMS, a aprovação em regime de urgência foi necessária para atender ao cronograma estabelecido pelo MEC, que prevê o início das atividades acadêmicas já no segundo semestre de 2026. De acordo com o documento, a tramitação ordinária do processo poderia comprometer os prazos exigidos pelo programa federal.

A criação do curso também está relacionada a um acordo de cooperação técnica firmado entre a UEMS, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), que integram uma rede de instituições responsáveis pela implementação da formação.

Conforme a universidade, a aprovação formal do curso é uma etapa indispensável para a abertura do processo seletivo e para a oferta das vagas destinadas às unidades universitárias participantes. Além disso, a medida permite o registro da graduação no sistema e-MEC, plataforma utilizada pelo governo federal para validação e acompanhamento dos cursos superiores no país.

A expectativa é que a nova licenciatura contribua para a formação de professores na área de tecnologia e computação, ampliando a qualificação profissional e fortalecendo a oferta de educação digital nas escolas públicas.

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CONCURSO PÚBLICO

TJMS divulga resultado de prova discursiva de concurso para juiz substituto

Apenas provas que tiveram nota igual ou superior a 6 pontos terão a prova prática de sentença corrigida; salário para cargo é de R$ 32 mil

11/06/2026 11h45

Divulgação

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) divulgou a relação definitiva das notas da prova discursiva da 2ª fase do 34º processo seletivo para o cargo de juiz substituto. O resultado foi divulgado no Diário Oficial desta quinta-feira (11).

Com remuneração inicial de R$ 32.289,54, o concurso oferece 15 vagas distribuídas para ampla concorrência (10), pessoas negras (3), indígenas (1) e PcD (1). O processo seletivo é dividido em cinco fases e iniciou ao fim do ano passado, com a abertura das inscrições.

A segunda etapa ocorreu já em março deste ano, nos dias 08 e 09, com as provas escritas. Composta pela aplicação das provas discursiva, com cinco questões e prática de setença civil e criminal, com uma questão cada, ambas as provas (discursiva e prática) são de caráter eliminatório e classificiatório.

No edital divulgado hoje com o resultado definitivo aparecem 76 candidatos, sendo 6 negros e 6 PcD. A tabela disponibilizada é referente apenas aos que atingiram a nota mínima, isso acontece pois a correção da prova prática, só ocorre nas provas com nota igual ou superior a 6 pontos.

Candidatos que solicitaram recursos no período anterior de interposição podem ver as respostas no endereço eletrônico: https://conhecimento.fgv.br/concursos/tjmsjuiz25. Os demais candidatos que realizaram a prova discursiva podem conferir notas e desempenhos individuais no site do FGV Conhecimento.

A seleção é parceria do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela primeira e segunda fase, que foram de aplicações de provas.

As demais etapas ficam sob responsabilidade do Poder Judiciário do Estado, com investigação social, exames médicos, prova oral e avaliação de títulos.

Confira o edital de divulgação do resultado definitivo da prova discursiva a partir da página 2:

Etapas do concurso

Lançado o edital em agosto de 2025, a seleção para o 34º Concurso Público para o cargo de Juiz Substituto no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul possui cinco fases, distribuídas em: Prova Objetiva Seletiva; Provas Escritas; Inscrição Definitiva; Prova Oral e Avaliação de Títulos.

A primeira fase de caráter eliminatório e classificatório aconteceu em dezembro de 2025 e contou com 100 questões de múltipla escolha, divididas em três blocos:

O primeiro com 40 questões civis (Direito Civil, Processual Civil, Consumidor, Criança e Adolescente); segundo com 30 questões penais (Direito Penal, Processual Penal, Constitucional, Eleitoral) e o terceiro bloco com 30 questões gerais (Direito Empresarial, Tributário e Financeiro, Ambiental, Administrativo, Noções Gerais de Direito e Formação Humanística, Direitos Humanos).

A segunda fase aconteceu em março de 2026, com as provas escritas, sendo uma prova discursiva e uma prova prática de setença. A discursiva teve cinco questões, enquanto a prática foi dividida em sentença civil e criminal, com uma questão para cada nível.

A próxima fase é a de inscrição definitiva, em que os candidatos passam por investigação social, com sindicância da vida pregressa, exame de sanidade física e mental, além de exame psicotécnico.

Depois acontece a fase da prova oral, de caráter eliminatório e classificatório, os candidatos serão avaliados por uma banca examinadora do Poder Judiciário. Por fim, ocorre a avaliação de títulos daqueles que passaram para esta fase, que é apenas classificatória, pois os demais construirão o cadastro reserva.

Todas as fases acontecem em Campo Grande e são divulgados por meio dos editais publicados no Diário Oficial do TJMS, ou pelo site FGV Conhecimento.

Requisitos

Para assumir o cargo de Juiz Substituto, o candidato deve pasar pelo processo seletivo e estar dentro dos requisitos de:

  • ser brasileiro, naturalizado ou de nacionalidade portuguesa com reconhecimento legal;
  • ter diploma de Bacharel em Direito reconhecido pelo MEC;
  • comprovar mínimo de três anos de atividade jurídica após a graduação;
  • estar quite com obrigações eleitorais e, se homem, militares;
  • possuir idoneidade moral, sanidade física e mental e equilíbrio psicoemocional;
  • não ter antecedentes criminais.

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