Cidades

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Casal que raptou bebê receberia R$ 500 mil pela criança, diz polícia

Casal que raptou bebê receberia R$ 500 mil pela criança, diz polícia

r7

09/07/2012 - 04h00
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O casal suspeito de raptar o bebê Gustavo Sabino dos Santos, de 6 dias, teria cometido o crime para aplicar um golpe no pai da suposta raptora. O homem, que seria um fazendeiro rico, havia prometido R$ 500 mil a ela, caso a jovem tivesse um filho. As informações preliminares são do delegado Luciano Coelho, da Delegacia de Saquarema (124ª DP).

De acordo com ele, a jovem, que chegou a engravidar, perdeu a criança aos três meses de gestação.

- Ela perdeu o filho, mas não contou para o pai. Como precisava provar que estava grávida, ela tirava fotos com uma barriga falsa.

O casal decidiu forjar o sequestro quando o fazendeiro disse que viria para o Rio de Janeiro para conhecer o neto.

Segundo o delegado Luciano Coelho, a repercussão do caso na imprensa chegou a impedir o casal de sair de casa. Eles teriam ficado com medo de serem descobertos.

O casal foi denunciado por um vizinho, que fez uma ligação anônima para o posto da Polícia Militar da cidade.

Os dois estão presos e vão responder por sequestro e cárcere privado. A polícia procura por outras duas pessoas, que podem ter participado do rapto.

Entenda o caso

Gustavo foi retirado dos braços da mãe, de 17 anos, na noite de sexta-feira (6) por bandidos armados. Dois deles arrombaram a porta, enquanto um terceiro homem dava cobertura à ação. Segundo a família, os criminosos perguntavam insistentemente por um homem chamado Marcelo, que teria contraído uma dívida com eles. Como a família disse não conhecer ninguém com aquele nome, os bandidos tomaram o bebê como forma de vingança.

Os pais ainda não haviam registrado a criança. Além disso, a família tinha uma única foto do bebê, que estava no celular do pai, o motorista de caminhão Rodrigo Francisco.

No fim da manhã deste domingo, a família de Gustavo realizou um protesto. O principal objetivo da família era dar maior visibilidade ao crime, para ajudar na localização da criança. Eles também pediam justiça na punição dos sequestradores.

De carro, eles percorreram a estrada pedindo que a população colaborasse com informações sobre os criminosos ou sobre o bebê. Além da carreata, os manifestantes seguiram até o centro de Bacaxá, onde a família mora.

O programa SOS Crianças Desaparecidas, da FIA (Fundação para a Infância e Adolescência) chegou a disponibilizar um telefone para receber informações sobre o paradeiro de Gustavo.

POLÍTICA

Carlão propõe o fim da reeleição para presidência da Câmara de Campo Grande

Vereador afirma que pretende discutir mudança no regimento interno para impedir reconduções consecutivas ao comando do Legislativo a partir da próxima legislatura

09/06/2026 11h15

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande. Marcelo Victor

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O vereador Carlão afirmou que pretende defender o fim da reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande a partir da próxima legislatura. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa. 

Segundo o parlamentar, a proposta ainda será discutida com os demais vereadores e partidos.

"Estou com a ideia de colocar em mesa a apreciação dos novos partidos para não ter mais a reeleição. Vou tentar convencer o Papy também, porque daí vai alternar”, afirmou.

Carlão destacou que a eventual mudança nã afetaria o atual presidente da Câmara, vereador Papy, que continua apto a disputar a recondução ao cargo. 

“Na próxima legislatura, o presidente pode ser uma vez, aí outra vez já tem que ser outra pessoa”, declarou.

O vereador lembrou ainda que já presidiu a Câmara por dois mandatos consecutivos e defendeu a alternância de poder como forma de ampliar a participação na condução do Legislativo Municipal 

Durante a coletiva de imprensa, Carlão afirmou que a proposta busca resgatar uma regra existente quando ingressou na Câmara, em 2009. "Eram 21 vereadores e o presidente não poderia ser reeleito", recordou. 

Apesar da defesa da mudança, o parlamentar avaliou que a antecipação da eleição da Mesa Diretora para outubro não deve alterar o cenário atual. Segundo ele, a gestão de Papy tem aprovação entre os vereadores e a tendência é de manutenção da composição que hoje comanda a Casa.

A eleição para definir a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, conforme determinação judicial que anulou a escolha realizada antecipadamente em julho do ano passado.

 

Pesquisa

MS atinge menor taxa de desmatamento nos últimos sete anos

Em 2026 o Estado registrou foram desmatadas apenas 2.218 hectares de área não permitida

09/06/2026 11h00

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos Arquivo

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De acordo com dados revelados pelo Relatório Anual de Desmatamento do MapBiombas 2026, Mato Grosso do Sul registrou o menor índice de desmatamento de áreas sem licença ambiental nos últimos sete anos. 

A pesquisa é feita por uma rede colaborativa que reúne organizações não governamentais, universidades e empresas de tecnologia que analisam dados sobre os biomas e temas transversais, que juntos formam o MapBiomas. 

Durante os anos de 2019 à 2025, foi desmatado um total de 368.931 hectares de vegetação nativa, porém mais de 90 mil hectares foram desmatados de forma irregular. 

Em contrapartida, 277.357 hectares estavam legalmente aptos e autorizados para serem desmatados e conforme dados cruzados com as licenças do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, o Imasul, essa área representa 75,2% do total desmatado, maior percentual do país. 

Para manter o controle da situação, o Estado tem ficado atento nos últimos anos e combatido o desmate ilegal durante os anos. De acordo com o Mapbiomas, em 2019 apenas 31,6% das áreas desmatadas tinham autorização ambiental, os outros 78,4% foram suprimidos de forma ilegal. 

Em comparativo, no ano de 2025 o percentual que representa o desmatamento de áreas autorizadas, saltou para 94,3%, fazendo com o Mato Grosso do Sul obtivesse o maior percentual do País. 

Em relação ao Bioma do Pantanal, que possui mais de 84% de sua área de vegetação nativa preservada, apresentou o segundo menor número de alertas de desmatamento dentre todos os biomas brasileiros, registrando no ano passado 163 focos. 

Apresentando um desmate de apenas 12.260 hectares, sendo que desse total 10.042 tiveram licença ambiental emitida, conforme o MapBiomas.

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, a criação da Lei do Pantanal, colaborou para que diminuísse os indices de desmatamento sem autorização legal, de acordo com ele, “a Lei do Pantanal trouxe mais segurança jurídica, mais clareza com relação a alguns aspectos e também reduziu a possibilidade de conversão de novas áreas”.

Com a criação da Lei do Pantanal, que está em vigor desde fevereiro de 2024, as normas de conservação, proteção, restauração e exploração ecologicamente sustentável sofreram alterações significativas. 

Inovou ao definir áreas de proteção permanente (APP), expandindo a proteção para lugares como landis, as salinas, as veredas e os meandros abandonados, além de locais como capões e cordilheiras também receberam proteção. 

A lei ainda tornou proíbido o cultivo de soja, cana-de-açúcar, eucalipto e quaisquer outras culturas exóticas ao meio. 
 

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