Cidades

ESTATÍSTICA

Centro é a região com mais casos de Furtos de Fio em Campo Grande

No ano passado 909 furtos foram registrados na cidade de acordo com dados da Sejusp e Guarda Municipal

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Situação recorrente no centro de Campo Grande, casos de furtos de fio de cobre de energia em residências e em locais públicos como praças e parques são mais frequentes na principal região da capital.

De acordo com a Policía Militar  o registro deste tipo de ocorrência acontece principalmente na região da área central de Campo Grande através do 190, bem como através de abordagens.

A Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande (GCM), também confirma o crescimento do número de furtos de fio de cobre na região, de acordo com os dados estatísticos da guarda, durante todo o ano passado, 107 ocorrências de furto de cabeamento elétrico foram registradas. Os locais furtados foram os mais variados: residências, espaços públicos (praças, postes, semáforos, etc.) e estruturas privadas. 

Sendo que a área da cidade com maior número de furtos, de acordo com o levantamento da GCM, é a região Anhanduizinho, com 35 ocorrências registradas, seguida da região Centro, com 21.

Conforme informações da Secretária de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), 802 casos de furto de fios de energia elétrica foram registrados em Campo Grande, no mês de janeiro de 2024, 57 ocorrências aconteceram, número 32% menor que os 85 furtos que ocorreram em janeiro de 2023.

A Policia Militar informa que no caso de flagrante, o suspeito e o material são encaminhados à Polícia Civil para posterior investigação. 

"Rondas preventivas e abordagens policiais ocorrem diariamente em todos os bairros da Capital, e a região central é uma das áreas que tem recebido ações intensificadas como a Tolerância Zero e a Operação Áreas Urbanas, que ocorreram neste ano, reforçando o efetivo empregado e aumentando as ações preventivas nos bairros", disse a PM em nota.

CRIMINALIDADE

Em reportagem do Correio do Estado, o problema do furto de fios foi relatado por moradores dos bairros das regiões centrais, que vem convivendo com a sensação de insegurança na região.

Nivaldo Bogado, de 57 anos, comerciante no Bairro Jockey Club, informou que seu estabelecimento já teve os fios furtados diversas vezes e que era corriqueiro moradores de rua realizarem esse tipo de delito para vender o cobre.

"Andar por aqui não é seguro, é perigoso em qualquer horário, porque aqui, nesta região, tem muitos usuários de drogas, o que nos deixa vulneráveis", detalhou.

Segundo a presidente da associação de moradores do Bairro Amambaí, Rosane Nely, o fato de o bairro ser citado como uma das regiões com mais casos desse tipo de crime na cidade se dá pelo número de imóveis fechados e abandonados.

"Aqui no bairro já tivemos todos os tipos de furto de fio de cobre que você possa imaginar, em residência, em empresa, na rua. Há pouco tempo, tivemos um furto perto do horto florestal, que foi muito comentado porque o rapaz caiu ao subir no poste para roubar fio de energia", comentou Rosane.

"Na calada da noite"

Fiação do centro de Campo Grande segue sendo alvo de furtos noturnos; vídeo

Imagens de circuito de monitoramento revela ações criminosas na região central durante a madrugada da Capital do Mato Grosso do Sul

05/07/2026 11h58

Ladrão só desiste da ação com uma pequena quantidade de furto porque uma faísca chega a disparar do poste

Ladrão só desiste da ação com uma pequena quantidade de furto porque uma faísca chega a disparar do poste Reprodução

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Enquanto boa parte da população dorma, a região central de Campo Grande, Capital que também é conhecida justamente por não ter a movimentação de grandes centros comerciais como São Paulo e Rio de Janeiro, segue sendo alvo de furtos de fiação que acontecem "na calada da noite". 

Imagens obtidas pela equipe do Correio do Estado mostram justamente essa ação criminosa, com fios sendo removidos de um poste da popular rua 14 de julho, que foi repaginada e ganhou atrativos nos últimos anos mas segue sofrendo com furtos constantes. 

Vale lembrar que a revitalização da rua 14 de julho levou mais de 18 meses para ser concluída e entregue através do projeto "Reviva". Apesar do novo pavimento e paisagismo recebidos, ações criminosas ainda seguem de forma desenfreada e os relatos são quase que cotidianos. 

Captado por circuito de monitoramento, um vídeo gravado durante a madrugada deste último sábado (04) evidencia um desses crimes de furto de fiação, na altura do número 2271 da rua 14 de julho. Confira: 

Como é possível observar, a ação criminosa dura menos do que dois minutos até o indivíduo agachar-se junto ao poste e sair com um punhado de fios na mão. 

Nota-se o emprego de força por parte do acusado para puxar os fios, que só desiste da ação com uma pequena quantidade de furto porque uma faísca chega a disparar do poste alvo em questão. 

Uma moradora da região central de Campo Grande, que preferiu não se identificar por medo de represálias, diz que reside a poucas quadras deste ponto alvo de furto captado por câmeras de segurança. 

Ela afirma que as residências do entorno também tiveram as fiações furtadas e que, ao sair para pedalar, constatou que essa ação criminosa aconteceu no intervalo de aproximadamente 30 minutos, quando retornou ao seu endereço. 

Furtos constantes

Sendo uma cidade considerada relativamente "pacata", apesar das belezas da Cidade Morena, é o tom de vermelho-alaranjado do cobre que ainda brilha os olhos de muitos criminosos que fazem de tudo para conseguir porções desse metal e acabam deixando moradores e comerciantes no prejuízo. 

Há cerca de um mês e meio, o Correio do Estado abordou a situação da dona Maria Carolina, comerciante da Casa dos Botões, que fica localizada na rua Rui Barbosa, 2474, no centro de Campo Grande. Este local é constantemente alvo da ação de bandidos que chegaram a "estourar" o ar-condicionado do estabelecimento para furtarem porções desse metal.

Há tempos o centro de Campo Grande aparece como a região que concentra mais casos de furtos de fio, sendo, por exemplo, quase mil registros (909) anotados em 2023, sem uma interrupção visível com o passar dos anos. 

No último ano houve uma operação conjunta, envolvendo o Comando de Policiamento Metropolitano da Polícia Militar (PM), agentes da Civil (PC) e da Guarda Metropolitana (GCM) de Campo Grande, simultaneamente em sete regiões da Capital. 

Pelo menos 68 pontos de venda de cobre foram alvos da "devassa" dos agentes, justamente foco no combate ao furto e à receptação de fios e outros materiais metálicos, na qual foram apreendidos 220 kg de fios de cobre e resultou em R$20 mil em multas. 

No caso de dona Maria, o último flagrante aconteceu no dia 12 de maio, sendo o terceiro somente neste ano e com os dois primeiros furtos acontecendo no intervalo de menos de um mês.

Ao Correio do Estado, em desabafo, ela diz que "quase todos" os proprietários de comércios no centro possuem relatos infortúnios como esse, causados sempre pelas mesmas razões, o que chamam de um problema crônico. 

Como bem esclarecem os comerciantes, há aproximadamente três anos um roubo maior aconteceu no dia 31 de dezembro de 2022, em plena virada do ano, quando os criminosos teriam invadido o estabelecimento e saíram levando itens e dinheiro. 

Já neste 2026, é revelado que a Casa dos Botões, por exemplo, recebeu cerca de três "visitas inesperadas" de criminosos em um intervalo menor que 45 dias. 

O primeiro furto de fios neste ano foi registrado em 13 de abril, com o meliante entrando através de um terreno vazio aos fundos do estabelecimento, de onde conseguiu escalar e cortar todos os cabos da instalação. 

"Fiquei dois dias sem luz, portanto com atendimento ao público super prejudicado, desembolsei em torno de $2,300.00 , prejuízo entre mão de obra e produtos", citam. 

Cerca de 23 dias depois, em 06 de maio, o local foi alvo de uma segunda invasão, esta na qual os criminosos entraram pelo portão que dá acesso ao corredor que leva aos fundos da loja e, segundo os donos, possuía três cadeados.

"Quebrou e entrou, e esse mesmo corredor possui ainda um segundo portão, com mais concertina e cadeado, ele quebrou todas as grades, com alguma ferramenta e teve acesso ao estoque, levou todas as panelas da cozinha, de ferro e alumínio, que não eram poucas. Levou mais fios,  as extensões de energia que tínhamos, eram 3 de 10 e 15m cada, levou uma luminária e quebrou um ventilador portátil", revelam.  

Para além dos fios de cobre, após os comerciantes reporem os itens levados, menos de uma semana depois foi registrado o último episódio, levando dessa vez mais panelas e até uma garrafa térmica. 

"Estamos diante de um problema crônico,  que o poder público não tem controle, e nós cidadãos comuns ficamos reféns", concluem.

 

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INTERIOR

Criança de 1 ano é atropelada em propriedade rural da família

Integrante familiar manejava caminhonete quando teria atingido o menino que chegou a ser levado a posto de saúde mas morreu antes de receber atendimento

05/07/2026 11h00

corpo da vítima foi levado para exames junto ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) da cidade de Ponta Porã. 

corpo da vítima foi levado para exames junto ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) da cidade de Ponta Porã.  Reprodução/Sejusp

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Distante aproximadamente 265 quilômetros de Campo Grande, uma criança morreu após ser atropelada ontem (04) dentro da propriedade rural da própria família, no distrito de Nova Itamarati, que fica localizada em Ponta Porã. 

Neste distrito do município sul-mato-grossense que faz fronteira com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, como bem apurado pelo portal local Ponta Porã News, esse acidente aconteceu na tarde de sábado (04).

A vítima em questão trata-se de uma criança de pouco mais de um ano, que foi atingida por uma caminhonete que era conduzida por um dos integrantes da família.

Informações preliminares apontam que esse indivíduo executava o manejo do veículo, por meio de uma manobra, quando, por causas ainda não especificadas, teria atingido o menino. 

Logo de imediato essa criança foi socorrida e encaminhada direto até uma unidade de posto de saúde do próprio distrito de Nova Itamarati. 

Entretanto, ainda que tenha conseguido chegar até a unidade de saúde, esse menino faleceu antes mesmo que pudesse receber o atendimento médico. 

Agora, a Polícia Civil investiga as circunstâncias e como, de fato, esse acidente aconteceu, sem maiores detalhes até o momento sobre o dinâmica do atropelamento, ou mesmo a identidade deste familiar responsável por conduzir a caminhonete. 

Da unidade de saúde do distrito de Nova Itamarati, o corpo da vítima foi levado para exames junto ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) da cidade de Ponta Porã. 

 

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