Cidades

CRIME ORGANIZADO

Chefe de facção no interior de São Paulo
é preso 'de bobeira' na fronteira

'Mano Zika' é condenado por tráfico e homicídio pela Justiça

RAFAEL RIBEIRO

19/03/2018 - 16h40
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Condenado por associação criminosa, tráfico de drogas e homicídio, Matheus Gustavo Leite da Silva da Silva, 27 anos, conhecido como ' Mano Zika', foi preso por policiais paraguaios enquanto circulava sem documentos pelas ruas de Juan Pedro Caballero, no último sábado (17), na fronteira com Ponta Porã. O caso veio à tona nesta manhã, quando acabou recapturado ao tentar fugir correndo da delegacia onde estava, com mãos e pés algemados.

'Mano Zika' estava com paradeiro desconhecido das autoridades brasileiras desde 2017, quando recebeu direito a responder seus processos em liberdade. Desde então, fugiu e foi julgado à revelia, tornando-se foragido da Justiça. Nos relatórios de investigações, ele era o 'sintonia' (com posto de liderança) da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em Rio Claro, cidade do interior paulista.

A preocupação com a fama de Silva era grande já em 2016. O Ministério Público Estadual de São Paulo chegou a pedir sua transferência para os presídios de segurança máxima daquele estado, em Presidente Venceslau, onde estão detidos os principais líderes da facção. A defesa do acusado conseguiu sustar o assunto sob a alegação que ele ainda não tinha sido condenado.

A principal função de 'Mano Zika' era a de conferência, ou seja, de contabilizar carregamentos de drogas e armas que saíam do Paraguai em direção à região metropolitana de São Paulo. Fato esse que deve ter lhe aproximado dos chefes do PCC no país vizinho e abrido as portas para se refugiar após a soltura e fuga.

Investigadores brasileiros e paraguaios ainda apuram vínculo e função exercidos por Silva atualmente. Ele deverá ser entregue à Polícia Federal até a tarde de terça-feira (20) e será encaminhado para um presídio federal. 

Rescaldo Chuva

Sem energia após temporal, Bioparque suspende atendimento nesta sexta-feira

Estrutura funciona com geradores priorizados para os sistemas que mantêm os aquários

11/09/2026 13h30

Bioparque Pantanal

Bioparque Pantanal FOTO: GERSON OLIVEIRA

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O Bioparque Pantanal suspendeu temporariamente o atendimento ao público na tarde desta sexta-feira (11) devido à interrupção no fornecimento de energia elétrica. O espaço informou que está operando com geradores, mas toda a capacidade disponível foi direcionada aos sistemas essenciais para a segurança e o cuidado dos animais.

Com isso, a visitação ficou suspensa no período vespertino. Segundo o Bioparque, os geradores mantêm em funcionamento os sistemas considerados indispensáveis, principalmente os equipamentos de suporte à vida dos aquários. A medida foi adotada para garantir o funcionamento da estrutura necessária à manutenção dos animais enquanto o fornecimento de energia não é normalizado.

A suspensão ocorre um dia depois de Campo Grande ser atingida por um forte temporal, que provocou estragos em diferentes regiões da Capital e deixou bairros sem energia.

Temporal

A chuva que atingiu Campo Grande no fim da tarde de quinta-feira (10) durou menos de meia hora, mas foi suficiente para deixar um rastro de estragos pela cidade. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontaram rajadas de vento de quase 84 km/h, enquanto o Correio do Estado registrou quedas de árvores, postes, danos em imóveis e estruturas, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia.

Na manhã desta sexta-feira, os reflexos do temporal ainda eram sentidos. A Energisa informou que 77% dos consumidores afetados já haviam tido o fornecimento restabelecido até as 5h30, enquanto equipes, inclusive reforços de outros estados, continuavam mobilizadas para reparar os danos na rede elétrica.

Os estragos também afetaram serviços públicos e a rotina da cidade. A Prefeitura suspendeu as aulas da Rede Municipal de Ensino no período da tarde, enquanto equipes seguem trabalhando na remoção de árvores, galhos e outras estruturas derrubadas pela ventania. O Correio do Estado contabilizou mais de 100 registros de árvores caídas até o início da manhã desta sexta-feira.

 

Tempestade

Mais de 18 horas após tempestade, semáforos continuam apagados na Capital

Danos provocados pelas rajadas de até 90 km/h afetaram a rede elétrica e comprometeram a sinalização em vários cruzamentos

11/09/2026 13h00

Cruzamento movimentado opera sem semáforo após a tempestade que atingiu Campo Grande

Cruzamento movimentado opera sem semáforo após a tempestade que atingiu Campo Grande Foto: João Pedro Zequini / Correio do Estado

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Após a tempestade que atingiu Campo Grande na tarde da última quinta-feira (10), diversos semáforos continuam sem funcionar, causando transtornos no trânsito em vários pontos da Capital.

Além da forte chuva, o temporal foi acompanhado por rajadas de vento entre 86 km/h e 90 km/h, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A ventania danificou a rede elétrica e comprometeu o funcionamento da sinalização semafórica.

A Avenida Mato Grosso está entre as vias mais afetadas. No sentido Centro–Bairro, no trecho entre as ruas Rui Barbosa e Itiquira, apenas o cruzamento com a Rua Rio Grande do Sul permanece com o semáforo desligado.

No sentido Bairro–Centro, a situação é mais crítica. Entre a Rua Itiquira e a Avenida Calógeras, vários cruzamentos continuam sem sinalização semafórica.

Os semáforos seguem desligados nos cruzamentos da Avenida Mato Grosso com as ruas Alagoas, Espírito Santo, José Alencar, Bahia, 25 de Dezembro, Arthur Jorge, 13 de Junho, José Antônio, Rio Grande do Sul, Padre João Crippa e Rui Barbosa. 

Os equipamentos dos cruzamentos com as ruas Pedro Celestino, 13 de Maio e 14 de Junho funcionam normalmente.

Na Avenida Calógeras, também foram registrados pontos sem sinalização semafórica nos cruzamentos com as ruas Maracaju e Cândido Mariano.

Mais de 18 horas após a tempestade, equipes ainda trabalham para reparar os danos provocados pela queda de árvores, postes e cabos da rede elétrica. 

Enquanto os equipamentos não são restabelecidos, motoristas devem redobrar a atenção e reduzir a velocidade ao passar pelos cruzamentos afetados.

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