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Chuva castiga moradores e abre crateras no Jardim Noroeste, na Capital

Bairro conta com diversos alagamentos e entulhos nas vias

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Os moradores do Jardim Noroeste foram castigados pelas chuvas na tarde desta quarta-feira (4). Sempre que chove, o  jardineiro Josimar França tem de lidar com os empecilhos e estragos causados em frente a sua casa, entre a Rua Piraputanga e a Rua das Dálias.

"Aqui toda a vez que chove, toda a água que passa pelo presídio aqui da região escorre toda para cá. Fica intransitável aqui. Mais cedo consegui passar com o carro exatamente neste lugar com a cratera, depois não teve jeito, desmorona rápido e quase derrubou o muro do vizinho", frisou. 

Morador da região há seis anos, Josimar França vive há três anos no local. Além dele, outros familiares também residem na casa próxima ao buraco causado pela chuva.

Para além dos danos causados no local, outros buracos e entulhos se acumulam próximos ao cruzamento da Rua Era Atômica com a Rua Borborema, no mesmo bairro.

O intenso volume de chuvas torna quase impossível o trânsito de carros na região, fator que faz com que os moradores se desloquem a pé ou mesmo de bicicleta.

Os estragos se ampliaram e a água adentrou os barracos de uma pequena comunidade. Moradores da região se desdobravam no local para remover a sujeira, além de resgatarem algo proveitoso em meio às águas. 

"As coisas sempre são assim. Todo ano isso acontece, e a prefeitura municipal age da mesma forma. Chega, preenche os buracos com terra e pedregulhos, que duram até a próxima chuva forte", finalizou o jardineiro.

De fato, de acordo com o Centro de Monitoramento de Tempo e do Clima (Cemtec), foram 159,2 mm de chuva somente nas últimas 12 horas na Capital, volume que superou os 165,2 mm nas últimas 24 horas. 

Nesta manhã, apontavam que 92,6 milímetros foram registrados em seis horas seguidas de chuva, em Campo Grande, nesta quarta-feira (4).

Em apenas seis horas, choveu quase metade do previsto (48,7%) para todo o mês, na Capital.

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Previsão

Semana será quente com pancadas de chuvas isoladas em MS

Bolha de ar quente deve elevar as temperaturas até a quarta-feira (1º) com chuvas isoladas em pequenos volumes no Estado

29/03/2026 15h30

Final de semana foi de onda de calor em todo MS

Final de semana foi de onda de calor em todo MS FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O tempo em Mato Grosso do Sul deve ser de calor intenso nesta próxima semana. Isso por causa de uma bolha de calor que atingiu o Estado neste final de semana, elevando significativamente as temperaturas. 

O fenômeno, posicionado entre o Paraguai e o Norte da Argentina, vem avançando pelo território brasileiro e favorece a persistência de ar quente sobre parte do Centro-Sul do País. 

Com isso, as máximas devem permanecer altas no Estado até, pelo menos, a quarta-feira (1º), variando entre 38ºC e 40ºC em todas as regiões. 

Em Campo Grande, a previsão do Climatempo é de sol com aumento de nuvens durante o dia, mas sem chuva entre segunda-feira (30) e terça-feira (31). Na quarta (1º) e na quinta (2), podem ocorrer pancadas isoladas na parte da tarde, com volumes que não devem ultrapassar os 5 milímetros. 

Já em Três Lagoas e região, as chuvas podem acontecer a partir de terça-feira e seguir com pancadas até o final da semana. Mesmo assim, as temperaturas continuam altas, com máximas de 31ºC todos os dias. 

Na região Sul, Cone-Sul e na Fronteira, o tempo fica seco durante a semana toda, com pancadas leves de chuva somente na quinta-feira. As máximas previstas são de 33ºC e as mínimas chegam a 19ºC na madrugada de quarta-feira. 

Na Grande Dourados, a chuva também só chega na quarta-feira, com médias de volumes chegando a 12 milímetros até o próximo fim de semana. As máximas variam entre 32ºC e 33ºC e as mínimas chegam a 21ºC. 

Em Corumbá e região, não são esperadas chuvas durante a semana, mesmo com aumento de nuvens durante o dia. As temperaturas chegam a 34ºC e as mínimas variam entre 23ºC e 25ºC. 

Outono

No outono, as chuvas são menos frequentes e a umidade relativa do ar diminui gradativamente.

Conforme o prognóstico, o próximo trimestre, de abril a junho, será marcado chuvas abaixo da média.

Análise do comportamento do clima ao longo de anos feita pelos meteorologistas do Cemtec indica que entre abril e junho as chuvas na maior parte de Mato Grosso do Sul variam entre 150 e 400 milímetros, sendo em quantidade mais elevada na região Sul, de 400 a 500 mm, e menor na região Nordeste, não ultrapassando 150 mm.

As previsões meteorológicas indicam que, neste ano, as precipitações ficarão abaixo das médias históricas no Estado.

Os modelos climáticos indicam, ainda, alta probabilidade de manutenção de condições de neutralidade no clima durante o trimestre de abril, maio e junho de 2026.

Conforme o Cemtec, há indícios de intensificação gradual das condições de El Niño, fenômeno que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico e que causa impactos no clima em todo o Planeta. A influência de El Niño deve ser sentida com mais intensidade a partir do trimestre julho a setembro, podendo favorecer a ocorrência de ondas de calor.
 

"debutando em casa"

Após Campo Grande próxima COP de espécies viaja para Alemanha

Com sua primeira edição ocorrendo em 1985, em Bonn, na Alemanha, o evento trienal deve "voltar para a casa" para celebrar 15 anos com a próxima edição

29/03/2026 15h05

Signatário da COP15 desde 2015, essa foi a 1ª vez do Brasil como País sede, a presidência a partir dessa COP, que mantém-se nesta cadeira até a próxima dessa conferência que ocorrerá em 2029

Signatário da COP15 desde 2015, essa foi a 1ª vez do Brasil como País sede, a presidência a partir dessa COP, que mantém-se nesta cadeira até a próxima dessa conferência que ocorrerá em 2029 Arquivo/Correio do Estado/Álvaro Rezende

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Confirmado neste domingo (29) durante a Plenária final da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, pelo presidente João Paulo Capobianco, após Campo Grande a próxima COP desse modelo deve viajar e ser realizada na Alemanha, em 2029. 

Presidida pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a conferência trienal faz parte de um tratado da Organização das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição ocorrendo em 1985, em Bonn, na Alemanha, e deve "voltar para a casa" na próxima edição.

Signatário da COP15 desde 2015, essa foi a 1ª vez do Brasil como País sede, sendo que as terras tupiniquins já sediaram outras conferências entre as partes. 

Aqui é importante esclarecer que a COP15, por exemplo, leve essa nomenclatura em referência a quantidade de vezes que foi realizado, seguindo padrão da Organização das Nações Unidas, com a COP30 exemplificando a 30ª edição da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). 

"A Alemanha tem o prazer de oferecer o País para ser anfitrião da COP16 em 2029, honrados em receber a todos em Bonn, para celebrar o 15° aniversário da convenção de CMS [sigla do termo inglês 'Convention on the Conservation of Migratory Species of Wild Animals'] de animais selvagens", disse a representante da Alemanha.  

Em seguida, a proposta foi acolhida pela secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, que em nome da Convenção apontou a felicidade de receber a oferta. 

"A importância de Bonn para a convenção, é o berço desse tratado, então se cedido neste local é maravilhoso. obrigada pela oferta generosa, será um prazer trabalhar com vocês", complementou. 

Debate sobre espécies

Vale lembrar que o Brasil assume a presidência a partir dessa COP, e mantém-se nessa cadeira até a próxima dessa conferência que ocorrerá em 2029, já que a convenção de espécies migratórias tem esse período longo, onde o País pretende trazer maiores contribuições.

Em resumo, as COPs tratam-se de Conferências que acontecem a cada três anos e que são a principal instância de decisão da Convenção (CMS), onde 133 partes se reúnem para definir as prioridades e o orçamento para tratar das espécies migratórias.

Nas COPs são discutidos orçamentos, aprovados planos de ação, bem como também são atualizadas as listas que relacionam as espécies protegidas, adotando resoluções e decisões que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação ao redor do mundo. 

Dessa COP15 são esperadas uma série de decisões em prol das espécies migratórias, com o tema "Conectando a Natureza para Sustentar a Vida", que prevê que medidas sejam adotadas para proteger não somente os destinos, mas as rotas migratórias e também os pontos de parada. 

 

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