Cidades

Cidades

Chuva causa alagamentos em diferentes regiões de Campo Grande

Moradores registraram, nesta quinta-feira (24), ruas tomadas pela água no Centro e em bairros

Continue lendo...

Com alerta de tempestades para todo o Estado, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nesta sexta-feira (24), a chuva que caiu alagou ruas na região central e em bairros de Campo Grande.

A Avenida Rachid Neder ficou intransitável em um dos lados da via, e um carro ficou atravessado na pista. Outras vias ficaram com trechos tomados como:

  • Guaicurus;
  • Coronel Antonino;
  • Ernesto Geisel, no trecho que ela é chamada de Thyrson de Almeida.

 

 

O trânsito ficou caótico ao ponto de um motociclista ter a moto arrastada na rua Pedro Celestino com a Rachid Neder. A moto só não foi levada pela força da água porque ele recebeu ajuda de populares que passavam pelo local no momento do ocorrido.

Motociclista tentando levantar a moto que estava sendo levada pela força da água / Crédito: Por cima de CG

Em outro ponto da cidade, no bairro Santo Antônio, na Rua Taquari, uma moradora registrou a situação e alertou que não consegue sair de casa, já que a calçada e a rua desapareceram, dando lugar a “um rio enorme”.

No bairro Octávio Pécora, em imagens divulgadas no Instagram pela págima Por Cima de CG, uma rua também ficou completamente tomada pela água.

Não é sequer possível visualizar a calçada de um dos lados, e um carro estacionado está com as rodas submersas.

 

 

Há registros de alagamentos no Jardim Seminário, no Coophasul, na Coophatrabalho e no Nova Lima, no grande Aero Rancho.

A reportagem entrou em contato com a Energisa que informou que está com situações pontuais e nenhum bairro está completamente sem energia.  A concessionária alertou para os cuidados que os munícipes devem ter em situações de fortes chuvas. 

"É importante alertar que, diante dessas situações de temporais, pode haver curto-circuito e rompimento de cabos que, ao cair ao solo, podem estar energizados. A orientação é: mantenha a distância. Não se aproxime em hipótese alguma e acione a Energisa pelos canais oficiais de atendimento", ressalta a Energisa.

Chuva do final de semana

Durante a madrugada do último sábado, Campo Grande registrou 98 mm de precipitação, resultando em estragos por toda a cidade. Conforme informou o coordenador de Proteção e Defesa Civil da capital, Enéas Netto, foram registradas 16 ocorrências na cidade no fim de semana, envolvendo alagamentos, vias danificadas e quedas de árvores.

Entre os chamados, o de maior gravidade foi atendido na Vila Popular, onde a água do Córrego Imbirussu transbordado invadiu casas na Avenida José Barbosa Rodrigues.

No interior, também foram registradas chuvas acima dos 50 mm, com destaque para Rio Brilhante (97,2 mm), Três Lagoas (85,2 mm), Ponta Porã (71,6 mm), Itaporã (79,6 mm), Sete Quedas (71,4mm) e Santa Rita do Pardo (73,2 mm). 

Apesar de diversos estragos, principalmente nos municípios da região centro-sul de MS, a Defesa Civil afirmou que nenhuma cidade solicitou apoio para atendimento após as chuvas.

Nesta manhã de quinta-feira, a capital registrou um volume, mesmo que pequeno, de chuva: cerca de 4 mm, a depender da região. A tendência é que a chuva engrosse um pouco mais durante a tarde e, principalmente, na parte da noite.

 

** Colaborou Felipe Machado

Assine o Correio do Estado

PRISÕES

Três são presos por roubar equipamentos de informática de órgão público

Suspeitos aproveitavam atuação em empresa terceirizada para praticar os crimes

29/09/2026 08h15

Prisões foram realizadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul

Prisões foram realizadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação / MPMS

Continue Lendo...

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC), prendeu três pessoas que mantinham vínculo empregatício com uma empresa terceirizada prestadora de serviços a um órgão público. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos nesta segunda-feira (28).

Segundo as investigações, os suspeitos aproveitavam o vínculo empregatício e o acesso a áreas restritas para roubar equipamentos de informática pertencentes ao órgão.

Além disso, posteriormente, os suspeitos comercializavam os bens furtados utilizando plataformas de vendas na internet.

De acordo com o MPMS, durante as investigações, constatou-se, ainda, que os suspeitos adotaram medidas para dificultar a apuração dos fatos, circunstância que fundamentou a decretação das prisões preventivas.

As investigações seguem para esclarecer a dinâmica dos fatos e apurar sua extensão, bem como recuperar os danos causados.

Meio Ambiente

Recorde de calor gera alerta para intensificação de incêndios no Pantanal

Área queimada neste ano já é maior que a de 2025 e Corumbá acumula dias com temperatura acima dos 40°C na semana

29/09/2026 08h15

Temperatura em Corumbá ontem chegou aos 43,2°C, uma das maiores já registradas no município

Temperatura em Corumbá ontem chegou aos 43,2°C, uma das maiores já registradas no município Foto: Rodolfo César

Continue Lendo...

A área queimada em Mato Grosso do Sul neste ano teve aumento de quase 4% no período de janeiro a setembro, na comparação com o mesmo período de 2025. Essa situação acende um alerta, pois o período com temperaturas mais altas chegou com a primavera e os termômetros sinalizaram que a primeira onda de calor dessa estação conseguiu ficar próxima de recordes de anos em que os incêndios causaram grandes danos, principalmente no Pantanal.

A situação sobre a área queimada está detalhada no sistema Alarmes, do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ). Durante os primeiros nove meses de 2025, a área queimada ficou em 178,1 mil hectares, neste ano, o fogo atingiu uma região de 184,8 mil hectares. 

Em análise feita pelo Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, até o dia 17 deste mês, as áreas mais atingidas estavam no Pantanal, enquanto o Cerrado e a Mata Atlântica foram menos atingidos pelas chamas.

Com a intensificação de altas temperaturas a partir do fim deste mês, para que esses números não cresçam ainda mais e danos sejam gerados ao meio ambiente e à saúde pública e tragam risco para a biodiversidade de forma geral, os procedimentos para prevenção, o que envolve uso altamente controlado do fogo em áreas remotas, passa a ser uma obrigatoriedade. 

Por decreto, o uso de queimada controlada em MS está suspenso desde o dia 1º de agosto e vai até o dia 31 de dezembro.

Uma das regiões mais críticas para aumentar esse controle sobre o uso do fogo fica no município de Corumbá. Na cidade, a temperatura ontem chegou ao quinto recorde em quase 100 anos de registro (confira no info). 

Dentro da área urbana, os termômetros chegaram a 43,2°C, a maior temperatura em Mato Grosso do Sul ontem. Em diversas outras partes do Pantanal, esses registros ficaram acima dos 40°C também.
Na Fazenda São Francisco, no Pantanal do Paiaguás, por exemplo, a temperatura máxima chegou a 42,8°C.

Às 14h, ainda eram registrados 42°C. Com uma temperatura extrema como essa, um conjunto de outros agravantes se soma para criar o cenário que pode propagar o fogo e gerar incêndios. A umidade relativa do ar chegou a 25% na zona rural, com rajadas de vento de até 35 km/h e sensação térmica próxima dos 45ºC.

A combinação de todos esses fatores climáticos é que favorece que qualquer fogo, mesmo que tenha sido iniciado de forma controlada e pequeno, corra o risco de se propagar de forma rápida. 

Temperatura em Corumbá ontem chegou aos 43,2°C, uma das maiores já registradas no município

A Defesa Civil de Corumbá, que passou a ter uma sala de situação e está à frente do Comitê Municipal do Fogo em uma das cidades onde mais há registros de incêndios no Brasil, pontuou que o cenário é crítico. 

Além das altas temperaturas, ainda há ausência de chuva contínua e a vegetação em várias partes do Pantanal já está seca. 

“Neste período, nossa preocupação não é somente acompanhar a temperatura. Nós observamos conjuntamente umidade, vento, ausência de chuva e as condições da vegetação. Quando esses fatores se combinam, qualquer atividade capaz de produzir chama, faísca ou calor pode representar um risco maior de início e propagação de incêndio. Por isso, a principal orientação neste momento é prevenção”, reconheceu o superintendente de Proteção e Defesa Civil de Corumbá, capitão Silvanei Barbosa Coelho.

Apesar da estrutura da Defesa Civil ainda não ser suficiente para atuar diretamente no combate, o superintendente reconheceu que há uma integração entre instituições dentro do Comitê Municipal de Fogo para haver uma mobilização mais efetiva. Uma das respostas para tentar mitigar os riscos maiores envolve a elaboração do projeto para o Plano Municipal de Manejo Integrado do Fogo (PMIF).

Neste ano, ainda vem ocorrendo uma série de treinamentos e ações conjuntas para fortalecer e integrar brigadas comunitárias e privadas no território de Corumbá. Conforme a Defesa Civil, há também um avanço que aprimorou os protocolos de comunicação e acionamento no caso de emergências.

Com essa capilaridade que o comitê tende a gerar, engajando brigadas rurais, instituições mais aparelhadas como Bombeiros e

Prevfogo/Ibama, além de contato direto com o Sindicato Rural de Corumbá, ONGs como o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), que mantém brigada permanente na Serra do Amolar, e parceria na Bolívia com a Armada Boliviana, atualmente responsável por ações de combate a incêndios, há uma expectativa de que alertas de prevenção sejam mais eficazes e alcancem áreas remotas.

“O comitê reforça, durante períodos de calor extremo e baixa umidade, a necessidade de maior cautela com queima de resíduos, uso do fogo em propriedades rurais, soldagens, maquinários que possam gerar faíscas, descarte de cigarros e qualquer outra atividade potencialmente capaz de iniciar incêndios. A orientação é para que, diante de qualquer indício de fumaça ou incêndio, a situação seja comunicada imediatamente aos órgãos responsáveis”, informou Coelho.

Em áreas sem telefonia no Pantanal, por exemplo, há o telefone dos Bombeiros para emergências (67) 99987-9539. Outra situação envolve a ampliação da cobertura do monitoramento com uso de IA do sistema Pantera, gerido pelo IHP, em 20%, o que totaliza 2 milhões de hectares cobertos em MS, MT e na Bolívia. 

Neste mês, esse monitoramento também passou a ser feito no Território Indígena Guató, na Ilha Ínsua, área mais remota ao norte de Mato Grosso do Sul.

* Saiba 

O calor deve continuar hoje na maior parte do Estado, podendo chegar a 42°C na região pantaneira, segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS). Porém, há possibilidade de chuva em boa parte de MS entre a tarde e a noite de hoje.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).