Castigado pelas chuvas nesta terça-feira (09), os populares das ruas Lino Villacha e a Francisco Pereira Coutinho, no Jardim Anache retomaram um questionamento antigo na capital. Há mais de uma década, os moradores da região lidam com uma erosão, localizada nas proximidades do Hospital São Julião.
Nesta tarde, a administração do local destacou ao Correio do Estado que em razão do volume de chuva, os funcionários mantinham orientações ao tráfego de veículos para um desvio, visto que o local estava intransitável. A queda do terreno causou transtornos inclusive na entrada e saída dos pacientes, que ficaram impossibilitados de se locomoverem. De acordo com o hospital, "há sério risco do asfalto ceder ainda mais. A situação no momento é de grande apreensão, porque o terreno no local não oferece segurança nenhuma", alegou o hospital.
Em maio de 2020, equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) iniciaram as obras para conter erosão nos fundos do Hospital São Julião. Na ocasião, a cratera havia aumentado de tamanho em razão das chuvas da semana passada, entre 12 e 13 de maio. A cratera tinha 1,8 mil metros de diâmetro, com seis metros de profundidade. Na ocasião, a Sisep informou que a cratera não seria integralmente tapada, e um muro de contenção seria construída para que funcione como uma bacia de retenção da enxurrada.
Quando transbordar, a água cairia diretamente na tubulação existente e desembocar nas bacias de contenção e dissipadores de energia, uma espécie de escadaria para reduzir a velocidade da enxurrada -, construída há cercade uma década no Córrego Botas.
Entenda o caso
A queda do local pode ser justificada pela voçoroca, fenômeno geológico que consiste na formação de grandes buracos causados pela água da chuva e solo arenoso.

