Cidades

Campo Grande

Após 114 postes derrubados em 2025, ano começa com novos acidentes

Capital tem uma média de um poste derrubado a cada três dias; somente neste domingo (11) foram duas batidas em menos de seis horas

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Após 2025 registrar 114 colisões envolvendo veículos que bateram em postes de energia no Estado, dois carros, em regiões distintas, colidiram contra postes de energia neste domingo (11), em Campo Grande.

Um dos registros ocorreu no bairro Jardim Veraneio, durante a madrugada, quando a condutora de um Chevrolet Corsa, a vítima que não teve a idade divulgada, precisou ser retirada do veículo com auxílio do Corpo de Bombeiros.

Com o impacto, o veículo ficou atravessado na pista e a estrutura do poste de energia quebrou. Uma equipe da concessionária precisou ir até o local devido à parte da região apresentar oscilação no fornecimento.

Em outro ponto da cidade, na região do Parque dos Girassóis, no início da manhã, um carro em que seguiam dois homens também bateu contra um poste, que não chegou a ceder, ficando parcialmente avariado.

Uma das vítimas precisou receber atendimento médico e foi levada ao hospital; o outro ocupante não sofreu maiores ferimentos. 

A reportagem entrou em contato com a assessoria do Corpo de Bombeiros para obter informações sobre o estado de saúde das vítimas e aguarda retorno o de saúde da mulher, quando houver atualizações será atualizado no texto.
 

Acidentes

Em relatório divulgado pela Energisa, 114 veículos colidiram com postes de energia elétrica em Mato Grosso do Sul. Já em Campo Grande, os números indicam que, em média, um poste foi derrubado a cada três dias.

O maior número de acidentes desse tipo aconteceu em Campo Grande, com 17 registros.

Em seguida aparecem Dourados, com 10 postes derrubados, e Coxim, com cinco. Outros municípios, como Aquidauana, Ribas do Rio Pardo, Nioaque e Paranaíba, registraram quatro casos cada, enquanto Jardim, Amambai e Caracol tiveram três ocorrências cada.

Conforme os dados da Energisa, nos últimos três anos os números se mantêm altos. Em 2023, foram 106 ocorrências; em 2024, o número subiu para 119 e, em 2025, chegou a 114.

Além da quantidade de acidentes, o impacto financeiro também chama atenção, segundo a concessionária. Em 2025, o custo médio por poste abalroado foi de R$ 8.211,67.

Conforme regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o custo pelos danos causados e pela substituição das estruturas avariadas, como postes, transformadores e rede, é cobrado do condutor do veículo causador do sinistro.

Riscos

“Esse tipo de ocorrência não apenas coloca vidas em risco, como também provoca interrupções no fornecimento de energia na região, impactando serviços essenciais, como escolas, hospitais e o comércio”, diz a concessionária, em nota.

O coordenador de Construção e Manutenção da Energisa MS, João Ricardo Nascimento, alerta para os riscos que esses acidentes representam e reforça orientações de segurança.

“Em caso de colisão com poste, é fundamental não tentar sair do veículo nem tocar em suas partes metálicas. Não encostar no poste e em cabos da rede de energia, que ainda podem estar energizados e provocar descargas elétricas, gerando incêndio e até acidentes fatais. É fundamental ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros e para a Energisa”, explica.

** Colaborou Glaucea Vaccari

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tragédia

Colisão entre carro e caminhão mata homem de 56 anos na BR-060

Este é o segundo acidente registrado no trecho Campo Grande-Sidrolândia em 30 horas

14/10/2026 08h50

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Alexandre Motta do Prado, de 56 anos, faleceu em acidente entre carro e caminhão, na madrugada desta quarta-feira (14), por volta das 1h da madrugada, no KM-370 da BR-060, entre Campo Grande e Sidrolândia.

Este é o segundo acidente registrado neste trecho em menos de 30 horas.

O motorista do caminhão baú Mercedes Benz seguia sentido Campo Grande-Sidrolândia e o condutor do carro Honda HRV, vítima fatal, trafegava no sentido contrário, Sidrolândia-Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o carro desviou para a esquerda, invadiu a pista contrária, acertou o caminhão, capotou e foi parar em um barranco, no matagal às margens da rodovia.

O motorista do carro foi arremessado para fora do veículo e seu corpo foi encontrado a 6 metros do carro capotado. Teve fraturas internas e externas e dilaceração do ombro esquerdo. Ele faleceu na hora.

Já o condutor do caminhão saiu ileso sem ferimentos. Ele foi submetido ao teste do bafômetro, que deu negativo.

O carro ficou completamente destruído, com rodas para cima, lataria amassada e vídeos quebrados. O caminhão sofreu grandes estragos na parte lateral esquerda dianteira, com rodas danificadas, pneus estourados e lataria arrancada.

Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para socorrer a vítima, mas ela faleceu antes da chegada do socorro.

Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, apurar as causas do acidente, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

O caso foi registrado como “praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor” na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol).

OUTRO ACIDENTE

Darcy Santos Oliveira, de 48 anos, morreu em acidente entre moto e carreta, na noite de 12 de outubro, por volta das 18 horas, na BR-060, altura da comunidade rural Rancheiro, trecho localizado a 10 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a vítima trafegava em uma motocicleta, saiu do Rancheiro e fez uma conversão para acessar a rodovia, momento em que colidiu contra uma carreta de placas paraguaias, que trafegava na BR-060 sentido Campo Grande-Sidrolândia.

Com o impacto, o motociclista foi arremessado para uma caminhonete que trafegava na pista de sentido contrário, Sidrolândia-Campo Grande.

O homem faleceu na hora e seu corpo ficou sob a caminhonete. O acidente fatal provocou intenso congestionamento de veículos na rodovia, com filas quilométricas e motoristas parados por várias horas.

TRANSPORTE PÚBLICO

Conselho administrativo autoriza venda do Consórcio Guaicurus

O ato de concentração aprova a transferência à Maas Administração e Participações Ltda., empresa criada pelo Grupo HP Mobilidade

14/10/2026 08h45

Intervenção nos ônibus do Consórcio Guaicurus revelou dívida de R$ 48,5 milhões

Intervenção nos ônibus do Consórcio Guaicurus revelou dívida de R$ 48,5 milhões Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra das quatro empresas de ônibus do Consórcio Guaicurus, de Campo Grande, pelo Grupo HP Mobilidade, de Goiânia. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na edição do dia 8 de outubro.

As empresas que compõe o Consórcio Guaicurus são: Viação Cidade Morena, Jaguar Transportes Urbanos, Viação Campo Grande e Viação São Francisco. O ato de concentração tem a Maas Administração e Participações Ltda., como compradora. Ela foi criado pelo Grupo HP Mobilidade para conduzir a compra do Consórcio Guaicurus.

Com a aprovação, o órgão federal encerrou a análise concorrencial sem impôr restrições à transação. A venda, porém, depende do avala da Prefeitura de Campo Grande. Adriane Lopes (PP) já manifestou que o negócio só será concluído se a empresa apresentar propostas concretas para melhorar o serviço, como a renovação da frota, ônibus com ar-condicionado e melhorias nos terminais.

Desde o dia 21 de julho, o Consórcio Guaicurus anunciou que havia chegado a um acordo de compra e venda com a concessionária goianiense HP Mobilidade, que é responsável pelo transporte coletivo de Goiânia. Desde então, a Prefeitura de Campo Grande aguarda uma proposta formal da empresa que aponte os planos de melhorias no transporte público, para decidir se aceita ou não a transação.

O Cade é o órgão responsável por orientar, fiscalizar, prevenir e reprimir abusos do poder econômico no Brasil e que analisa fusões, aquisições entre empresas para evitar monopólios.

Intervenção revela dívidas milionárias

A intervenção administrativa decretada no transporte coletivo urbano de Campo Grande revelou um diagnóstico financeiro preocupante no Consórcio Guaicurus. O levantamento preliminar realizado pela equipe responsável pela intervenção de 180 dias concessionária aponta R$ 48,5 milhões em débitos e obrigações acumuladas que comprometem a estabilidade das operações na Capital sul-mato-grossense.

O relatório é assinado pelo interventor-geral Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, e pelos outros interventores, Alexandre Souza Moreira (jurídico), Rodolfo Bahiense Fernandes (administrativo-financeiro) e Robson Tadeu Pereira (operacional).

No centro desse passivo financeiro estão os parcelamentos fiscais consolidados perante a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que somam R$ 31,29 milhões. Esse montante exige um desembolso mensal constante de R$ 721.486,16 para amortização, gerando um comprometimento anual de cerca de R$ 8,66 milhões do fluxo de caixa operacional.

A lista de dívidas tributárias e regulatórias inclui ainda débitos com outros órgãos federais e municipais. O consórcio registra um saldo devedor de R$ 183,7 mil em parcelamentos de multas ambientais aplicadas pelo Ibama, além de R$ 4,86 milhões referentes a impostos e contribuições sobre a folha de pagamento, como INSS e Imposto de Renda.

Completando a conta de penalidades registradas pelos órgãos de fiscalização, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg) aplicou uma multa de R$ 12,24 milhões contra o grupo concessionário. A sanção decorre do descumprimento contratual continuado na manutenção do seguro de responsabilidade civil obrigatório, exigência descumprida por quase dez anos pela administração afastada.

Além disso, o relatório aponta outras dívidas e contingências operacionais, como R$ 5,86 milhões em combustível vencido em junho de 2026, R$ 2,15 milhões com outros fornecedores em aberto, R$ 17,44 milhões em estimativa de processos cíveis e a condenação não transitada em julgado de R$ 30 milhões por dano moral coletivo.

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